sexta-feira, 22 de junho de 2012

BPN A Fraude sem Castigo

       
                     
litos63
22.06.2012 - 00:43

Parece anedota, mas é autêntico:
Dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros.
Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco.

O BPN tem feito correr rios de tinta e ainda mais rios de dinheiro dos contribuintes.
Foi a maior burla de sempre em Portugal, qualquer coisa como 9.710.539.940,09 euros.

Com esses nove biliões e setecentos e dez milhões de euros, li algures, podiam-se comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo), 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid, construir 7 TGV de Lisboa a Gaia, 5 pontes sobre o Tejo ou distribuir 971 euros por cada um dos 10 milhões de portugueses residentes no território nacional (os 5 milhões que vivem no estrangeiro não seriam contemplados).

João Marcelino, director do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “é o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.
O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?”

O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.
O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros (há trinta anos era um advogado "pé rapado", em início de carreira, em Coimbra).

Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.

Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores.
O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar.

Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários.
Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD.

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho de 2011, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN.
O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.
O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele, Cavaco Silva.
Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência.
Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros.

Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.
Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista. Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar à prisão...
O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus.
Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público deferiu os pedidos. Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram descaminho a nove biliões e é um problema político.
Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes "condescendentes", vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais.

Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos costumes talvez isso não aconteça.

Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram a regra de Brecht:
“Melhor do que roubar um banco é fundar um”.

TU, QUE NÃO TENS TRABALHO, QUE PASSAS FOME, QUE MORRES POR NÃO TERES DINHEIRO PARA TE TRATAR;
JOVEM BEM QUALIFICADO E PREPARADO PARA TORNAR UM PAÍS MELHOR, MAIS MODERNO E JUSTO, QUE NÃO ENCONTRAS TRABALHO NO TEU PAÍS;
PENSIONISTA, QUE TRABALHASTE UMA VIDA INTEIRA, CONTRIBUÍSTE PARA ENRIQUECER OUTROS E ESTÁS A VIVER DE UMA MÍSERA PENSÃO, QUE OS MESMOS TE CONTINUAM A ROUBAR;
TODOS OS QUE VIVEM HONESTAMENTE DOS RENDIMENTOS DO SEU TRABALHO:
PARECE-TE JUSTO?

VAMOS TODOS MUDAR DE PAÍS!!

Foto
Parece anedota, mas é autêntico:

O dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros.
 Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco.

Mas este já está preso.






José Curado Gaspar Matiashttp://www.jornaldenegocios.pt/.../desvio_no_bpn_elevou...
Oliveira e Costa e os ex-administradores do BPN...
JORNALDENEGOCIOS.PT




Nota: Se quer saber mais. Outros artigos relacionados com o BPN.

















Quem cavou o buraco do BPN?

Uma pequena tentativa para contabilizar o(a)s senhores(as) que ficaram com o dinheiro que todos os portugueses estão a repôr.
Os valores são indicativos e foram pesquisados na internet, em jornais (principalmente no Diário de Noticias) e no livro "O escandalo do BPN" e completados com a reportagem da SIC em 22/12/2012).
É possível que alguns estejam inocentes ou já tenham regularizado os créditos. A cinzento estão nomes e montantes que se encontram disponíveis em jornais e internet mas que não foram mencionados na reportagem da SIC.

Buraco estimado entre os 2800 e os 4893 milhões de euros mas que, segundo alguns especialistas, pode chegar aos 8300 milhões!

