quinta-feira, 23 de junho de 2016

Reino Unido (RU) e a União Europeia (EU)





Reino Unido (RU) e a União Europeia (EU) Eurexit e Brexit


O Reino Unido, cada vez mais separado, sempre foi um caso exótico. Soube apressar o futuro e conservar o anacronismo, da monarquia à circulação pela esquerda, do horror ao sistema decimal à aversão pela partilha da soberania, paradoxo de quem está sempre na vanguarda da defesa da liberdade e é capaz de arriscar a própria desintegração.

Foi o primeiro império a ceder aos movimentos independentistas, o mais tenaz a opor-se ao nazismo e o mais persistente na democracia. Desde os tempos de João Sem-Terra e da Magna Carta, que no dealbar do século XIII pôs termo ao absolutismo, foi a ilha que moldou a Europa, sem nunca se integrar, permanecendo santuário das liberdades.

O RU irrita-nos e exalta-nos. A saída da União Europeia é má para si e pior para esta. E, ainda pior do que a saída, é o espírito vingativo de pigmeus como Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo e inventor do mestrado para benefício do currículo académico, e Wolfgang Schäuble, incapaz de ver para lá do seu credo monetarista.

O secularismo é uma palavra nascida na filosofia inglesa e foi a Inglaterra a inspiradora da separação de poderes teorizada por Montesquieu. O Iluminismo, o melhor legado da nossa civilização, viajou nos dois sentidos do Canal da Mancha.
A saída da segunda economia e da primeira potência militar, deixa a Europa entregue a figuras junto das quais até Passos Coelho parecia um estadista e Cavaco um homem de cultura. Após a saída do RU, o mais numeroso exército da Europa e o mais poderoso, é o da Turquia, …na Ásia (!), controlado por um Irmão Muçulmano.

Enquanto essa figura grotesca do presidente do Eurogrupo e o indesejável ministro das Finanças alemão segregam bílis contra o RU, esperemos que Portugal, Espanha, Grécia e Itália ajudem a senhora Merkel a manter-se como estadista e a impedir retaliações que transformem o Canal da Mancha de abertura em obstáculo e os países do Sul de aliados em inimigos, abandonando os seus emigrantes no RU, muitos deles portugueses.

Mesmo no espaço anglo-americano, o Reino Unido sobrevive mal sem a UE, mas esta não sobreviverá contra o RU que, antes do referendo, já está fora, ausente da moeda única e do espaço Schengen.

O espírito de Dunquerque, em 1940, parece ter renascido do outro lado da Mancha, para tornar inexorável o Brexit e inevitável a desintegração europeia. Por: Carlos Esperança.



É absurda a ideia de que com a saída do Reino Unido da União Europeia não haverá imediatamente um acordo de livre comércio como os que a UE tem com vários países.
O Reino Unido importa mais de 600 mil milhões de euros de mercadorias e é a
sétima maior economia do Mundo com um PIB de 2,847 triliões de dólares e 63 milhões de habitantes.
O RU importa da Alemanha quase 90 mil milhões de euros em mercadorias diversas, pelo que o Schaeuble pode dizer o que quiser, mas terá de se curvar à vontade democrática dos britânicos e aos interesses da economia alemã.
Claro que há mais gente que quer referendos sobre a permanência dos seus países na União, pois esta pôs-se a jeito como disse hoje a Manuela Ferreira Leite e eu diria que a Merkel e o Schaeuble é que se puseram a jeito e têm de reformar a União de alto a baixo, principalmente a zona euro, pois até o Partido das Cinco Estrelas do ex-comediante Pepe Grilo italiano ganhou agora as eleições em várias municipalidades, incluindo Roma onde colocou uma jovem senhora de 37 anos como presidente e defende um referendo e a saída da Itália da União onde diz que não está a fazer nada porque só os alemães mandam..
Em França, já não é só a Marine Le Pen que defende um referendo, mas também muita gente de outras forças políticas tal como em Espanha.
A Europa desfaz-se graças à absurda teimosia de Schaeuble e companhia que querem uma crise sádica e eterna para uma parte da Europa, julgando que vão ficar incólumes sem nada pagarem.
A austeridade e as economias têm de ser governadas e governar não é vender tudo a estrangeiros.
MFL criticou que uns burocratas de Bruxelas mandem em governos eleitos e eu diria sem um esforço para resolver os problemas de todos, mas com desejos de vingança política contra as esquerdas. Por: Dieter Dellinger.


