sexta-feira, 28 de março de 2014

A cilada da RTP a Sócrates

                                       

                          

José Maria Castro Caldas. Dinheiro da troika não foi "para pagar salários e pensões"

O professor de Economia José Maria Castro Caldas afirmou hoje, em Coimbra, que o dinheiro emprestado pela 'troika' a Portugal não foi para pagar salários e pensões", mas para pagar a credores.
                     

O miserável julgamento de José Rodrigues dos Santos 

www.dailymotion.com/.../x1jpkjo_o-miseravel-julg...


 no comentário de José Sócrates


Não tenho qualquer problema com espaços de comentário televisivo de pessoas que tenham tido responsabilidades governativas. Tenho dúvidas da sua utilidade informativa, mas parece indiscutível
que têm saída. Entre os comentadores políticos temos quatro ex-líderes do PSD, um ex-líder do PS, um ex-líder do BE, dois ex-primeiros-ministros e muitos ex-ministros. Por uma qualquer razão que me escapa, apenas um levantou grande celeuma, com petições e protestos. Mas adiante.

O modelo usado na maioria dos espaços ocupados por estes comentadores é o mesmo: um jornalista lança os temas, eles comentam. Não é uma entrevista, que seria absurdo, já que teria de se repetir todas as semanas e a coisa acabaria por se esgotar. Também não é um modelo de confronto. Marcelo comentou anos na RTP, tendo até, durante algum tempo, uma excelente jornalista (Flor Pedroso) a chamar-lhe a atenção para alguma contradição no seu comentário, sem que nunca se tivesse chegado ao ponto dum enfrentamento ou duma entrevista. O que é natural: ou bem que se tem um comentador que comenta e o registo é amistoso, ou bem que se tem um entrevistado que se entrevista e o registo é um pouco mais distanciado, ou bem que se tem um opositor com que se debate, para o qual se chama um debatente qualificado, e o registo é mais crispado. Até se pode arriscar, mudar as coisas e ter comentadores que são tratados com agressividade. Em todos os casos, mandam as regras que quem ali vai saiba o que o espera. Se não se montam armadilhas a entrevistados, por maioria de razão não se faz tal coisa a um comentador da estação. E os telespetadores também é suposto saberem o que é aquilo a que estão a assistir.

No último domingo assistimos a um dos momentos mais bizarros do jornalismo nacional. A jornalista que costuma acompanhar o espaço de comentário de José Sócrates foi substituída por José Rodrigues dos Santos (e, alternado, João Adelino Faria). Pelo menos de quinzenalmente, um espaço de comentário passou a ser um espaço de entrevista agressiva. Mudança para qual o entrevistado evidentemente não tinha sido prevenido. As coisas não foram tomando esse caminho. Foram planeadas. Era evidente que o "entrevistador" se tinha preparado, estando munido de material do "seu arquivo", disse este autor de tantos trabalhos jornalísticos sobre a política nacional (ironia), que não lhe caiu na mesa à última da hora. E que não deu ao comentador transformado em entrevistado a mesma possibilidade de preparação. É que (sei o que digo) a preparação para fazer um comentário é diferente da preparação para uma entrevista.

Nunca, em anos e anos de comentário político de Marcelo Rebelo de Sousa ou qualquer outro ex-dirigente partidário transformado em comentador, tal aconteceu. Muito mais grave: nunca o atual primeiro-ministro foi entrevistado com tanta agressividade na RTP. Muito menos foi confrontado, de forma tão sistemática, com as inúmeras contradições entre o que disse no passado e o que diz agora. Mais estranho ainda: nunca o anterior primeiro-ministro, o mesmíssimo José Sócrates, foi entrevistado com esta agressividade na RTP quando exercia funções. O que só pode querer dizer que a RTP tem mais respeito pelos primeiros-ministros em funções do que pelas pessoas que convida para ter espaços de comentário na estação. Mesmo quando a pessoa é a mesma.

Não me custa nada ver um jornalista a confrontar José Sócrates com as suas incoerências. Com o que disse no passado e diz no presente, que muitas vezes é diferente. Pelo contrário, acho muitíssimo justo que isso seja feito. Se lamento alguma coisa, é não ver o mesmo exercício experimentado com outros ex-políticos comentadores. E preferia que fosse feito por jornalistas com mais preparação política do que o cidadão comum, para não passarem pelo desnecessário enxovalho que passou Rodrigues dos Santos. Até porque algumas dúvidas eram pertinentes. Só faltava o jornalista conseguir perceber o que estava a perguntar. Sócrates quis regressar para se bater pelo seu legado político, não vejo mal nenhum que seja confrontado com ele. O que me parece um pouco estranho é que a RTP o convide para fazer comentário político - quando era necessário ensombrar Seguro com a anterior liderança - e, sem aviso nem razão aparente, esse espaço passe a ser, quando essa função deixa de ser útil ao governo, de julgamento político do comentador.

