sexta-feira, 25 de julho de 2014

Culinária Hambúrgueres com Aveia e Sementes de Girassol


Ingredientes: 
 
Para 12 hambúrgueres médio-Grandes )
  • 500g de carne de vaca
  • 100g de Flocos de aveia
  • Água Quente qb
  • 150g de Sementes de girassol
  • 2 colheres (SOPA) de molho Inglês
  • sal qb
  • pimenta qb

PREPARACAO:
  
Numa taça grande demolhar OS Flocos de aveia colocando Água Quente ATÉ OS cobrir Flocos.Deixar repousar 5min ..
Acrescentar AOS Flocos OS restantes Ingredientes e amassar.
Moldar Pequenas bolas E Depois achatar, Dando uma forma de hambúrgueres.
Dispôr num prato ATÉ Terminar de moldar.

Aquecer Muito Bem UMA frigideira antiaderente.
Passar hum fio de azeite POR Cima dos hambúrgueres e espalhar com OS Dedos.

Levar a grelhar hambúrgueres com um sistema operacional Baixo rosto untada para, los lume médio.
Virar OS hambúrgueres fazer um ritmo com UMA espátula Meio.

Acompanhar com arroz, Batatas fritas, salada OU SIMPLESMENTE nenhum pão .

Rende 12 hambúrgueres médio-Grandes.

Fonte:http://carmoscookings.blogspot.pt/2014/01/hamburgueres-com-aveia-e-sementes-de.html

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Reestruturação da Dívida Portuguesa

               
                        

“A dívida de Portugal vai ser reestruturada. É tão simples quanto isso”

by As Minhas Leituras
Thomas Piketty é visto como o "economista da esquerda", mas repete que "há questões que estão para além da esquerda e da direita". Critica as "más instituições" e "más decisões" da Europa, que criou "uma crise a partir do nada". Há dois anos, Thomas Piketty saltou com o seu livro O Capital no Século XXI […]

                                         
                           

Ontem a dívida mudou mais uma vez;aumentou em 5,5 mil milhões de euros. Já deve estar nos 213 mil milhões de euros. Mais 60 mil milhões que a dívida deixada por Sócrates. Por: Dieter Dellinger
           
                        



Finalmente, temos a evolução muito preocupante e dificilmente sustentável e reembolsável da dívida pública: (71,7% do PIB em 2008), (83,7% em 2009), (93,5% em 2010), (108,1% em 2011), (123,6% em 2012), e cerca de (129,0% no final de 2013); (este ano estima-se que se quede acima dos 130% do PIB). Aliás, como demonstra João Cravinho no seu livro sobre A Dívida Pública Portuguesa – O Manifesto dos 74 e as Propostas Europeias para a Reestruturação (Lx, Lua de Papel) antes da crise e até 2009-2010 Portugal tinha um rácio entre a dívida pública e o PIB praticamente igual à média da zona euro (2008) ou apenas um pouco acima desta (2009 e 2010); desde então a trajetória de divergência é cavadíssima e cifrou-se, em 2013, numa brutal distância: (129%, para Portugal, 92,6%, para a zona euro). E, por outro lado, teve lugar num período em que se cortaram salários e pensões, muito além do previsto (no programa original da troika) e daquilo que tinha sido dito aos eleitores em 2011, e em que se efetuaram extensos programas de privatizações de empresas públicas, muitas delas muito lucrativas para o Estado (CTT, restos da EDP e da Portugal Telecom, etc.). Claro que houve os défices e dívidas mais ou menos inesperados nas empresas públicas e na Região Autónoma da Madeira, mas, mesmo assim…


O atual Governo de direita gosta de se apresentar como tendo recebido o país à beira da bancarrota e tendo tido, desde então, de aplicar várias medidas de extraordinária dureza numa espécie de operação patriótica de salvamento do...
LEITURAS.EU


Está hoje instalada, com grande cobertura mediática, uma política de mentira sobre a situação económica em Portugal. Aquando do chumbo do PEC4, a dívida pública situava-se nos 94 e a privada rondava os 200 por cento do PIB.
Hoje, a dívida pública está nos 135 e a privada 310 por cento!
O chumbo do PEC4 foi um crime nacional, com consequências arrasadoras para a economia e para os cidadãos. Os autores do crime silenciaram-no, o actual PS ignora-os. O falhanço da política de austeridade é comprovada pelos números arrasadores divulgados hoje pelo Banco de Portugal.
Quem não é economista, mas é, todos os dias, bombardeado por alguns comentadores e jornalistas, com a afirmação de que a situação do País está melhor, exige que sejam explicadas as melhorias, ou então não passam de profissionais da mentira para encobrir interesses e amplificar a tragédia nacional. O ritmo de crescimento da divida pública e privada é assustadora.
Se a pública tem tem solução à vista com a reestruturação, a privada, grande motor do crescimento, está sem rumo e torna-se altamente preocupante.
Sócrates avisou, com veemência, banqueiros e a então maioria (negativa) parlamentar sobre as consequências do chumbo do PEC4. Fizeram ouvidos moucos e agora todos nós somos vítimas.
O actual PS, como lhe tem sido hábito, surdo e mudo. Por: António Campos 22/7/2014



"O grosso do investimento está concentrado em obrigações do Tesouro (títulos a longo prazo) que valiam 7391 milhões de euros. Em bilhetes do Tesouro estavam aplicados 1296 milhões de euros."
Passado um ano da última decisão de Vítor Gaspar como ministro das Finanças,...
IONLINE.PT


Em três anos, de junho de 2011 a junho de 2014, a dívida pública cresceu 18%, situando-se em 225 mil milhões de euros. Temos uma dívida cada vez mais pesada e debilitante. O que em 2011 era um elefante passou a mastodonte, transfigurando-se a cada dia num monstro atravessado nos caminhos do futuro de gerações.















