quarta-feira, 2 de abril de 2014

BPN e Vitor Constâncio

             

Compravas um popó a este melro?

by As Minhas Leituras
Nuno Melo, o mais pândego dos caceteiros na política nacional, não quer especulações políticas ou ganhos eleitorais à volta do caso BES. Recomenda prudência. Ele. É por isso que adoro este homem. Porque mostra não haver limites para a hipocrisia, a desonestidade intelectual, a duplicidade moral, o cinismo. E o que há de mais admirável […]
                                          

Ao cuidado do Dr. Nuno Melo! Foi graças ao BCE que o Banco de Portugal descobriu problemas no BES, diz Draghi

by As Minhas Leituras
Presidente do BCE lembra que ainda não é responsável pela supervisão dos bancos em Portugal mas diz que BCE contribuiu para que o Banco de Portugal tivesse "melhores padrões". Foi devido à disponibilização pelo Banco Central Europeu (BCE) dos melhores padrões de supervisão que o Banco de Portugal conseguiu identificar a existência de problemas no […]

                     


Com bónus

by As Minhas Leituras
Quando o caso BPN rebenta, a situação financeira e política mundial era de pânico absoluto. Nenhum governante tinha experiência de um problema cuja gravidade, dimensão e complexidade só comparavam nas suas ameaças com a Grande Depressão. Esse contexto de iminente implosão sistémica internacional, e esse clima emocional correspondente, explicam a decisão de nacionalizar rapidamente um […]
                        

Esta maioria, há que reconhecê-lo, conseguiu o seu maior ou único sucesso em convencer o país que o culpado de tudo o que de mal nos estava a acontecer foi Sócrates. 

                                

Goste-se ou não de Sócrates, uma coisa é certa, está muitos furos acima de todos os outros políticos, da nossa praça, que têm como objectivo o poder de governar. Como foi possível que, uma boa parte dos portugueses, o tivesse preterido a favor de Passos Coelho? Uma pergunta que provoca muita incomodidade, eu sei...
Por: Francisco Fortunato.
Se as eleições fossem hoje escolher entre Sócrates e Passos era fácil, é a escolha entre alguém minimamente inteligente e um imbecil, respetivamente.



Presente na conferência internacional organizada pelo Banco Central Europeu (BCE) que desde domingo decorre em Sintra, o prémio Nobel da Economia de 2008, Paul Krugman, considerou que Durão Barroso entrou em profunda negação ao considerar que o euro não teve nada a ver com a crise que tudo resultou de políticas falhadas ao nível nacional e à falta de uma vontade política.
Para Paul Krugman o que aconteceu foi o seguinte: primeiro a criação do euro encorajou fluxos de capital para o sul da Europa, depois o dinheiro secou -- e a ausência de moedas nacionais significou que os países endividados tiveram de se submeter a um processo de deflação extremamente doloroso", afirma o economista, que tem sido muito crítico das políticas de austeridade na Europa.
http://krugman.blogs.nytimes.com/?module=BlogMain&action=Click&region=Header&pgtype=Blogs&version=BlogPost&contentCollection=Opinion


Estou farto deles.
A zona euro está a ser governada por gente que professa um desrespeito infinito pela democracia. Gente que não crê no império da lei e menos ainda, na sã concorrência do mercado livre capitalista. Gente viciada no jogo da batota do casino de crédito financeiro. Gente habituada a parasitar a economia real - aquela que
produz riqueza material, tangível, fungível e transaccionável, ao contrário da indústria da especulação financeira que apenas cria "dívida" - impagável!...
Joe Wolf



Presidente da Comissão Europeia fez cadeiras ao estilo de Miguel Relvas. Leia mais no CM
CMJORNAL.XL.PT


José, o pai, foi acolhido no BES quando ficou desempregado da política após o fim do cavaquismo. Guilherme, um dos filhos, foi acolhido igualmente no BES, onde trabalha sob as ordens de Ricardo Salgado (filho). Luís, outro dos filhos, foi...
NOTICIASONLINE.EU



                     

Veja o que Vieira já escrevia sobre a nossa elite, no século XVII, de lá para cá nada mudou. 

Vieira - DOS QUE FURTAM COM UNHAS FARTAS 

A raposa, quando salteia um galinheiro, faminta, ceva-se bem nos dois primeiros pares de galinhas que mata. E como se vê farta, degola as demais e vai-lhes lambendo o sangue por acepipe. Isto mesmo sucede aos que furtam com unhas fartas que não param nos roubos, por se verem cheios, antes; então, fazem maior carniçaria no sangue alheio. São como as sanguessugas, que chupam até que rebentam. Andam sempre doentes de hidropisia as unhas destes. Então, têm maior sede de rapinas quando mais fartos delas. E ainda mal que vemos tantos fartos e repimpados à custa alheia — que não contentes —, da mesma fortuna fazem razão de estado para sustentarem faustos supérfluos, engolfando-se mais para isso nas pilhagens, para luzirem desperdiçando, porque só no que desperdiçam acham gozo e honra. Chamara-lhe eu descrédito e amagura de consciência se eles a tiveram... " 


                     
                     

Cinco ex-responsáveis do Banco de Portugal defendem Constâncio

Miguel Beleza, Teodora Cardozo, José da Silva Lopes, Artur Santos Silva e Rui Vilar defendem a atuação do ex-Governador do Banco de Portugal relativamente ao BPN.

Cinco antigos responsáveis do Banco de Portugal assinaram uma carta conjunta na qual defendem a atuação de Vítor Constâncio no caso BPN, salientando que a supervisão bancária "não é um sistema de investigação de crimes", noticia o "Público".

Esta tomada de decisão surge cinco dias depois de, numa entrevista publicada no semanário Expresso, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ter dito que enquanto foi primeiro-ministro (entre 2002 e 2004) em Portugal chamou por três vezes o então governador do Banco de Portugal a São Bento para "saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade", indicando possíveis irregularidades no banco nacionalizado pelo Estado português em 2008.

Segundo o "Público", na terça-feira, o atual vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vitor Constâncio, disse não se lembrar de ter sido chamado por Durão Barroso para "falar exclusivamente" sobre o BPN, mas admitiu conversas com o antigo primeiro-ministro sobre o tema.