Coveiros:

  • Aprígio Jesus Fereira Santos: 140 milhões

  • Duarte Lima, Pedro Lima e Vítor Raposo (Homeland): 49,655 milhões

  • Luís Duque, vereador da CM de Sintra: indeterminado
  • empresário Carlos Marques (stand SportClasse), e advogados Diamantino Morais e Teresa Rodrigues: 100 milhões
  • José Oliveira e Costa 15,307 milhões
  • a filha Yolanda Maria Rodrigues Oliveira e Costa (PROGLOBO) : 3,447 milhões
  • José Oliveira e Costa, António Franco (ex-administrador), José Vaz de Mascarenhas (ex-presidente do Banco Insular) e Ricardo Pinheiro (ex-director do Departamento de Operações do banco): 222,1 milhões
  • Abdool Vakil: indeterminado
  • Luís Carlos Caprichoso (PLEXPART): 0,820 milhões
  • Francisco Sanchez: indeterminado
  • José Vaz Mascarenhas: indeterminado
  • Luís Reis Almeida: indeterminado
  • Isabel Cardoso: indeterminado
  • José Augusto Rodrigues Monteverde (BIGMUNDI): 5,632 milhões
  • Ricardo Oliveira: indetermnado
  • Luís Ferreira Alves: indetermnado
  • F. Baião do Nascimento: indetermnado
  • António Martins Franco: indetermnado
  • Rui Guimarães Dias Costa: indetermnado
  • Hernâni Ferreira: indetermnado
  • Labicer: 82 milhões
  • Invesco (off-shore): 17,538 milhões
  • Jared Finance (off-shore): 46,588 milhões
  • Solrac (off-shore): 115,116 milhões
  • Merfield Servises (off-shore): 6,615 milhões
  • Marbay Enterprises (off-shore): 4,155 milhões
  • Tempory Limited (off-shore): 3,845 milhões
  • Redshield Services (off-shore): 12,450 milhões
  • Reltona Enterprises (off-shore): 12,585 milhões
  • Webster Worldwide Assets: 26,82 milhões
  • Financial Advisory Services: 2,449 milhões de dólares
  • Orienama Investments: 713,106 mil dólares
  • Antorini Brasil Participações: 399, 247 mil dólares
  • Imobiliária Pousa Flores: 1,55 milhões
  • Almiro Silva: 14.05 milhões
  • Starzone, empresa participada da SLN que geria os direitos de imagem do futebolista Luís Figo e do ex-selecionador português de futebol Luiz Filipe Scolari: 47 mil euros
  • Vítor Baía (através das empresas  Suderel- Gestão Imobiliária SA e Cleal) 4 milhões
  • Telmo Belino Reis 3,6 milhões
  • Dias Loureiro 10 a 30 milhões
  • Arlindo de Carvalho e José Neto (empresa Pousa Flores) 74,363 milhões
  • Arlindo de Carvalho (via Banco Insular) 4,88 milhões
  • José Neto (via Banco Insular) 4,89 milhões
  • António Coelho Marinho 0,735 milhões
  • Duarte Lima (empréstimo para comprar obras de arte) 6 milhões
  • Fernando Estevam Oliveira Fantasia (OPI 92 e PAPREFU - imobiliárias): 80,847 milhões
  • Emídio Manuel Catum (PLURIPAR): 134,740 milhões 
  • Emídio Manuel Catum e Fernando Fantasia 72,131 milhões
  • Luís Filipe Vieira 20 milhões
  • Capinha Lopes (arquitecto): 9,218 milhões
  • Abdul Rahman El-Assir 38,2 milhões
  • José Manuel Gama Pereira (gerente do balcão BPN nas Amoreiras) 2 milhões
  • Leonel Gordo (gestor do balcão de Fátima) 3,584 milhões
  • Joaquim Pessoa (vendeu ao banco uma colecção de arte pré-histórica falsa): 5,3 milhões
  • Almerindo Duarte (TRANSIBERICA): 23,040 milhões
  • Casa do Douro: 26,549 milhões
  • CNE - Cimentos Nacionais e Estrangeiros: 90,441 milhões
  • Galilei: talvez 1000 milhões
  • Joaquim Alberto Vieira Coimbra (TURITON-Imobiliária): 11,032 milhões
  • Vitória Futebol Clube: 7,021 milhões
  • Boavista Futebol Clube: 3,552 milhões
  • Tomás Taveira (arquitecto): 0,828 milhões
  • António José Baptista Cardoso Cunha: 8,387 milhões

  • TOTAL até agora tornado mais ou menos público: 3660,46 milhões

Era tão bom que publicassem todos os créditos transferidos para a Parvalorem, para a Parups e para a Parparticipadas para sabermos tudo. Para sabermos a quem andamos a pagar os calotes.



