segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Praxes o abuso e estúpidez

                  





Brutal intervenção de Luís Pedro Nunes ontem no Eixo do Mal, sobre as Praxes a...
PORTUGALGLORIOSO.BLOGSPOT.COM|DE PORTUGAL GLORIOSO

«O RISO ALARVE É IMEDIATAMENTE MUITO FORTE POR SER COLECTIVO E MILITANTE» - NUNO BRAGANÇA (no início do conto «O IMITADOR»)

Esta frase do grande escritor português Nuno Bragança (1929-1985), basta para ilustrar a miserável foto que aqui publico (note-se o «riso alarve» do idiota que está no meio) e para caracterizar a cambada de labregos que andam a «praxar», isto é, a humilhar, a violentar, a escarnecer, a ameaçar e a intimidar muitas centenas, se não mesmo milhares de estudantes, por esse Portugal fora...Por: 
Alfredo Barroso

Depois ainda vemos por aí muito energúmeno a dizer que isso não é praxe. Na verdade não consigo encontrar adjetivo para tal estupidez. Triste País se vai ser esta cambada o futuro da Nação. Na verdade praxe devia ser ajuda, divertimento e inteligência. Por: Viriato



 vai um dia estar á frente de turmas de crianças ou de jovens, à frente de serviços públicos ou de empresas. Ou sentada na mesa de um tribunal. Ou nas cadeiras da Assembleia da República. Ou dos destinos das autarquias. No Governo, já não custa tanto a imaginar. "...Os caloiros são obrigados a comprar leite, farinha, ketchup, maionese, ovos, etc. Levam com papas k contêm urina, fezes, vomitado e por aí adiante... É mt mt mt vergonhoso! A maioria das vezes praxam os caloiros no chafariz da Dorna por ser um sitio escondido..." - (num post de Maria Helena Dias Loureiro)  Cidade da Guarda








