quinta-feira, 17 de abril de 2014

Acordo Ortográfico que falta fazer




Não deixem de ler este fabuloso texto sobre o Acordo Ortográfico.

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam .
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna,

mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros .
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas .
É um fato que não se pronunciam .
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se ?
O que estão lá a fazer ?
Aliás, o qe estão lá a fazer ?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade .
Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra .
Porqe é qe "assunção" se escreve com "ç" "ascensão" se escreve com "s" ?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome.
Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o "ç" .
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o "ç" e o substitua por um simples "s" o qual passaria a ter um único som .
Como consequência, também os "ss" deixariam de ser nesesários já qe um "s" se pasará a ler sempre e apenas "s" .
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar.
Claro, "uzar", é isso mesmo, se o "s" pasar a ter sempre o som de "s" o som "z" pasará a

ser sempre reprezentado por um "z" .
Simples não é? se o som é "s", escreve-se sempre com s. Se o som é "z" escreve-se sempre com "z" .
Quanto ao "c" (que se diz "cê" mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de "q") pode, com vantagem, ser substituído pelo "q". Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras.
Nada de "k" .Ponha um q.
Não pensem qe me esqesi do som "ch" .
O som "ch" será reprezentado pela letra "x".
Alguém dix "csix" para dezinar o "x"? Ninguém, pois não ?
O "x" xama-se "xis".
Poix é iso mexmo qe fiqa . Qomo podem ver, já eliminámox o "c", o "h", o "p" e o "u" inúteix, a tripla leitura da letra "s" e também a tripla leitura da letra "x" .
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex .
Não, não leiam "simpléqs", leiam simplex .
O som "qs" pasa a ser exqrito "qs" u qe é muito maix qonforme à leitura natural .
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente .
Vejamox o qaso do som "j" .
Umax vezex excrevemox exte som qom "j" outrax vezex qom "g"- ixtu é lójiqu?
Para qê qomplicar ? ! ?
Se uzarmox sempre o "j" para o som "j" não presizamox do "u" a segir à letra "g" poix exta terá, sempre, o som "g" e nunqa o som "j" .
Serto ?
Maix uma letra mud a qe eliminamox .
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem !
Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex ?
Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?
Outro problema é o dox asentox.
Ox asentox só qompliqam !
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox .
A qextão a qoloqar é: á alternativa ?
Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra "a" .
Umax vezex lê-se "á", aberto, outrax vezex lê-se "â", fexado .
Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax .
Vejamox o "o": umax vezex lê-se "ó", outrax lê-se "u" e outrax, lê-se "ô" .
Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso !
qe é qe temux o "u" ?
Se u som "u" pasar a ser sempre reprezentado pela letra "u" fiqa tudo tão maix fásil !
Pur seu lado, u "o" pasa a suar sempre "ó", tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra "e", também pudemux fazer alguma qoiza : quandu soa "é", abertu, pudemux usar u "e" .
U mexmu para u som "ê" .
Max quandu u "e" se lê "i", deverá ser subxtituídu pelu "i" .
I naqelex qazux em qe u "e" se lê "â" deve ser subxtituidu pelu "a" .
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex .
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u "til"
subxtituindu, nus ditongux, "ão" pur "aum", "ães" - ou melhor "ãix" – pur "ainx" i "õix" pur "oinx" .
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu .
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum ?...
I porqe naum?... VAMOS APRENDER A ESCREVER COMO FALAMOS


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Diz Marcelo Caetano, num artigo de A Voz, de 26 de Janeiro de 1928:

"Uma criança inteligente filha de um operário hábil e honesto, pode na profissão de seu pai ser um trabalhador exímio, progressivo e apreciado, pode chegar a fazer parte da escola da sua profissão e assim deve ser. Na mecânica da escola única, selecionado por professor primário para estudar ciências para as quais o seu espírito não tem a mesma preparação hereditária que tem para o ofício, não passará nunca de um medíocre intelectual."


