sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Antonio Costa opinião de Santana Lopes


   
“Costa constrói poder. E o resto é conversa”, diz Santana Lopes

Ó meu rico Sto. António
Meu santinho milagreiro
Faz com que este governo
Não me roube mais dinheiro



   

“Em termos de construção de poder, estive quatro anos na Câmara Municipal de Lisboa. Disputei eleições com ele, perdi por cinco pontos e o que é que ele fez? Juntou toda a gente. Fez coligações à esquerda, à direita, acima, abaixo, ao centro esquerda, ao centro direita. Helena Roseta, Sá Fernandes, Manuel Salgado… E ele era extraordinário”, começou por dizer Santana.


Santana Lopes entende o sentimento da direita, mas preferiu não entrar “nas qualificações éticas ou morais”.



“Costa constrói poder. E o resto é conversa”, diz Santana Lopes

Durante o frente a frente com António Vitorino, na SIC Notícias, nesta terça-feira, Santana Lopes recordou os tempos em que lidou com António Costa na
Câmara de Lisboa. E o social-democrata não poupou elogios ao socialista. “Habilidoso”, “inteligente”, “impressionante” foram algumas qualidades destacadas. Para o centro-direita, uma crítica. “Deveria ter olhado para o adversário e perceber que ele é um construtor de poder com grande capacidade”, defende Santana.

Santana Lopes entende o sentimento da direita, mas preferiu não entrar “nas qualificações éticas ou morais”.

No dia em que o Governo de Passos caiu, o social-democrata Pedro Santana Lopes compreendeu o sentimento da direita. Mas colocou os olhos no futuro e destacou algumas qualidades de António Costa, na construção de uma solução de poder.

Recordando os tempos em que esteve na Câmara de Lisboa com o agora secretário-geral do PS, e num quadro político que obrigou Costa a fazer entendimentos, Santana Lopes deu ênfase ao poder de diálogo do (provável) futuro primeiro-ministro.

“Em termos de construção de poder, estive quatro anos na Câmara Municipal de Lisboa. Disputei eleições com ele, perdi por cinco pontos e o que é que ele fez? Juntou toda a gente. Fez coligações à esquerda, à direita, acima, abaixo, ao centro esquerda, ao centro direita. Helena Roseta, Sá Fernandes, Manuel Salgado… E ele era extraordinário”, começou por dizer Santana.

Mas o social-democrata foi mais longe. “Escrevi um artigo em 2010 em que me manifestei estupefacto a vê-lo governar”, lembrou.

“Ele não se importa nada que uns votassem contra. Paciência. Irritava-se um bocado, mas desde que não afetasse a essência, ou que não implicasse a queda…
Primeiro era com Helena Roseta, depois com Sá Fernandes, e ele deixava andar. Ele tem um grande realismo, é muito habilidoso nestas matérias. É inteligente”, afirmou.

Por outro lado, Santana Lopes entende que o PSD e CDS-PP não foram capazes de perceber esta realidade.

“O centro-direita deveria ter olhado para o adversário e perceber que ele é um construtor de poder com grande capacidade. E muitos anos, muito batido. Ele constrói poder. A partir de uma derrota, constrói uma solução de poder. E o resto é conversa”.

“António Costa tem uma paciência enorme. Se ele vir que por ali ganha, ele vai. Eu nunca tinha visto nada assim. Ele, nesse aspeto, é impressionante”, elogiou o social-democrata na SIC Notícias.

Santana Lopes espera agora que o Presidente da República tome uma decisão “rápida”, para que um novo Governo entre em funções. “Não pode eternizar isto. Tem de tomar uma decisão, seja ela qual for”, diz.

Sobre a legitimidade constitucional de um governo de esquerda, nada a opor: “Não digo em momento algum que esta decisão da esquerda é desconforme à Constituição. Digo o contrário”. Por: António Henriques/PTJornal.