Sabendo alguma coisa de jornais e televisões, não tenho qualquer dúvida que José Rodrigues dos Santos não agiu espontaneamente nem sequer por decisão individual. Tratou-se, vamos chamar as coisas pelos nomes, de uma encomenda. Basta ver Rodrigues dos Santos com Morais Sarmento para saber que não se trata de um "estilo". Mas ainda que se tratasse, esse estilo tem um problema: o debate agressivo exige muita preparação política. E, quando de um dos lados está um jornalista, exige uma enorme habilidade para que este não passe a ser visto pelos telespetadores como uma das partes. No fim, depois de várias semanas a que Sócrates, com bastante experiência de debate, resistirá facilmente, será Rodrigues dos Santos que ficará a perder na sua própria imagem de isenção. Foi ele que subiu a parada. Parece-me que não percebeu bem em que jogo perigoso se meteu.

Estou-me nas tintas para a facilidade ou dificuldade que aquele momento teve para Sócrates. Estou-me ainda mais nas tintas para os amores e ódios que o homem provoca em tanta gente. Confesso que esta relação passional com os políticos me deixa sempre indiferente. Interessam-me, isso sim, os jogos políticos que se fazem na televisão pública nacional. Tenho as minhas teorias. O objetivo do convite feito a Sócrates para ter um espaço de comentário era fragilizar Seguro o suficiente para que a sua liderança nunca se impusesse no PS. Era garantir, através da sombra do ex-primeiro-ministro, um líder fraco na oposição. Não era dar a Sócrates a oportunidade de ser o ator político com mais influência na base eleitoral socialista, capaz de dificultar futuros entendimentos do PS com o PSD.

O papel de Sócrates está cumprido. Depois de lhe facilitar a vida, agora trata-se de a dificultar. Há que o empurrar para fora da RTP. Apenas se esquecem de uma coisa: se há político que não é fácil empurrar é este. Esse é, aliás, um dos segredos da sua popularidade e da sua impopularidade. E não me parece que Rodrigues dos Santos chegue para tal empreitada. Mesmo quando o tenta através de uma inaceitável cilada, oferecendo-se a si próprio a vantagem de não ter previamente dado ao entrevistado a relevante informação de que iria estar numa entrevista.




Nota: José Rodrigues dos Santos respondeu à polémica que ali aconteceu. Diz que Sócrates sabia de tudo porque lhe disse num almoço. Porque não estive no almoço, não sei nem tenho como saber o que em rigor foi dito e tenho pouco paciência para o diz que disse. Fico-me por o que ouvi na RTP: Sócrates disse "não vinha preparado para isto" e José Rodrigues dos Santos não o desmentiu, "olhos nos olhos". É toda a informação rigorsa que tenho. Em todo o seu esclarecimento, Rodrigues dos Santos fala permanentemente numa "entrevista". Desconhecia que a RTP tinha uma entrevista semanal com José Sócrates, outra com Morais Sarmento e no passado teve anos de entrevistas semanais com Marcelo Rebelo de Sousa. Seria bom, então, que o espaço "Opinião de José Sócrates" (assim se chama) mudasse de nome, para não levar ao engano os telespetadores. Para facilitar, vou dar uma ajuda: isto que aqui estou a escrever não é uma entrevista. E para os jornalistas a distinção clara do que é opinião e do que é outro género costumava ser importante. Rodrigues dos Santos não gosta de espaços de opinião com a participação de jornalistas? É um bom debate e dele só poderia resultar a sua não participação naquele espaço. Mas entrevistas semanais à mesma pessoa é coisa que nunca se viu em lado algum. E "entrevistas confrontacionais" semanais, com a mesma pessoa, são uma impossibilidade prática. Como deveria saber Rodrigues dos Santos se estivesse de boa-fé em todo este episódio.
Por:Daniel Oliveira/ Expresso / 25 de março de 2014





A seguir à Opinião de José Sócrates, que já deixou de ser Opinião, a Opinião de Antonio Campos, Fundador do Partido Socialista e seu Militante Nº 3.