Taxas de analfabetismo em Portugal ao longo do século XX:-----------1900 - 73%----------1911 - 69%-----------1920 - 65%----------1930 - 60%----------1940 - 52%----------1950 - 42%----------1960 - 33%----------1970 - 26%----------1981 - 21%-----------1991 - 11%-----------2001 - 9%-----------------FONTE: [António Candeias et al. (2007): Alfabetização e Escola em Portugal nos Séculos XIX e XX. Os Censos e as Estatísticas, Fund. C. Gulbenkian, p.40; e Recenseamento 
da População e Habitação (Portugal) - Censos 2001 (quadro 1.03, População residente segundo o nível de ensino atingido e taxa de analfabetismo), Instituto Nacional de Estatística)] "
Durão Barroso é a vergonha do Pais... o maior camaleão entre muitos outros
neste pais...o maior lambe botas, e o maior oportunista....sujeito sem um pingo de vergonha e caracter. Ainda estou lembrado dos seus tempos de maoista (MRPP)...depois passou a delfim daquela triste figura...de seu nome Cavaco Silva...mais tarde com Tony Blair e Busch, foi cúmplice da mortandade que se veio a verificar com a Guerra do Iraque, fundamentada numa soez mentira. Falar desta sinistra figura provoca-me um sentimento de repulsa.




terça-feira, 15 de abril de 2014

Os Burgueses Ligações Governo PSD/CDS

                 
                           

                            
A divida dos bancos portugueses aos bancos alemães e franceses para financiar o imobiliário deu origem ao resgate, dado o Estado ter de tomar nas suas mãos as dívidas dos privados, bancos, empresas e particulares. O pedido não foi porque não havia dinheiro para pagar salários e pensões, uma mentira de Teixeira dos Santos, repetida pela direita, mas para pagar aos bancos alemães e franceses. Prof. economia Castro Caldas, Carvalhas, Viriato Soromenho  e também atestado no final do vídeo em cima "Donos de Portugal". etc..  http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/12/divida-castro-caldas-dinheiro-da-troika.html      
                                   
                                   

                    


Os Burgueses
Em Os Burgueses, livro de Jorge Costa, João Teixeira Lopes e Francisco Louçã (lançamento a 15 de abril), são estudadas as ligações entre a política e os negócios, analisando a informação pública relevante e construindo uma base de dados dos governantes, incluindo todos os membros dos Governos Constitucionais até final de 2013, para identificar as suas carreiras e registar as suas principais ligações empresariais diretas. Assim, são estudados os protagonistas destas ligações, a sua formação universitária e antecedentes profissionais, a sua história política e empresarial, a forma como se integram nas redes de acumulação, destacando ainda a sua vinculação às maiores empresas e aos grandes grupos económicos, às parcerias público-privado e aos escritórios de advogados. Esse inventário completo nunca foi feito e é um instrumento indispensável para compreender a sociedade portuguesa e, em particular, os processos de ascensão social, de representação e de cooptação pelas empresas. 
Por: 14 de Abril de 2014 por 
Consultar aqui…    
Read more at http://www.leituras.eu/os-burgueses/#AgtDR5SgPXSAvy3W.99



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O conselho de administração do Banco de Portugal, com os 4 membros, custa aos contribuintes portugueses o total de 786.646,7 euros anuais.........O país só está em crise é para o Zé povinho!!!
Mas que rico salário aufere o senhor Governador do...
EUACUSO.BLOGS.SAPO.PT



2016 é o ano do “crash” nas bolsas, avisa o “Dr. Doom” Nouriel Roubini

by As Minhas Leituras
Nouriel Roubini, o mediático economista que previu a crise financeira global, diz que os mercados estão a formar uma "bolha" que irá rebentar não em 2015 mas no ano seguinte, em 2016. É o "Dr. Doom". As bolsas europeias estão perto dos níveis mais elevados dos últimos sete anos e, nos EUA, Wall Street passou quase todo […]






Assunto:  Call Center em S. BentoCall Center em S. Bento.jpg


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Salário Minimo desde 74

                                    

Um retrato sintético e bastante esclarecedor sobre a evolução do peso dos salários nos rendimentos em Portugal na últimas décadas e, em particular, nos últimos 5 anos (no Público de hoje: http://www.publico.pt/…/peso-dos-salarios-na-economia-volta…).


                         

Salário mínimo mais baixo do que em 1974
Foi com José Sócrates que se registou o maior aumento e com Mário Soares que se verificou a maior queda.


