terça-feira, 11 de novembro de 2014

Legionella o que deve saber








Porque motivo não se apanha legionella pela água da torneira? Temos resposta para esta e mais 11 perguntas. 

Há um surto de legionella que está a deixar o país em alerta. As autoridades de saúde já estão a tentar controlá-lo, mas a informação também é uma ferramenta de combate à doença. Sabe quais são os sintomas? A forma de transmissão? Os cuidados a ter? O Expresso, com a ajuda da subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, dá-lhe as respostas. 5






Por que motivo não se apanha legionella pela água da torneira? Temos resposta para esta e mais 11 perguntas
 

1. O que é a legionella?
A legionella pneumophila é uma bactéria que pode provocar uma pneumonia grave, conhecida como doença dos legionários. Esta bactéria desenvolve-se em ambientes de água doce (naturais ou artificiais) e onde se libertam, com relativa facilidade, aerossóis. Entre estes ambientes incluem-se equipamentos de refrigeração com água tépida (com temperaturas entre os 20º e os 45º), fontanários e aparelhos de aerossóis. Também pode ser encontrada em lagos, rios e reservatórios naturais, mas os pontos de maior disseminação são as torneiras de água quente e fria, chuveiros, jacuzzis, termas, entre outros, nos quais se verifique uma má manutenção dos aparelhos ou problemas na desinfeção da água.

2. Quais os principais sintomas?
Existem dois tipos de sintomas. Os de primeira ordem são tosse seca, expetoração, febre (usualmente acima dos 39ºC), mal-estar, dores musculares e pontadas torácicas. Em alguns casos verifica-se ainda diarreia, vómitos e delírio. Mais tarde, e se a situação se complicar, os sintomas podem evoluir para pneumonia e infeções respiratórias. Nos casos mais graves, a doença pode inclusive provocar a morte.

3. O que fazer nos casos em que se registam alguns destes sintomas?
O período de incubação da infeção (desde que se inalam as bactérias até que surgem os primeiros sintomas) pode ir até dez dias. Em caso de dúvida, as pessoas devem contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24).

4. Como se transmite a legionella? Devo deixar de beber água da torneira?
A legionella pode ser transmitida através da inalação de aerossóis (gotículas de água) que contenham esta bactéria, que se aloja e desenvolve nos pulmões. No entanto, o contágio nunca ocorre pessoa a pessoa. As pessoas não devem ter receio de beber água ou cozinhar com água da torneira, uma vez que a infeção apenas se transmite através da inalação das gotículas de água (ou seja, aerossóis, e não vapor de água). No entanto, não deverá beber água colocando diretamente a boca na torneira, uma vez que pode haver inalação de gotas contendo partículas contaminadas.

5. Quem são as pessoas mais suscetíveis à bactéria?
A legionella atinge sobretudo as pessoas com um sistema imunitário mais debilitado. Assim, os adultos, principalmente os de idade superior a 50 anos, são aqueles que têm um maior risco de ser infetados com a doença dos legionários. Os homens têm duas a três vezes mais probabilidades de ser afetados pela bactéria. Fumadores, pessoas com diabetes, cancro ou outras doenças crónicas que debilitem o sistema imunitário têm também uma probabilidade maior.

6. As crianças podem estar em risco?
A legionella raramente atinge pessoas com idade inferior a 20 anos, uma vez que têm um sistema imunitário mais forte. Desta forma, é pouco provável que a legionella afete crianças. No entanto, as crianças imunodeprimidas tornam-se mais suscetíveis.

7. Existe tratamento para a doença dos legionários?
Esta é uma bactéria que pode ser fatal, mas existe tratamento disponível através de antibióticos.

8. Que cuidados devem ter as pessoas?
As pessoas podem levar uma vida normal. Ainda assim, algumas precauções devem ser tomadas. Podem beber água, mas deverão ter cuidado para não inalar partículas de água. Deverão adotar cuidados redobrados em locais públicos com desumidificadores, em jacuzzis, hidromassagens, fontes ornamentais com esguicho de água, piscinas, locais com refrigeração industrial e outros onde exista esse risco de inalação de aerossóis. No entanto, a subdiretora-geral da Saúde reforça que estes cuidados são apenas válidos durante estes dias de surto de legionella.

9. Porque é que devemos evitar os duches? O banho de imersão é preferível?
As autoridades recomendam que se evite tomar banho por duche, sendo preferível o banho de imersão, onde a probabilidade de inalar aerossóis é bastante menor. Ainda assim, os duches podem ser utilizados se as pessoas adotarem alguns cuidados, que passam por afastar o chuveiro da cara e desinfetar os chuveiros antes de os utilizar, mergulhando-os em água e lixívia durante 30 minutos. Já as crianças podem tomar banho com segurança, uma vez que muito raramente ganham esta infeção. Nas casas com termoacumuladores, a temperatura da água deve ser superior aos 75ºC, impedindo que a bactéria se desenvolva.

10. Há risco de este surto se propagar ao resto do país?
À partida não. De acordo com Graça Freitas, este é um fenómeno circunscrito a algumas regiões (à data desta edição, Vila Franca de Xira, Castelo Branco, Barreiro e Porto - os casos identificados nestas três últimas zonas estão todos relacionados com Vila Franca). Ainda assim, este é um surto mais preocupante que os anteriores, pela sua amplitude: até agora, já foram registados quatro mortos e mais de 180 infetados pela doença dos legionários.

