domingo, 21 de outubro de 2012

Paulo Morais BPN foi Formado por Políticos

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O POLVO LARANJA.


O CLAN DUARTE LIMALá diz o povo, a verdade é como o azeite. Acaba sempre por vir à tona.
"O POLVO" E A OPERAÇÃO FACE OCULTA COM RABO DE FORA:
1-  A partir de 2008 torna-se evidente que a operação Face
Oculta foi redirecionada pela investigação e pelos Media para  passar
a visar principalmente Sócrates. Era preciso derrubar Sócrates e mudar
de governo, porque havia gigantescos interesses em jogo e, em
particular, o caso BPN prometia dar cabo do PSD.
2. Das fraudes do BPN ignora-se ainda hoje a maior parte.
Trata-se de uma torrente de lama inesgotável, que todos os nossos
Media evitam tocar.
3. O agora falado caso IPO/Duarte Lima, de que Isaltino também
foi uma peça fulcral, nem foi sequer abordado durante o Inquérito
Parlamentar sobre o BPN , inquérito a que o PSD se opôs então comunhas e dentes, como é sabido.
A tática então escolhida pelo polvo  laranja foi desencadear um
inquérito parlamentar paralelo, para averiguar se Sócrates estava ou
não a «asfixiar» a comunicação social ! Mais uma vez, uma produção de
ruído para abafar o caso BPN e desviar as atenções.
4. Mas é interessante examinar como é que o negócio IPO/Lima foi
por água abaixo.5. Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com
dezenas de milhões, amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira e
Costa, Isaltino pressionava o governo para deslocar o IPO para uns
terrenos de Barcarena, concelho de Oeiras.  Isaltino comprometia-se a
comprar os terrenos (aos Limas e Raposo, como sabemos hoje) com
dinheiro da autarquia e a «cedê-los generosamente» ao Estado para lá
construir o IPO.
Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os
terrenos e não o ministério da Saúde, porque assim o preço podia ser
ajustado entre os amigos vendedores e compradores, quiçá com umas
comissões a transferir para a Suíça.
6. Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética (!) do IPO
entre 2002 e 2005, estava bem dentro de todos os assuntos e tinha
ótimas relações para propiciar o negócio. Além disso, construiu a
imagem de homem que venceu o cancro, história lacrimosa com que
apagava misérias anteriores. O filho e o companheiro do PSD Vítor
Raposo eram os escolhidos para dar o nome, pois ao Lima pai não
convinha que o seu nome figurasse como interessado no negócio.
7. Em Junho de 2007 Isaltino dizia ainda que as negociações para
a compra dos terrenos em causa estavam "em fase de conclusão" (só não
disse nunca foi a quem os ia comprar, claro). E pressionava o
ministro da Saúde: "Se se der uma mudança de opinião do governo, o
cancelamento do projeto não será da responsabilidade do município de
Oeiras."
8. Como assim, "mudança de opinião do governo"?
9. Na verdade, Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o
governo encarava a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha
e que estava a procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade, para
esse efeito.
Nenhuma decisão tinha sido tomada, nem nunca o seria antes das
eleições para a Câmara de Lisboa, que iam realizar-se pouco depois, em
Julho de 2007.
0. No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara de Lisboa, cuja
presidência foi conquistada por António Costa, anunciou que ia
disponibilizar um terreno municipal para a construção do novo IPO no
Parque da Bela Vista Sul, em Chelas, Lisboa. Foi assim que se lixou o
projeto Lima-Isaltino: o ministro Correia de Campos não cedeu às
pressões de Isaltino e a nova Câmara de Lisboa pretendia que o IPO se
mantivesse em Lisboa. Com Santana à frente da autarquia e um ministro
da Saúde do PSD teria tudo sido  muito diferente. E os Limas e Raposos
não teriam hoje as chatices que se sabe. E Duarte Lima até talvez já
tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do amigo Isaltino.
11. Sabemos como, alguns meses depois deste desfecho, o ministro
Correia de Campos foi atacado por Cavaco no discurso presidencial de
Ano Novo, em 1 de janeiro de 2008. Desgostado com as críticas
malignas do vingativo Presidente, Correia de Campos pediu a sua
demissão ainda nesse mês.
Não sabemos  o que terá levado Cavaco a visar dessa maneira um
ministro do governo Sócrates, por sinal um dos mais competentes.  Que
Cavaco queria a pele de Correia de Campos, foi bem visível. Ele foi a
causa do fracasso do projeto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados
ao clan do seu amigo Duarte Lima e ao polvo laranja (ª).
É bem possível que essa tenha sido a razão.
(ª) - é bom que se entenda que o polvo laranja tem o seu pai no
Senhor Silva, hoje PR, que nunca falou sobre o BPN, mas o lodo deste
senhor é bem maior !!! Oxalá Portugal fosse uma França !!!
MAS SE QUERES REVERTER ESTA SITUAÇÃO E VER A JUSTIÇA SENDO FEITA PELA
FORÇA DOS CIDADÃOS, ENTÃO REPASSA PARA TODOS OS TEUS CONTACTOS SEMRECEIO DO QUE POSSAM VIR A PENSAR DE TI.  Ajuda-os a serem CIDADÃOS,
despertando sua consciência.
         Carlos Bio – Aveiro




Tolerância zero

Os negócios dominam a vida política. A promiscuidade entre os actores políticos e os grupos económicos é obscena.
Este fenómeno começa por se fazer sentir no Parlamento, mas chega a todo o lado. Há dezenas de deputados que acumulam a função parlamentar com a de administrador, director ou consultor de empresas que desenvolvem grandes negócios com o Estado. Em todas as comissões relevantes há conflitos de interesses, reais ou potenciais. A mais importante, a que acompanha o Programa de Assistência Financeira, tem por funções fiscalizar as medidas previstas no memorando de entendimento com a Troika, nomeadamente as privatizações ou o apoio à Banca. Pois nesta comissão tem assento Miguel Frasquilho que trabalha na Essi, empresa do grupo financeiro BES que, ainda por cima, assessorou os chineses na compra da EDP; a que se junta Adolfo Mesquita Nunes, advogado da poderosa sociedade Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva, justamente o escritório de referência da eléctrica. Na comissão de agricultura, o deputado Manuel Isaac fiscaliza um ministério que influencia a atribuição de subsídios à empresa de que é administrador. O presidente da comissão de Segurança Social, José Manuel Canavarro, é consultor do Montepio Geral, banco cuja actividade se de-senvolve na área da solidariedade. Os exemplos sucedem-se.
A promiscuidade contamina até o insuspeito Banco de Portugal, em cujo conselho consultivo têm assento Almerindo Marques, ligado ao BES, ou António de Sousa, até há pouco presidente da Associação de Bancos. O banco central tem a sua actividade vigiada por aqueles que deveria supervisionar.
Pelo lado dos privados, os grupos económicos que beneficiam desta promiscuidade estão sempre disponíveis para acolher os que os favorecem. Não por acaso, ex-ministros das obras públicas transitam para as empresas com maior participação nas parcerias público-privadas. Ferreira do Amaral preside à Lusoponte, Jorge Coelho e Valente de Oliveira administram a Mota-Engil.
Para erradicar esta teia de negócios que domina a política, o Parlamento deve criar um regime de incompatibilidades muito restritivo para os detentores de cargos públicos. Que deve, num período transitório de higienização, ser de exclusividade total.
Artigo: CM Por:Paulo Morais, professor universitário/Fio de Prumo



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