As yields das Obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário abriram esta quarta-feira a descer para 2,26%. A trajetória é de descida para mínimos…
LEITURAS.EU







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QUANDO OS NÚMEROS SÃO OFICIAIS NÃO OS DISCUTO.
Fonte: - INE e BdP.
Dezembro/2011-108,2% do PIB;
2012-124,1% do PIB;
2013-129,0% do PIB;
Março/2014-132,4% do PIB
Fonte: Boletim Estatístico do Banco de Portugal, 2010 a Maio de 2014.
E agora, talvez uns 135% do PIB....


Aumento da dívida pública;
Dívida em 2011 - 184.699 mil milhões
Dívida em 2015 - 290.000 mil milhões
Défice em 2011 - 7,4%
Défice em 2014 - 7,2%


Afinal o Governo Passos PSD/Portas CDS deixou os cofres vazios.

http://www.economiaaominuto.com/economia/493438/afinal-cofres-nao-estao-cheios-falhanco-no-defice-e-quase-inevitavel

http://www.lusopt.com/portugal/2779-ultima-portugal-sem-dinheiro-para-cumprir-compromissos-com-bruxelas

Afinal os cofres estavam vazios....PSD e CDS falham nas politicas de austeridade. Falhanço no défice é quase inevitável
LUSOPT.COM|DE PORTUGAL

Em termos de credibilidade, este é o saldo do governo PSD/CDS. Se tivessem uma ponta de vergonha, estariam calados, para ver se ninguém reparava na asneirada que fizeram. Portugal à frente, mas se se conseguirem fazer ruído que leve isto à implosão, melhor. A vidinha primeiro, e umas eleições é que davam jeito.

Em termos de credibilidade, este é o saldo do governo PSD/CDS. Se tivessem uma ponta de vergonha, estariam calados, para ver se ninguém reparava na asneirada que fizeram. Portugal à frente, mas se ...
AVENTAR.EU


Terrorismo Financeiro

by As Minhas Leituras
O Orçamento de Estado 2016 (OE2016) está debaixo do fogo cruzado dos partidos da oposição, de uma série de entidades supostamente dotadas de clarividência técnica e politicamente neutras, contam com o apoio activo de uma comunicação social mercenária ao serviço do grande capital e das políticas económicas neo-liberais. Os alertas dos tecno burocratas da União […]






VALEU A PENA? O Governo PSD/CDS!!!
Corte de pensões;
Brutal aumento de impostos;
Degradação dos serviços públicos;
Cortes nos apoios sociais;
Cortes de salários;
Privatizações;


Aumento da dívida pública;
Dívida em 2011 - 184.699 mil milhões
Dívida em 2015 - 290.000 mil milhões
Défice em 2011 - 7,4%
Défice em 2014 - 7,2%



SE OS QUE EMIGRARAM CÁ TIVESSEM FICADO, O DESEMPREGO REAL SERIA, SEGUNDO O CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, DE 29%.

As Contas do Desemprego - 2015
(Mas sem "Tretas")

620.400 - desempregados oficiais
+242.900 desencorajados
+242.800 subempregados
+158.000 ocupados IEFP
+ 450.000 emigrados
1. 714. 100 Desempregados reais 29%. 


Governo Passos/Portas
Recuámos

10 anos na riqueza produzida
20 anos no emprego
30 anos no investimento
40 na emigração


Alguém que sabe pensar

http://duas-ou-tres.blogspot.pt, 26 de Novembro de 2015 Acaba hoje aquela que constitui a mais penosa experiência política a que me foi dado assistir na minha vida adulta em democracia. Salvaguardadas as…
JARDIMDASDELICIAS.BLOGS.SAPO.PT



Apesar da instabilidade política, o País passou com sucesso mais um teste aos mercados. A seis meses, colocou bilhetes do tesouro à melhor taxa de sempre…
ECONOMICO.SAPO.PT