Há abusos nas praxes? As praxes são o abuso.
  • Não sei o que aconteceu no Meco. Nem sei se as praxes são as responsáveis pelo sucedido. Sei que, talvez por causa do episódio errado, é a primeira vez que o tema das praxes entra no espaço público sem a bonomia que tem merecido no passado. O Henrique Monteiro acha que é histeria . Temo que todos, quando discordamos duma qualquer indignação, a olhemos para ela como histeria. Mas é sempre uma questão de perspetiva. E seria bom não atribuirmos o debate acalorado e apaixonado a uma particularidade nacional. Não somos assim tão originais. Por mim, em relação a este tema, acho que finalmente se começou a perceber que o problema da praxe não é o de alguns abusos cometidos. Que é a praxe, ela própria, que promove uma cultura de abuso.No sábado, a RTP transmitiu um documentário de Bruno Moraes Cabral, que recebeu um prémio no DocLisboa de 2011. Tendo acompanhado praxes em Lisboa, Santarém, Coimbra, Setúbal e Beja, não mostra os tais "abusos" excepcionais. Como as pessoas se sabiam filmadas, mostra-se até a versão mais soft da praxe. Nada que escandalizasse quem acredita que a praxe cumpre uma função necessária ou pelo menos inócua na integração dos estudantes na vida académica.
  • Nas vésperas da sua estreia, tive a oportunidade de escrever sobre o filme. É, curiosamente, um dos textos mais lidos dos muitos que escrevi aqui no Expresso Online. Porquê? Porque, desde que o escrevi, em outubro de 2011, ele espalhou-se pelas redes sociais todos os meses de setembro de cada ano, na altura das praxes. Com simpatia ou antipatia, por pessoas que concordaram e outras que se sentiram ofendidas, por quem o acha acertado e por quem o toma por manifestação de ignorante sobre a matéria. Tudo antes do episódio do Meco. O que talvez prove que a praxe está longe de ser um assunto pacífico que só a histeria mediática e irrefletida do momento agigantou. É um tema polémico há bem mais de um século. E esta é a minha primeira divergência com o texto do Henrique Monteiro de ontem: algumas pessoas refletiram e pensaram sobre as praxes, mesmo que ele discorde delas. Não estão obrigatoriamente histéricas. Têm, como acontece algumas vezes em relação a alguns assuntos, convicções mais firmes do que ele. Noutros temas acontecerá o contrário.Não me quero repetir em relação ao que penso sobre as praxes e o seu suposto papel inclusivo. Apesar do incómodo de muitos praxantes e praxados, republico aqui, numa síntese que não dispensa a leitura integral, um excerto do texto em causa: "Naqueles rituais violentos e humilhantes, [os caloiros] conhecem pessoas e sentem-se integrados num grupo. Eles são, naquele momento, rebaixados da mesma forma. Não há discriminações. São todos "paneleiros", "putas", "vermes". Na sua passividade e obediência, não se distinguem. Até, quando deixarem de ser caloiros, terem direito à mesma "dignidade" de que gozam os que bondosamente os maltrataram. Aceitam. Porque, como escrevia Jean-Paul Sartre, "é sempre fácil obedecer quando se sonha comandar". Sim, a praxe integra. A questão é saber em que é que ela integra. Porque a integração não é obrigatoriamente positiva. Se ela nivela todos por baixo deve ser evitada a todo o custo. Perante o que é degradante os espíritos críticos distinguem-se e resistem. Não se querem integrar. (...) A praxe é a iniciação de uma longa carreira de cobardia. Na escola, perante as verdades indiscutíveis dos "mestres". Na rua, perante o poder político. Na empresa, perante o patrão. A praxe não é apenas a praxe. É o processo de iniciação na indignidade quotidiana."
  • O argumento, perante a sucessão de acontecimentos resultantes duma suposta tradição académica (não falarei do caso concreto, ainda muito pouco claro), é que estamos perante abusos que ultrapassam em muito o que é a "verdadeira praxe". Exceções. Claro que nos resultados mais dramáticos estamos perante exceções. Mas as consequências mais radicais não resultam de um abuso execional de quem passa os limites. Até porque ninguém consegue traçar a linha onde acaba o tolerável e começa o abuso, quando a base fundamental desta tradição é a própria banalização do abuso. Um abuso não deixa de ser abuso por ter regras. Se tem graça eu insultar e enxovalhar em público, por piada, os meus colegas, onde acaba exatamente o processo de humilhação consentida? Ainda mais quando essa humilhação é coletiva e entre pessoas que desconhecem as fraquezas, fragilidades e vulnerabilidades umas das outras. Qual é o momento em que a humilhação perde a piada e passa a ser difícil de digerir? Conhece o grau de tolerância de cada um quem humilha desconhecidos?
  • Pode ser que haja uma praxe simpática, onde as pessoas não são, mesmo que duma forma simbólica e ligeira, humilhadas. A existir uma praxe baseada no respeito pelo outro (que não existia na praxe inicial de Coimbra, nem nas praxes militares ou outras, todas elas com uma boa dose de violência, simbólica ou real), será essa, e não a do abuso, a exceção. A regra é pelo menos a boçalidade que vimos no documentário que a RTP transmitiu no sábado.

    Em regra, a praxe é um abuso na vulgaridade que promove. É um abuso por reduzir seres pensantes a bestas alarves. Mas, antes de tudo, é um abuso por ensinar cidadãos livres e indivíduos pensantes a, para se integrarem, se assemelharem ao mais idiota dos seres humanos que estiver perto de si. E por criar um espírito de matilha, que alimenta e se alimenta da impunidade, da falta de sentido crítico e da cobardia individual.

    Todos os rituais têm um propósito. E aqueles que são de passagem dizem-nos qualquer coisa sobre o que é esperado de nós a partir daquele momento. Por isso mesmo são "de passagem". E as praxes dizem-nos que, no futuro e na vida, espera-se que sejamos sempre obedientes perante o coletivo, dispostos a anularmos a nossa identidade para sermos aceites por ele. E que o abuso é legitimo se for consentido e deve ser consentido se tiver como recompensa a possibilidade de, mais tarde, abusar dos outros.

    Complico? Claro que sim. Mas olhar para as praxes e refletir "um milésimo de segundo sobre o significado das coisas", como nos pede, e muito bem, o Henrique, obriga a complicar um bocadinho. Começando pelo próprio significado da palavra "praxe". Que tem origem, como nos recorda o documentário de Bruno Moraes Cabral, em "praxis" e que comummente é usada para definir o que é habitual fazer-se. Ou seja, o que esta suposta tradição académica pretende é integrar-nos, para na sociedade fazermos "o que é da praxe". E é da praxe, enquanto tivermos um estatuto inferior (como têm os caloiros), obedecermos cegamente, por mais absurda que seja uma ordem. E sermos pequenos déspotas quando esse poder nos é oferecido por estatuto ou antiguidade.

