E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Depois de Maiakovski…
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht (1898-1956)
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar...
Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho...
.....que pensamentos tão negos estas mesnagens fazem passar .....acho que o que Portugal precisa é ao contrário, ou seja, alegria, confiança no seu vizinho e vontade de mudar, mas com alegria e não com base em limpar o cebo aos outros.... é bom que Portugal não vá por aí....
ResponderEliminarJá não há nada para sequestrar porque os governos ps/psd/cds já sequestraram a mente aos portugueses com esta democracia alienadora.
ResponderEliminarAgora estão a roubar-lhes a alma.
25% de votantes são os que deram o poder a esta escória humana.
Citação:
"A indigência e a miséria degradam a coragem, embrutecem as almas, dispõem-nas a aceitar o sofrimento e a escravidão, e comprimem-nas a ponto de lhes tirarem a energia necessária para sacudir o jugo."
Thomas Morus – A UTOPIA, 1516