AFINAL O PS GANHOU AS ELEIÇÕES
É só saber fazer contas...
Se analisarmos os resultados da Coligação PAF, desdobrando os 38,6% obtidos nas legislativas de 2015, pelo PSD e pelo CDS, proporcionalmente aos resultados que estes dois partidos alcançaram em 2011, o PSD ficaria com 29,2% e o CDS com 9%, sendo os únicos partidos que efetivamente perderam votos.
Feitas as contas aos partidos do PAF sem coligação, o PS efetivamente ganhou as eleições com 32,4% contra 29,2% do PSD, a não ser que a intenção de voto no CDS fosse tão baixa que devolvesse este partido para o "taxi".
Tendo em atenção o que está a acontecer em todos os países europeus, em que os votos se têm extremado à esquerda e à direita, seria provável que o PSD tivesse ainda menos votos em proporção ao CDS.
Os únicos partidos que aumentaram o número de votos em relação a 2011 foram o PS, o BE e a CDU.
Com a coligação PAF e a deriva ultra liberal do XIX governo, a política portuguesa extremou-se à esquerda e à direita, acabando por desaparecer o tradicional "Centrão".
O radicalismo da coligação PAF esgotou as hipóteses de coligação com o centro-esquerda e empurrou o PS para as alianças que, ao fim de 40 anos, se mostraram disponíveis à sua esquerda para viabilizar um governo.
A DERIVA LIBERAL DO PSD RADICALIZOU O PAÍS E EMPURROU O PS PARA ALIANÇAS À ESQUERDA. Por: Luis Vidigal Rosado Pereira





AS CONTAS QUE HÁ FAZER DAS LEGISLATIVAS
O PS foi o partido mais votado.
Cada um dos seus 86 deputados teve de recolher em média 20.312 votos.
A cada um dos 107 deputados da PaF bastou uma média de 19.462 para ser eleito.
Ora os 89 deputados do PSD recolheram 1.732.118 - menos 15 mil do que o PS, que obteve 1.747.685.
Assim: é urgente desmistificar a propaganda da direita sobre a "humilhante derrota do PS" e de António Costa. A coligação de direita teve mais deputados, mas o PS foi o partido em que mais portugueses votaram.


É que da leitura que faço de tudo o que se passou os resultados eleitorais do dia 4 de Outubro de 2015 e em termos percentuais foram os seguintes:

Partido Socialista – 32,38% -   
1.747.685 -  86 deputados , (mais 15.000 que o PSD)
Partido Social Democrata – 29, 87%(incluindo votos Madeira) -  89 deputados - 
1.732.118 - (-15.000 que o PS)
Bloco de Esquerda – 10,22% - 549.153  - 19 deputados
CDS / Partido Popular – 8,81% - 18 deputados
Coligação Democrática Unitária – 8,27% - 444.319 - 17 deputados
PAN – 1,39% - 1 deputado
PAF - (PSD/CDS) - 2.067.722 - menos - 300.000 -107 deputados (89± 18)
PS - 1.747.685 - 86 deputados
BE - 549.153  - 19 deputados
CDU - (PC - Verdes) - 444.319 - 17 deputados

Total - 230 deputados




As promessas eleitorais do Governo PSD/CDS
I.R.S

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Situação das taxas de juro











Encontrei na internet um gráfico interessante, que mostra a evolução dos países que formam a zona-euro, desde 1979. O euro só foi criado em 1999, e tem aumentado desde aí, Mas o gráfico é impressionante.
Atingiu o pico no início dos anos 1980, um pouco acima de 16%. Naturalmente, os juros eram altos porque a inflação era alta, e que “quebrou” a inflação foi o Sr. Paul Volcker, na altura presidente do banco central dos Estados Unidos. Subiu muito as taxas de juro, o que fez baixar a inflação, o que por sua vez fez com que os juros baixassem, e lançou os Estados Unidos num longo período de prosperidade. E, sendo os Estados Unidos a maior economia mundial, os juros baixaram em todo o mundo.
Outro factor que manteve a inflação e as taxas de juro reduzidas foi a entrada dos produtos fabricados na China no mercado mundial, vendendo a preços imbatíveis.
O mercado de dívida reagiu bem à queda do governo de Passos Coelho, com os juros a 10 anos a descerem 5 pontos base (1% de 1%). Mas, a nossa situação não é sólida como o Evereste: em um mês subiram 37 b.p (0,37%). Mesmo assim, os nossos juros a 10 anos fecharam hoje a 2,76%, bem longe dos 16% do máximo da média das taxas de juro da zona euro.
Fica-se com a impressão que os mercados preferem um governo de esquerda sólida a um governo de direita minoritário.
No que diz respeito às acções, o mercado desceu hoje 0,33%, e não os 4% de ontem, que foram um acontecimento excepcional. Nas acções, não estou muito preocupado. Por: Eduardo Ferreira / Sol /10/11/2015 