Quando há 40 anos o salário mínimo nacional (SMN) foi criado, o valor ficou fixado em 3300 escudos, que correspondia a €548, a valores de 2013. Tinha como objetivo "abrir caminho para a satisfação de justas e prementes aspirações das classes trabalhadoras e dinamizar a atividade económica", lia-se no decreto-lei de maio de 1974, aprovado durante o Governo de Palma Carlos.

Hoje, o seu valor é de €485, estando €63 abaixo do valor real de 1974, com base na aplicação da taxa de inflação anual e da base de dados macroeconómicos da Comissão Europeia (AMECO), fixada a partir do ano de 2005 e que o Expresso ajustou para 2013. A taxa foi aplicada aos valores nominais do salário mínimo, retirados da Pordata.


Ao longo do tempo, o SMN foi perdendo valor real. O ponto mais alto deu-se no Governo de Vasco Gonçalves, quando em 1975 o salário chegou a €577 (eram 4000 escudos). Pelo contrário, foi com José Sócrates que se conseguiu o maior aumento (€30 de uma vez). Entre 2005 e 2011, o aumento foi de €63, registando-se então o último aumento nominal do SMN, de 2010 para 2011, passando de €475 para €485.


A evolução permite ainda concluir que foi Mário Soares quem fez o maior corte (€101 em 1976) e foi quem levou o salário mínimo ao valor mais baixo de sempre - €346 em 1984, em plena crise financeira.


SMN custa quatro milhões ao Estado

Mesmo que o SMS suba para €500 em breve, como foi admitido na semana passada pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) depois de o Governo ter aberto a porta ao aumento, continuará €48 inferior ao de há 40 anos.

Quanto ao número de trabalhadores abrangidos pelo salário mínimo, não há valores certos. Segundo o Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, eram 276 mil trabalhadores por conta de outrem em 2012. Os sindicatos apontam para cerca de 500 mil trabalhadores no setor privado, aos quais se somam os cerca de 20 mil funcionários públicos, apontados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública.


Tendo por base estes números, o aumento de €15 mensais por trabalhador custaria ao Estado €4,2 milhões. Para as empresas, o custo rondaria os €130 milhões, incluindo a taxa social única de 23,75%, suportada pelas empresas.

 Por: ExpressoRaquel Albuquerque e Rosa Pedroso Lima (texto) e Sofia Miguel Rosa / 14 de abril de 2014




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 Resultados: Sócrates

- Entre 2005 e Junho de 2011, com Sócrates a economia cresceu 2,96%, a uma taxa média anual de 0,45%;

Em Junho de 2011 a divida pública era de 94% do PIB. 

O desemprego em Junho de 2011 estava nos 11%. 

Em 2011 havia 2 milhões de pobres. 

Resultados com Passos
- Resultado Com Passos Coelho como Primeiro Ministro, a economia portuguesa, teve uma recessão de 5,83% até ao fim de 2013, a uma taxa média anual de 2,47%. A queda do PIB em 2012, de 3,17%, foi a 2ª pior desde o 25 de Abril de 1974, só superada pela de 1975.

Em 2013 a dívida pública está nos 130% do PIB.

O desemprego hoje está nos 16%, e porque houve uma onda de emigração, como só acontecia no antes do 25 de Abril, 250.000 que emigraram em 2012 / 2013, senão estava nos 20%.

Em 2013 há 2,750 milhões de pobres. 
Por: jcesar / 15 / 4 / 2014
                            

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Anedota O Lado Errado da Cama



Comprador:
 

- O cão que me vendeste não ladra nada, mas disseste que era cão-polícia.

O vendedor na maior calma diz:

- É da polícia secreta.





No julgamento.

 Juiz: - Como conseguiu entrar numa casa gradeada e tirar todos os bens?

Ladrão: - Vim para ser julgado pelos crimes que cometi, e não para ensinar a minha profissão.