    Dito isto: quero proibir as praxes? Apesar de achar que as universidades, em defesa valores fundamentais que lhes cabe promover, não as deveriam permitir nas suas instalações, não defendo nem poderia defender a sua proibição. Mas a lei não é a única forma de regulação social. De cada debate, mais ou menos "histérico, nascem novos consensos sociais. Aquilo a que alguns chamam de "abuso" já é punido por lei. Mas o que é legal, por ser consentido, é que realmente interessa. O que assusta não é a praxe. Ela é apenas o sintoma duma sociedade que mudou muito menos do que por vezes pensamos. Por: Daniel Oliveira/Expresso.

  • Praxe: Uma prática em vias de extinção
  • Apesar de a praxe ser uma prática comum em Portugal, já há vários países europeus que a proíbem. Em França é punida com seis meses de prisão e no Reino Unido pode resultar na expulsão definitiva da universidade. O mesmo se passa nos Estados Unidos, com 44 dos 50 estados norte-americanos a terem legislação própria sobre o assunto. Mas noutros países a realidade é semelhante à de Portugal
  • Enquanto em Portugal se discute a legitimidade das praxes, tema que entrou na ordem do dia depois da tragédia no Meco, que provocou a morte de seis alunos da Universidade Lusófona, no resto da Europa a tendência é a gradual proibição da prática no ensino académico. No Reino Unido, por exemplo, é completamente proibido desrespeitar física e intelectualmente qualquer aluno – em vez disso, os caloiros são recebidos com uma Welcome Week (semana de boas-vindas), marcada por jogos, concursos, festas temáticas ou actividades como leitura de poesia, grupos de teatro ou desporto.

    Licenciado em Língua Inglesa e Estudos Interculturais, foi esta realidade que Rui Teixeira encontrou quando iniciou a sua vida académica, em 2003, na Universidade de Cambridge. “Por ser português, fui encaminhado para o departamento de estudantes estrangeiros e, ali, fui apresentado a alunos veteranos que me fizeram uma visita guiada à universidade e me convidaram para festas temáticas com o objectivo de facilitar a minha integração”, conta ao SOL por telefone a partir de Londres, onde vive actualmente.

    Antes de se mudar para Cambridge, Rui frequentou o ISCTE, em Lisboa, e aí sim foi praxado. “Foi uma coisa inofensiva, só me pintaram a cara, mas não concordo com as praxes porque há muitos abusos e humilhações”, diz, considerando a Welcome Week britânica uma forma “muito mais eficaz” de integração dos novos alunos. “A praxe é simplesmente um conceito que não existe aqui. Se alguém fizesse isso corria o sério risco de ser expulso da universidade ou de ter uma queixa na Polícia”.

    Este é um cenário idêntico ao dos Estados Unidos. Dos 50 estados norte-americanos, 44 consideram a praxe ilegal, havendo legislação própria sobre o assunto. Segundo Peter Pereira, fotojornalista luso-descendente de New Bedford, antigo aluno da Universidade do Massachusetts em Engenharia Informática, “nos Estados Unidos é impensável acontecer algo como o que se passa nas universidades portuguesas. Talvez aconteça em academias militares ou desportivas, mas nunca entre estudantes universitários”.

    Apesar desta convicção, Peter admite que essas práticas possam ocorrer em sociedades secretas como a Skull and Bones (que foi retratada no filme Sociedade Secreta, de 2000, e da qual se diz ser membro George W. Bush), da Universidade de Yale. Ainda assim, diz Peter, “como é uma coisa ilegal, o que acontece é completamente off the record e, por isso, ninguém sabe o que realmente se passa”. Tal como no Reino Unido, a pena para quem praxa é a expulsão da universidade.

    A tendência para acabar definitivamente com recepções mais hostis a caloiros tem ganho cada vez mais adeptos na Europa, o continente onde a prática é mais comum. França, porém, incluiu em 1998 a ilegalidade da praxe no seu Código Penal. Quem desrespeitar a lei pode ter de enfrentar uma pena de prisão de seis meses ou de pagar uma multa de 15 mil euros.