ÚLTIMA HORA: BYE BYE INGLATERRA
O Reino Unido votou maioritariamente pela saída da UE (51,9 por cento a favor do Brexit), desmentindo uma vez mais as sondagens que sugeriam um resultado inverso. A continuação do RU na UE apenas ganhou na Escócia e na Irlanda do Norte, o que terá como provável efeito a sua independência e o fim do Reino Unido tal como o conhecemos. Começou assim o processo de desmantelamento político do projecto europeu. Em França, uma exultante líder da extrema-direita, Marine Le Pen, já veio exigir um referendo do mesmo tipo do Inglês. E na Suécia, Holanda, Polónia e Finlândia há muitos que desejam o mesmo. Como vêem, os contabilistas da estirpe dos Schäuble, Dijsselbloem, Passos e Maria Luís conseguiram destruir em apenas uma década todo o esforço político de 50 anos de integração. Bem podem limpar as mãos à parede. Por: Antonio Ribeiro.



No painel do Expresso da Meia Noite, nenhuma das sumidades falantes tinha conhecimento de um só número. Nem o economista Louçã, nem o advogado Vitorino ou os jurista Bagão e Santana.
Parece que o Bagão disse que a saída do RU da UE não devia trazer benefícios ao RU, mas o homem esquece que o RU importa mais de 600 mil milhões de euros em mercadorias da Europa e outros países e só da Alemanha importa 89 mil milhões. Sem tratado de livre comércio seria a União Europeia a perder muito mais.
Mesmo Portugal exporta 3,5 mil milhões e importa 1,7 mil milhões. A saída vai ser negociada aos moldes que o RU vai querer. Por: Dieter Dellinger.


O Viriato Soromenho Marques disse na RTP que a desagregação da Europa começou em 2009 quando não quis ajudar a resolver a rise financeira grega e chamou o FMI.

Eu acrescento que fez o mesmo com Portugal e o FMI veio aqui como se viesse ajudar o Zimbabwe e a Europa fosse apenas a União dos Estados Africanos. Digo isto não por considerar os africanos inferiores aos europeus, mas muitíssimo mais pobres e desprovidos de recursos industriais e outros.

Schaeuble e Merkel não deixaram o BCE emitir moeda e acabam agora por dar razão ao Nobel da economia Paul Krugmann que afirmou logo no início que em pouco mais de dez anos, ou desparece o Euro ou a União Europeia.

Krugmann como Stieglitz, também Nobel, referiam-se a uma moeda, cujo banco central não emite para promover o emprego e o crescimento económico, mantendo-se a Europa nos últimos sete anos num estado de recessão larvar com mais de 30 milhões de desempregados.  Por: Dieter Dellinger.



Martim Silva
POR MARTIM SILVA
Diretor-Executivo
24 de Junho de 2016
Brexit ganhou (ou o momento mais marcante na Europa desde a queda do Muro)
Bom dia,
Hoje é daqueles dias em que sabemos que acordámos e o mundo mudou. Ainda não sabemos quanto mudou, mas que mudou, mudou...

01.30 da manhã. Vou-me deitar e tudo aponta ainda para a vitória do Remain. As primeiras sondagens indicam uma vantagem que pode ser de 52-48 para a manutenção do país na União Europeia. As primeiras reacções vão todas nesse sentido e até o líder do UKIP, Nigel Farage, admite que o “Brexit” ia perder. O abalo tinha sido grande mas parecia que ia passar sem mossas maiores.

05.30 da manhã. Toca o despertador. As notícias no telemóvel não enganam: a reviravolta estava aí e o Reino Unido ia mesmo sair da União Europeia. O mesmo Farage já clamava ao mundo que 23 de junho ia ficar para a história como o “independence day”.

Pelas 06.15 começo a escrever este artigo. A borboleta tinha batido as asas. Só que neste caso trata-se de uma borboleta de 58 milhões de pessoas e que é tão só a quinta maior economia mundial (e a segunda da União Europeia, só suplantada pela Alemanha.

O Pedro Cordeiro, enviado do Expresso ao referendo, escreveu já esta manhã sobre o resultado do referendo. “A Europa não volta a ser o que era”, diz ele. Na consulta, o resultado oficial foi de 51,9% para o Brexit (17 410 742 votos) e 48,1% para a manutenção (16 141 241). 1,3 milhões de votos e o mundo mudou…

Que não haja engano. Podemos estar a assistir à mais extraordinária sucessão de eventos na Europa desde a queda do Muro de Berlim, em 1989.
As consequências, embora muitas delas imprevisíveis, são potencialmente devastadoras. E que ninguém pense que o Brexit é algo lá longe e que não nos afecta.