Ourtros Relacionados:
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/o-euro-e-os-custos-de-financiamento.html
Alemanha...Que falta de memória !!!!                      Apelo do Dr. Rath às pessoas da Alemanha
A Alemanha ganha se pedir dinheiro                       O Euro e os Custos de Financiamento
Austeridade Paul Krugman Acabar com a crise já.    Krugman e Layard contra austeridade
A austeridade é uma ideia Perigosa Mark Blyth      Falando de Impunidade PEC IV



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O Sorriso de Sá Carneiro





Dizem os crentes que Deus escreve direito por linhas tortas e ainda que mais vale tarde que nunca. Sá Carneiro deve estar feliz, pois quarenta anos depois Portugal viu a direita e a esquerda unida, formando dois blocos, o que ele sempre defendeu. Na Europa existem governos em diversos Países em que não são os mais votados, mas aqueles que tiveram a capacidade de se unir para governar com estabilidade e neste momento podemos contabilizar a Dinamarca cujo partido que lidera obteve 19% dos votos, Luxemburgo com 18,3% dos votos ,Bélgica foi o quinto mais votado (9,64% e Letónia. Vejamos tambem a opinião de pessoas de diversos setores da direita e da esquerda, tais como: - Alternativa de esquerda é "tão legítima" quanto governo de Passos, diz Adriano Moreira -.
- "Se Cavaco souber que AR chumba, nomeá-los é perda de tempo" - Portugal - DN
Constitucionalista Jorge Reis Novais defende que "Portugal não está em condições de brincar aos governos" e que só a esquerda pode garantir maioria no Parlamento.
O líder dos sociais-democratas alemães (SPD) e vice-chanceler do executivo germânico, Sigmar Gabriel, transmitiu hoje ao secretário-geral do PS votos de sucesso em relação processo de formação de um Governo liderado pelo próprio António Costa.
Martin Schulz, o presidente do Eurogrupo, considerou “absolutamente normal” que o líder do PS “tente encontrar aliados à esquerda”, admitindo que gostaria de ver o “amigo António Costa” como primeiro-ministro.
Cavaco tem a "obrigação constitucional" de empossar governo de Esquerda.
“Uma coisa é ser o mais votado nas eleições, outra coisa é conseguir formar Governo”, indica Freitas do Amaral.
A. Quintanilha, "Vivi 20 anos no neo-liberalismo do Reagan e para mim chega!".
Um governo de esquerda é uma solução democrática, faz parte das regras”, refere ex-dirigente do CDS José Ribeiro e Castro à VISÃO.
“Actual situação política é normal em democracia”, diz Eanes.
Confirma-se que o nosso atrazo é de quarenta anos em relação à Europa. Foi o tempo que levou a Democracia e união da esquerda. Por: Toni.





A frase do ano.

“Paulo Portas é um monárquico convicto e não consta que tenha tentado implantar a monarquia”
Pedro Nuno Santos, em entrevista à TVI 24, 20.10.2015

O contexto
Nesta terça-feira, em entrevista à TVI 24, o deputado socialista Pedro Nuno Santos foi questionado sobre se a posição política do Partido Comunista contra a União Europeia poderia causar fricção e instabilidade no relacionamento PS/CDU, se chegassem a acordo para formar governo. Pedro Nuno Santos retorquiu que, da mesma forma que “Paulo Portas é um monárquico convicto e não consta que tenha tentado implantar a monarquia”, também o Partido Comunista, apesar das suas convicções, apoiará um governo alternativo sem exigir a saída do euro.


