quarta-feira, 26 de junho de 2013

Recessão Pânico Europa EUA e China

             

Fim de apoios nos EUA e crise de crédito na China leva a pânico na Europa

Os "mercados" continuam a lançar o pânico numa Europa cuja recuperação é tão credível quanto sustentada e sólida
As constantes manifestações de fé na recuperação da Europa, ou de Portugal, estão a chocam invariavelmente com a realidade cada vez que algo corre mal. Os mercados entram em pânico, as bolsas desvalorizam a pique e os juros nos mercados secundários explodem. Sinais que parecem indiciar uma recuperação no mínimo débil, isto quando os decisores políticos apresentam qualquer ganho como algo completamente sustentável.

Desde que no final da semana passada a Reserva Federal (Fed) norte-americana anunciou que já chegava de alimentar a economia com estímulos artificiais, e que iria reduzir a compra de obrigações, a recuperação europeia mostrou a sua face: em Portugal, por exemplo, os juros da dívida subiram para máximos desde Janeiro, com os títulos a dez anos a atingirem os 6,74% - estes são os que mais servem para avaliar a percepção dos investidores na sustentabilidade de médio prazo da economia portuguesa. Nas restantes maturidades os títulos transaccionados entre investidores viram o risco aumentar, também para os valores mais elevados de todo o ano. Esta débâcle arrancou ainda no final da semana passada, quando Ben Bernanke, presidente da Fed, admitiu reduzir os estímulos até ao final do ano.

Ontem, os receios face ao futuro da Europa adensaram-se com as notícias sobre a liquidez real da China (ver texto ao lado), num cenário ainda agravado pelo alerta do Banco Internacional de Pagamentos (BIS, na sigla em inglês) a pedir às autoridades monetárias que comecem a ponderar seriamente o aumento das taxas de juro de referência - algo que, no caso português, empurrará muitas famílias para um novo patamar de pobreza, já que encarecerá bastante muitos créditos à habitação.

O ALERTA Conforme explica Paul Krugman, Nobel da Economia, o BIS é visto mundialmente como o "banco central dos bancos centrais". É por esta razão que os alertas deste banco têm sempre bastante eco nos mercados, nos investidores e na evolução dos juros.

"Os bancos centrais tornaram-se progressivamente sobrecarregados, depois de ao longo de anos terem sido chamados a estimular as economias através de políticas monetárias acomodatícias. Há agora preocupações crescentes com a eficácia destas políticas e os seus efeitos negativos", refere o relatório anual do BIS publicado no domingo e que irá seguramente marcar o resto da semana. Mas o impacto das considerações do BIS não significa necessariamente que este "superbanco central" tenha razão.

Krugman, no seu blogue no site do "New York Times", recorda por exemplo que já nas últimas considerações publicadas pelo BIS este banco também vinha pedindo a subida dos juros às várias autoridades monetárias, e todas as vezes que o fez, apresentou riscos diferentes (e nunca concretizados). "Durante um tempo foi por causa da inflação e do preço das matérias-primas. Quando esses receios não se materializaram e os preços das matérias-primas até caíram, mudou o argumento para o risco de estarem a criar-se bolhas especulativas e depois porque os juros baixos criam incentivos aos governos para não prosseguirem com a consolidação orçamental", recorda Paul Krugman num texto publicado ontem. "Mas quem é que afinal elegeu esta gente para liderar o mundo?", atira mesmo.

Sobre o recente relatório anual, Paul Krugman critica o BIS sobretudo por apresentar como argumentos "factos pro-austeridade já completamente desacreditados, sem sequer reconhecerem que os mesmos já foram investigados e longamente refutados". Um destes argumentos é semelhante ao de Reinhart-Rogoff, entretanto totalmente destruído porque baseado em erros de Excel. Ainda assim, o BIS serviu de desculpa para a especulação voltar a explodir. Por Filipe Paiva Cardoso /I/publicado em 25 Jun 2013 



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