A primeira consequência é política e interna dentro do próprio Reino Unido. Cameron não se vai aguentar no poder (ele que iniciou todo o processo, prometendo uma consulta popular que estava convencido que jamais aconteceria). Às 08.18 o primeiro-ministro do Reino Unido falou, à porta do 10 de Downing Street. “O país precisa de uma nova liderança”, disse.

No referendo, Escócia e Irlanda do Norte votaram maioritariamente pela manutenção do país na União Europeia e poderá a prazo estar em causa a sua própria continuidade dentro do Reino Unido.
A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, declarava já hojepelas 05.50 da manhã que a Escócia votou de forma clara pela manutenção na União Europeia. Recorde-se que um referendo na Escócia em 2014 teve como resultado a reafirmação da manutenção escocesa no Reino Unido, mas o assunto volta agora a tornar-se premente.

Finalmente, o que se pode passar na Europa? Ninguém sabe mas dificilmente as coisas ficarão na mesma. Nunca um país tinha abandonado o clube europeu. Numa das primeiras reacções, já vimos o líder nacionalista holandês (Geert Wilders) afirmar que deseja um referendo no seu país, precisamente com o mesmo conteúdo do que ontem aconteceu no Reino Unido.
E o Washington Post fala já num conjunto de países, que incluem França, Holanda, Dinamarca, Suécia e Hungria, que podem estar, de uma forma ou de outra, na lista para poderem ser os próximos a deixar a União.

Um dos primeiros e mais impactantes efeitos do resultado da consulta é económico e nos mercados. E deve ser daqueles que mais vamos ouvir falar nas próximas horas e nos próximos dias. Para já, os valores da libra estão em queda e atingiram mínimos de 31 anos. A queda da moeda começou por volta da meia noite, quando os resultados começaram a ser anunciados… E já há efeitos nas bolsas, com Tóquio a abrir em derrocada.

Como aconteceu o que aconteceu?
A ida às urnas foi mais alta nas regiões que mais votaram no Brexit, especialmente no norte e leste de Inglaterra. Em Londres, na Escócia e na Irlanda do Norte votou-se claramente a favor da manutenção na União Europeia, mas aí a abstenção foi mais elevada que no resto do país. E o tema “imigração” acabou por ser provavelmente um dos mais fortes nos pratos da balança a pesar a favor da saída.

Se ainda quiser ir revisitar tudo o que se passou ao longo desta incrível noite, deixo-lhe aqui os links dos especiais do Expresso, doGuardian e ainda do Financial Times.
E neste artigo da Sky pode relembrar tudo o que se passou nos últimos três anos (desde que a 23 de Janeiro de 2013 Cameron se lembrou de falar na ideia de um referendo) e que culminou nos acontecimentos desta noite.

O Financial Times chama ao Brexit o “divórcio mais complicado do mundo” e neste artigo explica os próximos passos que levarão à saída da União do país. Só para ter uma ideia, estima-se que as negociações para a saída do país podem levar algo como entre dois a… dez anos. Postado Expresso curto.


domingo, 12 de junho de 2016

Investimento vai disparar em 2017 e 2018.


  



Investimento vai disparar em 2017 e 2018.O Banco de Portugal indica que o investimento vai disparar em 2017 e 2018 com a FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) a passar de 0,1% em 2016 para 4,3%, voltando a acelerar para os 4,6% em 2018.

Em 2016, o cenário é menos abonatório com as principais variáveis, com exceção do consumo privado, muito abaixo do registo de 2015 e a serem revistas em baixa face à projeção feita pelo mesmo Banco de Portugal em março de 2016.
 Investimento vai disparar em 2017 e 2018
Analisando as novas projeções macroeconómicas para Portugal para os anos de 2016, 2017 e 2018 contidas no Boletim Económico do verão 2016 constata-se que o Banco de Portugal projeta uma melhoria progressiva da atividade económica revelando-se 2016 como o ano com menor ritmo de crescimento do triénio. O investimento, uma das variáveis críticas para sustentar o crescimento económico, deverá estagnar em 2016 para registar um ritmo de crescimento acima dos 4% para os anos subsequentes. Também a exportações e as importações deverá crescer acima dos 4% nos anos finais do triénio, revelando um comportamento mais modesto, em 2016.
Investimento vai disparar em 2017 e 2018
Investimento vai disparar em 2017 e 2018, Clique para aceder ao PDF.

