quinta-feira, 28 de julho de 2016

A Turquia e o presente de Deus



“O PRESENTE DE DEUS” A ERDOGAN


O presidente da Turquia, Recep Payyp Erdogan, afirma que a tentativa de golpe militar de sexta-feira foi um “presente de Deus”: vai permitir-lhe “limpar” as forças armadas.

Quem fala verdade não merece castigo, pelo que todos os deuses evitarão punir o autocrata turco, embora sabendo que muitos são os seus pecados.

E “limpezas” são a especialidade deste padrinho e protector de uma miríade de grupos de mercenários e terroristas entre os quais se destacam, para os que não estão lembrados ou o ignoram, o Daesh ou Estado e Islâmico e a Al-Qaida nos seus muitos e variados heterónimos.

Limpou o país da oposição, acusando os principais adversários de servirem os direitos nacionais curdos e ameaçando privá-los da nacionalidade turca. Para que não surgissem obstáculos à sua ascensão ao topo presidencial do poder fez manipular actos eleitorais através da propaganda, da censura e do medo, de tal modo que nem os observadores do Conselho a Europa e da OSCE, embora reconhecendo as irregularidades em privado, ousaram torná-las públicas e definitivas.

Limpou o aparelho judiciário e militar saneando centenas de juízes e os procuradores que denunciaram a corrupção governamental e da família Erdogan, designadamente a sua familiaridade pessoal e financeira com o banqueiro saudita Yassim al-Qadi, próximo de Bin Laden e conhecido internacionalmente como “o tesoureiro da Al-Qaida”. Por essa razão, está sob a mira da ONU, o que não o impede de deslocar-se a Ancara em avião privado para conviver e gratificar generosamente a família presidencial.

Vem limpando paulatinamente as forças armadas, mas este “presente de Deus”, como admitiu o próprio Erdogan, proporciona-lhe uma oportunidade de ouro para acelerar o processo. A partir de agora ruirá o maior obstáculo secular à confessionalização de um regime turco formatado em estrutura ditatorial e em teor fundamentalista islâmico.

Erdogan fala claro, disso não tenhamos dúvidas. Há 20 anos, em plena ascensão na carreira política, iniciada entre os fascistas e supremacistas “lobos cinzentos”, definiu a democracia como “um eléctrico que abandonamos quando chegamos à nossa paragem”. Recentemente falhou a consulta para impor uma Constituição “inspirada em Hitler” – as palavras são suas – de modo a consolidar um poder presidencial absoluto.

A seguir a esse intuito por ora fracassado, Erdogan começou então a receber “presentes de Deus”.

O atentado contra o aeroporto de Istambul parece ter sido um deles. Apear da autoria não ter sido reivindicada, Erdogan atribuiu-o ao Daesh, por conveniência da sua própria imagem internacional; mas por que razão os protegidos iriam atacar no coração do protector? Provavelmente por convergência de interesses – uma mão lava a outra, não é o que se diz? Um atentado é, sem dúvida, oportunidade de ouro para reforçar poderes de excepção e perseguir inimigos internos vários, mesmo que nada tenham a ver com a violência.

Quando ainda decorre o rescaldo do acto terrorista surge o golpe militar, com inegáveis debilidades de amadorismo num exército dos mais poderosos da NATO, precisamente com Erdogan ausente, “de férias”, circunstância excelente para um regresso triunfal, afirmativo, justificando limpezas. Deus não poderia ter sido mais generoso, em boa verdade.

Enfim, é a este ditador turco que a União Europeia paga anualmente três mil milhões de euros confiscados aos nossos impostos para impedir que cheguem à Europa os refugiados das guerras que os donos da Europa provocam. Para que conste, não há um vínculo formal entre o conselho Europeu e Erdogan sobre esta verba; foi estipulada apenas em comunicado de imprensa dos chefes de Estado e de governo da União Europeia.

Foi com este presidente turco que o governo francês negociou a garantia de não haver atentados do Daesh durante o Euro 2016, em troca do apoio à criação de um Estado curdo no Norte da Síria. Constatámos, da maneira mais trágica, que ao Daesh bastaram apenas quatro dias para se libertar do período de nojo, fazendo gato-sapato do securitarismo fanático e inconsequente de Hollande e Valls.

É a este presidente turco que a União Europeia ainda reconhece credenciais de democrata, apesar de o próprio rei Abdallah da Jordânia ter revelado o seu apoio ao Daesh, à Al-Qaida, ao contrabando de petróleo que serve de financiamento ao Estado Islâmico e de enriquecimento à mafia familiar de Erdogan.

Foi comovente – e patético – o apoio de grande parte da comunidade mediática a Erdogan durante as vicissitudes da tentativa de golpe e ao uso dos seus apoiantes como escudos humanos e carne para canhão nas ruas, praças e pontes das principais cidades da Turquia.