Ex-responsável do FMI, Banco Mundial e Reserva Federal diz que a dívida não se vai pagar com crescimento e sugere um perdão para os mais endividados da...
OBSERVADOR.PT


PCP MOSTRA QUE NÃO MUDA
O PCP apresentou em conferência de imprensa, o seu Projecto de Resolução que propõe a renegociação da dívida, a preparação do País para a saída do Euro e...
PCP.PT


Sem renegociação da dívida, não há margem para redução do nível de fiscalidade (impostos e contribuições sociais no PIB) até 2018.
PUBLICO.PT



Guião para uma reestruturação da dívida portuguesa
"Um programa sustentável para a reestruturação da dívida portuguesa" é apresentado na quinta-feira em Lisboa. O Expresso resume as medidas e números a reter.

A primeira proposta detalhada de reestruturação da dívida pública e externa portuguesa que será apresentada amanhã de manhã (10 de julho) na Faculdade de Direito de Lisboa, a que o Expresso já se referiu, aponta para cinco operações principais e 20 números-chave e objetivos.

O documento de 70 páginas é da autoria de quatro economistas, Eugénia Pires, investigadora no Departamento de Economia da Universidade de Londres, Francisco Louçã, professor de Economia do ISEG, em Lisboa, Pedro Nuno Santos, deputado do Partido Socialista na Assembleia da República, e Ricardo Cabral, vice-reitor da Universidade da Madeira, e já está disponível online .
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2014/03/manifesto-lista-dos-70.html

A proposta, que envolve uma redução no valor presente das dívidas pública e do sector bancário na ordem de 250 mil milhões de euros, surge num momento de grandes contrastes, em que as yields da dívida pública no mercado secundário estão em mínimos históricos ou próximos deles, mas em que a dívida pública, na ótica de Maastricht, em final de maio, subiu para 135% do PIB e os indicadores externos ligados à situação financeira global do país se agravaram.

A dívida externa (pública e privada) líquida subiu de 85% do PIB no trimestre de assinatura do resgate em 2011 para 106,8% do PIB no primeiro trimestre de 2014 e a posição líquida de investimento internacional (que avalia o saldo entre os ativos externos detidos por portugueses e os ativos em Portugal detidos por não residentes), que é negativa, agravou-se, naquele mesmo período, de 105,8% para 123,3%.

Os proponentes pretendem reestruturar a dívida pública sem mexer no seu valor facial através de um adiamento substancial da sua amortização entre 30 a 40 anos em simultâneo com uma redução para menos de metade da atual taxa anual de juro média. A forma de o fazer é uma operação de oferta de troca de dívida pública.

Algumas das diferenças com o processo grego de 2012 são a abrangência do que é designado por credores oficiais (Fundo Monetário Internacional, Fundos europeus de resgate e Banco Central Europeu) da dívida pública, que detêm atualmente mais de 45% da dívida pública direta, e um processo de resolução bancária, tendo em conta a situação deste sector e o seu peso na dívida ao exterior, que rondava os 23% em final de 2013.

O objetivo da reestruturação proposta não se subordina principalmente a uma ótica de saneamento das finanças públicas, mas foi desenhado para proceder a uma alteração estrutural permanente da dívida externa e da balança de pagamentos que liberte recursos anuais para o investimento na alteração do padrão de especialização internacional do país.

Cinco operações principais da reestruturação

# Oferta pública de troca de dívida pública atual num montante de 271,6 mil milhões de euros (164% do PIB de 2013) por 10 novas emissões de dívida com o mesmo valor facial mas com uma taxa de juro anual de cupão de 1% e vencimentos anuais em parcelas iguais entre 2045 e 2054

# Processo de resolução bancária sistémica, seguindo as normas norte-americanas do FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), com vista ao saneamento dos passivos bancários e à compensação das perdas com o processo de reestruturação da dívida pública

# Criação de um novo instituto público denominado de Fundo de Reestruturação da Dívida Pública Portuguesa para gerir o processo de reestruturação de dívida pública

# Processo prévio de negociações e acordo com a União Europeia e com representantes dos credores abrangidos. Após a conclusão dessas negociações se iniciaria o processo de reestruturação

# Legislação específica para processos de recapitalização de instituições financeiras e não financeiras afetadas pelo processo de reestruturação de dívida pública com injeção de capital público

Números-chave da reestruturação

# Redução do valor presente da dívida pública e da dívida do sector bancário em 250 mil milhões de euros

# Redução do fluxo anual de pagamento de juros da dívida pública em 5,3 mil milhões de euros

# Emissão de 10 novas séries obrigacionistas de dívida pública para troca por dívida atual na mão de credores no valor nominal de 271.639 milhões de euros

# As novas emissões obrigacionistas são feitas ao abrigo da jurisdição portuguesa e aplica-se uma cláusula RUFO (acrónimo em inglês para rights upon future offers) que proíbe ao Estado português oferecer melhores condições a outros credores

# Taxa de juro de cupão das novas séries obrigacionistas: 1%

# 12 meses de carência no pagamento de juros no ano de reestruturação de dívida

# Alargamento do prazo de amortização do atual stock de dívida pública para pagamento entre 2045 e 2054

# A reestruturação da dívida pública abrange para além dos credores privados também os credores designados por oficiais, ou seja os credores internacionais dos empréstimos realizados pela troika (77 mil milhões de euros por parte dos fundos europeus de resgate e do Fundo Monetário Internacional) e o Banco Central Europeu detentor, na sua carteira, de obrigações do Tesouro português que adquiriu ao abrigo da intervenção no mercado secundário da dívida no âmbito do Securities Markets Programme, que esteve ativo entre maio de 2010 e setembro de 2012 (o valor atual desta carteira não é conhecido; o último valor referido pelo IGCP aponta para cerca de 19 mil milhões de euros com uma duração média de quatro anos)

# As exceções à aplicação da reestruturação da dívida pública abrangem a divida externa bruta do Banco de Portugal, os depósitos das Administrações Públicas junto do Tesouro, as dívidas a fornecedores, relativa a factoring e a correspondente à moeda metálica existente

# O relatório sugere que se analise em maior detalhe o tratamento dos Certificados de Aforro e do Tesouro. Se for decidido proteger os Certificados de Aforro e do Tesouro, então seriam emitidos novos instrumentos desse tipo com cupão de 1% e maturidade de três e seis anos

# A Caixa Geral de Aposentações, o Fundo de Regularização da Dívida Pública e os Fundos da Segurança Social são também abrangidos. O Orçamento de Estado contemplaria transferências adicionais e novos títulos obrigacionistas para compensar as perdas

# A reestruturação só abrange empresas com mais de 50% de capital público e exclui o sector financeiro do Estado

# O sector bancário teria de dar uma contribuição especial para o Fundo de Garantia de Depósitos no equivalente a 10% dos depósitos; os bancos retiram essa percentagem de todos os depósitos existentes, para assegurar que não há depositantes a evitar tais contribuições especiais. O Fundo de Garantia de Depósitos reporia integralmente o valor dos depósitos inferiores a 100 mil euros. Os empréstimos do Eurosistema não seriam afectados.

