terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sócrates Convidou Passos Governo

                                  

                   
O presidente do PSD e primeiro-ministro defendeu hoje que o Governo fez o que era...
NOTÍCIAS AO MINUTO


José Sócrates convidou Passos Coelho para o Governo


Anterior primeiro-ministro recusa responsabilidades sobre ajuda externa.

Sócrates espera da parte de Seguro uma "oposição frontal" 
O então primeiro-ministro José Sócrates convidou Pedro Passos Coelho para entrar no seu último Governo, segundo revelou o antigo dirigente socialista em entrevista à TSF, nesta terça-feira. “Falei então [2011] por duas ou três vezes com o então líder da oposição para entrar no Governo. Foi recusado. O líder da oposição queria ser primeiro-ministro”, disse Sócrates.

Sobre a actual situação política, José Sócrates recorreu, por várias vezes, à comparação das atitudes de oposição do PSD, com Passos Coelho, e do PS, com António José Seguro. “Este Governo tem a felicidade de ter um partido da oposição que diz que tudo fará para evitar um segundo resgate”, disse.

O que, acentuou, contradiz a atitude de Passos na oposição. “Sempre me opus à ajuda externa e convivi com uma direita que só queria ajuda externa, pelo que não aceito a responsabilidade da ajuda externa, a ajuda externa deve-se à direita”, acentuou o antigo primeiro-ministro e ex-dirigente do PS. Neste aspecto, assinalou que o memorando de entendimento assinado pelo PS/PSD e CDS não tinha “as medidas mais gravosas que se tomaram”, enumerando os cortes nos subsídios e pensões ou o aumento do IVA na electricidade.

Quanto ao debate sobre a validade da Constituição da República, Sócrates considerou-o errado. “Todos os que acham que se deve transformar a Constituição num centro de disputa política estão a cometer um erro”, afirmou.

Sobre o desempenho do PS liderado por Seguro, José Sócrates disse esperar “uma oposição frontal” às tentativas de alterar o texto constitucional. Do mesmo modo, não anteviu colaboração dos socialistas com a actual maioria sem uma prévia ida às urnas. “Não estou a ver o PS a assinar de cruz, como é que o PS pode aceitar este orçamento, cortar pensões já atribuídas?”, questionou.

No caso de um segundo resgate, o antigo primeiro-ministro admitiu que a posição dos socialistas “passará, certamente, por eleições”.
Por:NUNO RIBEIRO 22/10/2013/P





O ódio  a Sócrates
 Se não sabem eu explico, porque é que a direita fica azeda e odeia tanto José Sócrates. Experimentem introduzir um cavalo num curral cheio de burros e vão ver que todos o mordem e escoiçam. A inveja e a frustração de saber que nunca chegarão a cavalos provoca ódios e raivas. Enquanto uns ficam frustrados e raivosos, há outros que ainda dizem que aquele burro é esquisito, pois nem percebem que se trata não de um burro, mas dum cavalo.


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                                    Clique aqui para ouvir a.->>> Entrevista Socrates à TSF

Sócrates convidou Passos para o Governo

Última atualização ontem às 12:20, 

Publicado ontem às 07:14


José Sócrates revela, em entrevista à TSF, que chegou a convidar o atual primeiro-ministro a juntar-se a ele no Governo. Agora, defende que o PS deve exigir eleições antecipadas.