"Acabei de ouvir José Sócrates que Domingo a Domingo vai demonstrando o enorme erro político da actual direcção do PS em não ter assumido e defendido a verdadeira história do Governo do meu Partido.
A direita impôs a sua mentira na opinião publica perante o silencio do PS.
Rodrigues dos Santos , o democrata que trabalha no serviço publico que se orgulha de nunca ter votado queria crucificar Victor Constãncio como o criminoso do BPN.
Sobre os criminosos nem uma insinuação.
Foi preciso existir um José Sócrates para substituir a direcção do meu Partido na defesa de um ex- Secretário Geral vilipendiado pela direita na praça publica .
No PS que ajudei a fundar a ética fazia parte do programa.



A entrevista
http://www.rtp.pt/play/p1395/e149764/telejornal

- Sócrates diz a José Rodrigues dos Santos que «Não basta papaguearmos tudo aquilo que nos dizem para fazer uma entrevista»


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CARLOS CARVALHAS NO ENCONTRO NACIONAL DO PCP - Os culpados da Situação.

«(...) Em relação à dívida do país em primeiro lugar é preciso recordar que a dívida privada é superior à dívida pública, coisa que esses senhores sempre escondem.
Segundo, é preciso também lembrar que em relação à dívida pública Portugal em 2007, ano em que a crise rebentou tinha uma dívida de 68,4% do PIB, ao nível da zona Euro, inferior à de países como a Itália, Bélgica, praticamente igual à da França e da Alemanha.

O que se passa então para a dívida subir em flecha? Foi porque o Estado passou a gastar muito mais na saúde, no ensino, na investigação? Não! A subida em flecha da dívida pública deu-se devido à quebra de receitas provocadas pela crise, porque no essencial o Estado tomou nas suas mãos o desendividamento e a capitalização da banca. 

Os trabalhadores, os pensionistas e os pequenos e médios empresários têm estado a pagar o desendividamento da banca ao serviço dos banqueiros e dos grandes accionistas. Não é só o caso dos milhões e milhões enterrados no BPN, no BCP, no BPP, no Banif, são também os milhões que a banca ganha com o Estado, comprando dívida pública que lhes rende juros de 4,5,6% e que depois os deposita no BCE como colaterais, recebendo iguais montantes a 0,25%, os milhões que recebem em benefícios fiscais, os milhões que têm ganho com as PPP's e até com as rendas excessivas, pois no final são eles que estão por detrás de tais operações e empresas! (...


(Nota: Veja aqui a entrevista à Antena1-clique em baixo)

E agora eis que Carlos Carvalhas – sim, o ex-secretário geral do PCP, aquele que lá esteve antes de Jerónimo -,numa entrevista à Antena1, reabilita Sócrates (e de caminho enterra o PCP, que com o chumbo do PEC IV tornou o resgate inevitável e abriu o caminho à direita).
PS: A parte transcrita está entre os 13 e os 18 minutos e 30 e tal segundos. vão ouvir, vão - não acreditem em mim – e agradeçam à Shyznogud, porque foi ela que descobriu esta maravilha.

                    


Sócrates Culpado/Inocente/ Elogiado.

Santana Lopes acaba de dar um elogio a Sócrates, como já algum Primeiro Ministro ousou sequer pensar vir a ter. Lá diz o povo que mais vale tarde que nunca, apesar de ter vindo tarde e um pouco fora de tempo. Opinião de Santana Lopes Sobre Sócrates

P. Sócrates foi um reformista?
R. Foi um primeiro-ministro com visão em várias áreas. Ele era vários deuses ao mesmo tempo, depois caiu em desgraça e passou a ser o culpado de tudo. Isso é caricato. Ele foi um primeiro-ministro com várias qualidades, um chefe de Governo com autoridade e capaz de impor a disciplina no seio do seu Governo. Entrevista a Santana Lopes. Até tu Santana.
Por: Bárbara Reis e Margarida Gomes/ P/16/ 03/ 2014 . 