A inflação deverá crescer progressivamente, neste casos prolongando uma tendência que virá já de 2015 ano em que os preços voltaram a registar um crescimento. Ainda assim a inflação deverá ficar pelos 0,7% em 2016. A previsão para a taxa de inflação em 2017 é de 1,4% e para 2018 de 1,5% como se pode constatar no quadro anexo extraído do Boletim Económico do Banco de Portugal.
Para 2016 há três indicadores que se destacam pela positiva. O ano de 2016 é o ano do triénio em que o Banco de Portugal espera que a Balança Corrente e de Capital cresça mais rapidamente (1,9%) sucedendo o mesmo à Balança de Bens e Serviços (1,6%) e ao Consumo Privado (2,1%).
 Se para 2016 é precisamente o consumo privado que mais contribui para o crescimento de 1,3% do PIB, sendo a componente mais dinâmica da procura interna, em 2017 e 2018 perderá fulgor apesar de se manter positivo. Nesses anos, o investimento passará a dar um contributo muito relevante para sustentar o crescimento económico ao qual se juntará um maior contributo líquido das exportações.
O consumo público deverá continuar moderado sendo 2016 o ano onde se espero que este cresça de forma mais significativa.

Conclusão:

Em suma, se nos concentrarmos estritamente nas revisão das previsões de curto prazo (relativas a 2016) as indicações do Banco de Portugal apontam para um crescimento mais modesto. Se considerarmos a conjunto do triénio o sinal dado é de que 2016 poderá ser um ano de transição para um crescimento mais robusto em escala e mais saudável em termos estruturais.
Consulte aqui as novidades sobre a projeções macroeconómicas para a economia portuguesa.
http://economiafinancas.com/2016/investimento-vai-disparar-em-2017-e-2018/#ixzz4BCl5Uihu






Outros:
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2015/07/divida-socrates-passosportas.html
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2015/08/a-fraude-da-divida-grega.html
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2015/01/a-grecia-euro-divida-europa.html
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2015/02/governo-psdcds-vendeu-dignidade-do-pais.html
viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/03/bpnsln-self-service-para-enriquecer.html 
viriatoapedrada.blogspot.pt/2014/11/operacao-vistos-gold-e-as-ligacoes.html 
viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/08/paulo-portas-e-os-submarinos_15.html 










domingo, 22 de maio de 2016

Simplex 2016 Governo de Costa




  

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, durante a apresentação do Balanço da Volta Simplex+ na Presidência do Conselho de Ministros, Lisboa, 20 de abril de 2016. (MANUEL DE ALMEIDA/ LUSA) - Veja mais em:
https://www.dinheirovivo.pt/economia/com-quem-se-preocupa-este-simplex/?utm_source=WebPush&utm_medium=OneSignal&utm_campaign=artigo#sthash.0qMwxsMO.dpuf
Das 255 medidas mais de metade foram ideia dos funcionários do Estado. A seguir Mais vistas FOTOGALERIA 10 logotipos que escondem mensagens subliminares. Consegue ver? IMPOSTOS Trabalhadores por conta de outrem deixam de entregar IRS FOTOGALERIA Era assim que em 1900 se imaginava o ano 2000 TELECOMUNICAÇÕES NOS e Vodafone "satisfeitas" com PT disponível para negociar conteúdos CARTÕES DE CRÉDITO Cartões de Crédito. Fraude afeta clientes da Caixa O Simplex foi apresentado esta manhã pela equipa de António Costa. São 255 medidas que integram um programa de simplificação do papel do Estado na vida dos cidadãos e das empresas. Olhando para os números, os cidadãos são os maiores beneficiados com o programa: das 255 medidas a implementar, 99 foram construídas a pensar na melhoria do acesso dos cidadãos aos serviços do Estado. Assim, aos cidadãos vai ser possível receber alertas e avisos do Estado por SMS, pagar impostos por débito direto ou ainda pedir o reembolso da ADSE pela internet, entre muitas outras medidas. - Veja mais em: https://www.dinheirovivo.pt/economia/com-quem-se-preocupa-este-simplex/?utm_source=WebPush&utm_medium=OneSignal&utm_campaign=artigo#sthash.0qMwxsMO.dpuf
As empresas ocupam também um papel de relevo: 62 medidas são dedicadas ao seu funcionamento e à simplificação dos seus processos. E se 2018 será o primeiro ano sem carros de serviço, a ideia é que o próximo seja o “primeiro ano de papel zero”, anunciou o primeiro-ministro António Costa. Talvez por isso, 39 das 255 medidas tenham sido criadas e elencadas a pensar especialmente na Administração Pública. - Veja mais em: https://www.dinheirovivo.pt/economia/com-quem-se-preocupa-este-simplex/?utm_source=WebPush&utm_medium=OneSignal&utm_campaign=artigo#sthash.0qMwxsMO.dpuf