Seja qual for a assinatura exigida ao Partido Socialista nos próximos meses - programa cautelar ou segundo resgate - José Sócrates defende que António José Seguro tem de exigir uma única moeda de troca, as eleições antecipadas.
«Repare, qual era o problema do anterior pacto proposto pelo Presidente da República? Porque no fundo o que o Presidente queria era dizer ao PS "vais assinar o orçamento". Como é que o PS pode assinar este orçamento? Por isso, estou convencido que se houver isso [programa cautelar ou segundo resgate], isso passará naturalmente por eleições e verdadeiramente acho que é o que o país precisa», afirma.
Sobre a hipótese de evitar esse cenário de eleições antecipadas com a entrada do PS no Governo, numa espécie de bloco central de salvação nacional, o antigo primeiro-ministro revela, nesta entrevista à TSF, que em 2011 convidou Pedro Passos Coelho para uma coligação mais do que uma vez, um convite sempre recusado.
«Falei duas ou três vezes ao então líder da oposição nessa possibilidade. Isso foi recusado porque o líder da oposição queria ser primeiro-ministro. Muito bem, agora é primeiro-ministro. Mas agora é o líder do PS que lhe diz, dois anos depois, que não aceita ir para o Governo nestas circunstâncias, o que eu compreendo muito bem», revela.
Numa altura em que diversas vozes, internas e externas, apontam a Constituição como um entrave, José Sócrates afirma que um cenário de revisão constitucional deve ser, a esta altura, a "linha vermelha" de Seguro. «Espero uma oposição frontal, porque todos aqueles que acham que se deve transformar a Constituição num centro de disputa política, estão a cometer um erro», sublinha.
A entrevista a José Sócrates passa na íntegra logo à tarde na TSF, depois das 17:00 e tem como pretexto de atualidade o lançamento (amanhã )do livro «A confiança no mundo - sobre tortura em democracia», que chega esta semana às bancas.
Na obra, Sócrates faz uma rejeição absoluta da prática da tortura, defendendo que «a linha vermelha da dignidade humana é uma defesa da democracia face a ela própria».
O antigo Primeiro-ministro considera ainda que as democracias devem preparar-se para os tempos de exceção, para as situações-limite, alterando as constituições apenas durante períodos de normalidade, rejeitando dessa forma qualquer alteração constitucional em tempos de crise.
Paulo Tavares

Sócrates convidou Passos para o Governo - TSF
www.tsf.pt
José Sócrates revela, em entrevista à TSF, que chegou a convidar o atual primeiro-ministro a juntar-se a ele no Governo. Agora, defende que o PS deve exigir eleições antecipadas.
                                 


Anedota Sexo pela 1ª. Vez

A garota vai à primeira festa de sua vida e, com medo
dos avanços dos rapazes,pede conselho à mãe:
-O que faço, mamãe, se os garotos insistirem...
- Se os rapazes começarem a insistir muito, minha filha, pergunta que nome eles vão dar à criança. Isso vai fazer com que eles desistam.
Assim foi. No meio de uma dança um catarinense diz:
- Vamos para o jardim atrás da piscina, mina?
Ela vai, mas quando o moço quer avançar ela pergunta:
- Que nome vamos dar à criança?
O carinha olha-a com surpresa, diz que esqueceu a carteira no bar e sai de fininho.
Uma hora mais tarde repete-se a cena com um paraense.
Igualzinho, quando ela pergunta qual será o nome do
filho, ele fica de pés frios e vai-se embora.
Em seguida chega um gaúcho como quem não quer nada e lhe da um beijo, ela pergunta que nome vamos dar à criança, o gaúcho também sai de fininho...
Mais tarde chega um Mineiro, vai
com ela para o jardim, começa com beijinho aqui,beijinho ali, apalpa-lhe os seios e ela pergunta:
- Que nome vamos dar à criança?                                                       
Ele continua e abre o vestido dela.
- Que nome vamos dar à criança?                                                   
- Que nooome vaaamos dar à criança?
Ele tira o vestido dela e a sua calcinha.
- Que noooome... ahhh. vaaaaaaaamos daaar... ahhhh... à
criança? Ahhhhhh... Ahhhhhhhhhhhh...
- Queeee noooooome vaaaaaaamos..... não pára..... daaaaaaaar... vai....vai..... vaiiiiii...... àaaaaaaaaaaah criaaaaaaaança????
Depois de acabarem, ela pergunta mais uma vez:
- E agora, qual vai ser o nome do nosso filho?

