domingo, 2 de junho de 2013

Austeridade Mário Soares Libertar Portugal

Soares alerta Cavaco para “perda de pacifismo” dos portugueses

Mário Soares, iniciou esta quinta-feira as hostilidades na Conferência “Libertar
Portugal da Austeridade” com um aviso ao Presidente da República.

No arranque da iniciativa que encheu a Aula Magna, em Lisboa, o antigo chefe de Estado alertou Cavaco Silva que ao manter o apoio a um Governo que “já não é legítimo” corria um risco: “Será responsável pela perda de paciência e pacifismo dos portugueses e por que o povo se torne mais violento.”



As referências a Cavaco Silva provocaram inúmeras vaias entre a assistência. E por mais de uma vez se ouviram vozes a chamar “palhaço” ao Presidente da República, enquanto Mário Soares acusava o chefe de Estado de fazer “tudo para proteger este Governo”. O Governo também foi alvo das vaias da assistência, que chegou a interromper algumas das intervenções ao gritar repetidamente pela “demissão” da equipa de Passos Coelho.

O discurso mais aplaudido foi, no entanto, o do reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa. “Já tudo foi dito, agora é preciso construir caminhos”, defendeu o académico. Que mais à frente defendeu de forma subtil a unidade da esquerda: “É só um encontro? Pois é , mas um encontro pode decidir uma vida. Podemos falar, podemos conversar e agir em conjunto”, afirmou perante os aplausos da assistência.
Houve entre os outros oradores, quem assumisse taxativamente o “desafio” que representava a preparação de um “governo de esquerda”: “O Bloco responde à chamada”, lançou a deputada Cecília Honório quando falava de “convergência” à esquerda.
Assumiu o “desafio” do “governo de esquerda”, para depois definir as “fronteiras”: “Não há alternativa com memorando e com austeridade”. “O que foi roubado terá de ser devolvido”, alertou, sendo a proposta recebida com os aplausos da assistência.
“Tudo o que foi roubado tem mesmo que ser devolvido”, repetiu o eurodeputado comunista João Ferreira quando definia as condições para se conseguir “um Governo capaz de concretizar” uma “alternativa política” de esquerda. Outras condições definidas foram a recuperação “dos instrumentos de soberania económica”, a “rejeição imediata do programa da troika”, e a renegociação, incluindo a recusa da componente “ilegítima da dívida”.
O socialista Ramos Preto foi mais comedido: “É imperioso mudar as políticas e, como o Governo se revela incapaz de o fazer, então há que mudar o Governo”, disse já depois de classificar a equipa de Passos Coelho como “um governo que actua com reserva mental e não pode ser levado a sério”. As eleições antecipadas foi a linha onde Ramos Preto parou. “Não tenhamos medo das eleições”, disse

Por:NUNO SÁ LOURENÇO /P/30/05/2013

http://www.publico.pt/n1596012


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MÁRIO SOARES
O TEMPO E A MEMÓRIA

A caminho da ditadura

por MÁRIO SOARESOntem150 comentários
1 Na conferência que fez em Leiria, Rui Rio disse que a democracia em Portugal - com o atual Governo - estava a ser paulatinamente destruída e a caminho da ditadura. Com efeito, infelizmente, assim é. Nada se passa que seja transparente, no essencial, as medidas tomadas são escondidas ou estropiadas. Os partidos da coligação não se entendem e quando falam dizem coisas contraditórias. O próprio Banco de Portugal parece estar, cada vez mais, ao serviço do Governo. Numa palavra, estamos cada vez mais dependentes do Governo - e este da troika - e os portugueses, na pobreza extrema em que se encontram, percebem muito bem o que está a acontecer. Por isso gritaram na Aula Magna: "Não pagamos, não pagamos."

Por isso, o Governo e o Presidente da República não podem sair à rua sem serem vaiados e enxovalhados. Sucede que a Justiça praticamente não existe e as personalidades que roubam estão impunes.

É triste que tudo isto aconteça. Muito triste. Mas como tenho avisado, o pior está para vir. É, ao que parece, inevitável e perigoso. Oxalá me engane.

2 A COMUNICAÇÃO SOCIAL ESTÁ A MORRER

A comunicação social, tal como a entendíamos no passado, praticamente deixou de interessar. Os jornais vendem cada vez menos. As televisões também sofrem a concorrência da internet, onde, através das redes sociais, as notícias vão chegando, com custos mais acessíveis aos que têm pouco - ou mesmo nada - para gastar.

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