A verdade pode demorar, mas acaba sempre por chegar. Noronha do Nascimento, Cândida Almeida e Pinto Monteiro, já tinham atestado que era tudo mentira, mas depois da entrevista de Fernando Moreira de Sá à Revista Visão ficou a perceber-se a cabala. Carlos Carvalhas já explicou que afinal a situação a que chegamos não é culpa de Sócrates, mas dos milhões e milhões que foram enterrados não só no BPN, BPP, mas também no BANIF, BCP e de uma maneira em geral na Banca e que ninguém fala da Dívida Privada, muito superior à Pública. A crise de 2007/8 provocou a recessão e os governos foram aconselhados por Bruxelas a investir, para substituir os privados. Houve uma quebra abruta de receita. O Velho do Restelo, Salazarento Medina Carreira e o militante e engraxador José Gomes Ferreira, Camilo Lourenço e César das Neves, ao serviço deste governo, não se cansam de dizer que as pensões e salários da FP significam 80%, quando Ferreira Leite e o Professor Carlos Paz informam que são 53%. Também estes senhores não se cansam de culpar as PPP de Sócrates, mas todas elas incluindo as anteriores significaram em 2012 0,76% segundo afirmou Sérgio Monteiro na Comissão de Inquérito Parlamentar. 
Citando um relatório da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, Sérgio Monteiro, que falava na comissão de inquérito às PPP, disse que, os encargos brutos das PPP "foram, em 2012, de 0,76%, que sobe em 2013 para 0,81%, vai até 1,12% em 2014, até 1,15% em 2015 e reduz para 1,08% no ano seguinte". Será isto ruinoso para o País.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Anedota O Joaozinho e a Professora

Professora: quem foi D. fonso Henriques?
Joaozinho: Não sei senhora professora
Professora: tens que te concentrar mais nos estudos!!!
Joaozinho: por favor professora, posso fazer uma perguntinha?
Professora: Sim, vamos a isso.
Joãozinho: Conheces a Felismina?
Professora: Não
Joãozinho: Conheces a Angélica?
Professora: Não
Joaozinho: Conheces a Rachida?
Professora: (chateada) Nao conheco. Quem são essas pessoas e porque perguntas?
Joaozinho: tens que te concentrar mais no teu marido!!!!!

ESSE DEVE SER O FAMOSO JOAOZINHO..
 Policia : Onde é que moras?
Criança: Em casa dos meus pais.
Policia : E onde é que moram os teus pais?
Criança : comigo.
Policia : E onde é que vocês moram?
Criança : Em casa
Policia : Onde é fica a tua casa?
Criança : Ao lado da casa dos meus vizinhos.
Policia : E onde é que fica a casa dos teus vizinhos?
Criança : Se eu lhe disser, não vai acreditar.
Policia : Diz lá...
Criança : Ao lado da minha...

terça-feira, 25 de março de 2014

Austeridade 29 mil milhões até 2015

                                
                                
                                     
                                   
Um País inteiro a olhar para a azinheira e só Passos e os pastorinhos do governo conseguem ver a senhora luminosa.
                       
                             O Professor Carlos Paz salários e pensões representam 53%.                                      

Austeridade tira 29 mil milhões de euros aos portugueses

Com o novo pacote para 2015, o total de medidas aplicados desde 2011 já ascende a 17% do PIB. É o equivalente, por exemplo, a dois anos de salários no Estado. Funcionários e pensionistas 'pagam' 8,1 mil milhões.


O total de medidas de austeridade aplicadas desde 2011 vai chegar, no próximo ano, a 29,4 mil milhões de euros. Uma verba astronómica correspondente a 17% do PIB e que daria, por exemplo, para pagar dois anos de salários dos funcionários públicos ou para criar praticamente trinta equipas de futebol só de Cristianos Ronaldos.

Este valor resulta dos sucessivos pacotes apresentados desde o ano de chegada da troika a Portugal, então ainda com José Sócrates no governo, e soma já os cortes previstos para 2015, que, segundo Marques Mendes e não desmentido por Passos Coelho, podem chegar a 1,7 mil milhões. A austeridade começou em 2010 e acelerou a partir do ano seguinte com o início do programa de assistência financeira, que agora está a chegar ao fim.

Funcionários públicos e pensionistas pagaram quase um terço do esforço. Pelas contas do Expresso, admitindo que no próximo ano as novas tabelas salariais e de suplementos serão adicionadas aos cortes já existentes e que não há outros novos cortes nestas duas classes, a fatura é de 8,1 mil milhões. Um montante que corresponde a cerca de 28% do total (ver gráfico).

Chumbos no TC, "enormidades" no IRS
Pensões e salários começaram a ser visados ainda em 2011, no último Orçamento de Sócrates com Teixeira dos Santos nas Finanças, com um corte médio de 5% para vencimentos acima de 1.500 euros. No ano seguinte houve a suspensão dos subsídios para trabalhadores e pensionistas, que foram entretanto chumbados pelo Tribunal Constitucional. Em 2013, o Governo optou por uma solução intermédia - cortar um subsídio a funcionários e 0,9 a reformados - e voltou a ver um cartão vermelho do Palácio Ratton.