Por outro lado, se pensarmos na origem das medidas apresentadas esta quinta-feira pelo governo, a conversa muda de figura. Apesar de a Administração Pública ser a área com menos medidas, foram os funcionários do Estado os maiores contribuidores com ideias que integram este Simplex. Senão vejamos: das 255 medidas apresentadas, 147 vieram a partir de problemas e ideias reportados por trabalhadores do Estado. Quer perceber melhor do que estamos a falar? Veja este vídeo - Veja mais em:



quinta-feira, 19 de maio de 2016

Escândalo Panamá corrupção Mundial










... Condecorados pelo padrinho! Só podia ser!








OBSERVADOR.PT · 3430 PARTILHAS



Investigação revela como são escondidas fortunas através de offshores, bancos e empresas fictícias. Há um português envolvido.
Uma gigante fuga de informação - 11,5 milhões de ficheiros - revela como chefes de Estado, políticos, criminosos, celebridades, multimilionários e estrelas do desporto usam paraísos fiscais (offshores) para "lavar dinheiro", esconder património e fugir aos impostos.
Há referências a 72 chefes de Estado - atuais e antigos, incluindo ditadores acusados de saquear os seus próprios países - e detalhes, nomeadamente, de negócios ocultos de 128 políticos mundiais. Os documentos revelam ligações de atuais líderes mundiais a companhias offshore através de uma firma de advogados - aMossack Fonseca, com sede no Panamá - que tem filiais em quase 40 cidades e que terá criado milhares de empresas fictícias. Surgem também informações sobre tráfico ilegal de diamantes e arte.
A empresa afirma que opera há 40 anos acima de qualquer crítica ou ilegalidade e nunca foi acusada de atos criminosos. Num comunicado, a Mossack Fonseca garante "não promover quaisquer atos ilegais".
Dos documentos revelados constam informações sobre 214 488 offshores relacionadas com pessoas em mais de 200 países. São documentos de uma das empresas mais secretas do mundo que revelam como a Mossack Fonseca tem ajudado os seus clientes na lavagem de dinheiro, em contornar sanções e na evasão fiscal, segundo afirma o The Guardian. Por: DN/ Panama Papers/ 03 de Abril de 2016.



360º

Por Miguel Pinheiro, Diretor Executivo/Observador
Bom dia!
Enquanto dormiaÉ a maior fuga de informação de sempre sobre paraísos fiscais. Esta frase está a ser escrita e lida neste momento em todo o mundo, de Portugal a Inglaterra e da Rússia à Arábia Saudita - e com boas razões para isso. O escândalo dos Papéis do Panamá foi lançado ontem ao fim do dia e está a ter novidades hora a hora. São 11,5 milhões de documentos e 2,6 terabytes de informação; ou seja, é um caso mais extenso, em documentação, do que o Wikileaks. Estes papéis, originários da empresa Mossack Fonseca, especializada em off-shores, revela como 128 políticos de todo o mundo, além de muitas outras celebridades e poderosos ocultaram fortunas do fisco.
Entre as personalidades já envolvidas estão o presidente russo Vladimir Putin (através de amigos e aliados), o presidente da Argentina Mauricio Macri, o primeiro-ministro da Islândia Sigmundur David Gunnlaugsson, o presidente da Ucrânia Petro Poroshenko, o primeiro-ministro do Paquistão Nawaz Sharif, o rei da Arábia Saudita Salman Bin Abdulaziz, o pai do primeiro-ministro britânico David Cameron, o filho do ex-secretário geral da ONU Kofi Annan, o futebolista Lionel Messi, o realizador Pedro Almodóvar, o ator Jackie Chan, o ex-presidente da UEFA Michel Platini e etc, etc, etc, etc.
Para já, surgiu o nome de um português apenas: Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, dono do Lusitania Group, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, que terá transferido dinheiro para políticos envolvidos no caso Lava Jato.
Já começam a surgir reações por todo o mundo. Na Islândia, há pedidos de eleições antecipadas; em Espanha, há o anúncio de que Messi vai processar o jornal El Confidencial por difamação; no Panamá, há a resposta da Mossack Fonseca.
O caso já está batizado com o nome Papéis do Panamá - mas será o Panamá um paraíso fiscal? A resposta é complexa, como explica a Catarina Falcão.
O caso foi revelado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que junta jornais de todo o mundo, como oSuddeustche Zeitung, o The Guardian ou o Expresso.
Ao longo do dia, o Observador vai publicar toda a informação disponível sobre este caso.