Entre a componente militar e a mafia governamental de Erdogan estavam em luta, durante a tentativa de golpe, dois conceitos de regime autoritário: um secular, outro fundamentalista islâmico. A democracia e os interesses populares não tinham nada a ver com aquela guerra entre elites interesseiras e pouco ou nada preocupadas com as pessoas.

O terrorismo islâmico, a guerra e a anarquia no Médio Oriente, porém, têm muito a ganhar com a absolutização do poder de Erdogan em Ancara. Ou seja, é impossível estar simultaneamente contra o terrorismo islâmico e temer pelo futuro político de Erdogan. A democracia não passa por aí, mas também já pouco se sabe dela nesta União Europeia.

Porém, quando a vida das pessoas está à mercê destes “presentes de Deus” é possível testemunharmos os acontecimentos e os ditos mais bizarros. Por: José Goulão/Mundo Cão.

domingo, 24 de julho de 2016

Durão Barroso no Goldman Sachs

O secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus critica a decisão do antigo presidente da Comissão Europeia, que classifica de "escândalo".
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“Caso Barroso”: Provedora de Justiça da UE abre inquérito


à atuação da Comissão
28.02.2017 às 13h07

LUSA
Em causa está a atuação “alegadamente insuficiente” da Comissão Europeia na sequência da ida de Durão Barroso para o banco de investimento norte-americano Goldman Sachs







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Continua a enxovalhar o nome de Portugal lá fora


Um grupo de eurodeputados eleitos pelo Partido Socialista francês exigiu hoje que o ex-presidente da Comissão Europeia e futuro presidente não-executivo das…
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As reações ao novo emprego de Durão Barroso, que vai ser presidente da Goldman Sachs, sucedem-se e não são simpáticas
EXPRESSO.SAPO.PT


Goldman Sachs, política e terrorismo financeiro

by Leituras
Ignoro se o banco Goldman Sachs influiu na falência do Lehman Brothers, que iniciou a funesta recessão em que numerosos países estão ainda mergulhados, mas sei, de ciência certa, que beneficiou dessa falência e continua a provocar danos irreparáveis. Esteve por trás da manipulação das contas públicas da Grécia, permitindo a sua adesão ao euro, […]

PARA VOSSO CONHECIMENTO

Ø  Sabe quem quer afundar Portugal e a Europa, como num jogo de batalha naval?
Ø  Sabia que a Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo, etc. apostaram biliões de dólares na destruição do euro? Se o EURO cair ou desvalorizar eles ganham milhões?
Ø  Sabia que obtiveram avultadíssimos lucros durante a crise financeira de 2008 e houve suspeitas de que foram eles que manipularam o mercado?
Ø  Sabia que o Senado norte americano levantou um inquérito que resultou na condenação destes gestores que apostaram em tombar a Europa?
Ø  Sabia que Ficou demonstrado que o Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido? Mas a Goldman realizou apostas em sentido contrário no mesmo mercado?
Ø  Sabia que deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com prejuízo para os seus clientes)?
Ø  Sabia que estes manipuladores se estão a transformar nos homens mais ricos e influentes do planeta e se divertem a ver os países tombar um por um?
Ø  Sabia que todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta em resultado desta actividade predatória?
Ø  Sabia que tudo acontece com a cumplicidade de alguns governantes e das autoridades reguladoras?
Ø  Sabia que desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos?
Ø  Sabia ainda que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, petróleo, cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos? manipulando o mercado?
Ø  Sabia que desta maneira, manipula o crescimento da economia mundial, e condena milhões de pessoas à fome?
Ø  Sabia que a Goldman, com a cumplicidade das agências de rating, pode declarar que um governo está insolvente, como consequência as yields sobem e obriga-os, assim, a pedir mais empréstimos com juros agiotas impossíveis de sustentar?  (como fez com Portugal) - Em simultâneo impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esse pais.
Ø  - De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a vender os sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais por preços abaixo do que valem.
Ø  - Para isso infiltra os seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a manipular a evolução política e económica em seu favor e em prejuízo das populações. (cargos de CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc. fazem parte dos quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), entre outros.)
Ø  Sabia que alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, tem fortes ligações ao Goldman and Sachs?
Ø  Sabia que este poderoso império do mal, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias?

      Texto adaptado de Domingos Ferreira, Professor/Investigador 
            Universidade do Texas, EUA, Universidade Nova de Lisboa




Maria Luís Albuquerque peremptória: se ela ainda fosse ministra, teria sido o Banif e não a Goldman Sachs a contratar Durão Barroso.
Foi apresentado um esboço das conclusões do inquérito parlamentar sobre o Banif. O relatório preliminar ainda vai ser votado, na próxima semana, mas Maria Luís Albuquerque já avisou: se ela ainda fosse ministra, o Banif seria o maior banco do mundo e teria contratado Durão Barroso e até Wolfgang Schäuble e todos os atletas portugueses que foram campeões europeus este mês, para os reclames. Mário Botequilha. 22 DE JULHO DE 2016.

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PUBLICO.PT



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JN.PT|DE GLOBAL MEDIA GROUP



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