    Com os olhos postos em França, a vizinha Espanha discute há anos a possibilidade de introduzir na sua legislação a proibição oficial da praxe. Esta intenção tornou-se mais urgente desde 2011, conta o El País num artigo de Setembro, quando três estudantes universitários de Santiago de Compostela foram parar ao hospital depois de lhes terem atirado com um detergente corrosivo para os olhos, correndo o risco de cegar. À semelhança do que acontece em Portugal, a militarização das praxes é comum em Espanha, com os veteranos, entre outras acções, a obrigarem os caloiros a beber álcool até caírem para o lado, a depilarem os rapazes com bandas de cera ou a tirarem a roupa aos alunos e a obrigá-los a andar semi-despidos.

    Do outro lado do Atlântico também se verificam práticas deste tipo. No Brasil, por exemplo, onde a praxe se chama ‘trote’, já aconteceram situações semelhantes à tragédia do Meco e que terminaram com a morte de estudantes. O caso mais mediático deu-se em 1999, quando um aluno de Medicina da Universidade de São Paulo morreu afogado na piscina da instituição. De acordo com a Folha de São Paulo, as circunstâncias exactas de sua morte ainda permanecem por apurar.
    Por:alexandra.ho@sol.pt / 





  • Assunto: O caso das mortes dos estudantes universitários no Meco

    Caros amigos
    Reenvio-vos este e-mail, com um texto magnífico de autoria de um, ex-militar na Guiné, do Porto (o Jorge Portojo). É um tema mediático que tem feito, e há-de fazer, correr muita tinta.

    Vale a pena ler integralmente.

     De repente, toda a gente ficou indignada com as Praxes Académicas. Mas não sei se a indignação é por terem acontecido seis Mortes - juntas - há mais de um mês ou com as Praxes em si,

    Até aqui, todos sabíamos das praxes sem sentido, estúpidas, algumas provocando acidentes mortais e físicos irrecuperáveis, que foram acontecendo ao longo dos últimos anos.
    De vez em quando, lá saía uma notícia nos órgãos de comunicação. Apenas e só isso, logo voltava tudo à acalmia das vidas dos portugueses.

    E lògicamente que era - é - muito mais importante o que se passa com a vida da generalidade, a imensa maioria, da população miserável de portugueses que não sabem para onde se virar. O seu património é roubado, espoliado a toda a hora, a sua vida que vai ser dela ? ninguém sabe.

    Os velhos a serem objectos de segregação e descartáveis, os trabalhadores classificados entre menos bons e muito maus. Os melhores, a juventude, vai, emigra, mandam os asquerosos governantes deste pobre País. Nem o Salazar teve coragem para dizer tal coisa.

    Os políticos em quem votamos e acreditamos, demonstram ser apenas uma cambada de desorientados como uma manada de touros sem campinos ao cabestro, apenas interessados no seu bem estar e o povo, Qual Povo ? que vá tomar assento nos jardins quando chegar o sol. Até lá, que morram nas urgências dos hospitais ou num quarto andar de um prédio a cair aos bocados.

    E em vez de um maioral, chefe supremo, eleito bem ou mal mas eleito pelos portugueses, que fosse nosso aliado, um português a sério mesmo que não saiba quem foi D. Diniz ou o Padre António Vieira, afinal temos mais um Miguel de Vasconcelos, (passados que são mais de 370 anos entre as duas figuras, reparem nas semelhanças entre eles, tanto profissionalmente como humanamente, e aos seus senhores é uma questão de mudar os nomes). 
    Espera este Miguel dois anos pelo fim do seu doce mandato num Palácio pago por nós, para acumular mais uma reforma ao seu miserável rendimento familiar, que juntamente com os lucros das misteriosas acções do BPN, irá viver na Coelha os miseráveis e tristes últimos dias.

    Com tantos problemas que o vulgar povo pé descalço tenta fugir, pouco lhe importa que existam praxes onde meninos ricos, inscritos em universidades ricas, se deixem matar, se suicidam, que fiquem tetraplégicos. 
    E muito menos, quando tudo isso é motivo para as TV's fazerem Caixas onde as audiencias tipo BB ou Casa dos Segredos ou Tardes da Júlia vão contar para fazer entrar mais uns € nas tesourarias.

    A Praxe académica é antiquíssima e pelos vistos desde a sua criação morreram alunos. D. João V proíbiu-a. Teófilo Braga faltava às aulas para fugir às praxes. Eça de Queiróz e Ramalho Ortigão subscreveram manifestos anti-praxe 

    Durante o regime "fascista" não só foram proibidas como os estudantes democratas a achavam uma aberração.
    No entanto serviram-se dela para as lutas académicas contra o regime.