E o Mineiro, triunfante, tira devagar o preservativo, levanta para o alto, dá um nó firme e diz:
-Se ele conseguir sair daqui vai se chamar Macgyver !!!!

domingo, 20 de outubro de 2013

PEC IV Pedido de Resgate por MST

                                 
                       

                                   

                                   

                                    

“A entrada da troika em Portugal resultou da pressão exercida pelo PSD e pelo CDS-PP.” A chanceler Angela Merkel “não queria uma intervenção concertada, regulada, com um Memorando.  O PEC IV era essa solução, a mesma que foi encontrada para Espanha e Itália. Lá a Oposição foi patriota. Cá foi traidora à Pátria. Deviam ser julgados em Tribunal Militar.

                                   
E António Lobo Xavier disse mais. A entrada em Portugal das três instituições que compõem a troika foi liderada por um “aprendiz de feiticeiro”. Quando lhe perguntaram quem era, clarificou: “O aprendiz de feiticeiro é o primeiro-ministro.” ( Passos Coelho)
  
                       

                        


DO PEC IV AO CAMINHO PARA A SERVIDÃO • Miguel Sousa Tavares,            'Recapitulando', [hoje no Expresso]: ‘Espero bem que o país não se esqueça de ajustar contas com essa gente um dia. Esses economistas, esses catedráticos da mentira e da manipulação, servindo muitas vezes interesses que estão para lá de nós, continuam por aí, a vomitar asneiras e a propor crimes, como se a impunidade fizesse parte do estatuto académico que exibem como manto de sabedoria. Essa gente, e a banca, foram os que convenceram Passos Coelho a recusar o PEC 4 e a abrir caminho ao resgate, propondo-lhe que apresentasse como seu programa nada mais do que o programa da troika — o que ele fez, aliviado por não ter de pensar mais no assunto. Vale a pena, aliás, lembrar, que o amaldiçoado José Sócrates, foi o único que se opôs sempre ao resgate, dizendo e repetindo que ele nos imporia condições de uma dureza extrema e um preço incomportável a pagar. Esta maioria, há que reconhecê-lo, conseguiu o seu maior ou único sucesso em convencer o país que o culpado de tudo o que de mal nos estava a acontecer foi Sócrates — o culpado de vinte anos sucessivos de défice das contas públicas, o culpado da ordem vinda de Bruxelas em 2009 para gastar e gastar contra a recessão (que, curiosamente, só não foi cumprida pela Alemanha, que era quem dava a ordem), e também o culpado pela vinda da troika. Mas, tanto o PSD como o CDS, sabiam muito bem que, chumbado o PEC 4, o país ficava sem tesouraria e não restava outro caminho que não o de pedir o resgate. Sabiam-no, mas o apelo do poder foi mais forte do que tudo, mesmo que, benevolamente, queiramos acreditar que não mediram as consequências. E também o sabia o PCP e a CGTP, que, como manda a história, não
resistiram à tentação do quanto pior, melhor. E sabiam-no Francisco Louçã e o Bloco de Esquerda, que, por razões que um psicanalista talvez explique melhor do que eu, se juntaram também à mais amoral das coligações direita/extrema-esquerda, com o fim imediato e mais do que previsível de obrigar o país ao resgate e colocar a direita e os liberais de aviário no poder, para fazer de nós o terreno de experimentação económica e desforra social a que temos assistido.’ ________________________________________ Sobre este caminho para a servidão, vale a pena rever a intervenção de Pedro da Silva Pereira, no encerramento do debate do PEC IV, na AR. A História registará este momento de um golpe de estado parlamentar com o objectivo de derrubar um governo democraticamente eleito : http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jQwARzWs5y8



Só que muitos não perceberam e outros nunca perceberão porque a direita queria tanto o pedido de ajuda externa em detrimento do PEC 4
Os leitores talvez estejam surpreendidos com o súbito afrouxamento da vigilância das instituições credoras e das autoridades europeias sobre o desempenho...
JN.PT