Este ano, a estratégia passou por um corte salarial mais alargado e pela convergência de pensões entre o público e o privado, que foi declarada inconstitucional e substituída por uma versão mais austera da contribuição extraordinária de solidariedade (CES). 

Paralelamente, foram sendo impostas várias outras medidas de menor alcance, mas que tiveram igualmente impacto sobre o rendimento destes dois grupos, como o aumento das contribuições para a ADSE ou o alargamento do horário de trabalho. Não se incluem aqui os efeitos do agravamento fiscal que os funcionários e pensionistas sofrem como todos os contribuintes.

Do lado da receita, destacaram-se os aumentos do IVA em 2012 e, parafraseando Vítor Gaspar, o "enorme aumento de impostos", designadamente IRS, aplicado no ano passado.  Por: Expresso.




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Cortes em 2015

Chamo-me Passos Coelho 
Cortador de profissão 
Corto ao jovem, corto ao velho, 
Corto salário e pensão 
Corto subsídios, reformas 
Corto na Saúde e na Educação 
Corto regras, leis e normas 
E cago na Constituição 
Corto ao escorreito e ao torto 
Fecho Repartições, Tribunais 
Corto bem-estar e conforto, 
Corto aos filhos, corto aos pais 
Corto ao público e ao privado 
Aos independentes e liberais 
Mas é aos agentes do Estado 
Que gosto de cortar mais 
Corto regalias, corto segurança 
Corto direitos conquistados 
Corto expectativas, esperança 
Dias Santos e feriados                                                    

Corto ao polícia, ao bombeiro
Ao professor, ao soldado 
Corto ao médico, ao enfermeiro 
Corto ao desempregado 
No corte sou viciado 
A cortar sou campeão 
Mas na gordura do Estado 
Descansem, não corto, não. 
Eu corto 
a Bem da Nação 


Por: F. Fortunato
E não corta ao "peixe crescido" 
a contar que este lhe dê a mão...
Como diz o povo sabido,
"Quem se lixa é o mexilhão!"
Por: mimp

                      


O perigoso fenómeno dos novos pobres

Os últimos dados sobre a pobreza em Portugal são preocupantes. É um dos efeitos mais claros da crise económica, financeira e social que afecta o país.

O risco da pobreza já atinge um quinto da população portuguesa. E, além disto, o fenómeno dos novo pobres chega a cerca de 500 mil famílias. São famílias que têm emprego, rendimentos, mas o que ganham não é suficiente para viverem acima do limiar da pobreza.

Ou seja, mesmo com emprego, precisam de ajuda. Estes fenómenos explodiram no ano passado, claramente em resultado da crise que retirou rendimentos aos portugueses. Por um lado, descidas nos salários líquidos por efeito do agravamento da carga fiscal.

Por outro lado, o corte generalizado nas prestações sociais - subsídio de desemprego, subsídio de doença, RSI... No passado, as prestações do Estado foram as medidas mais eficientes para retirar portugueses da pobreza. E agora? Esta é a questão difícil de responder. A fraca saúde das contas o Estado não permite que as prestações sociais voltem ao nível antes da crise.

Os credores vão manter a pressão para um forte controlo da despesa e uma redução do défice orçamental e da dívida pública. Portanto, resta apostar no crescimento económico, que continua a ser a melhor maneira de retirar pessoas da pobreza. Veja-se o exemplo dos países emergentes. E, além disto, reformar o Estado social para que o pouco dinheiro público chegue a quem realmente necessita. Por25/03/14 Económico 




Ironia da história
"Tudo o que temíamos acerca do comunismo – que perderíamos as nossas casas e as nossas poupanças e nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários e sem ter voz no sistema – converteu-se em realidade com o capitalismo. Jeff Sparrow


Sustentabilidade da Segurança Social
Acho bem que façam uma reforma da segurança social, mas não uma reforma de faz de conta, e que acabe com reformas obscenas, e duplas, ou triplas reformas.

Mas não é verdade que o sistema social esteja em rotura, mesmo com o enorme aumento do desemprego, que reduz a receita, e aumenta a despesa.