# Os depósitos bancários acima de 100 mil euros e os credores de dívida sénior perdem 34% do valor facial, mas recebem em troca ações dos bancos com valor contabilístico igual a 62% das perdas; a perda, em termos contabilísticos, é de 13,1%; é subentendido que as novas ações dos bancos teriam tendência a valorizar-se após a operação de saneamento

# Os acionistas dos bancos e os detentores de dívida subordinada perdem o capital e o crédito

# A redução dos passivos bancários face a entidades não residentes é articulada com as autoridades monetárias de outros países

Grandes metas a atingir

# Redução do valor presente da dívida pública na ótica de Maastricht de 132,9% no final do primeiro trimestre de 2014 para 74% do PIB

# Redução do valor presente da dívida externa líquida em 132 mil milhões de euros, de 103% do PIB no final de 2013 para 24% do PIB

# Redução da posição líquida negativa de investimento internacional de 118,9% em 2013 do PIB para cerca de 40% do PIB

# Redução do valor facial da dívida bancária em cerca de 21% (em termos líquidos) relativos ao final de 2013, implicando a redução da dívida externa líquida do sector em cerca de 30% do PIB

Dados de referência

# Dívida bruta das Administrações Públicas incluindo sector empresarial do Estado em dezembro de 2013 (Banco de Portugal): 273 mil milhões de euros, ou seja 165% do PIB

# Dívida bruta das AP segundo o critério de Maastricht em dezembro de 2013 (BdP): 213,4 mil milhões de euros, ou seja 129% do PIB

# Dívida bruta das AP segundo o critério de Maastricht em 31 de maio de 2014 (BdP): 224,5 mil milhões de euros, ou seja 135,2% do PIB estimado

# Dívida líquida das AP segundo o critério de Maastricht em 31 de maio de 2014 (BdP): 202,4 mil milhões de euros, ou seja 121,9% do PIB estimado

# Dívida externa líquida no 1º trimestre de 2014 (BdP): 106,8% do PIB estimado

# Principais componentes da dívida externa bruta portuguesa em final de 2013: 38,3% corresponde a dívida das administrações públicas e 23,4% ao sector bancário comercial

# Posição líquida (negativa) de investimento internacional no 1º trimestre de 2014 (BdP): - 123,3% do PIB estimado

# Dívida pública na mão de credores internacionais oficiais (31 de maio de 2014, IGCP): cerca de 97 mil milhões de euros (77 mil milhões à troika com prazo médio final de cerca de 16 anos e cerca de 20 mil milhões em obrigações do Tesouro na carteira do Banco Central Europeu com um prazo médio de quatro anos). Não inclui a dívida do Banco de Portugal ao sistema TARGET 2 do Eurosistema que, em maio de 2014, totalizava, em termos líquidos, 57,4 mil milhões de euros (segundo a Yardeni Research), e que têm funcionado como operações de cedência de liquidez.

# Dívida pública em certificados do Tesouro e de Aforro (31 de maio de 2014, IGCP): 13,3 mil milhões de euros

# Despesa com juros da dívida pública no 1º trimestre de 2014 (BdP): 4,6% do PIB

# Prazo médio residual do stock da dívida pública atual (IGCP): 7,4 anos

# Prazo médio do empréstimo do FMI (IGCP): 7,25 anos, com um custo médio anual de 3,4%

# Prazo médio dos empréstimos dos fundos de resgate europeus - MEEF e FEEF (IGCP): cerca de 20 anos, com um custo médio anual de 2,5%

# Juro médio implícito da dívida pública (DOE): 3,4%

# Juro médio implícito da dívida externa: 2,2%

# Yield até à maturidade da dívida obrigacionista (Bloomberg): 2,39%
Por | Expresso / 9 de julho de 2014





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FMI diz que afinal teria sido melhor reestruturar a dívida de Portugal


Christine Lagarde lidera o Fundo Monetário Internacional
D.R.
27/06/2014 | 11:01 |  Dinheiro Vivo

O Fundo Monetário Internacional está a rever a excepção que permitiu emprestar dinheiro a Portugal, Grécia e Irlanda sem uma reestruturação da sua dívida. No início dos resgates houve dúvidas relativamente à sustentabilidade da dívida destes países, mas foi possível evitar a reestruturação. Agora, essa possibilidade pode acabar.   www.dinheirovivo.pt/Economia/interior.aspx?content_id=3995138

Mas afinal em que é que ficamos??? Agora que todo o mundo já estava convencido que a culpa era do Socrates, vêm estes dizer que a culpa é do Barroso??? 
http://www.noticiasaominuto.com/economia/73961/merkel-e-sch%C3%A4uble-culpam-bruxelas-e-dur%C3%A3o-pela-austeridade
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o seu ministro das Finanças, Wolfgang...
NOTICIASAOMINUTO.COM

Afinal "Sinn" não significa pecado
Um dos economistas "mainstream" mais influentes do país mais influente da Europa tomou uma posição que foi abundantemente veiculada pela comunicação social internacional de referência. Por exemplo, a agência Bloomberg dizia que Hans-Werner Sinn, o director do instituto económico Ifo (um poderoso think tank baseado em Munique), " apela a um corte na dívida para relançar o crescimento económico dos países do sul da Europa ". O argumento é claro. O que se passou com a crise asiática de 1997 fornece um modelo de acção: a restruturação da dívida tem de ser feita porque compensa logo a médio prazo.
Entre nós o Professor Viriato Soromenho Marques, um profundo conhecedor da cultura alemã, assinalou isto muito bem na sua crónica no Diário de Notícias: " o mais importante e influente economista alemão (...) afirmou aquilo que toda a gente nos mercados e nas universidades já parece conhecer, incluindo a agência de notação financeira S&P: o peso da dívida na zona euro, e em particular nos países da Europa do Sul, atingiu um ponto insustentável. " Ou seja, restruturar a dívida já não é pecado: pecado é a continuação na dívida insustentável.  
 Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-dilema-do-banqueiro=f880233#ixzz382toi1fP

Daniel Bessa diz que Vítor Constâncio foi o mentor do ataque a Portugal e José Sócrates conduziu o avião.