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Passos dá emprego espião acusado corrupção            O sonho de Pedro Passos Coelho
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A Razão Porque foi Eleito Passos Coelho                   A grande golpada de Passos/PSD
Amigo Passos Nomeado Gerir Buraco BPN                 As Mentiras de Passos sobre as Pensões
Pedro Passos Coelho/Artur Baptista da Silva                El País Entrevista de Passos na TVI
Afinal a que Pensionistas se Referia Passos                Marcelo ataca Passos de falta de liderança
Capucho Governo Salvação Nacional sem Passos        Frases célebres de Pedro Passos Coelho:
Tecnoforma tem empresa gémea Passos Coelho         Curriculum Vitae de: Passos Coelho
Passos Coelho em Contradições PEC IV                    Passos integra espião acusado
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O ódio a Sócrates
 Se não sabem eu explico, porque é que a direita fica azeda e odeia tanto José Sócrates. Experimentem introduzir um cavalo num curral cheio de burros e vão ver que todos o mordem e escoiçam. A inveja e a frustração de saber que nunca chegarão a cavalos provoca ódios e raivas. Enquanto uns ficam frustrados e raivosos, há outros que ainda dizem que aquele burro é esquisito, pois nem percebem que se trata não de um burro, mas dum cavalo.





Entrevista a João Cravinho

O socialista João Cravinho foi deputado, eurodeputado, ministro da Indústria, ministro do Planeamento e do Equipamento, e administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento.

João Cravinho considera que Portugal nunca terá um segundo resgate, porque isso significaria assumir o falhanço do primeiro. “Quando esta gente se afadiga se chegamos ao cautelar ou não, eles já sabem que esse problema está resolvido”, argumenta.


Nesta entrevista conduzida pela jornalista Maria Flor Pedroso, João Cravinho afirma que Portugal não terá condições nos próximos dez anos para se livrar da influência alemã.

ttp://www.rtp.pt/antena1/?t=Entrevista-a-Joao-Cravinho.rtp&article=7216&visual=11&tm=16&headline=13

Também Francisco Louçã perante este desgoverno admitiu que na próxima manifestação aparecessem cartazes a pedir o regresso de Sócrates.




Nicolau Santos, 'As certezas incertas de 2014' 
[hoje no Expresso/Economia]:

‘O fim do ajustamento é, salvo alguma nova crise política ou algum acontecimento internacional que faça deflagrar as taxas de juro, um dado adquirido. A troika está desejosa de provar ao mundo que a sua receita não resulta apenas em países anglo-saxónicos, como a Irlanda, mas que também obtém resultados em países latinos, tradicionalmente indisciplinados em matéria de finanças públicas. Além de mais, todo o processo de ajustamento foi manchado ou por pressupostos que se revelaram falsos ou incorretos (austeridade expansionista que não funcionou, multiplicadores orçamentais subvalorizados, dívida acima de 90% que reduzia drasticamente o crescimento e não se confirmou), ou por resultados que não eram os previstos (explosão do desemprego, afundamento

muito superior da procura interna, recessão mais profunda e mais longa do que o esperado), ou pela demissão do seu maior defensor e garante, o ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que deixou como testamento político uma carta de demissão onde reconhecia que o programa tinha falhado os seus objetivos essenciais (cumprimento das metas para o défice e para a dívida) e existiam efeitos "muito graves" ao nível do desemprego e do desemprego jovem.

A troika quer fazer esquecer todos os erros e portanto tudo fará para que no final de junho de 2014 termine o programa de ajustamento para poder anunciar como uma vitória aquilo que manifestamente se tratou de um processo de experimentalismo económico e social que não correu nada bem.
Contudo, há mais um falhanço inscrito no horizonte. Com efeito, ninguém nos disse que após o programa de ajustamento teríamos de embarcar noutro navio, agora designado programa cautelar, sob risco de não conseguirmos flutuar em matéria de financiamento internacional pelos nossos próprios meios quando nos libertarmos do triunvirato troikista.

sábado, 19 de outubro de 2013

Sócrates Entrevista Expresso

                      

 A entrevista que fez esgotar o jornal Expresso..
                     