Receitas Fiscais (impostos), Contribuições sociais, (Segurança Social e CGA), Outra receita corrente.
TOTAL DA RECEITA em milhares de milhões
2010= 67.164 - 2011=69.275 - 2012=65.326 - 2013=69.516

Despesas com Pessoal, Prestações sociais (inclui Segurança Social, CGA, e 
Saúde)
TOTAL DA DESPESA em milhares de milhões
2010=58.924 - 2011=57.050 - 2012=53.513 - 2013=54.915
SALDO (Excedente) em milhares de milhões
2010+8.240 - 2011+12.226 - 2012+11.813 2013+14.601
Por: Jcesar 



Opinião de Santana Lopes Sobre Sócrates


P. Sócrates foi um reformista?
R. Foi um primeiro-ministro com visão em várias áreas. Ele era vários deuses ao mesmo tempo, depois caiu em desgraça e passou a ser o culpado de tudo. Isso é caricato. Ele foi um primeiro-ministro com várias qualidades, um chefe de Governo com autoridade e capaz de impor a disciplina no seio do seu Governo.  Entrevista a Santana Lopes.  Até tu Santana.
Por: Bárbara Reis e Margarida Gomes/ P/16/ 03/ 2014  

Reis Nunes 
1.XIX governo de Portugal tomou posse em 21 de Junho de 2011.Duração dois (2) anos e oito (8) meses ! 
2.Dívida pública no final de 2013 ; 129% do PIB o que equivale a 213,4 mil milhões de euros! ( baseada em critérios de Maastricht ). (" Num critério mais amplo registou 153,1 % do PIB,e se considerarmos as empresas públicas não financeiras incluídas e não incluídas no perimetro orçamenta aquele rácio sobe para 165 % "- Noticia on line de Jorge Nascimento Robrigues ) 

eduvel 

Estes são numeros do IGCP, uma fonte que certamente não irá por em causa. 

Divida Directa do Estado em Jun 2005: 95 MM€ 
Didida Directa do Estado em Jun 2011: 172MM€ (72 meses depois) 
Divida Directa do Estado em Jan 2014: 208MM€ (31 meses depois) 

Taxa de crescimento medio da dívida Jun 2005 a Jun 2011 = 
(172-95)/72 = 77 MM€ / 72 = 1,07 MM€ por mes 

Taxa de crescimento medio da dívida Jun 2011 a Jan 2014 = 
(208-172)/31 = 36MM€ / 31 = 1.16 MM€ por mes 
http://www.igcp.pt
Lamento que estes numeros não ajudem à.... narrativa. Mas é um facto que este governo, com todos os cortes e com toda a destruição na economia que induziu, conseguiu a grande façanha de endividar o pais a uma velocidade maior que o louco despesista do socrates 
viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/12/carvalhas-ha-15-anos-costa-hoje-e-eca.html 
viriatoapedrada.blogspot.pt/2014/02/divida-passos-e-portas-bate-record.html


Carlos Paz
A Dívida Portuguesa acabou de ULTRAPASSAR os 130% do PIB (mais propriamente 131,3%).
Isto, sem contar com a que está (ainda) escondida em algumas Empresas Públicas.
A real deverá estar perto dos 140%.
Será que o Senhor Presidente da República ainda acha que é sustentável? E que é masoquista questionar?
Ou será que está na altura de parar com todo este disparate que nos rodeia???


A Irlanda teve em 2011 um crescimento do PIB de 2.2 % e em 2012, 0.2 % . Portugal em 2011 um crescimento do PIB de - 1.3 % e em 2012 , -3.2 %
A Irlanda tinha do 3º Quadrimestre de 2013 um rácio de Divida Publica de 124.8 % . Portugal tinha 128.7 %.
A Irlanda teve deficits orçamentais em 2011 - 13.1 % e em 2012 , - 8.2 % . Portugal teve - 4.3 % em 2011 e 6.4 % em 2012.

Em resumo a Irlanda cresceu ....... Portugal destruiu riqueza. 
A Irlanda não se preocupou tanto com o deficit orçamental que foi muito superior ao de Portugal o que significa que amenizou os sacrifícios ...... Portugal foi além da Troika. 
A Dívida Publica Irlandesa era de 91.3 em 2010 e é de 124.8 % em 2013 ......... Portugal tinha uma Divida Publica de 93% do PIB em 2010 e agora é de 128.7 % em 2013.

Tirem as conclusões das diferenças ........