11. Como é que este surto começou em Portugal?
Ainda não se sabe a origem deste surto. As autoridades estão a adotar várias medidas para perceber e relacionar os locais nos quais os doentes estiveram e adoeceram. Estão ainda a analisar os doentes e a água, de modo a detetar a bactéria. No entanto, neste momento o foco está mais nas medidas de atuação e controlo do que na identificação da origem. Há várias medidas de segurança que estão a ser adotadas: as autoridades de saúde estão a identificar e desinfetar vários pontos da rede pública de água, colocando cloro para conter a bactéria, e vários reservatórios e torres de refrigeração estão a ser encerrados por precaução.

12. Quando é que a legionella foi descoberta?
A bactéria deve o seu nome ao contexto no qual foi descoberta. A doença foi descoberta em 1977 pelo Centro Norte-Americano de Prevenção e Controlo de Doenças, um ano depois de um congresso de veteranos da Legião Americana num hotel em Filadélfia, nos Estados Unidos. Nessa conferência, mais de 200 participantes foram afetados por um surto de pneumonia grave e 34 morreram. Foi assim que, um ano mais tarde e quando foi descoberta, a bactéria ganhou o nome de legionella e a infeção que esta provoca ficaria conhecida como doença dos legionários. Chegou-se posteriormente à conclusão que a bactéria tinha sido transmitida pelo sistema de refrigeração central.
Por:  | 10 de novembro de 2014 




Outros:
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LEGIONELLA & NEOLIBERALISMO

O Governo de Sócrates (1) tornou obrigatório, em 2006, a realização de auditorias periódicas à qualidade do ar interior de lares, hospitais, centros comerciais e muitos outros tipos de edifícios. É através destas auditorias que pode ser detectada a presença de bactérias, como a legionella.
Acontece que, em Dezembro de 2013, o Governo de Passos & Portas alterou a lei, tendo deixado de ser obrigatória a realização de auditorias periódicas em espaços públicos: de dois em dois anos em escolas, centros desportivos, infantários, centros de idosos, hospitais e clínicas; e de três em três anos em estabelecimentos comerciais, de turismo, de transportes, culturais, escritórios e outros.

Quem é o ministro cujas impressões digitais estão marcadas no diploma que altera a lei que permite aos grandes lóbis cortar nas «gorduras» das auditorias periódicas à qualidade do ar? O novo pateta Alvarinho — que havia empurrado, em Julho de 2013, o malogrado Álvaro para fora do Governo. Se António Pires de Lima não conseguiu reduzir o IVA da restauração, terá tido licença para pôr em prática as ideias que defendia quando liderou uma malograda corrente (neo)liberal no CDS-PP: a redução do Estado às funções mínimas e a eliminação das regulamentações.

Ontem, o alegado primeiro-ministro (2) prometeu que vão ser apuradas todas as responsabilidades sobre a origem do surto de legionella. E a lei vai continuar como está? Que se lixe, o governo que vier a seguir que trate disso ...
por Miguel Abrantes | 11.11.2014
(1) http://www.publico.pt/…/governo-eliminou-auditorias-obrigat…
(2) http://sicnoticias.sapo.pt/…/2014-11-11-Passos-garante-que-…






VAMOS PARTILHAR ( LEGIONELLA):
Esta foto foi tirada no dia 20 de Outubro/14, por uma Srª Sofia Barata, residente no Concelho de Vila Franca de Xira.
A Fábrica é ADP (Adubos de Portugal), localizada na Nacional 10, e tal como se vê na foto, libertou fumo cor de laranja ( estranho, não?),com vento forte no sentido Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria.
Esta foi uma das fábricas que fecharam as torres de refrigeração.
Coincidência ou não, e contando com o periodo de encubação, começaram a aparecer as primeiras infeções de Legionella.
Lamentavelmente pessoas morreram, outras ainda em perigo de vida, e ainda vão aparecendo mais casos destes, e como sempre o nosso país vai protegendo sempre "os grandes". Este caso caminha para mais um.
CHEGA!!!
Não vamos deixar este caso, como sendo mais um desses, vamos divulgar esta foto, pois hoje pelos outros, amanhã por nós! Obrigada.


Vídeo mostra emissões da fábrica de fertilizantes a ir na direção do Forte da Casa
O vídeo mostra como as emissões da fábrica da empresa Adubos de Portugal atingem, em primeiro lugar, a zona de Forte da Casa, uma das mais afetadas pelo surto da legionella
Por: Luís Ribeiro/ Visão/ 11 de Novembro de 2014 |

Um vídeo amador feito no dia 20 de outubro, a que a VISÃO teve acesso, mostra uma núvem amarela a sair de uma chaminé da fábrica da Empresa Adubos de Portugal, apontada pelo Ministério do Ambiente como eventual fonte do surto de Legionela. 
Não há, obviamente, qualquer indicação de que esta emissão em particular transporte a bactéria, mas demonstra que o Forte da Casa (zona mais afetada pelo surto e que surge à direita, na gravação) é o primeiro a ser "pulverizado", dada a direcção predominante do vento.
O vídeo é da autoria de Sandro Sousa, residente em Alverca (a norte da fábrica, ou seja, à esquerda, no vídeo), que estranhou a cor do fumo, segundo disse à VISÃO.
Dois dias depois, a 22 de outubro, o autor das imagens enviou o ficheiro por email para a Agência Portuguesa do Ambiente, mas nunca obteve resposta. O surto tornar-se-ia público duas semanas depois, a 7 de novembro.



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