O lado errado da cama
Num convento de freiras, a Madre Superiora, rigorosíssima, levanta-se da cama e exclama:
- Que noite maravilhosa! Hoje estou tão feliz que até vou tratar bem as freiras!
Sai do quarto e encontra uma freira no corredor:
- Bom dia, Irmã Josefa. Está com muito boa aparência! E que bela camisola está a tricotar!
- Obrigada, Madre. A senhora também está muito bem, mas parece que se levantou do lado errado da cama, não?
A Madre não gostou nada do comentário, mas continuou..
Mais adiante, encontrou outra freira.
- Bom dia, Irmã Maria! Você parece muito bem! E o seu bordado está a ficar lindo. Parabéns!**
- Obrigada, Madre. A senhora também está com bom aspecto. Mas vê-se que hoje se levantou do lado errado da cama...
A Madre Superiora ficou furiosa, mas seguiu o seu caminho.
Todas as freiras que encontrava e cumprimentava, respondiam a mesma coisa.
Assim, quando chegou à quinta freira, já estava irritadíssima e resolveu tirar a história a limpo.
- Bom dia, Irmã Leonor. Por favor, seja sincera. Eu estou com ar de quem se levantou hoje do lado errado da cama?
- Sim, Madre...
 E posso saber porquê?
- É que a Madre calçou as sandálias do Padre António...




terça-feira, 8 de abril de 2014

Culinária Bolo de Mel, Amêndoas e Azeite


Ingredientes:
  •  9 ovos
  • 250g de açúcar 
  • 1dl de azeite Montemor 
  • 1dl de mel 
  • 125g de farinha com fermento 
  • 125g de amêndoa ralada 
  • raspa de limão 
  • açúcar em pó para polvilhar
 Preparação:
 
Batem-se os ovos com o açúcar, o azeite e o mel. Adiciona-se a raspa de limão, a amêndoa ralada e a farinha peneirada. Envolve-se e leva-se ao forno numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Quando estiver cozido, desenforma-se e cobre-se com açúcar em pó. Fonte:http://carmoscookings.blogspot.pt/

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Projetos governo PSD/CDS

                                    
O Crescimento das exportações deve-se à  nova unidade de refinação da Galp em Sines, cuja construção foi iniciada em dezembro de 2008, durante o Governo de José Sócrates e agora a funcionar em velocidade de cruzeiro para o mercado da exportação. 
A Portucel já é o segundo maior exportador, outro investimento que era para ser feito na Alemanha e Sócrates desviou para Portugal, segundo as palavras do empresário Queiroz Pereira.  
O aumento no turismo é devido à agitação Social nos Países Árabes e por tal foi desviado para Portugal.
                       
Citando um relatório da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, Sérgio Monteiro, que falava na comissão de inquérito às PPP, disse que, os encargos brutos das PPP "foram, em 2012, de 0,76%, que sobe em 2013 para 0,81%, vai até 1,12% em 2014, até 1,15% em 2015 e reduz para 1,08% no ano seguinte".


Bruxelas exigiu projectos para passageiros na estratégia das infra-estruturas

Governo fechou ontem lista de 59 projectos prioritários para o país, com um investimento associado de 6000 milhões de euros. Ligação entre Sines e Caia será dos primeiros a avançar.


A estratégia do Governo para as infra-estruturas, aprovada ontem em Conselho de Ministros, vai incluir projectos voltados para o transporte de passageiros por exigência da Comissão Europeia. Apesar de a inclinação do executivo ter pendido sempre mais para as mercadorias, Bruxelas pediu que essa opção fosse combinada com investimentos na rede urbana de transportes, num investimento que poderá superar os 700 milhões de euros. Neste momento, ainda há estudos a fazer para determinar que projectos avançam.

O eixo dos transportes públicos de passageiros é um dos seis que constam na decisão ontem tomada e que será em agora remetida a Bruxelas. O secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações explicou ao PÚBLICO que a Comissão Europeia “sinalizou que era útil que o Governo expressasse a vontade de densificar investimentos nas zonas urbanas”, ou seja, que apostasse numa cobertura mais expressiva de transportes públicos, como metropolitano e autocarros. Neste momento, trata-se de uma abordagem “preliminar”, esclareceu Sérgio Monteiro, já que não há ainda decisões sobre os projectos a incluir neste eixo.