A chanceler Angela Merkel “não queria uma intervenção concertada, regulada, com um Memorando, mas uma solução como a que foi encontrada para Espanha e Itália.

         

Algumas Reformas de Sócrates. Supressão de 991 cargos dirigentes «superiores, intermédios e equiparados» em 2011 na administração pública

         

“A entrada da troika em Portugal resultou da pressão exercida pelo PSD e pelo CDS-PP.” A chanceler Angela Merkel “não queria uma intervenção concertada, regulada, com um Memorando. 

                    

A terrível herança de Sócrates. As Novas Oportunidades, o Computador Magalhães e o Simplex, são hoje alvo de prémios a nível Internacional como a União Europeia e OCDE e referidos como bons exemplos a seguir.



.                    


“Pedro Passos Coelho escolheu mentir ao país, 
dizendo que não sabia do PEC4.
Cavaco acompanhou. 
E José Sócrates demitiu-se (…).”

Hoje no Expresso/Revista (via Nuno Oliveira)
Clique na imagem para a ampliarFonte: Camara Corporativa

A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA

por Clara Ferreira Alves

«Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado»

Este Governo, o de Pedro Passos Coelho, nasceu de uma infâmia. No livro "Resgatados", de David Dinis e Hugo Coelho, insuspeitos de simpatias por José Sócrates, conta-se o que aconteceu. O então primeiro-ministro chamou Pedro Passos Coelho a São Bento para o pôr a par do PEC4, o programa que evitava a intervenção da troika em Portugal e que tinha sido aprovado na Comissão Europeia e no Conselho Europeu, com o apoio da Alemanha e do BCE, que queriam evitar um novo resgate, depois dos resgates da Grécia e da Irlanda. Como conta Sócrates, Barroso sabia o quanto este programa tinha custado a negociar e concordava com a sua aplicação, preferível à sujeição aos ditames da troika, uma clara perda de soberania que a Espanha de Zapatero e depois de Rajoy evitou.

Pedro Passos Coelho foi a São Bento e concordou. O resto, como se diz, é história. E não é contada por José Sócrates que um dia a contará toda. No livro conta-se que uma personagem chamada Marco António Costa, porta-voz das ambições do PSD, entalou Passos Coelho entre a espada e a parede. Ou havia eleições no país ou havia eleições no PSD. Pedro Passos Coelho escolheu mentir ao país, dizendo que não sabia do PEC4. Cavaco acompanhou. E José Sócrates demitiu-se, motivo de festa na aldeia. Detenho-me nesta mentira porque, quando as águas se acalmam no fundo poço, é o momento de nos vermos ao espelho. Pedro Passos Coelho podia ter agido como um chefe político responsável e ter recusado a chantagem do seu partido. Podia ter respondido ao diligente Marco António que o país era mais importante do que o partido e que um resgate seria um passo perigoso para os portugueses. Não o fez. Fraquejou.

Um Governo que começa com uma mentira e uma fraqueza em cima de uma chantagem não acaba bem. Houve eleições, esse momento de vindicação do pequeno espaço político que resta aos cidadãos, e o PSD ganhou, proclamando a sua pureza ideológica e os benefícios da anunciada purga de Portugal. Os cidadãos zangados com o despesismo de José Sócrates e do PS, embarcaram nesta variação saloia do mito sebástico. O homem providencial. Os danos e o sofrimento que esta estupidez tem provocado a Portugal são impossíveis de calcular. Consumada a infâmia, a campanha contra José Sócrates continuou dentro de momentos. Todos os dias aparecia uma noticiazinha que espalhava pingos de lama, ou o Freeport, ou a Face Oculta, ou a TVI, ou todas as grandes infâmias de que Sócrates era acusado. Ao ponto do então chefe do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que se tinha aliado ao PCP e ao PSD para deitar o Governo abaixo e provocar a demissão e eleições (no cálculo eleitoralista misturado com a doutrina esquerdista que ignorava a realidade e as contas de Portugal), me ter dito numa entrevista que considerava "miserável" a "campanha pessoal" da direita contra Sócrates. Palavras dele.