    Após o 25 de Abril, inteligentes académicos reactivaram-nas aos poucos e os Jotinhas, quando se libertaram das tutelas comunistas, acharam-nas como um meio de divulgação partidários, contrariando a vontade de outros alunos universitários, tivessem ou não ideários parecidos.

    As semanas académicas passaram a ser orgias de bebedeiras e sexo, culturalmente autênticos zeros, servindo apenas para infestar as urgências dos hospitais. Com mau cheiro e mais trabalho para os clínicos o que se dispensava.

    Mas agora toda a gente anda indignada, Ministro incluído. O que para ele até é bom, porque assim intervala entre o Zero da sua magistratura e a porcaria que, segundo dizem e escrevem os expert's ,faz dia sim, dia sim. 

    Mas claro, o Reitor (?) da Lusófona já veio dizer que é contra a proibição das praxes. E eu concordo. Se somos democratas, pelo menos deixem cada um escolher a sua estupidez.

    Só que quando elas acontecem, democraticamente estamos todos a levar com os restos em cima. Com as TV's a enfiar os microfones em tudo que é sítio; a ouvirmos o chorinho dos pais que nem faziam ideia das vidas que os seus filhotes levavam; dos chefes que ficam amnésios, e automaticamente, covardes; dos dinheiros que rolam e nem se sabe para onde, etc e tal.

    Já lamentei muitas mortes, muitos feridos. Já agradeci ter tido chefes que fingindo empurrar-me para a desgraça me ensinaram a tentar sair dela. Fui e continuarei a ser solidário.

    Mas não contem comigo para brincar aos limpinhos, ricos e valentes. Até porque o meu Povo Real é sujo, pobre, muito solidário e herói com vergonha de o ser.

    Um abraço
    Jorge Portojo

     Ver filme no final ….


domingo, 9 de fevereiro de 2014

A história dos quadros Miró

                     




" A nacionalização do BPN que teve lugar a 2 de Novembro de 2008, a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do BPN, começou a promover a venda de ativos da instituição. "

" A SLN - presidida na altura por Miguel Cadilhe - pretendia alienar todos os ativos extravagantes da instituição : Não só os quadros de Miró, mas também uma coleção de arte egípcia e um acervo de moedas evocativas do Euro 2004, avaliado em 40 milhões de euros. "

  •  É lamentável que as " vozes do dono " não contem a história toda.
  • António Reis Porque é que o Expresso e a SIC não referem que em 2008, depois da nacionalização , quem administrava o BPN -SLN era um antigo ministro de Cavaco - o Miguel Cadilhe ? E segundo a SIC noticia, Teixeira dos Santos não sabia de nada. Pode querer dizer, que o antigo Ministro de Cavaco andava já nas negociatas da venda dos quadros de Miró.
Ouça-se aqui (http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/14080436/1) o que Teixeira dos Santos disse sobre o assunto, e que desmente categoricamente o que diz Ricardo Costa.

                        A mostrar image001.png
   
Deixem-se de entretantos e vamos aos finalmentos. Estas desculpas esfarrapadas fazem lembrar os mesmos argumentos que se usam para os submarinos. Se no governo de Sócrates houve ou não houve intenção, pouco interessa para o caso, pois quem está a decidir é Passos. 

  "Sócrates não vendeu, não decidiu nada, não soube de nada, não autorizou nada mas é o responsável porque alguém no seu tempo se lembrou de pensar em vender, curiosamente uma administração do BPN onde até ex-governantes do PSD estavam. Sabe-se agora que se alguém no tempo de Sócrates pensou vender o cavalo da estátua equestre do D. José, no Terreiro do Paço, este governo pode vendê-la à vontade porque tudo começou no tempo do Sócrates. Enfim, quem empossou este governo não foi um feliz Cavaco, as eleições até se realizaram no tempo de Sócrates." 

Já que a direita tem uma maioria absoluta bem pode fazer uma Lei a dizer que Sócrates é o culpado pela venda dos Miró e aproveitar a embalagem e decretar que Camarate foi atentado e que a bancarrota e a vinda da Troika foi culpa de Sócrates. 