"A supervisão bancária não é um sistema de investigação de crimes financeiros"

Num texto enviado ao jornal "Público" e divulgado hoje, Miguel Beleza, Teodora Cardozo, José da Silva Lopes, Artur Santos Silva e Rui Vilar defendem a atuação de Vítor Constâncio no caso BPN, afirmando que "quem coloca em causa aquilo que foi feito pelo vice-governador não compreende a natureza dos bancos centrais e, em particular, das suas funções de supervisão bancária.

"A supervisão bancária não é um sistema de investigação de crimes financeiros. É irrealista a imagem criada de um supervisor que pudesse acompanhar em tempo real os milhões de operações que ocorrem a cada instante no sistema financeiro", referem.

No texto, os cinco ex-responsáveis do Banco de Portugal salientam que, desde o ano 2000, a "supervisão bancária em Portugal obedeceu aos parâmetros internacionais, como foi nomeadamente reconhecido nos relatórios de avaliação do sistema financeiro português, elaborados e publicados anualmente pelo FMI".

Os autores da carta lembram também que foi Vítor Constâncio, enquanto governador do Banco de Portugal, "quem promoveu a constituição de equipas de inspeção permanente dentro de estruturas operacionais dos principais
bancos, com o objetivo de um acompanhamento mais direto das atividades desenvolvidas, proporcionando ainda um permanente contacto com os respetivos órgãos de auditoria interna e externa".

Os cinco antigos responsáveis do BdP afirmam também que as "tentativas de denegrir o bom nome de "Vítor Constâncio assentam na incompreensão da natureza da supervisão bancária e não abalam, de forma alguma, a firme
convicção de que em 40 anos de vida pública" Constãncio "mostrou sempre ser uma pessoa de uma extrema competência profissional e de uma honestidade inatacável".

Vítor Constâncio, que ocupou entre 1977 e 2010, com interrupções, os cargos de governador ou vice-governador do Banco de Portugal. Rui Vilar foi vice-governador do Banco de Portugal entre 1975 e 1984, Artur Santos Silva ocupou o cargo entre 1977 e 1978, Miguel Beleza foi administrador entre 1987 e 1990 e governador entre 1992 e 1994, José da Silva Lopes foi governador entre 1975 e 1980 e Teodora Cardoso fez parte do conselho de administração entre 2008 e 2010.
PorLusa / Expresso / 2 de abril de 2014

                    

Afinal, não foi preciso haver revoluções "comunistas e extremistas de
esquerda" para acabar com os bancos...

Afinal, as grandes ameaças para destruir os bancos veem dos próprios banqueiros...
Afinal, já lá vão o BPN, o BPP, e agora o BES...
Afinal, o Banif e o BCP também estiveram prestes a ir, não fosse o contributo e confisco imposto aos portugueses....
Afinal, foi a banca  a destruir a "Bolsa" que, lentamente, estava a recuperar depois de Paulo Portas "mandar tudo abaixo" com a questão da "irrevogabilidade" e que o levou a ser promovido a  vice-primeiro ministro...
Afinal, tal como com todos os outros processos de corrupção, de fraude e fuga ao fisco, os portugueses não acreditam que os culpados e responsáveis serão penalizados...
Afinal, ao contrário do que Passos Coelho, Victor Bento, Ricardo Salgado e outros, sempre declararam, o nosso problema não é o investimento na educação, na saúde, na cultura e na segurança social, mas a forma como os governos vão transformado a dívida privada em dívida pública...
(os vários milhões de euros que o governo decidiu facultar ao"Fundo de Resolução" que é o único accionista do "Novo Banco", é dinheiro público e, como tal, contabilizado em dívida pública)
Afinal, são os pirómanos banqueiros que fazem explodir a banca e, por arrasto, o País...
Afinal... o mês de Agosto não será tão calmo como antigamente!



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Constâncio agiu como devia no caso BPN

O antigo administrador do Banco de Portugal Miguel Beleza disse hoje que o ex-governador daquela entidade Vítor Constâncio actuou como devia em relação ao BPN e sublinhou que o banco central não é uma autoridade policial.Com a informação de que o doutor Vítor Constâncio dispunha, a actuação que ele teve foi aquela que era possível tomar”, afirmou, em declarações à agência Lusa.
Miguel Beleza foi um dos cinco subscritores de uma carta hoje divulgado em defesa do antigo governador do Banco de Portugal Vitor Constâncio, que surge cinco dias depois de algumas críticas feitas pelo antigo primeiro-ministro Durão Barroso.

Numa entrevista publicada sábado no semanário Expresso, o agora presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, adiantou que, quando era primeiro-ministro (entre 2002 e 2004), chamou por três vezes o então governador do Banco de Portugal a São Bento para "saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade", indicando possíveis irregularidades no banco nacionalizado pelo Estado português em 2008.
Embora admita não conhecer bem as afirmações de Durão Barroso, Miguel Beleza considera que as críticas que tem lido e ouvido sobre o assunto “não são justificadas”.
“Na minha opinião - e admito que haja outras [opiniões] diferentes da minha -, com a informação que o doutor Vítor Constâncio dispunha, a actuação que ele teve foi aquela que era possível tomar”, sublinhou, acrescentando que “o Banco de Portugal é supervisor, não é propriamente uma autoridade policial”.
Na carta assinada por Miguel Beleza, Teodora Cardozo, José da Silva Lopes, Artur Santos Silva e Rui Vilar e hoje divulgada no jornal Público, os antigos administradores do Banco de Portugal lamentam a “imagem irrealista criada de um supervisor” e a “enorme confusão sobre a natureza dos bancos centrais e, em particular, das suas funções de supervisão bancária”.
A carta, explicou Miguel Beleza, chegou-lhe às mãos “pela via do doutor Artur Santos Silva” e, pelo menos no seu caso, não será precedente para mais nenhuma medida.
“No meu caso, pelo menos, não tenho nenhum outro objectivo, é apenas esta tomada de posição e para já ficamos por aqui”, concluiu. Por: Lusa / Sol



Luís Durão Barroso, de 31 anos, foi contratado pela instituição de Carlos Costa. O...
NOTICIASAOMINUTO.COM