O que se sabe, para já, é que o investimento rondará os 755 milhões de euros, dos quais 607 milhões a suportar com fundos comunitários, de acordo com informações cedidas ontem pelo Governo, numa conferência de imprensa de apresentação do Plano Estratégico dos Transportes e das Infra-estruturas (PETI), que vai acompanhar o quadro comunitário de apoio entre 2014 e 2020. Do lote de projectos farão parte, por exemplo, a modernização da linha de Cascais e a implementação do projecto Porta a Porta, que tem como objectivo alargar a rede de transportes a zonas menos povoadas. No caso da linha de Cascais, esta irá precisar de somas avultadas, sendo que será a primeira concessão da CP a privados a avançar, ainda em 2014.

A exigência da Comissão Europeia surgiu depois de o executivo ter apresentado uma versão do plano em que não constavam projectos nesta área. E, por isso, a documentação que será agora entregue pelo executivo já dará resposta a esse apelo, que deriva de preocupações com a coesão social, o serviço às populações, ambiente e sustentabilidade.A inclusão deste eixo veio, de facto, desviar aquela que tinha sido a linha de orientação do executivo para as infra-estruturas. O foco esteve sempre mais apontado ao transporte de mercadorias e, também por isso, aos projectos
ferroviários e marítimos. Aliás, no relatório produzido pelo grupo de trabalho nomeado pelo Governo, que serviu de base às decisões tomadas ontem em Conselho de Ministros, assumia-se como premissa “a carga e as mercadorias em detrimento dos passageiros”.Sines-Caia à vistaOs mais de 700 milhões destinados a esta área vão fazer parte de um bolo de 6067 milhões de investimento estimado ao longo de oito anos com 59 projectos. A intenção é que quase 47% do custo seja financiado com fundos europeus e apenas uma fatia entre 1400 e 1700 milhões seja da responsabilidade do Estado. O restante, no valor de 1880 milhões, será suportado por privados. Há, aliás, projectos, como o novo terminal de contentores de Lisboa, que só avançarão se houver investidores interessados.

As infra-estruturas consideradas prioritárias pelo Governo foram divididas em corredores estratégicos, cabendo ao do interior a maior necessidade de investimento, num total de 2746 milhões de euros (ver infografia). Já a ferrovia será responsável por 44% do custo total dos projectos contidos no PETI, seguindo-se o sector marítimo-portuário (25%), a rodovia (15%), o transporte de passageiros (12%) e os aeroportos (4%).

Na conferência de imprensa de ontem, não foram revelados os projectos contemplados no PETI, embora muitos deles sejam incontornáveis, como é o caso da ampliação do terminal de Sines, da conclusão da modernização da linha do Norte ou a obra do túnel do Marão (ainda com verbas do actual quadro comunitário).

O cronograma de implementação também não foi apresentado, mas a linha ferroviária entre Évora e Caia/Badajoz deverá ser um dos primeiros a avançar, já que o Governo tem vindo a trabalhar no tema, inclusivamente em conjunto com a Comissão Europeia, e a análise custo-benefício já está concluída. O presidente da Refer disse recentemente ao PÚBLICO que espera poder começar a obra, avaliada em 1000 milhões de euros, em 2017, devendo estar concluída dois anos depois. Às 59 infra-estruturas ainda vão juntar-se mais alguns projectos de proximidade, cuja definição está nas mãos da Estradas de Portugal. Por: Raquel Almeida Correia e Luís Villalobos/ P / 04/04/2014



09 de Abril - Económico TV
Programa "Assembleia Geral", com a Catarina Tavares Machado
Tema: Estradas e Investimento Público
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José Sócrates tinha razão.
Isto só lá vai com investimento público e privado.


É verdade, não há qualquer erro, INVESTIMENTO PÚBLICO quem o afirma é nada mais, nada menos, do que o nosso conhecido Jean-Claude Junker que mudou 180º do que defendia quando apoiou Passos Coelho. Junker juntamente com o PM italiano, actualmente a ocupar a presidência rotativa da União Europeia propõem investimentos na ordem dos 100 mil milhões de euros para revitalizar a economia europeia durante os próximos três anos. Passos Coelho assanhado adversário da iniciativa pública não ainda deu qualquer sinal de vida e continua afastado das propostas do PM italiano e de agora do convertido à realidade da economia de que iniciativa pública é o motor principal do crescimento económico.