        As «sociedades veiculo» públicas que serviram para limpar o BPN, preparando-o para a privatização, absorveram cerca de 5,5 mil milhões de créditos de cobrança duvidosa provenientes do BPN.
Trocando em miúdos. Com a nacionalização do BPN seguida da sua privatização, o Estado, através dos ditos «veículos», tornou-se credor de 5,5 mil milhões de euro que o BPN emprestou a algumas empresas e pessoas, pessoas e empresas essas que não pagam o que devem e para tal declaram falência, ou encontram outras formas de incumprir. Esses créditos quando considerados incobráveis, são contabilizados no défice público como despesas e transformados em dívida pública. Dos 5,5 mil milhões, 2,2 mil milhões já foram reconhecidos como perdas e contabilizados nos défices de 2010 e 2011, isto é, transformados em dívida “de todos nós” que já estamos a pagar com juros.
Informa-nos o jornal Expresso, de 22 de Dezembro (página E8), que agora «já há mais de 500 clientes com dívidas superiores a meio milhão de euro em incumprimento total». No total, este incumprimento acrescentaria cerca de 3 mil milhões de euro à fatura do défice e da dívida.
Ora, 2,2 mil milhões, que já estamos a pagar, mais 3 mil milhões ….
Quem são as empresas e as pessoas cuja dívida nos estão a querer obrigar a pagar? A notícia do Expresso identificava os dez maiores entre os quinhentos: 
        | POR JOSÉ MARIA CASTRO CALDAS         

                                                                                           

12 comentários:

  1. Porque nunca fala do Constâncio? E de outros? Dos que se seguiram ao Oliveira e Costa e que administraram o BPN até à venda? E porque mistura quem de facto esteve ligado á actividade do BPN e os que nela nunca intervieram, nem tinham que intervir, quer como gestores quer como fiscalizadores? Todos, mas todos, deviam, pelo menos, pagar com os seus bens os prejuizos que causaram. E, assim como noutros países acontece, também aqui as passagens dos bens para nomes de terceiros deveriam ter sido já há muito anuladas. Isto não é o grande golpe laranja: isto é a prova de que os políticos, antes de serem de um partido, são da classe política onde todos se protegem uns aos outros. Não vá o diabo tecê-las....É o grande golpe do sistema.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O CONSTÂNCIO ERA O GOVERNADOR NÃO ERA O LADRÃO. Pode dizer-se que como responsável máximo responde pelo trabalho dos investigadores que não cumpriram bem as peritagens, seja por incompetência, seja por compadrio, pois estavam a lidar com um HOMEM IMPORTANTE, que foi secretário do Tesouro do Governo de Cavaco quando recebemos QUADRILIÕES DE CONTOS DA ENTÃO CEE, que saiu do Governo mas continuou grande amigo e padrinho de casamento da filha Patricia com o agora poderoso Luiz Montez, vizinho da ALDEIA DA COELHA, embora curiosamente a escritura da casa dele não contenha irregularidades e o valor declarado é muito superior ao da CASA DO CAVACO, cujo registo não foi feito e o seu valor muito baixo calculado numa permuta da cara Mariani e de um terreno. Isto foi denunciado pela Revista Visão que nunca foi processada. Calcula-se a subserviência dos supervisores. Ainda agora se viu nas declarações do novo secretário de Estado que declarou na Comissão de Inquérito saber de tudo mas não denunciou ao Banco de Portugal por ter medo das consequência. O Governador pode ser muito competente mas não é bruxo. Vê-se agora o Novo Governador que nada sabia das traficâncias do RICARDO SALGADO que teve de pagar ás finanças 8,6 milhões de Euros da fuga de impostos e é muito menos do que deixou de pagar. Isto só foi descoberto através dum programa do Governo anterior chamado RAERT 3 e este Governador actual viu passar os comboios. Há mais poderosos que fizeram o mesmo mas os processos não estão concluidos como o do Merceeiro do Pingo Doce, que depois de apanhado mudou a sede para a Holanda. Este merceeiro é o verdadeiro 1º Ministro, pois o Borges que faz as privatizações acumula o lugar de Administrador na Empresa do Soares dos Santos O PRIMO RICIARDI só soube por ter sido apanhado nas escutas do Ministério Publico com o 1º Ministro Passos Coelho, quando fez pressões para o BESI ser nomeado intermediário da venda da EDP E REN aos chineses. Ligar o Constâncio que era Governador e que talvez os inspectores, encobrissem o Oliveira e Costa por medo ou dinheiro, mas sobre o Banco Insular de CABO VERDE, eles nunca descobririam a escrita paralela porque os auditores que deveriam ser castigados nunca detectaram nada