O conselho de administração do Banco de Portugal, com os 4 membros, custa aos contribuintes portugueses o total de 786.646,7 euros anuais.........O país só está em crise é para o Zé povinho!!!
Mas que rico salário aufere o senhor Governador do...
EUACUSO.BLOGS.SAPO.PT



O Destino Vingou Vitor Constâncio

by As Minhas Leituras
O regulador Carlos Costa, governador do BP, deveria estar preso ou inibido de qualquer função bancária porque foi diretor-geral do BCP-Millenium entre 2000 e 2004, época em que, segundo o Expresso Revista de hoje, "foram feitos os polémicos aumentos de capital com recursos a offshores, ainda Jorge Jardim Gonçalves era líder do banco". Nessa altura […]
Falhar o alvo
Quem manipula venenos deve ter cuidado para não se contaminar. O presidente da CE resolveu levantar, por sua iniciativa, e sem ter sido interrogado sobre isso por quem o entrevistava, uma suspeita sobre o vice-governador do BCE, Vítor Constâncio, a propósito do caso do BPN. Trata-se de uma polémica que falha o alvo. Parte do princípio de que se Vítor Constâncio tivesse sido mais atento, enquanto governador do BdP, casos como o BPN e o BPP poderiam ter sido evitados. Independentemente das omissões pessoais que possam ter ocorrido, o problema não é de supervisão, mas de estrutura. A crise europeia começou no sector financeiro precisamente porque as regras da UEM, que nada devem à inteligência, partiram do preconceito ideológico de que só os Estados poderiam portar-se mal dentro da zona euro. As regras do euro apenas obrigam os Estados, em relação à dívida, ao défice e à inflação. Os bancos (e os banqueiros como Costa e Rendeiro) foram deixados na mais branda das impunidades. Por isso, nenhum país foi poupado a bancos falidos e descapitalizados. A Irlanda foi defenestrada pelos seus bancos. Até setembro de 2012, os Estados da UE tinham utilizado dez vezes mais dinheiro público (cito a CE) para salvar o sistema financeiro do que a soma dos resgates de países. A união bancária? Trancas na porta, depois de casa arrombada! Constâncio e Barroso têm uma responsabilidade política idêntica: não só foram adeptos entusiastas da entrada de Portugal na UEM, como, depois de esta se ter revelado uma máquina de destruição maciça, continuaram em cargos europeus decisivos, sem que se conheça nenhuma autocrítica, e ainda menos uma verdadeira ideia de reforma. Querer fazer de Constâncio um bode expiatório pessoal, contudo, mostra que Barroso continua a fazer parte do problema nacional. Não da solução.
Por: Viriato Soromenho Marques /DN/ 3/3/2014



A FRAUDE DE NUNO MELO & Cª

• João Galamba, 'A fraude de Nuno Melo e C.ª' [hoje no Expresso]:

«A discussão sobre a supervisão bancária em Portugal não pode ser a mesma antes e depois da carta aberta que foi assinada esta semana por cinco pessoas que dispensam apresentações. Segundo dizem Artur Santos Silva, Rui Vilar, Miguel Beleza, Silva Lopes e Teodora Cardoso, os ataques a Vítor Constâncio por causa da supervisão têm assentado numa "enorme confusão sobre a natureza dos bancos centrais e, em particular, das suas funções de supervisão bancária". Sendo evidente que não devemos aceitar meros argumentos de autoridade, não é menos evidente que todos devemos refletir sobre a pergunta que a carta suscita: a supervisão é um sistema potencialmente infalível de deteção de crimes e fraudes financeiras (como têm procurado fazer crer todos aqueles que argumentam que "se houve uma fraude, houve uma falha de supervisão"), ou a supervisão é o que diz a carta e o que Constâncio sempre disse (e, já agora, o que também Mário Draghi sempre disse quando, no caso Monte dei Paschi (http://www.publico.pt/economia/noticia/bce-vai-vigiar-subida-do-euro-nos-mercados-1583703), se defendeu com argumentos exatamente iguais aos de Constâncio)?

Aqueles que apontam o dedo a Constâncio não podem limitar-se a repetir as acusações do costume: o que a carta diz é que essas acusações assentam num falso conceito e toda a interpretação que dão dos factos é um erro. Ou seja, o que a carta diz é que, além da fraude do BPN, há outra fraude: a fraude das acusações e interpretações desinformadas de Nuno Melo & Ca. Consideremos dois exemplos: o famoso artigo de Camilo Lourenço na revista Exame em 2001 e todas as coisas que Nuno Melo diz ter "descoberto" durante a primeira comissão de inquérito ao caso BPN. Ambos afirmam com orgulho que as suas "denúncias" e "descobertas" são irregularidades identificadas em relatórios de supervisão do... Banco de Portugal (BdP). O que ambos não compreendem é que essas irregularidades não são crimes, são riscos excessivos que foram duramente punidas pelo BdP com medidas de supervisão: isto é, com a imposição de brutais aumentos de capital, bem como das provisões e das reservas, e ainda com a redefinição do perímetro do grupo e a proibição de colocar o capital em bolsa.
Para um leigo, estas afirmações tendem a ser difíceis de compreender. Como podem as irregularidades ter sido "corrigidas" se sabemos hoje que houve uma fraude gigantesca? Bem, a resposta é fácil: a fraude consistiu na ocultação de perdas numa contabilidade paralela (através do famoso Banco Insular e de um "balcão virtual"). Pode ter havido muitos crimes por detrás dos negócios do BPN ("o que se dizia" incluía muitas coisas), mas o único crime concreto de que realmente temos conhecimento é este: a existência de duas contabilidades e a ocultação de perdas numa delas. Antes da entrega de provas pelo BdP à Procuradoria Geral da República em 2008, a "operação furacão" investigou o BPN e abriu apenas dois processos por "crimes fiscais", como revelou Pinto Monteiro na COF em 2008. Mas o que não se conseguiu descobrir durante anos com recurso a métodos de investigação policial era suposto que o BdP tivesse adivinhado com recurso a meros métodos de supervisão. É este absurdo que a carta desmascara.»