O sorriso de Sá Carneiro
(José Miguel Júdice, in Expresso, 17/10/2015)

José Miguel Júdice
           
(Nota: Consta que o filósofo grego Diógenes, discípulo de Aristóteles, se tornou mendigo e habitava as ruas de Atenas fazendo da pobreza extrema uma virtude. Nessas andanças, deambulava pela cidade durante o dia com uma lamparina acesa, alegando que se limitava a andar à procura de um homem honesto.
Nestes de dias de aceso debate sobre a situação política do país e as soluções governativas que se prefiguram, eu tenho lido as mais estapafúrdias opiniões de
gente credenciada e bem falante, sobretudo de gente da área da Direita. Como só encontrava “tesourinhos” mais que deprimentes, muni-me da candeia de Diógenes. Estava farto de andar e não encontrava nem inteligência, quanto mais honestidade, e muito menos opinião que fosse além do panfleto alinhavado com o objetivo de, no imediato, entregar o Poder à PAF. Estava quase a desistir quando encontrei este texto de alguém que vem da área da direita mas que consegue somar dois mais dois e apresentar um raciocínio com princípio meio e fim: José Miguel Júdice. É, pelo menos, uma reflexão não subordinada a um objetivo tático de curto prazo sobre as condições de governabilidade do país. E por acaso, ou talvez não, vem de alguém que privou diretamente com Sá Carneiro, o tal político cujo pensamento este PSD esqueceu durante quatro anos, tendo-o enterrado definitivamente, rendido ao liberalismo radical dos seus parceiros da direita mais ultramontana. Aqui fica, pois.  Estátua de Sal, 17/10/2015)

1 Há quase 40 anos — mesmo antes de Sá Carneiro e Freitas do Amaral terem criado a AD — que defendo que o equilíbrio homeostático do sistema político é mais bem servido pela bipolarização ao centro, a qual pressupõe acordos do PS com a sua esquerda. Defendi-o também no tempo do Bloco Central.
2 Defendi, também e designadamente desde a vitória de António Costa nas primárias do PS, que ele não deveria optar por se aliar a partidos à sua direita, por razões político-sociológicas que neste espaço limitado não consigo pormenorizar. Tendo ele perdido as eleições, ainda menos razões existem para o fazer.
3 É certo que Costa cometeu quase todos os erros do catálogo e transformou uma vitória anunciada numa derrota que o fragilizou; mas se daí (lhe) resultam grandes dificuldades, não se altera o essencial do que há tanto tempo defendo.
4 A integração do PCP e do BE no espaço da “cultura política” (ou “arco da governação”) é menos perigosa em tempo de protetorado, como o que vivemos, do
que em tempos propícios ao “fartar vilanagem”. E é essencial ao funcionamento equilibrado do sistema.
5 Se Costa não tentasse esse acordo à esquerda, seguindo o seu instinto, estaria perdido (e o DNA da política é a arte e a pulsão de sobrevivência); e passaria a mensagem errada para a própria sobrevivência do PS, num caminho daquilo a que se vem chamando a “pasokização”. Mas se não conseguir chegar a acordos (depois de compreensivelmente a coligação ter cortado as negociações) também provavelmente não se aguentará no PS. Está a negociar sem alternativas o que reforça infelizmente o poder da extrema-esquerda.
6 Em todo o caso ainda bem que acabou a tentativa de cedência quase total do PSD/CDS ao programa PS para dessa forma conseguir governar. O que parece ter sido a matriz do esforço da coligação para evitar a abertura à esquerda, seria em
termos sistémicos bem mais grave para os equilíbrios que a Europa nos exige do que o governo de esquerda: a coligação comprometer-se-ia com soluções inviáveis e o sistema ficaria num plano inclinado incontrolável, com a esquerda (incluindo parte substancial do PS) a exigir sempre mais, sem necessidade de ponderar o choque da realidade.
7 Como sempre quando se quebram tabus existe um momento de descontrolo mais ou menos pueril. Os “amanhãs que cantam”, o romantismo lacrimejante, o próprio erotismo da epifania, podem conjurar-se para um caminho para a decadência e a irrelevância da esquerda, após a festa e as fantasias… se quem manda em nós deixasse. Esse o problema e a solução: o Bloco e o PCP devem copiar o Tsipras de setembro e não o de janeiro.
8 A jogada de António Costa tem algo de prestidigitação, o que confirma o seu sentido tático e político; mas não mascara que ele foi o principal derrotado nas eleições legislativas. Se o PS tivesse mais 20 deputados, a abertura à esquerda
seria feita muito mais nos seus próprios termos. Mas, como disse alguém, as coisas são o que são. E em todo o caso, mesmo sendo mais pequeno, o PS continua a ser um urso a abraçar os pequenitos.
9 O primeiro efeito deste acordo parece ser que agora Marcelo Rebelo de Sousa tem uma autoestrada sem trânsito para Belém. O mais dotado político da minha geração e o mais dotado na geração seguinte vão ter de reinventar o sistema político novo que nascerá de um governo de bipolarização à esquerda.
10 Depois da teoria do “partido natural do Governo”, tentando ocupar todo(s) o(s) centro(s), e que Soares, Guterres e Sócrates cada um ao seu modo tentaram concretizar, com António Costa chega a bipolarização perfeita, que há quase 40 anos venho defendendo. Sá Carneiro, lá onde estiver, deve estar a sorrir.