Basta consultar o relatório de contas da empresa detentora das obras e administrada pelo ex-administrador da Tecnoforma, para se perceber que o Expresso mente descaradamente hoje ao noticiar que a venda estava prevista desde 2008.
https://www.parvalorem.pt/pt/parvalorem/institucional/Documents/PARVALOREM%20ReC%202012.pdf

"A VERDADE SOBRE OS QUADROS DO MIRÓ"

Os quadros de Miró, o genro de Aznar, o empréstimo incobrável e as extravagâncias de Oliveira e Costa

A história dos quadros de Joan Miró é antiga e tem o seu "epicentro" em Madrid. O assessor pessoal de Oliveira e Costa na capital espanhola foi, entre 2002 e 2008, Alejandro Agag Longo, genro do antigo primeiro-ministro Jose Maria Aznar. E terá sido através de um empréstimo incobrável de Longo que Oliveira e Costa obteve, como contrapartida, uma colecção de mais de 80 quadros do pintor catalão.

Os 85 quadros de Joan Miró, hoje nas mãos do Estado português através da Parvalorem e da Parups, sociedades criadas para gerir os créditos do BPN após a nacionalização do banco em 2008, "chegaram" a José de Oliveira e Costa, na altura presidente do Banco Português de Negócios, em 2006.

Quando criou o BPN em Madrid, o promotor do banco na capital espanhola foi Alejandro Agag Longo, genro do antigo primeiro-ministro, Jose Maria Aznar. E terá sido através de um empréstimo tornado incobrável que Oliveira e Costa obteve, como contrapartida, uma colecção de mais de 80 quadros de Miró, na altura, avaliada em 150 milhões de euros pela leiloeira Christie's. 

A 26 de Maio de 2009 - quase sete meses após a nacionalização do BPN - Oliveira e Costa afirmou que o negócio que permitiu à SLN ficar com os quadros do pintor espanhol Miró "era bom". A ideia do grupo era "ficar como o maior coleccionador privado do Miró". "O objectivo era ganhar mais de 100% nessa operação", adiantou, então, Oliveira Costa.

Alienar todos os "activos extravagantes"

Dois meses antes da nacionalização do banco – que teve lugar a 2 de Novembro de 2008 – a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do BPN, começou a promover a venda de activos da instituição.

A SLN – presidida na altura por Miguel Cadilhe – pretendia alienar todos os "activos extravagantes" da instituição: não só os quadros de Miró, mas também uma colecção de arte egípcia e um acervo de moedas evocativas do Euro 2004, avaliadas em 40 milhões de euros.

As obras de arte de Miró, que no balanço do grupo estavam registadas por 80 milhões de euros, seriam vendidas num leilão promovido por uma leiloeira internacional até ao final de 2008. Não aconteceu.

Com a nacionalização do BPN, as 85 obras de Miró ficaram nas mãos do Estado, sendo geridas pelas sociedades Parvalorem e Parups. Em 2012, Maria Luís Albuquerque, na altura secretária de Estado do Tesouro e Finanças, anunciou, no Parlamento, a intenção de alienar a colecção.   

O leilão das obras de arte deveria decorrer, esta terça e quarta, em Londres, na Christie's. Mas, à última da hora, a leiloeira cancelou o evento devido a incertezas legais.

"A venda da colecção de 85 obras de Joan Miró foi cancelada depois da disputa nos tribunais portugueses, na qual a Christie’s não é uma parte envolvida", indicou a leiloeira numa declaração enviada às redacções.

A decisão foi tomada apesar de o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa não ter acolhido a providência cautelar interposta pelo Ministério Público para travar a operação. "As incertezas legais criadas por esta disputa significam que não somos capazes de vender, com segurança, estas obras", aponta, contudo, aquela entidade no comunicado.

Estas dúvidas justificam-se pela argumentação utilizada no processo saído do Tribunal Administrativo, que considera que houve ilicitudes na ida das 85 obras de arte para Londres. 

As obras de Miró já não constam do site da leiloeira e já deverão ter sido retiradas das instalações da Christie’s. É, porém, desconhecido qual será agora o seu destino.

"A VERDADE SOBRE OS QUADROS DO MIRÓ"

Os quadros de Miró, o genro de Aznar, o empréstimo incobrável e as extravagâncias de Oliveira e Costa

A história dos quadros de Joan Miró é antiga e tem o seu "epicentro" em Madrid. O assessor pessoal de Oliveira e Costa na capital espanhola foi, entre 2002 e 2008, Alejandro Agag Longo, genro do antigo primeiro-ministro Jose Maria Aznar. E terá sido através de um empréstimo incobrável de Longo que Oliveira e Costa obteve, como contrapartida, uma colecção de mais de 80 quadros do pintor catalão.