Sobre o BPN, o regime e as pessoas que sabemos ...
«Oliveira e Costa não é fruto de uma ideologia, é o ideólogo e paradigma que frutificou, o oportunismo transformado em conduta, a ambição à solta, sem medo da polícia.
Quando correram boatos de que os perdões fiscais de Oliveira e Costa eram a paga das dádivas das empresas ao partido, censurei amigos, defendi a honra do governante e pus as mãos no lume pela sua honestidade. Creio que as queimei.
Quem acreditava que um membro do Governo de Cavaco Silva pudesse ser um ladrão, o oportunista capaz de subornar entidades públicas e de perseguir comerciantes que se recusassem a contribuir para as campanhas eleitorais do seu partido?
A prescrição dos crimes do banqueiro de Deus, Jardim Gonçalves, filiado no Opus Dei, regressado a Portugal em 1977, depois de ser nomeado para o Conselho de Gestão do Banco Português do Atlântico, a convite do ministro das Finanças, Medina Carreira, e do apelo do PR, Ramalho Eanes, deixa-me apreensivo.
Qualquer dia, o cadastro vira currículo. Oliveira e Costa só terá de devolver ao Estado a pulseira eletrónica que lhe foi emprestada.» Carlos Esperança



BARROSO SAI MAL NA FOTOGRAFIA: «UMA RETÓRICA FEITA DE COMPROMISSOS E MARCADA PELA COR DO AUDITÓRIO»
António Correia de Campos, 'Investimento perdido', hoje no Público:
«(...) Gostaria de não ter que me referir ao actual presidente da Comissão, o português Durão Barroso. O que tes, contrárias às do grupo europeu dos Socialistas e Democratas. Em circunstâncias normais deveria sentir orgulho por ter um Português na presidência da Comissão. Infelizmente não me ocorre esse sentimento. Uma gestão apagada que deixou a Comissão perder força e influência. Um comportamento errático, mudando constantemente de opinião. Uma retórica feita de compromissos e marcada pela cor do auditório, com vista a gerar aplauso fácil, em qualquer circunstância. A negação imediata do que afirmara, sempre que recolhia hostilidade dos grandes. Um comportamento de Pilatos, quando as coisas corriam mal, atirando culpas para os Estados Membros. Uma completa ausência de grandeza, sujeitando-se ao papel de marionete dos grandes, parecendo aceitar a 'capitis diminutio' como um facto normal para um originário de pequeno-médio País. Em momento algum o orgulho de português subiu em mim e em muitos momentos lamentei que um compatriota se prestasse ao que ele se prestou. À pergunta do meu colega Rangel sobre se seria melhor termos um presidente alemão respondo sim, sem pestanejar, ao menos saberíamos sempre com que se contava. Na contabilidade de vantagens e inconvenientes ficam pequenos ganhos de mercearia: alguns lugares de direcção ou de representação que vieram parar a Portugal, na maioria esmagadora destinados a gente da direita. Um acesso porventura mais fácil aos serviços da Comissão, por parte das autoridades nacionais, usado e abusado já por este governo, a quem Durão teve que ensinar tudo sobre os fundos, sobretudo na primeira fase. E pouco mais. (...)»
tenho a dizer custa-me. Votei nele em 2009, integrando uma maioria qualificada, ao lado dos colegas de Espanha e da quase totalidade dos Portugueses. Cumpri orientações da delegação, vindas de José Sócra

                               
Gentes do PSD e CDS vieram novamente a terreiro para explorarem um pouco mais o caso do BPN. Não sei que interesse o PSD e o CDS tem em apontar as armas a Constâncio mas uma coisa é certa, o barulho que fazem com as palavras de ordem e machados em riste dirigidas a Constâncio e PS lançam uma cortina de fumo sobre os verdadeiros responsáveis pelo o assalto ao BPN.
Ñum aparte, hoje diz-se ou seja, o PSD e o CDS, que era corrente e toda a gente sabia o que se passava no BPN portanto era impossível Constâncio nada saber, mas são os mesmos que se servem deste argumento para culpabilizar Constâncio que não admitem que Cavaco Silva e Machete soubessem de alguma coisa aquando da relação destes com o referido Banco. 
Irreflectidamente o PSD pôs-se numa posição muito desagradável, empurrou o PS a defender a "policia" enquanto ele, o PSD, faz tudo para que a acção dos ladrões passe despercebido até mesmo branqueado.
Há uma noticia neste Jornal que fala de 5 individualidades que defendem Constâncio. Era bom que fosse lida por quem nada sabe sobre auditorias bancárias e as confunde com investigação criminal. Por: Brilhantina.



AGARRA QUE É POLÍCIA !
«A entrevista de Durão Barroso ao Expresso provocou ondas de reações. E não foi por causa da bandalheira institucional que se revela quando o presidente da Comissão Europeia manda bitates sobre a política interna de um Estado da União. Também não foi por qualquer balanço que tenha

feito do seu mandato. Ninguém quer saber das suas responsabilidades pela década mais trágica para o projeto europeu. Barroso só não ficará na história como o coveiro da Europa porque a história não se lembrará dele. E ao ler esta entrevista percebe-se porquê. Barroso regressa à política nacional pela porta dos fundos. Sem dimensão europeia, densidade intelectual e dignidade política. (…)

O que realmente agitou a política nacional foi a adesão de Barroso ao exército nacional de políticos que sabiam de tudo o que se passava no BPN e avisaram Vítor Constâncio. Estou só à espera que Cavaco Silva se junte ao clube. A verdade é que passaram dez anos e Barroso só se lembrou agora, quando prepara o regresso à política nacional, de dividir estes factos com os portugueses. Quais factos? Não faço ideia, porque não os explicou. (…)
Mas começa a cansar ver quase toda a gente a desviar os olhos da evidência: o BPN sempre foi, mesmo antes do escândalo rebentar, um caso de polícia e de política. Porque sempre foi o banco construído à sombra das influências políticas dos cavaquistas. Quase todos os que estiveram próximos do actual Presidente da República, a começar por Dias Loureiro, que contou com a sua lealdade até ao último minuto, foram lá molhar o bico. O próprio Presidente comprou e vendeu ações fora do mercado bolsista, ao preço determinado por Oliveira Costa, recolhendo assim, sem qualquer esforço, um lucro incompatível [140%] com a situação do banco. (…)»

• Daniel Oliveira, AGARRA QUE É POLÍCIA! [hoje no Expresso]:



O(S) PREÇO(S) DO SILÊNCIO

A polémica à volta da entrevista de Ricardo Costa a Durão Barroso já fede. O importante para mim, como leitor da imprensa, não é saber se Durão Barroso mentiu, se a entrevista foi encomendada a Balsemão a troco de
alguma coisa (sobre isso não restam grandes dúvidas) ou tentar adivinhar o que é que o presidente da CE sabe sobre o BPN.