Com este panorama , a Irlanda sai do Programa de Ajustamento , recusa um Programa Cautelar e obtêm taxas de juro nos mercados ( e elevada procura ) nas recentes emissões de 3.2% .
Portugal ainda dentro do Programa de Ajustamento ou seja com garantia adicional fornecida pela Troika aos mercados e tem taxas no mercado de 5.112 %. Por: Ahaefe Atsoke / Facebook

UM RECORD PARA O GUINNESS - A MAIOR DÍVIDA DE SEMPRE

Jorge Nascimento Rodrigues, lembra que o Governo de Passos & Portas bateu um record muito velhinho, que subsistia desde o século XIX: a dívida pública atingiu 129% do PIB no final de 2013, valor certificado agora pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo Banco de Portugal. 


Sabia-se que a queda do record estava iminente. Em 2012, o Governo igualou o rácio da dívida pública face ao PIB atingido em 1892, que se elevou a 124% [cf. Jorge Nascimento Rodrigues, Portugal na Bancarrota - Cinco séculos de História da Dívida Soberana Portuguesa -http://www.centroatl.pt/titulos/desafios/bancarrota/]. Agora, apossou-se deste record que tem barbas. Nem se percebe por que Passou Coelho não aproveitou a subida ao palanque no congresso para comemorar esta proeza única. Verdadeiramente histórica.

 Este governo PSD/CDS aumentou a dívida pública em três anos, mais que Sócrates em seis. 


Panorama Empresarial - Dívidas 

1) A maior parte das "grandes" empresas em Portugal já não são portuguesas, ou foram compradas por estrangeiros.

2) Segundo o Banco de Portugal, as Empresas não financeiras tem dívidas superiores ÀS DO ESTADO:
a) Microempresas, 321.000 devem 72,49 mil milhões
b) Pequenas empresas, 49.000 devem 45 mil milhões
c) Médias empresas, 6.000 devem 46,83 mil milhões
d) Grandes empresas, 1.000 devem 89,36 mil milhões
e) Sociedades de gestão de participações não financeiras, 3.000 devem 50,77 mil milhões
TOTAL: 370 mil empresas DEVEM 304,48 MIL MILHÕES, quando a Dívida do Estado incluindo as Câmaras e as Empresas Públicas são 272,96 MIL MILHÕES... [Boletim Estatístico, Cap. A.20]

3) PORÉM, diz o Banco de Portugal:
"existiam, em 2012, cerca de 370 mil empresas não financeiras em Portugal, (...). A esmagadora maioria dessas empresas são de pequena ou média dimensão". O QUE SIGNIFICA QUE ELAS ESTÃO TODAS ENDIVIDADAS.

4) No entanto, ainda segundo o BdP, elas POSSUÍAM ACTIVOS de 650 mil milhões, equivalentes a "94,5% do total do ativo das empresas não financeiras"!!! [Nota de Informação estatística de Outubro 2013].

DUVIDO QUE AS 366.000 PMEs com dívidas de 164,32 MIL MILHÕES, ou mesmo as GRANDES que devem 89,36 mil milhões, SE MUDEM PARA OUTROS PAÍSES...

Os PARTICULARES devem 158,6 mil milhões E TAMBÉM PAGAM IMPOSTOS!!!
... Por: Olisipone

Para não se pensar que sou excessivamente crítico, quero dar os parabéns ao governo por ter conseguido descidas nas taxas de juro da dívida, não só em Portugal, mas também na Grécia, em Espanha, na Irlanda e em Itália. É motivo de orgulho saber que a política de Passos Coelho não tem apenas efeitos no País, mas em quase toda a Europa. Por: Daniel Oliveira       

Juros da dívida a 10 anos a 20/1/2014
Portugal
20/01..... 5,214
17/01..... 5,231
Grécia
20/01..... 7,831
17/01..... 7,850
Irlanda
20/01...... 3,274                                                                        
17/01...... 3,443
Itália
20/01...... 3,800
17/01...... 3,822
Espanha
20/01...... 3,692
17/01...... 3,710
vá-se lá saber porquê..












'Perdemos 150 portugueses por dia'
Joaquim Azevedo, convidado pelo Governo para estudar medidas de apoio à natalidade, foi às jornadas parlamentares do PSD em Viseu sublinhar a urgência de superar o défice demográfico. "Seremos uma espécie em vias de extinção", avisou, deixando um apelo dramático. Se nada for feito, "o país não será sustentável".
"Perdemos hoje 150 portugueses por dia. Antes do fim do século seremos sete milhões", afirmou Joaquim Azevedo, frisando a ideia de que a situação está a tornar o país insustentável.