Parece que a partir dos papéis do Panamá foi descoberta e anda por aí numa clandestinidade de bordel para famosos, uma lista de políticos e de jornalistas abençoados pelo BES. Em termos da moda existe uma guest list, ou vip list de…
LEITURAS.EU|DE LEITURAS


Crise do jornalismo

by Leituras
Os "Panama Papers" foram vistos como uma oportunidade para o jornalismo reconquistar algum do crédito perdido nas últimas décadas. Nunca foi dito assim, mas esteve sempre implícito. Até no pomposo nome com que a geringonça foi apresentada: Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação. Só que a lógica do mercado gerou uma coreografia que não agrada […]

A montanha pariu um rato

by Leituras
Aos jornalistas não basta serem honestos, têm de parecer honestos. Há uns meses foi anunciada a maior investigação a uma das zonas negras da finança internacional, onde circulam dinheiros que fogem ao fisco, parte do qual é usado em atividades criminosas. Como Brecht já tinha notado, bancos e crimes são vagamente familiares e não se […]




Não pretendo esconder a responsabilidade de uns para com os seus leitores, com o silêncio dos outros que fizeram tanta chinfrineira para agora estarem num silêncio sepulcral.O que se esconde e está por de trás de todo este silêncio é o que mais me intriga!...O ruído de todo este silêncio do Expresso, Carnasic, TVI e de toda a outra comunicação social é de facto ensurdecedor!...
António Ribeiro adicionou 2 fotos novas.






BALSEMÃO EM APUROS? O RUÍDO DO SILÊNCIO DO EXPRESSO E DA SIC NOS PAPEIS DO PANAMÁ

Volto aos Panama Papers. O assunto é conhecido. Há uns sujeitos com dinheiro que têm umas massas em offshores. Aqui há dois caminhos. Se o dinheiro desses portugueses tem origem legal, isto é, se resulta de uma actividade comercial internacional, o problema é essencialmente ético. Mas,
se se trata do resultado de actividades ilícitas, aí o caso é bem diferente. Concretizando: conheço várias famílias "ricas" cuja fortuna nunca aterrou toda em Portugal. Parte está lá fora e nunca cá virá. E, ao contrário, todos sabemos de pessoas cujo dinheiro não está cá porque seria difícil explicá-lo.

Isto serve para falar do caso do Expresso e do Dr. Balsemão. A sua fragata chamada Expresso fez uma enorme gritaria a proclamar que tinha um jornalista membro de um tal "Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação". Embora eu também seja jornalista, fiquei muitissimo deslumbrado. E pensei assim: eis, finalmente, um patrão dos Media que vai deixar partir a loiça toda nesta matéria das ilicitudes económicas dos "grandes" de Portugal (alguns dos quais seus amigos) e da sua fuga ao fisco. Ficava-lhe bem.

Era consentâneo com o seu passado. Ele, Balsemão. jovem herdeiro de considerável fortuna, em vez de a estafar no Casino de Monte Carlo, como tantos outros da sua estirpe social, preferiu fundar o Expresso, com grandes riscos; e, com esse empreendimento, onde investiu o que tinha herdado, deu cartas e foi durante muitos anos um Senhor em Portugal. Tornou-se com mérito no barão dos media privados portugueses.

Mas agora, que consentiu que o seu jornal-bandeira jurasse que ia revelar tudo acerca dos dinheiros sujos metidos em offshores, mas depois não se passou nada, apesar da trovoada que fizeram no semanário e na SIC, onde prometeram este mundo e o outro em matéria de revelações bombásticas, como é? O assunto sumiu como que por encanto? E nós somos todos parvos?