Após mais de 41 anos sobre o 25 de Abril, quatro coisas estão mais que provadas e comprovadas:
1ª - Os Comunistas não comem criancinhas ao pequeno almoço;
2ª - Mas a direita come o pequeno almoço às criancinhas!!!
3ª - Os comunistas não dão injeções atrás das orelhas aos velhos.
4ª -Mas a direita quer que os velhos morram.
Ironia da história"Tudo o que temíamos acerca do comunismo – que perderíamos as nossas casas e as nossas poupanças e nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários e sem ter voz no sistema – converteu-se em realidade com o capitalismo. Jeff Sparrow.
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2015/07/divida-socrates-passosportas.html






Coligação à Esquerda
Conheça países europeus liderados por quem perdeu as eleições - JN
Dinamarca com 19% dos votos, Luxemburgo com 18,3% dos votos ,Bélgica foi o quinto mais votado (9,64%, Letónia, Suécia, Noruega e Finlandia.

Alternativa de esquerda é "tão legítima" quanto governo de Passos, diz Adriano Moreira -.Jaime N. Pinto, José M. Júdice.

- "Se Cavaco souber que AR chumba, nomeá-los é perda de tempo" - Portugal - DN
Constitucionalista Jorge Reis Novais defende que "Portugal não está em condições de brincar aos governos" e que só a esquerda pode garantir maioria no…

O líder dos sociais-democratas alemães (SPD) e vice-chanceler do executivo germânico, Sigmar Gabriel, transmitiu hoje ao secretário-geral do PS votos de sucesso em relação processo de formação de um Governo liderado pelo próprio António Costa.

Martin Schulz, o presidente do Eurogrupo, considerou “absolutamente normal” que o líder do PS “tente encontrar aliados à esquerda”, admitindo que gostaria de ver o “amigo António Costa” como primeiro-ministro. 

Não me lembro de ver ninguém preocupado quando foi chumbado o PEC IV, por sinal uma solução já aprovada por Bruxelas, BCE e Merkel, que o Parlamento rejeitou, mas que Espanha e Italia aproveitou. A destruição dessa consequência está bem visível nestes quatro anos.
Anormal foi a coligação de direita com a esquerda para derrubar Sócrates chumbando o PEC IV. Se esta coligação de esquerda seguir em frente é a remissão de um pecado que devia ter
recebido um grande castigo, mas que afinal não aconteceu, não só à esquerda, mas também à direita pelo mal que fizeram a Portugal e ao seu povo, desde logo por terem colocado os interesses pessoais e do partido à frente dos interesses do País. Todos sabiam que o governo de Sócrates caia e era necessário pedir ajuda externa. Sócrates lutou até ao limite das suas forças, mas ironia da história é o único que até ao presente esteve preso.
Podemos estar perante um momento muito importante na vida política portuguesa se esta coligação vier a ser feita. Desde logo a responsabilização do PC e BE na governação. O sonho de Sá Carneiro era a existência de dois partidos, um da direita e outro da esquerda. Depois da queda do muro, ficou comprovado que não se comem crianças ao pequeno almoço nem se dão injeções atrás da orelha aos velhos, mas há quem coma o almoço às crianças e quem ache que os velhos são a peste grisalha.
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2015/09/comparando-governo-de-socrates-e-passos.html