      Eliminar
    2. Vou deixar-lhe um Link que leva algumas das questões que coloca.

      http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/12/sic-buraco-do-bpn-7-mil-milhoes.html

      Sigam o Passos, sigam o Relvas, sigam a laranjada.
      Passos assinou escrituras falsas, ditas de favor, por procuração de quem ele foi testa-de-ferro, no sacar património valioso da SLN para que não caísse na alçada de uma possível nacionalização..
      Relvas, tinha como único sócio na Finertec, o Fiducial Cabo Verde, banco da martelada do BPN.
      Joaquim Coimbra, representava em Cabo Verde um Fundo de Investimento liderado pelo Banco Sul-Atlântico, outra desnatadeira do BPN em Cabo Verde. JCoimbra faz parte das damas-de-honor da Comissão de Cavaco a presidente, é o patrão do Mendes Boy, um dos accionistas de referência da SLN.

      Até rebentar a bronca bancária pela Europa fora, a supervisão era só documental, nunca in loco.
      Só a partir de então os governadores passaram a ter quase poderes de polícia. Foi necessário ouvir Constâncio na Comissão de Inquérito para deitar as mãos à cabeça e perguntar como era possível, mas era efectivamente assim: carta para lá, resposta para cá, respondeu fora de tempo sai uma coima, não enviou tudo o que foi pedido, faz-me mais uma cartinha, não passado disto, do conhecimento que todos os passarões daquele banco sabiam, quase todos passados pelo BdP.
      O que estranho é que, com tanto passarão da laranja metido na burla, tenha sido o governo de Cabo Verde a alertar "ouvimos falar de uns bancos esquisitos aqui, pois saibam que há alguns que são pertença de portugueses", coisa que a laranjada nunca soube, como querem dar a entender.
      Por BrincaNareia



      Eliminar
  2. Se há história que me dá raiva em Portugal este é uma delas. Mais me enraivesse o facto de no fim ninguém ser responsabilizado eceptuando, nós, os contribuintes. Aliás, nós já estamos a pagar por isso, como se nós fossemos os criminosos nesta história.
    Conforme a outra pessoa acima comenta, também Vitor Constâncio tem responsabilidade nisto, não por intervenção directa no assunto mas por não ter sido capaz de ver o que todos viam. Por ter sido avisado e ter deixado andar a coisa até ela rebentar. Mais, quando confrontado com esta situação no parlamento, ainda tem a distinta lata de fazer aquela cara de "peido enfadonho" como quem, não me chateiem que eu não estou cá para isso. Um anormal que recebia milhões no cargo (mais do que o presidente da reserva federal norte-americana note-se) e ainda tem a distinta lata de fazer aqueles figurões na TV???