A questão que este ruidoso silêncio coloca é muito simples. (1) Aquilo foi tudo treta para vender papel e audiências (aliás os nomes que indicaram eram óbvios, ninguém ficou espantado). (2) Os nomes que vinham a seguir continham o próprio Dr. Balsemão e se calhar nem tudo era legítimo (apenas uma hipótese teórica). (3) Os nomes que vinham a seguir, e que não foram publicados, eram os nomes de pessoas amigas do Dr. Balsemão, ou com poder suficiente para o chantagearem, ou pelo menos para lhe recomendar o silêncio que impedisse maiores chatices para o próprio.

Não há volta a dar a este ensurdecedor silêncio, depois da berrata que fizeram no semanário e na SIC. Ou publicam os nomes e são consequentes, ou não passam de um bando de vigaristas. Esta é que é a verdade e não há volta a dar-lhe.

Há ainda um problema. Se um patrão-gestor e proprietário tem poder para mandar calar um jornalista como Micael Pereira, que tem uma carreira e idoneidade no Expresso, então será que a sua actividade nos Media é legítima? Não terá violado a Lei e (eventualmente) cometido um crime? Os jornalistas, que têm um estatuto profissional específico, podem ser mandados calar pelo patrão, seja directamente, seja através do respectivo director? Ou terá acaso Micael Pereira adoecido e esteja agora, mudo e calado, agarrado a uma cama de hospital? Só gostava que (nos) explicassem. É muito urgente. Por: publicação de António Ribeiro.



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Socrates e o Tunel do Marão








Desde o 8 de Maio até ao final do dia 7 de Junho, equivalente ao seu primeiro mês de funcionamento, o Túnel do Marão gerou uma receita de cerca de 500 mil euros.
ECONOMICO.SAPO.PT

"Os de cá e os de lá", por José Sócrates

"Dirão que é apenas um túnel. Bom, é um pouco mais do que isso. É o símbolo de um tempo que fica para trás - os de cá e os de lá. É como que um reencontro num novo espaço nacional com um pouco mais de igualdade, agora com um pouco menos de injustiça. A auto estrada Vila Real- Bragança e o novo IC5 vieram dar aos transmontanos o acesso as condições económicas e de qualidade
de vida do resto do País. Agora que estão feitas, o que ocorre perguntar é como é que foi possível manter durante tantos anos tamanha iniquidade?

Dirão também que é mais uma obra pública. Bom , é um pouco mais do que isso. Foi uma decisão política contra a corrente. Há muito que o pensamento tecnocrático oficial era o da desistência : não tinha densidade , não tinha economia , não tinha tráfego, não tinha gente. Sim, e a continuar assim menos terá. Hoje é difícil acreditar como é que foi possível , durante tantos anos, que este discurso de demissão não só tivesse sido aceite por tantos, mas que, em consequência, tivesse deixasse fora de qualquer oportunidade de modernização ou de desenvolvimento uma das mais marcantes identidades regionais do nosso País.

Durante anos ouvi falar de investimento e do seu retorno. Não quero invocar os custos do adiamento do túnel, nem os cuidadosos estudos custo beneficio que foram realizados e que fundamentaram do ponto de vista económico o investimento . Mas quero referir um número: entre 1997 e 2004, no troço entre Amarante e Bragança o número de vítimas mortais em acidentes de viação era, em média, de 22 portugueses por ano. 22! Neste mesmo troço entre Amarante e
Bragança, já com a auto-estrada entre Vila Real e Bragança construída, ( entre 2012 e 2015) a mesma média anual de vitimas baixou para uns surpreendentes 2,25. 2,25! Quando o túnel entrar em funcionamento a expectativa é que esta taxa se reduza para um valor entre o e um. Este é o ponto que quero sublinhar: mais do que economia este é um projeto que salva vidas.

Sim, esta obra é política. Muito política. Aliás, o que distingue o político do sociólogo é que este ultimo olha para a realidade com o desejo de a explicar, de a descrever inteligivelmente. O político observa-a de forma diferente. Ele não olha para o que é, mas para o que devia ser; não pretende descrever mas reformar, mudar, melhorar. É por isso que não há política onde não houver imaginação. Sim , a política exige correr riscos, já que ela é a arena do contingente e do incerto. A negação da política é aceitar a fatalidade, passar o tempo a explicar porque é que não é possível fazer nada.