Apesar da instabilidade política, o País passou com sucesso mais um teste aos mercados. A seis meses, colocou bilhetes do tesouro à melhor taxa de sempre…
ECONOMICO.SAPO.PT

“Uma coisa é ser o mais votado nas eleições, outra coisa é conseguir formar Governo”, indica Freitas do Amaral.
NOTICIASAOMINUTO.COM



É que da leitura que faço de tudo o que se passou os resultados eleitorais do dia 4 de Outubro de 2015 e em termos percentuais foram os seguintes:

Partido Socialista – 32,38% - 1.747.685 - 86 deputados , (mais 15.000 que o PSD)
Partido Social Democrata – 29, 87%(incluindo votos Madeira) - 89 deputados - 1.732.118 - (-15.000 que o PS)

Bloco de Esquerda – 10,22% - 549.153 - 19 deputados
CDS / Partido Popular – 8,81% - 18 deputados
Coligação Democrática Unitária – 8,27% - 444.319 - 17 deputados
PAN – 1,39% - 1 deputado
PAF - (PSD/CDS) - 2.067.722 - menos - 300.000 -107 deputados (89± 18)
PS - 1.747.685 - 86 deputados
BE - 549.153 - 19 deputados
CDU - (PC - Verdes) - 444.319 - 17 deputados
Total - 230 deputados




Observatório da Isenção Informativa partilhou a foto de Luis Vidigal Rosado Pereira. Patrocinado ·
----- Resultado das LEGISLATIVAS de 2015, por partidos ------
Observatório da Isenção Informativa - A Informação para a Acção
(Obrigado a Luis Vidigal Rosado Pereira).



AFINAL O PS GANHOU AS ELEIÇÕES
É só saber fazer contas...
Se analisarmos os resultados da Coligação PAF, desdobrando os 38,6% obtidos nas legislativas de 2015, pelo PSD e pelo CDS, proporcionalmente aos resultados que estes dois partidos alcançaram em 2011, o PSD ficaria com 29,2% e o CDS com 9%, sendo os únicos partidos que efetivamente perderam votos.
Feitas as contas aos partidos do PAF sem coligação, o PS efetivamente ganhou as eleições com 32,4% contra 29,2% do PSD, a não ser que a intenção de voto no CDS fosse tão baixa que devolvesse este partido para o "taxi".
Tendo em atenção o que está a acontecer em todos os países europeus, em que os votos se têm extremado à esquerda e à direita, seria provável que o PSD tivesse ainda menos votos em proporção ao CDS.
Os únicos partidos que aumentaram o número de votos em relação a 2011 foram o PS, o BE e a CDU.
Com a coligação PAF e a deriva ultra liberal do XIX governo, a política portuguesa extremou-se à esquerda e à direita, acabando por desaparecer o tradicional "Centrão".
O radicalismo da coligação PAF esgotou as hipóteses de coligação com o centro-esquerda e empurrou o PS para as alianças que, ao fim de 40 anos, se mostraram disponíveis à sua esquerda para viabilizar um governo.
A DERIVA LIBERAL DO PSD RADICALIZOU O PAÍS E EMPURROU O PS PARA ALIANÇAS À ESQUERDA. Por: Luis Vidigal Rosado Pereira



Em 1976, na Assembleia Constituinte, Jorge Miranda, deputado do PPD, pronunciava-se assim a propósito do actual art.º 195.º da CRP (Constituição da República Portuguesa):
“Sr. Presidente, Srs. Deputados: Para uma pequenina intervenção, uma vez que matéria tão delicada como esta não pode passar sem uma posição clara. No nosso programa defende-se o parlamentarismo mitigado e um sistema só é parlament...
...


Os golpistas de direita podiam ler Jorge Miranda (à época, deputado do PPD) . Talvez aprendam alguma coisa.

"É a própria credibilidade da democracia que exige que constantemente o Governo seja um Governo apoiado pela maioria dos Deputados, porque senão estamos a destruir a democracia ou, quando menos, a destruir o poder efectivo da Assembleia da República, que fica reduzida a mera Câmara de registo das decisões do Presidente." Por: João Galamba.