Daniel Bessa compara a crise em Portugal com o atentado às torres gémeas e diz que Vítor Constâncio foi o mentor do ataque e que José Sócrates conduziu o avião. As acusações do antigo ministro de António Guterres e Presidente da Cotec foram feitas esta noite no Porto numa conferência onde esteve o atual governador do Banco de Portugal.  http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2014-07-11-daniel-bessa-diz-que-vitor-constancio-foi-o-mentor-do-ataque-a-portugal-e-jose-socrates-conduziu-o-aviao;jsessionid=110C05967509F5CCD8ABFAEA4A1D0E61



Rui Rio admite que Portugal pode ter de renegociar a dívida

Rui Rio admite que Portugal pode ter de renegociar a dívida pública, caso não consiga um crescimento económico sustentável. O ex-Presidente da Câmara do Porto defendeu no Jornal 2 da RTP uma redução dos impostos, suportada pelo crescimento económico e pela redução da despesa.


Com 90% do PIB de dívida em 2011 era a bancarrota. Com 135% o que é? A recuperação?
Dívida sem depósitos aumenta: chegou a 202,4 mil milhões de euros, valor mais...
DN.PT|DE CONTROLINVESTE

ARTIGO MUITO SÉRIO, que merece ser lido e rigorosamente meditado!
… Este manifesto limita-se a olhar a realidade de frente: o País caminha para o suicídio, e é preciso mudar o rumo
Os homens não são todos iguais

O manifesto propondo a reestruturação da dívida foi conhecido no mesmo dia em que o INE revelava os resultados da política levada a cabo pela troika com a cumplicidade entusiástica deste governo. Como se fosse uma lista de baixas numa guerra, ficámos a saber que o PIB do país recuou ao nível do ano 2000 e o emprego tombou até ao ano de 1996. Em dois anos e meio foram destruídos 328 mil empregos. Tudo isto para combater uma dívida pública bruta excessiva, que, no mesmo período, subiu de 94% para quase 130% (ultrapassando em 15% as precisões da troika)! Este manifesto limita-se a olhar a realidade de frente: o País caminha para o suicídio, e é preciso mudar o rumo. No quadro europeu. Pesando o interesse de Portugal, mas também o interesse comum do projecto europeu, de que muita gente, em Bruxelas e Berlim, parece ter-se esquecido. Perante isso, o primeiro-ministro, e uma escassa legião de escribas auxiliares, acusam os subscritores do manifesto de "pôr em causa o financiamento do país", de "inoportunidade", e, até, de falta de patriotismo. No século xix, dois grandes europeus, Antero de Quental e Nietzsche escreveram, ao mesmo tempo, quase a mesma coisa: o que separa os homens é a maior ou menor capacidade que têm de "suportar" a verdade de que depende a dignidade da vida. A verdade dói, mas a mentira mata. Tenho muito orgulho em ter assinado este manifesto ao lado de Manuela Ferreira Leite, ou Bagão Félix, pois a diferença crucial não é entre esquerda e direita, mas entre a verdade e a mentira. O que une este governo, e o atual diretório europeu, é a ligação umbilical entre o seu poder e a mentira organizada. O país e a Europa só poderão sobreviver se forem resgatados de líderes medíocres, com fobia da verdade.  Por: Viriato Soromenho Marques - Diário de Notícias 13/03/14. 



Servidão voluntária

Viriato Soromenho-MarquesApesar de anticomunista, Churchill não hesitou em apoiar a URSS em 1941, dizendo: “Se Hitler invadisse o Inferno, eu faria, pelo menos, uma referência favorável ao Diabo na Câmara dos Comuns.” Leio pelos jornais que um membro do Governo de Passos Coelho, chamado Maçães, foi à Grécia envergonhar o nosso país. Apesar de, a acreditar pelo CV publicado no sítio do Governo, ele ter alguma escolaridade em matéria de Direito e Ciência Política, a sua recusa perentória de uma frente de países do Sul (onde se incluiriam até a França, a Itália e a Espanha) contra a política que Merkel está a impor à Europa inteira revela que, no mínimo, ainda não atingiu aquele grau de estabilidade emocional e hormonal a que uns chamam maturidade e outros, simplesmente, juízo. A indigência intelectual deste Governo está a ultrapassar todos os limites. Por: Viriato Soromenho Marques - Fonte: 22 de março de 2014 por  




Presente na conferência internacional organizada pelo Banco Central Europeu (BCE) que desde domingo decorre em Sintra, o prémio Nobel da Economia de 2008, Paul Krugman, considerou que Durão Barroso entrou em profunda negação ao considerar que o euro não teve nada a ver com a crise que tudo resultou de políticas falhadas ao nível nacional e à falta de uma vontade política.
Para Paul Krugman o que aconteceu foi o seguinte: primeiro a criação do euro encorajou fluxos de capital para o sul da Europa, depois o dinheiro secou -- e a ausência de moedas nacionais significou que os países endividados tiveram de se submeter a um processo de deflação extremamente doloroso", afirma o economista, que tem sido muito crítico das políticas de austeridade na Europa.




A Verdade da Mentira e a culpa de Sócrates.