O importante é saber por que razão Ricardo Costa, quando Durão Barroso lamentou não ter sido questionado sobre o BPN, tenha acedido a fazer a pergunta mas, perante a resposta (cujo interesse qualquer jornalista imediatamente perceberia), não tenha feito a pergunta que se impunha:

- E o que é que o senhor sabia sobre o caso BPN, que o levou a convocar três vezes Vítor Constâncio para falar sobre o assunto?

Ricardo Costa é um jornalista experiente. Se não fez a pergunta, não foi por estar distraído. Nem por manifesta falta de tempo. Será que o guião da entrevista foi previamente combinado, e o impedia de a fazer ? Se assim foi, é mau, mas sempre é melhor do que, se a explicação para o silêncio de Ricardo Costa estiver no facto de andar a dormir bem acompanhado (http://www.ionline.pt/iopiniao/banca-jornalismo/pag/-1).


                                        
Parvalorem

BPN: Estado assume dívida de milhões a Cardoso e Cunha Estado fica com dívida de empresa de ex-comissário europeu. Por: CM

Mais uma VERGONHA Nacional . . . ESTADO ASSUME DÍVIDA DE MILHÕES A CARDOSO E CUNHA - EX-Comissário Europeu "...
E corta nos salários dos que ganham menos ...
E nas pensões de sobrevivência ...
Partilha se TU não queres assumir nada disto! Mais uma VERGONHA Nacional . . . ESTADO ASSUME DÍVIDA DE MILHÕES A CARDOSO E CUNHA - EX-Comissário Europeu "BPN: Estado fica com dívida de empresa de ex-comissário europeu. Cardoso e Cunha queria explorar algodão em Moçambique e pediu um empréstimo ao BPN. Deu um aval pessoal como garantia de cumprimento." Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/bpn-estado-assume-divida-de-milhoes-a-cardoso-e-cunha Senhores DEPUTADOS assumam VOCÊS a dívida deste Senhor com os VOSSOS SALÁRIOS, já que são tão GENEROSOS, porque eu e TODOS os que Partilharem isto não queremos assumir dívidas que NÃO SÃO NOSSAS!





Estado salva milionário do BPN da falência
por L.M.C 
Com uma dívida de 193 milhões de euros, Emídio Catum recebeu luz verde da Parvalorem para aderir a um plano de recuperação.

O "Correio da Manhã" escreve na sua edição de hoje que "o Estado, através da sociedade Parvalorem - que gere os ativos tóxicos do antigo BPN - salvou da falência a Pluripar, de Emídio Catum, empresário de Setúbal que foi o mentor do polémico projeto Vale da Rosa, que previa a troca de terrenos do Vitória de Setúbal e a construção de uma urbanização que incluía um novo estádio para o clube".
Segundo o jornal, "a Pluripar está entre os principais devedores do antigo BPN e, como tal, da Parvalorem. No final de 2012, a empresa de Catum pediu ao Tribunal do Comércio de Lisboa um Processo Especial de revitalização (PER), de forma a tentar contornar a falência. A Parvalorem, a maior credora da empresa, num valor que ascendia a 193 milhões de euros, deu assim aval ao PER, para viabilizar a empresa. Segundo o presidente da Parvalorem, Francisco Nogueira Leite, foi "reconhecido e proposto pagamento no valor de cerca de 105 milhões de euros de créditos comuns, num total de 180,3 milhões de euros".


                             

                        
                         
                   


                            





Ex-conselheiro de Barroso acusa-o de Aliança com Merkel contra devedores
Phillipe Legrain foi conselheiro do presidente da Comissão Europeia. Diz ao Financial Times que instituições europeias escolheram alinhar-se com credores para impor as suas vontades aos devedores.
















Ex-conselheiro de Barroso acusa-o de aliança com Merkel contra devedores"Em vez de se manter à margem, [a Comissão] escolheu estrategicamente alinhar-se com a Alemanha", começou por dizer o antigo conselheiro de Durão Barroso ao jornal britânico, acrescentando que esta posição acabou por acentuar as divisões no euro da União."A União Europeia está agora dividida entre os credores e os devedores e as instituições europeias tornaram-se num instrumento para os países credores imporem as suas vontades aos países devedores", acrescenta. 

Legrain, que dirigiu o think tank da Comissão durante três anos até sair no mês passado, critica ainda o enfraquecimento político no seio da comissão. "Esteve muito bem [em aumentar a sua influência] no sentido técnico. Mas no sentido político está mais fraca que nunca", frisa o antigo responsável. "Tem sido um seguidor da crise em vez de um líder", argumentou.
Na resposta, o porta-voz da Comissão, Simon O'Connor disse: "Estas declarações reflectem a opinião de um antigo membro do staff, que infelizmente optou por não contribuir com alguma coisa útil ou uma ideia prática para a resposta a crise". Por: Económico 8/4/2014


terça-feira, 1 de abril de 2014

Reformas Cortes 2015

                       


O Professor Carlos Paz diz que salários e pensões representam 53%.


Despesa para 2013: 

Salários: 22,14% Pensões: 28,89% 

Ou seja, muito longe dos 70% anunciados por um sabão ! 
Mas desconhece certamente o sabão que, só em benefícios e isenções fiscais a despesa vale 12,28% !! 
Mais, acresce que com este Farsola a despesa em gorduras, ditos consumos intermédios, subiu...só 2 mil milhões. Ou sejam, os pareceres, os especialistas, os projectos, as assessorias e outras merdelhices nos cambalachos que se fazem com empresas criadas entre amigos e para o efeito ! Por: BrincaNareia




Reformados que auferem €1500 perderam pensão e meia com a austeridade.