Afinal a pergunta que fica é esta: porque é que levou tanto tempo? Bom, tenho uma teoria sobre isso. Houve quem sempre tomasse a região de Trás os Montes como segura, do ponto de vista eleitoral. Acontecesse o que acontecesse, a José Sócrates, Lisboa, 7 de abril de 2016.
votação não mudaria significativamente- afinal as questões regionais não contam tanto como imaginamos. E de facto, todos os estudos eleitorais mostram que é mesmo assim. No entanto, para quem decidiu fazer a auto- estrada esse é, porventura, o maior mérito. Fazê-la ou não a fazer, teria que ter outro critério, que não os votos. Como este por exemplo: fazer justiça.”




- Socrates sera reconhecido um dia, mas por muitos ja o e hoje, como sendo o melhor de todos aqueles que andam na politica e que têm por objetivo o poder de governar.
- Um dia o Tunel do Marão vai passar a designar-se por Tunel eng. Jose Socrates e isto e que faz a direita espumar de raiva.
- Um dia Socrates vai ter uma Estatua em Lisboa Maior que a do Marquês de Pombal e isto e que faz a direita espumar de raiva.
-Um dia a historia vai contar que Socrates foi o melhor primeiro ministro, que Portugal teve depois de 74 e isto e que faz espumar a direita de raiva.
- Um dia a historia contara quem foi o urdidor e o tecelão que fizeram tal peça e aprovaram tal fato e isso e que faz espumar a direita de raiva.

Na inauguração do Túnel do Marão, José Sócrates disse que Passos Coelho não compreendeu "o simbolismo" daquela obra e que o convite de António Costa…
OBSERVADOR.PT








SOL.PT · 460 PARTILHAS



Sabia, que :
o Prof. Cavaco Silva, quando foi 1º Ministro, mandou electrificar a linha de comboio, Porto - Lisboa, e gastou 2 vezes mais, que o Túnel do Marão.
Existe grandes diferenças, com a electrificação da linha de comboio Porto Lisboa, o ganho para o passageiro, é de 10 minutos, enquanto no Túnel do Marão, o tempo de Vila Real, a Matosinhos, ou ao Porto fica em menos de 25 minutos.
Agora podemos fazer Matosinhos Bragança, em muito menos tempo e com mais segurança rodoviária. Por: Jorgedesousasousa


A direita e a subversão da verdade.

A direita portuguesa, que já dispensou o rosto humano, excluiu as referências morais e expulsou os melhores, esta direita tóxica, moldada no magistério cívico e intelectual de Cavaco e Passos Coelho, não hesita em apelar à chantagem, às agências de rating, ao PPE e à mentira, para ocultar a herança que deixou, derrubando um Executivo legítimo.

Durão Barroso, esse sólido talento da ética e do patriotismo, acusa o Governo de não ter convidado a União Europeia para a inauguração do túnel do Marão e insinua que Jorge Sampaio foi solidário com a cimeira das Lajes (isto é, cúmplice da invasão do Iraque). António Costa convidou dois comissários europeus que se fizeram representar por um representante permanente daquela Comissão em Portugal. Quanto a Jorge Sampaio, convém lembrar que invocou a qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas para não permitir a participação na criminosa aventura que só o PSD e o CDS apoiaram. Tiveram de recorrer à GNR para obterem a medalha de participantes.

Passos Coelho, esquece agora as inaugurações que fez e as que faz, convencido ainda de que continua PM, tal como outrora esquecia os pagamentos à Segurança Social, quando afirma que nunca fez inaugurações.

Quando vejo defender esta direita, na configuração a que chegou, por gente que tinha por respeitável, dou-me conta das dificuldades que enfrenta a extrema-direita autóctone, mas não precisa de se constituir em partido para ambicionar o regresso ao poder. Por: Carlos Esperança. 
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2016/05/socrates-e-o-tunel-do-marao.html

A nova estratégia editorial do Correio da Manhã está definida: ou nós, ou o caos. A seguir à inauguração do Túnel do Marão, o Correio da Manhã fez o seu maior ataque a António Costa e ao Partido So…
JORNALALERTA.WORDPRESS.COM

Parece que a partir dos papéis do Panamá foi descoberta e anda por aí numa clandestinidade de bordel para famosos, uma lista de políticos e de jornalistas abençoados pelo BES. Em termos da moda existe uma guest list, ou vip list de…
LEITURAS.EU|DE LEITURAS