Aqui chegados, convém recordar o que o Governo de Passos Coelho tem dito e feito. Recordar as prepotências de Miguel Relvas, os despedimentos, os SMS, os conluios entre a Maçonaria e os serviços secretos, os relatórios encomendados, os escândalos, a ameaça da venda do canal público ao regime angolano, e, por fim, o suave milagre de um inexistente diploma. Convém recordar as mentiras sobre o sistema fiscal, os cortes orçamentais, a adiada e nunca apresentada reforma do Estado, as privatizações apressadas e investigadas pelo MP, os negócios e nomeações, a venda do BPN, as demissões (a de Gaspar, a "irrevogável" de Portas), as mentiras de Maria Luís, os swaps e, por último, cúmulo das dezenas de trapalhadas, o espetáculo da "Razão de Estado" vista pela miopia de Rui Machete. Convém recordar que na semana da demissão de José Sócrates os juros do nosso financiamento externo passaram de 7% para 14%. E os bancos avisaram-no de que não aguentavam. Sócrates sentou-se e assinou o memorando.

Que o actual primeiro-ministro não hesitasse, mais uma vez, em invocar um segundo resgate para ganhar as eleições autárquicas que perdeu, diz tudo sobre a falta de escrúpulos deste Governo, a que se soma a sua indigência, a sua incompetência, o seu amadorismo. A intransigência. Este é o problema, não a austeridade.

José Sócrates foi estudar. Escreveu uma tese, agora em livro, que o honra porque tem um ponto de vista bem argumentado, politicamente corajoso vindo de um ex-primeiro-ministro. E vê-se que sabe o que diz. Podem continuar a odiá-lo, criticá-lo, chamar-lhe nomes. Não alinho nas simpatias ou antipatias pela personagem, com a qual falei raras vezes. O que não podem é culpá-lo de uma infâmia que levou o país ao colapso político, financeiro, cívico e moral.
Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado.  Por: Clara Ferreira Alves



«O VELHO SONHO DE JOSÉ SÓCRATES»
"(...) muito do que se exporta deixa pouco valor acrescentado na economia. (...) Arrefecida que está a expectativa de, a curto prazo, tornar o país num exportador de bens com alto valor de incorporação tecnológica, o velho sonho de José Sócrates, Portugal depende de bens tradicionais (...). O país dificilmente dará um salto se não for capaz de canalizar os recursos de que dispõe na área da ciência e da tecnologia para a economia produtiva"   (Editorial de hoje do Público)
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/03/as-reformas-de-socrates-em-6-anos.html





Pacheco Pereira Sobre o governo PSD/CDS.
Pensaram sempre em atacar salários, pensões, reformas, rendimentos individuais e das famílias, serviços públicos para os mais necessitados e nunca em rendas estatais, contratos leoninos, interesses da banca, abusos a cartéis das grandes empressas. Pode-se dizer que fizeram uma escolha entre duas opções, mas a verdade é que nunca houve opção: vieram para fazer o que fizeram, vieram para fazer o que estão a fazer. 

"Isto já não é um Governo, é um amontoado de gente tratando da sua vidinha"





O ódio a Sócrates
 Se não sabem eu explico, porque é que a direita fica azeda e odeia tanto José Sócrates. Experimentem introduzir um cavalo num curral cheio de burros e vão ver que todos o mordem e escoiçam. A inveja e a frustração de saber que nunca chegarão a cavalos provoca ódios e raivas. Enquanto uns ficam frustrados e raivosos, há outros que ainda dizem que aquele burro é esquisito, pois nem percebem que se trata não de um burro, mas dum cavalo.






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José Sócrates foi diferente. Com a sua governação Portugal adquiriu valioso património cultural e científico, as nossas escolas públicas incomodaram os mercenários do ensino privado, a mediocridade que campeia em muitos setores sentiu-se ameaçada, as crianças começaram a aprender inglês no ensino básico, para terem, pelo menos, ao longo do seu percurso escolar, 10 a 12 anos desta língua universal, instrumento fundamental para a nossa economia, a ciência deu um enorme pulo em frente, nas novas gerações surgem novas e modernas elites que incomodaram o bolor, o reumático e o reacionarismo das velhas elites alapadas no Estado, Portugal ganhou estatuto internacional pelas coisas mais positivas.