OS Banqueiros são os culpados da crise e do pedido do resgate. Estamos todos a trabalhar para a banca.
O que levou o País e a Europa a esta situação/crise, foi a ganância dos bancos. Os Banqueiros deviam ter vergonha de sair à rua.
Tudo começou em 2007 com a bolha imobiliária, "Suprime" nos EUA e em 2008 com a falência do Lehman Brothers. De seguida a economia arrefece a tal ponto que Bruxelas dá ordem para os Estados investirem e fala-se na Europa e nos EUA em TGV, Aeroportos e Portos além de Auto-Estradas. A receita a cobrar pelos governos cai a pique. Os Estados tomaram nas suas mãos o endividamento dos privados e de uma maneira geral da Banca. Nós por cá foram milhões e milhões, não só no BPN, mas também no BPP, BCP, BANIF e de uma maneira geral em toda a banca. A ordem na Europa foi para salvar a banca e não deixar falir nenhum. Aconteceu em toda a Europa, incluindo na Alemanha. A Irlanda é um dos melhores, ou antes dos piores exemplos. 
O professor de Economia José Maria Castro Caldas afirmou hoje, em Coimbra que o 


Dinheiro da troika não foi "para pagar salários e pensões", mas aos credores. Bancos Alemães e Franceses.
"A Dívida Privada é muito superior à dívida Pública. Porque ninguém fala disso. O que se passa então para a dívida subir em flecha? Foi porque o Estado passou a gastar muito mais na saúde, no ensino, na investigação? Não! A subida em flecha da dívida pública deu-se devido à quebra de receitas provocadas pela crise, porque no essencial o Estado tomou nas suas mãos o desendividamento e a capitalização da banca.( Também das empresas públicas) Carlos Carvalhas."  Por: Viriato




Aventureiros sem glória

Não quero entrar nos detalhes da história da ascensão e queda de Ricardo Salgado. Tem demasiado odor a suor e outras secreções para ser um assunto sobre o qual alguém que preserve um sentido apolíneo da decência e da beleza queira escrever. O problema é de outra natureza. Salgado, Oliveira e
Costa, Rendeiro, Dias Loureiro são as ovelhas negras de uma casta que domina a Europa inteira: os banqueiros da UEM. Uma elite certificada pelo Tratado de Maastricht e pelas regras de funcionamento da zona euro. Tal como os aristocratas da Europa do absolutismo, também eles estão acima da lei geral. Inimputáveis, manipulam os governos e fazem do sistema de justiça um interminável jogo de paciência que termina, invariavelmente, em absolvição por cansaço e prescrição. Foi a sua desmesura que transformou o sistema financeiro, de importância vital para uma sociedade de mercado funcional, no palco para uma tragédia de Shakespeare. Nem todos os membros desta elite se comportaram abusivamente, mas a simples possibilidade de o abuso de poder passar sem castigo, provocou o carrossel de especulação e a avalancha de crédito Norte-Sul dos primeiros anos do euro. Foi sobretudo a ganância do sistema financeiro, e não o despesismo dos Estados, que conduziu a Europa ao atual beco sem saída. A mesma ganância conduziu à Grande Depressão de 1929. Nessa altura, sob liderança dos EUA de F. D. Roosevelt, o financismo foi colocado no seu lugar por uma firme regulação do negócio bancário, que garantiu a prosperidade económica durante muitas décadas. Hoje, a União Europeia continua paralisada, sem a necessária coordenação e firmeza políticas, indispensáveis para colocar o sistema financeiro dentro dos limites da lei e da ordem.  Por: Viriato Soromenho Marques / DN






Almofada de pedra

 por VIRIATO SOROMENHO MARQUES

Como é que designaríamos o comportamento de um cidadão que, incapaz de honrar um crédito pessoal a uma taxa de 3,35%, prestes a atingir a maturidade, contraísse um novo empréstimo a uma taxa de 5,11% para pagar o primeiro ("troca de dívida")?

 Sem dúvida, tratar-se-ia de um comportamento pouco recomendável. 

E como seria classificado esse comportamento se o cidadão em causa utilizasse parte do novo empréstimo (de 11-02-2014) para antecipar, parcialmente, o pagamento em 19,5 meses do primeiro empréstimo, pagando 102,89 euros por cada 100 euros de dívida ("recompra")? 
Seria, certamente, uma atitude temerária, pois aumenta a despesa com juros para apenas empurrar a dívida para o futuro. 
Pois é isso que o Governo pretende fazer hoje. 
O leitor pode ir ao site eletrónico do IGCP. Abra o boletim mensal de fevereiro sobre "Dívida Pública". Na p. 2, vê que o Estado vai ter de resolver até 2016 cerca de 39 mil milhões de euros de empréstimos. 
Esse imenso obstáculo tem sido o pretexto para a constituição de uma volumosa "almofada" financeira. 

Tudo indica que o IGCP quer recomprar, hoje, uma parte de uma série de dívida a dez anos, contraída a partir de outubro de 2005 (ver p. 3). Se o fizer, às taxas mais recentes no mercado secundário, isso significa que, para o montante que for hoje amortizado, vamos pagar mais 3,53% de juros por ano até Outubro de 2015 do que antes das duas operações financeiras supracitadas. 
Será isto uma gestão prudente, ditada pelo interesse nacional, ou estará o Tesouro público em risco para alimentar uma ilusão pré-eleitoral de triunfo? 

Será esta uma almofada que alivia o País, ou uma pedra amarrada às pernas que o atira para o fundo? 
Temos direito a saber a lógica com que se joga o dinheiro sonegado aos salários e às pensões. 
Direito a uma explicação, ou a uma beliscadela que nos acorde deste pesadelo.
ESTAMOS  ENTREGUES  AOS  BICHOS!!!
 EU SEI O QUE FAZER... DIVULGAR PARA CONSCENCIALIZAR OS ELEITORES..