Os 85 quadros de Joan Miró, hoje nas mãos do Estado português através da Parvalorem e da Parups, sociedades criadas para gerir os créditos do BPN após a nacionalização do banco em 2008, "chegaram" a José de Oliveira e Costa, na altura presidente do Banco Português de Negócios, em 2006.

Quando criou o BPN em Madrid, o promotor do banco na capital espanhola foi Alejandro Agag Longo, genro do antigo primeiro-ministro, Jose Maria Aznar. E terá sido através de um empréstimo tornado incobrável que Oliveira e Costa obteve, como contrapartida, uma colecção de mais de 80 quadros de Miró, na altura, avaliada em 150 milhões de euros pela leiloeira Christie's. 

A 26 de Maio de 2009 - quase sete meses após a nacionalização do BPN - Oliveira e Costa afirmou que o negócio que permitiu à SLN ficar com os quadros do pintor espanhol Miró "era bom". A ideia do grupo era "ficar como o maior coleccionador privado do Miró". "O objectivo era ganhar mais de 100% nessa operação", adiantou, então, Oliveira Costa.


Alienar todos os "activos extravagantes"

Dois meses antes da nacionalização do banco – que teve lugar a 2 de Novembro de 2008 – a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do BPN, começou a promover a venda de activos da instituição.

A SLN – presidida na altura por Miguel Cadilhe – pretendia alienar todos os "activos extravagantes" da instituição: não só os quadros de Miró, mas também uma colecção de arte egípcia e um acervo de moedas evocativas do Euro 2004, avaliadas em 40 milhões de euros.

As obras de arte de Miró, que no balanço do grupo estavam registadas por 80 milhões de euros, seriam vendidas num leilão promovido por uma leiloeira internacional até ao final de 2008. Não aconteceu.

Com a nacionalização do BPN, as 85 obras de Miró ficaram nas mãos do Estado, sendo geridas pelas sociedades Parvalorem e Parups. Em 2012, Maria Luís Albuquerque, na altura secretária de Estado do Tesouro e Finanças, anunciou, no Parlamento, a intenção de alienar a colecção. 

O leilão das obras de arte deveria decorrer, esta terça e quarta, em Londres, na Christie's. Mas, à última da hora, a leiloeira cancelou o evento devido a incertezas legais.

"A venda da colecção de 85 obras de Joan Miró foi cancelada depois da disputa nos tribunais portugueses, na qual a Christie’s não é uma parte envolvida", indicou a leiloeira numa declaração enviada às redacções.

A decisão foi tomada apesar de o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa não ter acolhido a providência cautelar interposta pelo Ministério Público para travar a operação. "As incertezas legais criadas por esta disputa significam que não somos capazes de vender, com segurança, estas obras", aponta, contudo, aquela entidade no comunicado.

Estas dúvidas justificam-se pela argumentação utilizada no processo saído do Tribunal Administrativo, que considera que houve ilicitudes na ida das 85 obras de arte para Londres. 

As obras de Miró já não constam do site da leiloeira e já deverão ter sido retiradas das instalações da Christie’s. É, porém, desconhecido qual será agora o seu destino. por Ana Luísa Marques | anamarques@negocios.pt




Outros relacionados: 
 BPN Duarte Lima                                                                   BPN e a Bancarrota do País
BPN - Mira Amaral convida Passos                                Depois do BPN Segue-se a CGD !!! ???
Cuico Versos Submarinos e BPN                                   BPN Francisco Louça no Parlamento
Prós e Contras - Mauro Sampaio - 15-10-2012      BPN A Fraude sem Castigo                                                  BPN-Falência provocava queda de 4% na ...           BPN 3 anos Subsídio Férias e Natal                 

"Nesta semana o Expresso teve o seu momento “SOL” ao aos apuradas investigações descobrir que a  culpa da venda dos Miró foi, tal como o senhor com ar ridículo disse, do maldito José Sócrates. Sócrates não vendeu, não decidiu nada, não soube de nada, não autorizou nada mas é o responsável porque alguém no seu tempo se lembrou de pensar em vender, curiosamente uma administração do  BPN onde até ex-governantes do PSD estavam. Sabe-se agora que se alguém no tempo de Sócrates pensou vender o cavalo da estátua equestre do D. José, no Terreiro do Paço, este governo pode vendê-la à vontade porque tudo começou no tempo do Sócrates. Enfim, quem empossou este governo não foi um feliz Cavaco, as eleições até se realizaram no tempo de Sócrates."     Por:http://jumento.blogspot.pt/