Para o académico, há porem uma falta de atenção ao tema da quebra demográfica. "Parece que não é questão", lamentou, defendendo que para inverter a tendência será preciso trabalhar durante 20 anos.

"Estamos numa espécie de alerta super vermelho", comentou, lembrando que 2014 pode ser o ano em que Portugal ficará abaixo dos 80 mil nascimentos por ano.

O professor nomeado por Passos para liderar um grupo de trabalho sobre a natalidade, apontou as medidas de apoio ao emprego como as mais importantes para resolver o problema da queda de nascimentos.

"As mulheres são fortemente penalizadas pelas empresas", atacou, lembrando que ainda são muitas as empresas que não só não promovem políticas amigas da família como prejudicam as trabalhadoras que querem ser mães.

A rede de creches para crianças entre os 0 e os 3 anos é outra das medidas indicadas por Joaquim Azevedo. "Temos de colocar as crianças primeiro", disse, identificando as autarquias como entidades que podem estar na primeira linha destas políticas de incentivo às famílias.

Para Joaquim Azevedo é ainda importante investir em políticas fiscais que apoiem as famílias mais numerosas.

"Há bastante a fazer. É preciso é fazer mesmo", frisou, argumentando que o problema não se resolve apenas com imigração ou com o retorno da emigração.
25 de Março, 2014por Margarida Davim
margarida.davim@sol.pt

           

O erro do FMI e o erro de Passos Coelho

Às vezes, é preciso olhar para os números para percebermos a gravidade do que se passou em Portugal.
Eis os números da austeridade, quatro anos depois.

Em 2010, o PIB português era de 172,8 mil milhões de euros.
Em 2013, deverá rondar os 164 mil milhões de euros.
Ou seja, a austeridade anulou-nos mais de 8 mil milhões de euros de riqueza produzida em Portugal! 

Em 2010, a taxa de desemprego portuguesa foi de 10,8.
Em 2013, a taxa de desemprego portugesa deverá ficar pelos 15,8, um aumento de quase 50%.
Quatro anos de austeridade criaram mais 300 mil desempregados do que havia antes.

Em 2010, a dívida pública portuguesa rondava os 160 mil milhões de euros, já incluindo aqui muita coisa que na altura não estava contabilizado.
Em 2013, quatro anos depois, a dívida pública portuguesa está em cerca de 230 mil milhões de euros, um aumento de 70 mil milhões de euros!
É este o resultado de quatro anos de austeridade, Portugal tem mais 70 mil milhões de dívida do que tinha!

Em 2010, a taxa de juro da dívida portuguesa no mercado secundário era no início do ano de 5,5%.
Em 2013, a taxa de juro da dívida pública portuguesa é no final do ano de 5,8%.
Ou seja, para curar o trágico perigo das dívidas soberanas, estivemos quatro anos em austeridade, e a taxa de juro é agora mais alta do que quando começámos!

A directora do FMI, a sra Lagarde, já admitiu o óbvio, que as políticas de ajustamento cometeram muitos erros, e que os resultados foram muito piores do que se esperava, especialmente em Portugal e na Grécia.
No entanto, por cá temos um primeiro-ministro que continua apaixonado pela ideia da "austeridade expansionista", e que fica muito irritado quando ouve o FMI reconhecer os erros.
Infelizmente, Passos Coelho jamais terá a humildade do FMI, e jamais reconhecerá que as suas políticas, que ele implementou e implementa com entusiasmo, não produziram bons resultados, bem pelo contrário.
Os fanáticos de uma ideia não querem saber da realidade, querem é ter razão!
Por: Domingos Amaral.



Presente na conferência internacional organizada pelo Banco Central Europeu (BCE) que desde domingo decorre em Sintra, o prémio Nobel da Economia de 2008, Paul Krugman, considerou que Durão Barroso entrou em profunda negação ao considerar que o euro não teve nada a ver com a crise que tudo resultou de políticas falhadas ao nível nacional e à falta de uma vontade política.
Para Paul Krugman o que aconteceu foi o seguinte: primeiro a criação do euro encorajou fluxos de capital para o sul da Europa, depois o dinheiro secou -- e a ausência de moedas nacionais significou que os países endividados tiveram de se submeter a um processo de deflação extremamente doloroso", afirma o economista, que tem sido muito crítico das políticas de austeridade na Europa.

http://krugman.blogs.nytimes.com/?module=BlogMain&action=Click&region=Header&pgtype=Blogs&version=BlogPost&contentCollection=Opinion