Cada um por si
por VIRIATO SOROMENHO MARQUES
A questão central do futuro de Portugal e da Europa reside num assunto que se transformou em "tabu". Tanto em Lisboa, como em Bruxelas ou Berlim. Esta União Económica e Monetária parece-se cada vez mais com uma bomba relógio. O euro, em vez de ser um factor de coesão e convergência, transformou-se numa força de clivagem e erosão dos laços (e são muitos) que unem as economias e sociedades europeias. Deveríamos estar a discutir, à escala europeia, as medidas que levassem à diminuição da dívida pública, as reformas da UEM e do BCE que acabassem com a fragmentação financeira da Zona Euro e restaurassem o mercado monetário interbancário (MMI), interrompido desde 2008. Deveríamos estar a reunir recursos para alimentar uma estratégia europeia comum, capaz de colocar o imenso talento jovem, desperdiçado no desemprego e na emigração (para fora da Europa), ao serviço do desenvolvimento sustentável e da autonomia energética da União. Em vez disso, os governos fecham os Estados-membros num casulo sde soberania imaginária. O primeiro-ministro irá anunciar a "saída limpa", no final três anos de resgate. Não temos nenhuma razão para celebrar. Essa saída é apenas um indicador do egoísmo e miopia estratégicos que reinam na Europa. O programa cautelar não resolveria o problema central do nosso futuro, acima enunciado, mas seria um sinal positivo de solidariedade. Assim ficamos entregues a nós próprios. As centenas de milhões de euros em juros pagos pela manutenção da almofada financeira, são uma parte do preço desse egoísmo europeu. No dia 25 de Maio a composição do Parlamento Europeu irá comprovar que a União cada vez mais se parece com um Titanic, em que a preocupação principal não é a de evitar o naufrágio, mas sim a de disputar, futilmente, os lugares da primeira classe.  Por: Professor universitário




Panorama Empresarial
 - Dívidas 

1) A maior parte das "grandes" empresas em Portugal já não são portuguesas, ou foram compradas por estrangeiros.

2) Segundo o Banco de Portugal, as Empresas não financeiras tem dívidas superiores ÀS DO ESTADO:
a) Microempresas, 321.000 devem 72,49 mil milhões
b) Pequenas empresas, 49.000 devem 45 mil milhões
c) Médias empresas, 6.000 devem 46,83 mil milhões
d) Grandes empresas, 1.000 devem 89,36 mil milhões
e) Sociedades de gestão de participações não financeiras, 3.000 devem 50,77 mil milhões
TOTAL: 370 mil empresas DEVEM 304,48 MIL MILHÕES, quando a Dívida do Estado incluindo as Câmaras e as Empresas Públicas são 272,96 MIL MILHÕES... [Boletim Estatístico, Cap. A.20]

3) PORÉM, diz o Banco de Portugal:
"existiam, em 2012, cerca de 370 mil empresas não financeiras em Portugal, (...). A esmagadora maioria dessas empresas são de pequena ou média dimensão". O QUE SIGNIFICA QUE ELAS ESTÃO TODAS ENDIVIDADAS.

4) No entanto, ainda segundo o BdP, elas POSSUÍAM ACTIVOS de 650 mil milhões, equivalentes a "94,5% do total do ativo das empresas não financeiras"!!! [Nota de Informação estatística de Outubro 2013].

DUVIDO QUE AS 366.000 PMEs com dívidas de 164,32 MIL MILHÕES, ou mesmo as GRANDES que devem 89,36 mil milhões, SE MUDEM PARA OUTROS PAÍSES...

Os PARTICULARES devem 158,6 mil milhões E TAMBÉM PAGAM IMPOSTOS!!!
... Por: 
Olisipone


O "AUTO-FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS"??? 
Deve ser por isso que as Empresas PRIVADAS em Portugal têm MAIS DÍVIDAS do que o ESTADO+AS EMPRESAS PÚBLICAS...!!!

Estado+Empresas Públicas+Administração Local (TODO o Sector Público não financeiro) = 165,8 mil milhões

Empresas Privadas = 183,7 mil milhões


www.bportugal.pt/pt-PT/Estatisticas/PublicacoesEstatisticas/BolEstatistico/Publicac oes/K1.pdf

Se o IRC RENDE POUCO, é porque a maior parte das Empresas FOGE AOS IMPOSTOS!!!

E não são as GRANDES, que essas têm contabilidade ordenada e verificada pelas Finanças (e aliás, são apenas cerca de 1000 empresas).

SÃO AS PMEs, que são LARGAS CENTENAS DE MILHAR, e que NÃO DECLARAM LUCROS NEM PASSAM FACTURAS (mas os donos andam quase todos de Mercedes, Audi ou BMW...)!!! Por: Olisipone 

Crédito Mal Parado por Professor Carlos Paz

UM RECORD PARA O GUINNESSA MAIOR DÍVIDA DE SEMPRE

Jorge Nascimento Rodrigues, lembra que o Governo de Passos & Portas bateu um record muito velhinho, que subsistia desde o século XIX: a dívida pública atingiu 129% do PIB no final de 2013, valor certificado agora pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo Banco de Portugal. 

Sabia-se que a queda do record estava iminente. Em 2012, o Governo igualou o rácio da dívida pública face ao PIB atingido em 1892, que se elevou a 124% [cf. Jorge Nascimento Rodrigues, Portugal na Bancarrota - Cinco séculos de História da Dívida Soberana Portuguesa -http://www.centroatl.pt/titulos/desafios/bancarrota/]. Agora, apossou-se deste record que tem barbas. Nem se percebe por que Passou Coelho não aproveitou a subida ao palanque no congresso para comemorar esta proeza única. Verdadeiramente histórica.
A Dívida já atingiu 133,5% e vai a caminho de 140% do PIB.
Este governo PSD/CDS aumentou a dívida pública em três anos, mais que Sócrates em seis. 