    O mais importante disto tudo! onde está o dinheiro? quem ou quantos o têm? o que tem sido feito para recuperá-lo?
    Pelos vistos, menciona e bem o facto de Oliveira e Costa ter colocado em nome da mulher (de quem entretanto se divorciou) todos os seus bens.
    É um erro meu ou existe na lei, uma figura que anula todos os negócios jurídicos efectuados a partir de situação dolosa?
    Não poderia e deveria o ESTADO/GOVERNO reivindicar os superiores interesses de todos nós e confiscar todos e quaisquer bens deste e doutros ladrões relacionados com esta gigantesca falcatrua?
    O que foi feito relativamente a isto? simplesmente nada. Porquê? demasiados "rabos trilhados" nesta negociata é de certeza a melhor resposta a esta pergunta. SE puxarmos por um fio que seja deste novelo, se calhar nem a "coats & clark" seria capaz de produzir um novelo tão grande.

    Soluções para isto:
    - maior fiscalização (há provas que isto irá evitar outra coisa do género? duvido)
    - recapitalizar os bancos (eles roubam, nós pagamos)

    Diferenças de então para agora:
    - como recompensa pelo belíssimo trabalho no Banco de Portugal, Vitor Constâncio trabalha agora no BCE com mais um ordenado milionário)
    - nós ficamos sem subsídios de natal e férias, o BdP invoca que os seus ordenados não são pagos pelo Estado mas sim pelo sistema de bancos europeus e eles mantêm-se tranquilamente com todas as suas regalias

    Este é o pedacinho do céu para criminosos que nós chamamos de país... Ainda os hei-de ver a darem lições aos elementos da máfia italiana que neste momento devem dizer que nós é que realmente somos bons no que fazemos....

    ResponderEliminar
  3. Sera que a E.T.A já esta em Portugal??????

    ResponderEliminar
  4. Isto é tudo muito bonito, mas chegada a hora das eleições lá vai tudo votar no centrão, não votar ou votar branco/nulo (estes dois últimos é como votar centrão)! Assim, sem revolução pelas armas ou pelo voto, este polvo nunca morre!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acertou na mouche.

      Graça Maciel Costa

      Eliminar
  5. Somos um bando de covardes...triste povo

    ResponderEliminar
  6. Até parece que fomos nós que roubamos o BPN,BBP,SLN.....POIS NÓS É QUE ESTAMOS A PAGAR TUDO.
    Já agora uma pergunta QUEM TEM MEDO EM PORTUGAL DE RESOLVER ESTE MISTÉRIO,A JUDICIARIA ANDA A FAZER O QUÊ E O MINISTÉRIO PÚBLICO???????PORQUE É QUE TÊM MEDO O QUE É QUE EXISTE AFINAL,PORQUE É QUE NUNCA AS TV´S ,JORNAIS E RÁDIOS NUNCA FALAM DESTE CASO!!!!!!!!!!!!!!!!!!PORRA............PORQUÊ?????????????????????????

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não sei responder, mas desconfio que com tanto dinheiro envolvido se pode subornar muita gente e depois quem ousa incomodar gente tão digna e importante. É estranho ou talvez não que se fale tanto do Freeport, Face Oculta, PPP etc. que caso tivesse havido suborno, não passa de trocos, perante uma fraude gigantesca que o povo vai ter de pagar durante longos anos.

      Eliminar
  7. O povo paga se quiser.O que o povo deve fazer e cacar esses gatunos toda a bala.

    ResponderEliminar
  8. Portugal inteiramente controlado , maneado e roubado , pelas máfias políticas e ladroagem. Faz parte da politica sionista de controlar o mundo, com gente corrupta a desgovernar os países. estes mafiosos só têm como intenção levar Portugal à extrema miséria e à sua destruição da população. Povo desgraçado, burro, otário, ovelha mansa.... mesquinho, nojento, que aceita tudo, basta lhe colocarem comida na pia, mesmo que seja só pão bolorento e água.
    Lídia, fazes parte dessa ralé.....senão estavas calada. DEUS é grande e a justiça dele cairá sobre os escroques da nação, como o fez sobre Sodoma e Gomorra ( será que ele existe?!!! se existe abandonou este povo. Portugal só terá solução militarmente, nunca politicamente.

    ResponderEliminar