Segundo cálculos da Deloitte para o Expresso, a perda é ainda maior para os funcionários públicos que auferem o mesmo valor.


Faça aqui a projeção
http://expresso.sapo.pt/e-pensionista-saiba-quanto-vai-pagar-de-contribuicao-extraordinaria=f861235


Um reformado com uma pensão de 1500 euros brutos mensais vai receber, este ano, menos 1683,5 euros anuais face ao valor que auferia em 2011. Contas feitas, perde praticamente uma pensão e meia: os 1279 euros mensais líquidos de 2011 transformaram-se, ao quarto ano de austeridade, em 1159 euros. A redução é de 9,4%. 

No fundo, são menos 120 euros por mês que, no somatório de um ano (as contas são feitas a 14 meses, com a reposição dos subsídios), implicam a perda anual dos cerca de 1680 euros. É quase uma pensão e meia líquida a menos.

Por outro lado, a perda acumulada entre 2011 e 2014 traduz-se em menos 4049 euros na conta bancária. O pior ano foi 2012, quando os subsídios de Natal e de férias ficaram suspensos e não foram repostos (nos gráficos aplicámos à mesma a divisão da remuneração líquida anual por 14 meses, para poder ser comparável com os restantes anos). Porém, o maior desafogo em 2013 não se mantém este ano.

O aumento da contribuição para a ADSE (sistema de saúde dos funcionários públicos), que a partir desta terça-feira se passa a situar nos 3,5%, veio comer uma fatia às pensões dos reformados do Estado, a que se soma a nova Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) para pensões acima dos 1.000 euros brutos .

Os cálculos da Deloitte para o Expresso incluem o aumento da carga fiscal. E, no caso dos funcionários públicos, estas simulações contemplam também os cortes salariais.

Em janeiro deste ano foram agravadas as reduções nas remunerações que estavam em vigor desde 2011 (funcionários públicos que ganham entre 675 euros e 2000 euros brutos passaram a ter mais um corte, que começa nos 2,5% e chega aos 12%).

Um trabalhador do Estado com 1500 euros de salário bruto perdeu 133 euros por mês em 2014 face a 2011. Em termos líquidos, passou de 1.075 euros para 942. Ao fim do ano, a perda é de 1858 euros, o mesmo que ficar sem dois vencimentos líquidos.

Há algumas pessoas que não são afetadas o ano inteiro. Só a partir desta terça-feira é que os pensionistas do Estado passam a ter de pagar a nova CES (isto porque não avançou a convergência entre os sistemas de pensões privado e público). A nova CES passa a visar pensões superiores os 1000 euros brutos, quando até agora o patamar estava fixado nos 1350 euros.
Por: ExpressoAna Sofia Santos (texto) e Olavo Cruz (infografia) 1 de abril de 2014



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Reformas na Suíça                                                         Austeridade Ferreira do Amaral rutura em 2013





A gula dos mamões acomodados
Num rectângulo de terra, é soberana,
Pelas súcias, desde jovens, ensinados
A ser cada qual mais safardana,
Em esbulhos e saques empenhados
Em tornar a pulhice ultra tirana,
São por leis e decretos muito astutos,                              
Ratoneiros, escroques e corruptos.

E também as lembranças asquerosas
Daqueles párias que andaram aviltando
A Fé, o Império e as terras amorosas
De África e Ásia foram desbaratando,
E aqueles que por obras criminosas
Do presídio lá se vão livrando.
Rimando gritarei aos quatro ventos
Quanto os mamões pulhas são nojentos.
Por: cuico 30.03.2014



Cortes em 2015

Chamo-me Passos Coelho 
Cortador de profissão 
Corto ao jovem, corto ao velho, 
Corto salário e pensão 
Corto subsídios, reformas 
Corto na Saúde e na Educação 
Corto regras, leis e normas 
E cago na Constituição 
Corto ao escorreito e ao torto 
Fecho Repartições, Tribunais 
Corto bem-estar e conforto, 
Corto aos filhos, corto aos pais 
Corto ao público e ao privado 
Aos independentes e liberais 
Mas é aos agentes do Estado                                                     
Que gosto de cortar mais 
Corto regalias, corto segurança 
Corto direitos conquistados 
Corto expectativas, esperança 
Dias Santos e feriados 
Corto ao polícia, ao bombeiro 
Ao professor, ao soldado 
Corto ao médico, ao enfermeiro 
Corto ao desempregado 
No corte sou viciado 
A cortar sou campeão 
Mas na gordura do Estado 
Descansem, não corto, não. 
Eu corto 
a Bem da Nação 

F.Fortunato
E não corta ao "peixe crescido
contar que este lhe dê a mão...
Como diz o povo sabido,
"Quem se lixa é o mexilhão!"
Por: mimp



denunciar
Uma noite veio a sanha
De um punhado de imbecis
E a escroques cheios de manha,
Entregaram o país.

Inverteram os valores.
O ladrão ficou honrado
E os traidores uns senhores
De imaculado passado.

Um sonho ficou latente
Na ilusão de irmos tê-lo.
Delírio de muita gente.
INFINITO PESADELO.

E há gente que se une
Pra louvar essa vil praga
Da escroqueria impune
Que o Povo tão caro paga.
cuico



António Aleixo trovou:

Sei que pareço um ladrão
Mas há muitos que eu conheço
Que sem parecer o que são
São aquilo que eu pareço.

Eu versejo:

Escondidos em santuários
Muitos que todos conhecem 
Não parecem salafrários
E à conta disso enriquecem.

Com constantes fingimentos
No disfarce da avidez
Aumentam os rendimentos
E escapam do xadrez.