                               



Um programa implausível para a reestruturação da dívida portuguesa
Em boa hora - porque é sempre bom discutir propostas concretas - alguns políticos e economistas nacionais (à cabeça, Francisco Louçã) avançaram com uma proposta concreta de " Um programa sustentável para a reestruturação da dívida portuguesa ".
É de louvar que aqueles que acreditam nesse caminho coloquem os cenários em cima da mesa. Esta é a primeira proposta concreta que nasce de entre os sectores que defendem a reestruturação da dívida e estou convencido que não veremos outra com tanta profundidade nem tão bem documentada. Mesmo assim não me convence.
Dívida publico-privada

Há aliás, desde logo, uma novidade. A proposta não se limita a olhar para a dívida pública, olha também para a dívida privada - a bancária - para resolver a "auto-sustentabilidade financeira do país". Julgo não estar bem explicado porque é que se aproveita um debate sobre a reestruturação da dívida pública para nacionalizar en passant o sistema bancário nacional - e o de seguros, já agora, ainda que nesse caso a situação seja abordada muito pela rama.

O argumento é que sem mexer na dívida externa contraída pelos bancos o país não reduz significativamente a sua dívida externa total (parte grande da qual está nos bancos) condição aparentemente importante neste processo. A razão que salta mais à vista é outra: com o proposto haircut à dívida pública os bancos entrariam em falência - pois detêm dívida pública que aparece com uma determinada rentabilidade nos seus balanços e precisam dessa rentabilidade para fazer face às suas obrigações frente aos depositantes - pelo que é mesmo indispensável encontrar uma "solução" para accionistas e credores dos bancos. No caso é a expropriação: as acções passam a valer zero para serem posteriormente reemitidas para compensar perdas de credores, depositantes e do Fundo de Garantia Bancária.

Os depositantes, portanto, não escapam: para os depositantes com mais de 100.000€ nos bancos portugueses a perda é de 34% do valor desses depósitos. Igual perda para a generalidade dos credores exceptuando, p.ex., o Eurosistema. Já os credores com dívida subordinada ficariam sem nada.

Na parte da dívida pública a proposta também não deixa pedra sob pedra:  o estado emitiria Novas Obrigações do Tesouro (sim, a sigla é NOT ;)) com um juro anual de 1% (entre quatro a cinco vezes menos que o juro médio pago actualmente) que entregaria aos actuais credores na vez dos títulos que detêm actualmente. Percebe-se bem o efeito que isto tem nos detentores de dívida portuguesa e a necessidade de intervir nos bancos: a dívida portuguesa passa a pagar um juro que ninguém, nem a Alemanha, paga - para os mais de 30 anos de maturidade que a proposta consagra, claro. O caso dos pequenos aforradores, politicamente incompatível com a visão de perigosos especuladores a quem é justo impor perdas, é delicadamente deixada de fora: logo se vê como se resolve.
Questões práticas

Mais coisa menos coisa a proposta cobre uma série de questões práticas que não é habitual ver-se assim concretizadas por quem defende o haircut à dívida pública. Algumas, claro, são de difícil concretização. Desde logo os proponentes querem o acordo dos credores e da União Europeia. Impossível, diria eu, mas já lá vamos.

Outros pressupostos aparecem mais escondidos: numa - literal - nota de rodapé (a 29) explica-se que a Segurança Social e os fundos de pensão teriam de vender os seus activos nos estrangeiro para que credores insatisfeitos não possam pedir em tribunal o seu arresto. Ora se isso é verdade e é bom que se aponte, fica por explicar onde colocar esses activos. O mercado nacional em que se quer desvalorizar os activos colocados na banca não parece grande opção. Pode não ser problema: o desespero de ter de vender para fugir aos tribunais baixaria imediatamente o preço obtido na venda.

Os proponentes são também muito optimistas quanto à reprivatização da banca: as acções emitidas após a limpeza à dívida valorizariam porque os bancos estariam limpos e mais robustos. Não faltará, no entanto, quem aposte no contrário: o mercado bolsista em Portugal, em particular o subconjunto das acções da banca, tornar-se-ia dos mais inseguros negócios do mundo ocidental ao mesmo tempo que se tinham infligido grandes perdas a quem tenha o azar de depositar o seu dinheiro cá em Portugal. Não parece grande cenário para valorizações bolsistas.

Mas a questão da negociabilidade deste cenário com os credores é que naturalmente deita por terra a iniciativa - e ainda bem, por tudo o que se viu. Não há, e ao contrário do que muitas vezes se ouve no debate nacional e do que os proponentes usam como ponto de partida, nenhum estudo que aponte que os nossos credores tenham a temer receber o que investiram na dívida portuguesa. Todos os analistas e todos os relatórios, concluem que a dívida pública é sustentável numa série de cenários. Em Portugal são o Conselho de Finanças Públicas e o Banco de Portugal que o dizem. Lá fora a OCDE ou o FMI. Um documento recente do insuspeito Instituto Bruegel faz uma análise donde se conclui que a dívida pública desce sempre a partir de 2014, e de forma acentuada, mesmo que face às previsões os juros sejam mais altos, o crescimento seja menor ou o défice maior ( gráficos na página 16 ). A conclusão aliás é a mesma que já o Conselho de Finanças Pública tirara ( no relatório 3/2014, página 35 ): "Taxas de juro mais elevadas ou um crescimento menos intenso do que o previsto no DEO adiariam o processo de inversão do rácio da dívida, e atenuariam o perfil descendente, mas ainda assim não o colocariam em causa". Naturalmente (ver novamente Bruegel) que uma hecatombe de conjugação de vários factores negativos colocaria esse perfil em causa mas em condições normais a nossa dívida pública começará rapidamente a decrescer mesmo se mais medidas face a 2014.