                                        Ahaefe Atsoke 

Miró
Marcelo diz que Portugal é “república das bananas”
Estado não cumpriu a lei e devia controlar o que se passou em toda o processo de venda dos quadros de Miró, diz o comentador, que considera "barato" vender colecção por 35 milhões.
Marcelo Rebelo de Sousa criticou ontem, durante o seu comentário semanal na TVI, a actuação do Governo na venda dos quadros de Miró, considerando que o Estado não cumpriu a lei e que todo o processo faz de Portugal uma "república das bananas".
Segundo o comentador, os portugueses estão "estupefactos" com a saída das obras do país sem as autorizações necessárias: "Há regras a cumprir e o Estado não as cumpriu. A ministra das Finanças não sabe o que se passa, o secretário de Estado da Cultura também não e a Parvalorem é o Estado. Temos em Portugal vários ‘estadozinhos' e o Estado dá o exemplo de não cumprir a lei".
Marcelo Rebelo de Sousa considera ainda "barato" os 35 milhões de euros estimados com a venda: "Ninguém põe 85 quadros em pacote a leilão, a menos que seja uma colecção com valor intrínseco. Vender em pacote é desvalorizar os quadros. Se é uma colecção única, 35 milhões é barato. E os portugueses estão a descobrir isto."
Também as declarações do primeiro-ministro - que considerou a venda um processo "chave-na-mão" entregue à leiloeira - são criticadas: "Não sei bem como é que se pega em quadros e se dá chave-na-mão. O Estado tem de controlar o que se passa na mão e na chave. (...) Chegamos à conclusão que isto é uma república das bananas. Estão os portugueses à espera que os quadros sejam vendidos e não são vendidos por culpa do Estado".

Marcelo Rebelo de Sousa considera que a suspensão da venda dá agora tempo ao Governo para ver se é de ficar com alguns quadros, para rever o preço, para avaliar a venda em pacote e para "cumprir a lei", deixando ainda a possibilidade de dar as obras em pagamento à Caixa Geral de Depósitos ("Não sei se aceita, é um problema") e de parte das vendas reverter para a secretaria de Estado da Cultura ("Para comprar obras portuguesas, para não ser só 'enganar o pagode'").
"Se fosse eu a decidir, ouvia especialistas em quadros, que diriam se é uma colecção única ou não. Se fosse, ficava com quatro ou cinco quadros e vendia os outros", garantiu.
O comentador referiu-se ainda ao papel do anterior Governo socialista no processo, cujos ministros das Finanças e da Cultura desconheciam os contactos que a Parvalorem terá feito na altura com a Christie's para vender as obras.  Por: Paulo Zacarias Gomes/Económico 10/02/14






sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Anedota Amor de esposa e de marido

Um grupo de mulheres reuniu-se num seminário sobre como melhorar a sua vida conjugal.
Em fase introdutória, foi-lhes questionado: “Quais de vós ainda amam os seus
maridos?”
– Todas levantaram a mão!
De seguida foram inquiridas sobre qual a última vez que teriam dito aos seus maridos que o amavam
– Algumas responderam “Hoje”, outras “Ontem” a  maioria não se recordava!
Por fim fizeram um teste e pediram-lhes que todas agarrassem no respetivo telemóvel e enviassem
um sms aos seus maridos dizendo “Amo-te muito querido.”
Depois foi-lhes pedido que mostrassem as respostas dos respetivos maridos.
Estas foram algumas das respostas:
–  Mãe dos meus filhos! Tu estás bem??
–  Que foi? Bateste com o carro outra vez?
–  Que fizeste agora? Desta vez não te perdoo!               
–  Que queres dizer?
–  Não andes com rodeios, diz-me só de quanto precisas.
–  Estarei a sonhar?
–  Se não me dizes para quem era este sms, juro que te mato!
E a melhor de todas:
–  Quem és?




A pergunta do Século...!!! - Qual é o Povo mais lento do mundo?
- ???

- São os Portugueses.


Levaram 40 anos para arrancar uma OLIVEIRA e ainda lá deixaram um CAVACO!!!