Furtos em banco, importantes.
Operados com requintes.
Uns, roubam depositantes
Outros, os contribuintes.
Cuico
https://scontent-b-cdg.xx.fbcdn.net/hphotos-prn1/947208_4397878764037_1672894334_n.jpg


É este o simpático casal,
Mais amado de Portugal
E invejado no mundo inteiro.
Dois olhares entrelaçados,
Dois corações apaixonados,
Num amor puro e verdadeiro!
A noiva achou que era justo
E resolveu pregar um susto,
A todo o Povo Português.
Fingiu que estava divorciada,
Esteve uns dias separada,
Mas lá se juntaram outra vez!
Muitos parabéns, para ao casal,
E pela brincadeira original,
Que causou tantas emoções.
Nem todos têm a categoria,
De conseguir … num só dia;
Empandeirar tantos Milhões!
Mas como Portugal é uma Nação,
Onde todos os Portugueses estão,
Cheios de dinheiro (Felizmente) …
Desde que haja amanhação;
Mais Milhão … Menos Milhão!
Não há gente … igual à gente!!
Autor Desconhecido


Ironia da história
"Tudo o que temíamos acerca do comunismo – que perderíamos as nossas casas e as nossas poupanças e nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários e sem ter voz no sistema – converteu-se em realidade com o capitalismo. Jeff Sparrow.



Declarações de Miguel Cadilhe
Há uma “injustiça de bradar aos céus” para com os pensionistas – disse Cadilhe
O antigo ministro das Finanças Miguel Cadilhe afirmou, terça-feira, que está a ser cometida uma “injustiça de bradar aos céus” sobre os pensionistas portugueses, que têm um direito equiparado a um título de dívida sobre o Estado.
“Quanto aos pensionistas, atenção, há aí uma injustiça de bradar aos céus. Porque os pensionistas que estão no regime contributivo, isto é, que passaram a sua vida ativa a contribuir, têm um verdadeiro direito sobre a República, são titulares de uma espécie de divida pública da República”
- disse Miguel Cadilhe durante um debate com o conselheiro de Estado Vítor Bento, no Palácio da Bolsa, no Porto.
O antigo ministro das Finanças do atual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva (PSD), questionou como pode o Estado cumprir “toda a dívida pública perante os credores externos e internos, mas perante os pensionistas não cumprir essa outra espécie de dívida pública que advém de eles terem contribuído toda a vida”.
“Contribuíram não para pagar despesas públicas, mas para assegurar a sua previdência”, disse Miguel Cadilhe, elogiando o fator de sustentabilidade introduzido pelo antigo ministro do PS Vieira da Silva. 



Sustentabilidade da Segurança Social
Acho bem que façam uma reforma da segurança social, mas não uma reforma de faz de conta, e que acabe com reformas obscenas, e duplas, ou triplas reformas.

Mas não é verdade que o sistema social esteja em rotura, mesmo com o enorme aumento do desemprego, que reduz a receita, e aumenta a despesa.

Receitas Fiscais (impostos), Contribuições sociais, (Segurança Social e CGA), Outra receita corrente.
TOTAL DA RECEITA em milhares de milhões
2010= 67.164 - 2011=69.275 - 2012=65.326 - 2013=69.516

Despesas com Pessoal, Prestações sociais (inclui Segurança Social, CGA, e 
Saúde)
TOTAL DA DESPESA em milhares de milhões
2010=58.924 - 2011=57.050 - 2012=53.513 - 2013=54.915
SALDO (Excedente) em milhares de milhões
2010+8.240 - 2011+12.226 - 2012+11.813 2013+14.601
Por: Jcesar 



Maria Teresa Horta Fotografia © João Girão

A escritora Maria Teresa Horta, distinguida com o Prémio D. Dinis pelo romance "As Luzes de Leonor", disse hoje à Lusa que não o aceita receber das mãos do primeiro-ministro, conforme o previsto.

A entrega do Prémio D. Dinis esteve agendada para a próxima sexta-feira, numa cerimónia com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

"Na realidade eu não poderia, com coerência, ficar bem comigo mesma, receber um prémio literário que me honra tanto, cujo júri é formado por poetas, os meus pares mais próximos - pois sou sobretudo uma poetisa, e que me honra imenso -, ir receber esse prémio das mãos de uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país", explicou Maria Teresa Horta à Lusa.

"Sempre fui uma mulher coerente; as minhas ideias e aquilo que eu faço têm uma coerência", salientou a escritora que acrescentou: "Sou uma mulher de esquerda, sempre fui, sempre lutei pela liberdade e pelos direitos dos trabalhadores".

Para Maria Teresa Horta, "o primeiro-ministro está determinado a destruir tudo aquilo que conquistámos com o 25 de Abril [de 1974] e as grandes vítimas têm sido até agora os trabalhadores, os assalariados, a juventude que ele manda emigrar calmamente, como se isso fosse natural".

A autora afirmou que "o país está a entrar em níveis de pobreza quase idênticos aos das décadas de 1940 e 1950 e, na realidade, é ele [Passos Coelho], e o seu Governo, os grandes mentores e executores de tudo isto".