Ora face a esse consenso nacional e internacional a pergunta que se coloca é: porque que é que haveriam os nossos credores de concordar com toda esta loucura proposta por Louçã et.al.? Aliás, a pergunta seria outra ainda anterior: porque é que deveria um governo iniciar um processo destes cuja mera ponderação poderia levar ao colapso dos bancos e seguradoras em bolsa, à corrida aos depósitos e à fuga em massa de capitais? Julgo que não há como responder satisfatoriamente a estas questões. Porque Portugal encerrou o programa de assistência com sucesso, tem acesso aos mercados financeiros e os bancos nacionais têm liquidez e acesso a mecanismos de emergência caos necessitem. Lançar um país nessas circunstâncias num caos financeiro seria, perdoem, uma enorme loucura.
Nota final
Curioso no entanto o seguinte: os autores começam por lamentar o insucesso do programa de assistência e partem desse suposto insucesso para apontar esta renegociação como escapatória para a situação nacional. Ora há uma consequência importante deste tipo de "soluções" que vale a pena relembrar: com as perdas que se pretendem infligir aos titulares de dívida soberana portuguesa, é seguro admitir que Portugal deixa de ter acesso a este tipo de financiamento por muito anos. Para tal só há uma solução para as contas públicas: défice primário nulo. Ora isso, em circunstâncias habituais no nosso país, exigiria no momento de aplicação desta proposta  o abate de despesa pública ou o aumento de receita na ordem de grandeza de vários pontos percentuais do PIB. Dum dia para o outro isso seria catastrófico e colocaria qualquer proposta deste tipo na prateleira da história.

Acontece que em Portugal isso hoje é possível de discutir seriamente: a partir de 2015, e graças à consolidação orçamental desde 2011, Portugal está na situação de não ter défice primário. O diabolizado programa da Troika criou, portanto, as condições de partida para podermos discutir se queremos percorrer um caminho de haircut como o proposto. Os indicadores mostram que essa discussão não é exactamente necessária. Mas é boa de fazer. Por: Michael Seufert | Expresso /10 de julho de 2014.


O Perdão da Dívida e as Consequências de tal 

Um tema que deveria ser DISCUTIDO por TODOS (partilhem e debatam, antes que se faça um DISPARATE MONUMENTAL socialmente TENEBROSO):

Fala-se muito do "PERDÃO DE DÍVIDA" aos Estados em dificuldades. Muitos dos OPINADORES nacionais (Jornalistas, Académicos, Políticos, etc...) já o defendem de forma ABERTA.
Estima-se que, para Portugal, o "PERDÃO" (haircut) seja de 30% (recordo que para a Grécia foi de 50%). Não vou aqui discutir TODAS as implicações deste processo, os seus objectivos e as suas consequências (até porque não existe nenhum real consenso sobre o tema). Mas vale a pena debater UMA das implicações.

Ao longo de muitos anos, os Estados (PORTUGAL incluído) têm utilizado a divida pública não só como forma de se financiarem, como TAMBÉM para fomentar a "poupança das famílias". No caso Português, através dos CERTIFICADOS DE AFORRO e, mais recentemente, dos CERTIFICADOS DO TESOURO.

Estes instrumentos de POUPANÇA, subscritos, principalmente, através do balcões dos CTT, foram e são o instrumento de eleição para pessoas com menores capacidades de poupança (OS MAIS POBRES) e com menor nível de literacia económica (OS MENOS PREPARADOS). NO CASO DE HAVER UM "PERDÃO" DE 30%, significa que todas estas PESSOAS (pobres e pouco informadas) PERDEM 30% das suas POUPANÇAS.

Fazendo um exemplo prático: "uma velhinha que no interior da Grécia, nos CTT lá do sítio, fez, ao longo da vida, depósitos nos certificados de aforro lá do sítio, e que tinha juntado 10 mil euros (para pagar o funeral e deixar algo aos netos), perdeu, no mês passado metade desse valor - 5 mil euros "voaram".

Acontece que, no caso de PORTUGAL, a dívida que é suportada por estes INSTRUMENTOS DE CAPTAÇÃO DE POUPANÇAS DAS FAMÍLIAS corresponde SOMENTE a 9% do total da dívida pública.
Havendo o tal perdão da dívida (que, aparentemente, já é quase INEVITÁVEL) de 30%, bastaria que o mecanismo de "perdão" fosse negociado para 32,5% (em vez de 30%) para que os CA e CT não fossem afectados. Por outras palavras: para que as famílias (principalmente as mais pobres e menos informadas) não vissem destruídas as suas poupanças.

Este tema surgiu-me em debate com um amigo, ultra-liberal convicto (muito influente no actual circulo do poder), que reputo de pessoa muito inteligente. Quando o confrontei com a DESTRUIÇÃO DAS POUPANÇAS das "velhinhas da Beira Alta", a sua resposta IMEDIATA foi: "é melhor que percam as poupanças, do que o Estado ficar sem capacidade de funcionar". Ou seja, MESMO UMA PESSOA MUITO INTELIGENTE respondeu com o FUNDAMENTALISMO IDEOLÓGICO a sobrepor-se à INTELIGÊNCIA.
Repito: para evitar este ERRO TENEBROSO, peço a TODOS os que tiveram a paciência de ler este "post" até ao fim, que DEBATAM o tema (PARTILHEM, copiem "emailem", se quiserem). Mesmo que não estejam de acordo comigo e achem que o "corte" deva ser para todos, debatam na mesma. Mais que não seja, para que as pessoas menos informadas possam estar conscientes do que se está a preparar (e possam CONSVIENTEMENTE decidir o que fazer às suas pequenas poupanças, antes que elas desapareçam).  Por: Carlos Paz Professor de Economia.



«IDEIAS FOFAS» SOBRE O PAGAMENTO DA DÍVIDA - por CARLOS VARGAS

4 % de crescimento do PIB e 3 % de superávit orçamental durante os próximos 20 anos é a 'performance' a que Portugal estaria obrigado para reduzir a sua dívida para 60% do PIB e pagar 75% do empréstimo da 'troika'. Ou seja, para recuperar um estatuto de normalidade face aos mercados e às instituições .
É esta a crua realidade que o PR aponta no seu prefácio. Mas mesmo perante a evidência de resultados absolutamente impossíveis de atingir, não falta quem continue a garantir que Portugal não precisará de renegociar a sua dívida.
A negação dessa realidade mostra como uma parte do país se fanatizou e deixou de pensar.
Face às evidências, uma parte do país vive aconchegada a duas ideias fofas: o suposto sucesso do programa da 'troika' e a ficção algébrica que Portugal está a bater recordes europeus (crescimento, emprego, taxas de juro, etc.)
Essa parte do país é a mesma que garante que Portugal está melhor. Vive em conflito com a realidade, amarrada às fricções que foi criando. 15 de Março de 2014 .