sábado, 18 de maio de 2013

Paulo Portas o Jovem não queria poder

                       

                     

Expresso Paulo Portas, o jovem que não se queria "submeter a votos"
Foram sete anos como jornalista e perto de 800 textos escritos. O Expresso leu todos, um a um, e mostra como era Paulo Portas há 25 anos atrás. Um jovem, é claro, que
dizia querer ser apenas jornalista e que não tinha “a menor intenção” de se “submeter a votos”. Da política em geral a Cavaco Silva, dos impostos a Durão Barrosos, da direita à Europa, Portas foi um crítico “dogmático” e “conservador”, mas sem ‘papas na língua’.

Nos sete anos em que passou na direcção de O Independente, Paulo Portas, fez as delícias dos leitores. O seu sangue fresco e a sua irreverência deram origem a pequenas pérolas políticas que o Expresso analisou e publicou na sua revista este sábado. Ninguém escapou ao jovem a quem o Estado incomodava e que se dizia contra o cavaquismo, “a doença infantil da direita”.
Portas descrevia a relação entre o português e o partido como a existente entre o “céptico e um cínico”. Aliás, na altura, o actual líder do CDS defendia que “a maioria dos portugueses não tem grande consideração pelos partidos”. Mas para Portas, há 25 anos atrás, era o cavaquismo que lhe fazia ‘comichão’: Cavaco Silva era “autoritário, paroquial e arrogante”, assim como “egocêntrico” e “ordinário”, lê-se no Expresso.
Aliás, o “cavaquismo é a doença infantil da direita”, que não tinha “noção da qualidade”. Cavaco Silva era um dos seus alvos preferidos, o “tosco e tímido” que se vestia “penosamente mal”. Portas considerava que na altura o actual Presidente da República era da esquerda, mas que pensava que “a direita tem a obrigação de o venerar”. O “Cavaquistão”, “país irreal” criado por Portas, era exemplo disso.
Foi quando Cavaco Silva, na altura primeiro-ministro, se opôs à realização de um referendo sobre o Tratado de Maastricht, o que iria custar a Portugal “milhares e milhares de contos”, que Portas mostrou o auge do seu ódio, ao escrever: “Merecia um estalo”.
Quando Portas defendia que a situação europeia era resultado de uma “germanização da Europa” e não se uma “europeização da Alemanha”, acabou por fazer uma previsão futurista
sobre “o que nos espera”. O actual líder centrista previu “uma crise social sem precedentes”, onde “o objectivo do défice obriga a renúncias sociais que o eleitor nem sonha, ou então, a uma vaga de despedimentos da administração pública”. Portas foi vidente, mas não a tempo.
Dogmático, conservador, anarquista de direita. Era assim que Portas se descrevia nos textos que publicava n’O Independente. “Por princípio não gosto do Estado”, nem tão pouco “que o Estado de incomode”. Portas acreditava que lhe bastava ser jornalista, e no dia em que disse que não pretendia se submeter a votos, com certeza que não teve a mesma visão futurista que desenhou a actual crise que Portugal vive. Por: 09:32 - 18 de Maio de 2013 | Por Notícias Ao Minuto




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O "El Chapo" das influências
"O antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas vai ser consultor da maior empresa do México, a petrolífera Pemex, segundo adianta o jornal espanhol El Diario, com fonte oficial da empresa mexicana a confirmar a informação. Segundo o jornal, Portas será consultor de uma filial da petrolífera mexicana em Espanha, a Mex Gas Enterprises, que se dedica à comercialização de gás natural.
No início de junho, o antigo governante anunciou a sua renúncia ao cargo de deputado e à liderança do CDS-PP para se juntar à Mota-Engil, para fazer parte do conselho consultivo internacional para a América Latina."
Segundo um jornal espanhol, o antigo vice-primeiro-ministro será consultor de uma filial em Espanha da maior empresa do México, a petrolífera Pemex.
ECONOMICO.SAPO.PT

1 comentário:

  1. Com grande ingenuidade, anote-se, ele não cogitava que, no futuro, alguém se daria ao trabalho de confrontar ironicamente os seus (dele) dislates.

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