SALÁRIOS FUNÇÃO PÚBLICA + PENSÕES e REFORMAS 
- A GRANDE MENTIRA do GOVERNO
(Veja os Números abaixo)
...
Meus Prezados Amigos,
Um pouco farto de ver e ouvir certas histórias, que pressentia, mal contadas, e decidi-me a fazer as minhas contas a partir das Fontes Oficiais (INE e EUROSTAT).
...
Tem sido dito que os Pensionistas e os Reformados, junto com as Despesas de Pessoal do Estado, significariam, em conjunto, cerca de 75% a 78% das Receitas Públicas, fui então verificar.
Ora sendo eu um cidadão preocupado com o desenvolvimento do meu País e com o Bem-Estar dos portugueses, achei que este número, a ser verdade, seria muito elevado e traria restrições severas a uma Política de Desenvolvimento e de Crescimento a Portugal.
...
Mas depois de tanto ouvir, comecei a achar estranho que estes números fossem repetidos até à exaustão. E decidi investigar eu próprio da veracidade de tais números.
...
Eis os Resultados:
...
(1º) QUADRO nº 1 - Pensões e Reformas 
(Unidade: mil milhões de euros)
PENSÕES e Reformas-----------------2011-------2012-------2013
P.I.B.----------------------------------237,52 €....212,50 €...165,67 €
PENSÕES-------------------------------13,20 €.....13,60 €.....14,40 €
Peso % - s/ PIB------------------------5,56%......6,40%.......8,69%
Total de Receitas----------------------77,04 €.....67,57 €.....72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas--------------17,13%.....20,13%......19,89%
...
Meu comentário: 
Qual não foi o meu espanto quando face a “doutas” opiniões de Economistas do Regime, de Jornalistas (ditos de economia) e de Políticos em que todos coincidiam em que esta Rubrica rondaria os 30% a 35% das Receitas do Estado e cerca de 15% a 17% do PIB, vim a verificar os resultados do Quadro nº 1 que acima publico.
...
Isto é: as Reformas e as Pensões, mesmo numa Economia em Recessão, significaram entre os 20,13% e os 19,89%, sobre as receitas totais do Estado. Muito longe, portanto, dos anunciados 30% a 35%.
Mas se a análise for feita sobre o PIB então o seu significado variou, repito num quadro de uma Economia em Recessão, entre os 8,69% e os 5,56%. Portanto muito longe do anunciado pelos “especialistas”.
...
A coberto dessas pretensas “realidades” foram cometidos os mais soezes ataques a esta parte da população portuguesa. Parafraseando o Prof. Doutor Adriano Moreira – “estamos em presença de um esbulho”.
...
NOTA: Por uma questão de educação não quero adjectivar mais as declarações sobre a matéria da Srª Ministra das Finanças e seu antecessor, nem do Sr. 1º Ministro, já que os restantes declarantes deixaram de me merecer qualquer respeito.
...
(2º) QUADRO nº 2 - Despesas com Pessoal do Estado
(Unidade: mil milhões de euros)
PESSOAL-----------------------------2011-------2012--------2013
P.I.B.-------------------------------237,52 €....212,50 €....165,67 €
Despesas c/ Pessoal---------------11,30 €......10,00 €.....10,70 €
Peso % - s/ PIB........................4,76%........4,71%.......6,46%
Total de Receitas-------------------77,04 €......67,57 €......72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas.............14,67%......14,80%......14,78%
...
Meu comentário:
Devo confessar que aqui, nesta rubrica, o meu espanto ainda foi maior, dada a prolixa comunicação sobre este tema proferida pelos actores acima referidos.
E feitas as contas, (quadro nº 2 acima), e juntando então os dois, os resultados são na verdade os seguintes: 
...
(Quadro nº 3 – Pensões e Reformas + Custos c/ Pessoal)
(Unidade: mil milhões de euros)
PENSÕES + Desp. PESSOAL------2011---------2012---------2013
P.I.B.--------------------------------237,52 €.....212,50 €......165,67 €
PENSÕES + Desp. PESSOAL------24,50 €.......23,60 €........25,10 €
Peso % - s/ PIB.--------------------10,31%.......11,11%......15,15%
Total de Receitas-------------------77,04 €.......67,57 €........72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas------------31,80%.......34,92%.......34,66%
...
Ou seja: a SOMA das Pensões e Reformas com as dos Custos de Pessoal do Estado, somam (numa Economia em Recessão) entre os 34,92% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 31,80% sobre as Receitas Totais do Estado; 
e entre 15,15% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 10,31% sobre o Produto Interno Bruto.
...
OU SEJA:
Menos de Metade dos números anunciados pelo Sr. 1º Ministro e seus Ministros das Finanças, para falar de actores políticos relevantes, deixando de lado as personalidades menores que pululam nas Televisões, Rádios e Imprensa escrita que passei assim a tratar dada a sua falta de seriedade intelectual.
...
E a coberto disto se construiu uma Política do agrado do Sistema Financeiro, por razões e números que aqui não vou referir, e dos Credores (por razões que aqui também me dispenso de enumerar).
...
CONCLUSÃO:
Estamos a ser enganados deliberadamente por pessoas que têm e prosseguem uma filosofia política bem identificada e proveniente dos teóricos da Escola de Chicago (a Escola Ultra Liberal), apesar de um dos seus maiores expoentes, o Sr. Alan Greenspan – ex- Governador do FED (Reserva Federal Norte-americana) ter pedido desculpa por ter acreditado nela e ter permitido os desmandos do sector financeiro que nos trouxeram até às crises das Dívidas Soberanas, embora ajudados pela subserviência, incúria e incompetência de boa parte das classes políticas ocidentais.
...
Espero ter sido útil neste meu escrito. Na verdade sendo um homem da Direita Conservadora o meu primeiro Partido é Portugal. Os Partidos Políticos são, para mim, apenas Instrumentos para o engrandecimento de Portugal. Se não cumprirem esta missão então, para mim, não servem para nada. E vejo, com extremo desgosto, o meu próprio Partido – o CDS-PP, metido nesta situação degradante para Portugal e para os Portugueses sabendo que há alternativas. E acima de tudo odeio a mentira.
...
Está na hora, na minha opinião, de reformar e modificar o sistema político vigente, sob pena de irmos definhando enquanto Nação Independente.
...
Com os meus melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves
Gestor
Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia)
Auditor de Defesa Nacional





A ver se nos entendemos: o Banco de Portugal enterrou 3,5 mil milhões de euros no BES poucos dias antes da divisão da empresa entre Banco Bonzinho e Banco Vilão. Depois, os energúmenos deste Governo acharam boa ideia ir lá despejar mais 4,9 mil milhões de euros.
Entretanto, a Moody's classifica o Banco Bonzinho como lixo, inevitavelmente reconhecendo que o Banco Bonzinho não é assim tãããããooo bonzinho, pois nasce com uma dívida de quase 9 mil milhões de euros. Agora, os energúmenos deste Governo ainda têm de vender o Banco Bonzinho antes do final do ano, para o calote não entrar para as contas do défice.
Não obstante, enquanto passam cheques em branco ao grupo de pessoas que cometeu a maior burla em Portugal desde os tempos do BPN, Passos Coelho e amigos ainda nos dizem que o Estado Social não é sustentável e que é o Tribunal Constitucional que está a impedir as reformas da consolidação orçamental.
Pior : apesar da dolorosamente flagrante expropriação de salários e pensões de contribuintes comuns que este Governo está a levar a cabo, tudo para financiar a criminosa indústria bancária, ainda há pessoas que votam nestes tipos, desconsiderando todas as alternativas partidárias que encontram nos boletins de voto.
Dá que pensar. (MOVIMENTO DOS INDIGNADOS DE PORTUGAL). Por:  Telmo Vaz Pereira