sábado, 5 de janeiro de 2013

Soneto José Régio e Versos de António Aleixo

                         



Soneto quase inédito
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
image0011 13.jpg Assentam-se os fantoches em São Bento
 E o Decreto da fome é publicado.
 Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento 
Usufruem seis contos de ordenado.
 E enquanto à fome o povo se estiola,
 Certo santo pupilo de Loyola, 
Mistura de judeu e de vilão, 
Também faz o pequeno "sacrifício" 
De trinta contos - só! - 
por seu ofício Receber, 
a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969
José Régio e o seu burro' - por Hermínio Felizardo


SERIA ASSIM QUE O EÇA DIRIA...
A Assembleia da Republica é um local que:
se for gradeado será um Jardim Zoológico,
se for murado será um presídio,
se lhe for colocada uma lona será um circo,
se lhe colocarem lanternas vermelhas será um bordel,
e se se puxar o autoclismo não sobra ninguém...
Por: Maria Helena Guimarães




 
Acho uma moral ruim
 trazer o vulgo enganado:
 mandarem fazer assim

 e eles fazerem assado.
      
  Sou um dos membros malditos
  dessa falsa sociedade

  que, baseada nos mitos,
  pode roubar à vontade.

     
  Esses por quem não te interessas                                     
  produzem quanto consomes:
  vivem das tuas promessas

  ganhando o pão que tu comes.
      
 Não me dêem mais desgostos

  porque sei raciocinar...
  Só os burros estão dispostos
  a sofrer sem protestar!

       
Esta mascarada enorme
 com que o mundo nos aldraba,

 dura enquanto o povo dorme,
 quando ele acordar, acaba.

      
 Quem trabalha e mata a fome
  Nâo come o pão de ninguém
  Quem não ganha o pão que come
  Come sempre o pão de alguém

   Sei que pareço um ladrão
   Mas há muitos que conheço
   Que sem parecer o que são
    São aquilo que pareço




Vós que lá do vosso Império
Prometeis um mundo novo
Cuidado não vá o Povo
Querer um mundo novo a sério


António Aleixo
 

 

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Ó Portugal, hoje és nevoeiro... 

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, 
Define com perfil e ser 
Este fulgor baço da terra 
Que é Portugal a entristecer — 
Brilho sem luz e sem arder, 
Como o que o fogo-fátuo encerra. 

Ninguém sabe que coisa quer.                                          

Ninguém conhece que alma tem, 
Nem o que é mal nem o que é bem.                               
 (Que ânsia distante perto chora?) 
Tudo é incerto e derradeiro. 
Tudo é disperso, nada é inteiro. 
Ó Portugal, hoje és nevoeiro... 
    
É a Hora! 


Fernando Pessoa
 

VENDEU-SE E Portugal vendeu-se como prostituta de rua num catálogo mundial. Vendeu as joias, as artes, a mente, o corpo pelo preço mais barato . Olhou de lado, emigrou, para preservar alguma coisa , para guardar os filhos seus, aqueles melhores que tinha no seu colo mundial na esperança de vê-los um dia a voltar ao ninho. Vendeu o corpo de séculos, vendeu a força que foi sua do suor de quem trabalha e constrói na sua terra aquilo que chama seu. Vendeu, com lágrimas, todos os seus carinhos. Vendeu vetustas heranças pelos reis conseguidas em pedra e cal construídas de ouro e prata lavradas, para pagar a factura de ser chamado de igual. Parceiro sem valimento, da usura mundial. Vendeu o suor dos mineiros que, outrora eram vendidos em paga de ouro de lei. Vendeu os mortos das colónias filhos da terra Natal, vendeu mares, vendeu ventos, vendeu homens e pensamentos. Em troca de quê? Não sei. De um retorno à servência? De um abraço do diabo? De Homens dormindo ao relento? De um ódio desbocado? De uma Nação sem alento? De um povo todo escravo? Vendeu-se com roupas leves como uma meretriz pagando os próprios opróbios deixando o freguês feliz. Helena Guimarães

FEVEREIRO
Eu sou o mais pequenino. Mas o que estão a pensar? Não pensem que desatino e me ponho a chorar. Comigo não há coisas mansas. Havia Carnaval e danças cortejos de moças bonitas semi-despidas ao frio que só de vê-las, catitas, já me dava um calafrio. Mas os juízes morais na sua douta sapiência proclamaram a decência. Acautelaram os mancebos da sua natural tendência e mandaram-nos trabalhar,  que isto de arrebitar é pecado como dizem os jhiadistas. Há que preservar as pulsões para as virgens sem conhecimento senão, é tudo um tormento de atrevidas comparações.. Que nesta moral decadência olhar as curvas expostas e as peles arrepiadas só mesmo depois do sim em condições reservadas. E eu, mês pequenino, vim com espada e armadura apoiar os moralistas, ajudar os idiotas. E, por agra penitência abri as portas do céu dos ventos, das forças ignotas, e sempre disposto a ajudar juntei á míngua e às carências o ódio e a desesperança e um frio de rachar.
Helena Guimarães

Ao Rei partiram a espada! 
Está a questão arrumada 
Sou "Juiz" bem justo e sério 
Não culpem vocês ninguém 
Estão em S. Bento e Belém 
As "virgens" do "santo" império 


J/S
João Severino adicionou 4 fotos novas.
E tu... não BES? Nos meus cálculos de ciência Tenham santa paciência Já encontrei o culpado Mas importância não tem Aquela sova na mãe Marcou todo o nosso "fado" Ao jovem que agora agiu E essa espada lhe partiu Quando o mal já estava feito
Não têm "culpa" os demais Por alguém bater nos país Vamo-nos dar ao "respeito" Agora já castigado Por jovem desempregado Pelo erro cometido Culpando "gente decente" Não é "justo" certamente Tenham o "respeito" devido Estes nossos governantes Os de agora como dantes De tudo têm tentado Fazem bancos em cadeia Enquanto este Zé se alheia Sem enxergar o culpado Vamos lá ter respeitinho Que Afonso já está velhinho Mas tanto mal que nos fez Deixou-nos entregue aos bichos Da europa somos lixos Mas o Cherne é Português. j/s

1 comentário:

  1. Viriato, sempre em forma ! Cheira-me que é reformado logo prevejo que é este ano é que o Gaspar lhe penhora o computador ! Anuncios de advogados online ? Veja lá no que é que se mete ainda o acusam de estar a fazer o jogo do capital !

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