Tivesse o PEC IV sido aprovado e os portugueses, passando, é certo, por dificuldades, teriam prosseguido na senda do progresso. Não é por acaso que os actuais governantes são forçados a agarrarem-se às políticas desenvolvidas pelos governos de José Sócrates para conseguirem algum falso brilho.

Nos governos de José Sócrates havia inteligência, responsabilidade, competência, sentido de Estado, respeito pela democracia e uma grande ambição relativamente ao futuro.

Mas os fermentos que lançou farão, mais tarde ou cedo, levedar um progresso efectivo para as novas gerações.

José Sócrates foi um Diamante que apareceu na vida política portuguesa.

Abri os olhos, assumam o vosso dever de zelar pelos interesses da pátria e dos vossos descendentes e concluirão que José Sócrates ergueu a bandeira do futuro. Quer devemos prosseguir.

As futuras gerações vão chamar um figo a todas as iniciativas tomadas pelos governos de José Sócrates e ainda lamentarão não se ter implementado o TGV, novo Aeroporto, etc.. Um maná do céu para elas.. Por Finito



ESTE É UM GOVERNO PSD/CDS QUE DESPEDE OS PAIS, NEGA EMPREGO AOS FILHOS E ASSALTA OS AVÓS.

É assim que este Governo fora-da-lei pode continuar a roubar aos milhares de milhões os portugueses, roubando-lhes os bolsos, os empregos, as pensões, os ordenados, os subsídios, os serviços públicos que eles pagam, o património que construíram, as empresas públicas que são de todos, destruindo o progresso que se alcançou nas últimas décadas apenas para poder enriquecer ainda mais os muito ricos e para poder aniquilar os resquícios de soberania que possam teimar em existir, espalhando a miséria e reduzindo os portugueses à inanição e à subserviência.

O que temos é um Governo não de salvação mas de traição nacional. De traição às suas promessas eleitorais, às suas juras de tomada de posse, às instituições democráticas e aos compromissos da civilização que todos abraçámos, de traição ao povo, espremido e vendido barato para enrique
cer os credores.

E, no entanto, os portugueses não se movem. Ou quase não se movem. As acções do bando de malfeitores que se apoderou do Governo com falsas promessas parece tão inconcebível que parece impossível que alguém as leve a cabo sem que haja fortíssimas razões de interesse público, ainda secretas. Imagina-se que deve haver aí alguma racionalidade. Talvez o que o Governo diz da austeridade seja verdade. Talvez seja justo matar os pobres à fome para pagar aos bancos...

José Vitor Malheiros – “Público” 03 setembro 2013





Clara Ferreira Alves, Eixo do Mal, em 29 de Junho: 
Quando embirramos com qualquer coisa, significa que não estamos a agir racionalmente. 
Sócrates agiu patrioticamente, agiu em nome do interesse nacional, mas o país estava entretido, aliás com a campanha que foi montada nos mídia contra ele, a embirrar com a voz, com a gravata, com os olhos, com as mãos, com as unhas, com a vida de José Sócrates. Esta foi uma embirração que nos saiu muito cara. 
(...) Portanto, as pessoas agora estão bem, votaram no Passos Coelho, votaram no Relvas, votaram naquela tropa e estão a levar com esta tropa. Eu não votei."......... NEM EU. 



Há uma coisa que me faz sempre rir: os comentários contra Sócrates são quase sempre desvairados, sem conteúdo, sem dados concretos e baseados apenas no ódio irracional. Diz muito sobre os comentadores!!! relembro que grande parte das inverdades que circulam a respeito de Sócrates vieram da boca dos nossos actuais governantes (Relvas incluído..)...para mim isto diz tudo !!interroguem-se portanto !!