terça-feira, 27 de agosto de 2013

Despedir Passos Coelho e Paulo Portas

                          

                     
                      

                   



  • Convidamos TODOS a abrir a Página de Passos Coelho (https://www.facebook.com/pedropassoscoelho?fref=ts) e a Página de Paulo Portas (https://www.facebook.com/pauloportasCDS) e postar o texto do despedimento/Nota de Culpa.
    Para o efeito, basta copiar aqui o texto abaixo, abrir os links indicados das respectivas páginas, clicar onde diz Comentar, logo na primeira foto ou discurso que aparece no topo das respectivas páginas e colar o texto, simples. (Na página de Portas não dá para postar directamente).
    Acreditamos que se Passos Coelho e Paulo Portas receberem centenas de "NOTAS DE CULPA" (simbólicas), com os portugueses a "despedirem-nos", inevitavelmente terão que tirar consequências.
    PARTICIPEM, PARTILHEM O EVENTO, CONVIDEM TODOS OS V/ AMIGOS A POSTAR O SIMBÓLICO TEXTO ABAIXO.

    TEXTO a postar nas respectivas páginas:

    Eu, o povo, com plenos poderes, venho deste modo comunicar-vos o despedimento colectivo com justa causa das funções que exercem, em virtude de um incumprimento contratual irremediável e especialmente censurável, com factos imputáveis.

    NOTA DE CULPA

    1º - Os trabalhadores Passos Coelho e Paulo Portas desempenham, respectivamente, as funções de chefes e vice-chefes do governo desde 09 de Março de 2011.

    2º - No dia 09 de Março de 2011, foram informados que deveriam cumprir e fazer cumprir a constituição, tendo ambos feito juramento solene. Nunca tendo cumprido com estes deveres,

    configurando uma desobediência ilegítima às ordens dadas pelos responsáveis hierarquicamente superiores, eu, o povo.

    3º - Na vossa investidura, não me informaram, a mim, o povo, que estavam ligados a escândalos vários que viriam a lesar financeiramente o país, com suspeitas de enriquecimento, como, por exemplo, os casos dos submarinos e da Tecnoforma, configurando lesão grave de interesses patrimoniais sérios do país, bem como não me disseram que não tinham experiência, nem ideias, nem substratcto académico;


    4º - Em 2011 contribuiram para um "golpe de estado" institucional, apoiado por Cavaco, com o derrube do Governo eleito, com base em promessas eleitorais falsas, e por isso não compatíveis com as vossas funções, sabendo que estavam a mentir-me a mim, o povo, com promessas que sabiam nunca iriam cumprir;

    APENAS ALGUMAS MENTIRAS:

    a) Disse Pedro Passos Coelho que quando fosse 1º ministro, jamais diria que desconhecia a situação do país, tendo afirmado que estava muito bem informado. Mentiu quando depois vem afirmar que desconhecia a situação do país,
    b) Disseram que chumbaram o PEC IV do Governo PS porque não se podia pedir mais sacrifícios aos portugueses. Afinal podia-se e muitos! Mentiram,
    c) Outra razão para o chumbo do PEC IV alegada pelos visados era que os seus partidos tinham sido

    apanhados de surpresa com as medidas lá constantes. Afinal conheciam-nas e em detalhe, depois de uma reunião de quatro horas com Teixeira dos Santos, antes da apresentação do PEC. Mentiram,
    d) A 1 de Abril de 2011, em plena campanha eleitoral, garantiram-nos que era uma parvoíce cortar nos subsídios de férias e Natal. Logo que tomaram posse, aplicaram um corte no subsídio de Natal. Mentiram,
    e) Este corte no subsídio, que não é mais do que um imposto extraordinário encapuçado, foi justificado com a evolução da situação económica. Ora, esta medida até já estava prevista no programa de governo do PSD/CDS e já tinha sido discutida, ainda antes de serem publicamente conhecidos os números da execução orçamental, suposto motivo para o imposto. Mentiram,
    f) Justificaram ainda este imposto com os números da execução orçamental do primeiro trimestre de 2011. Mas sucede que esses números já eram conhecidos quando a "troika" cá veio e analisou as nossas contas. O PSD e o CDS ficaram então a conhecê-los em detalhe, e ainda assim assinaram o memorando! Mentiram,
    g) Prometeram cortar nas despesas. Iriam reduzir o número de Ministros, para o efeito. Dos dezasseis do anterior governo, passaram a ter onze. Mas os Secretários de Estado, que eram vinte e cinco, passaram a ser trinta e cinco. Ou seja, ainda mais despesa. Mentiram,
    h) Afirmaram ser criminoso alienar/vender empresas Públicas. Mentiram,
    i) Prometeram não tratar os portugueses à bruta. Mentiram,
    j) Prometeram tributar o Capital Financeiro e acabar com as milhares de Fundações e Associações que vivem do erário público para manterem os boys. Mentiram,
    k) Prometeram distribuir os sacrificios com justiça e equidade. Mentiram,
    l) Prometeram não atacar a classe média, em nome dos problemas externos. Mentiram,
    m) Assumiram que quem ganha até mil euros não só não é rico, como não se lhes podem pedir

    sacrifícios. Mentiram,
    n) Prometeram jamais aumentar impostos, directos ou indirectos. Mentiram,
    o) Prometeram não dizer hoje uma coisa e amanhã fazer outra totalmente diferente e em sentido contrário. Mentiram e continuam a mentir,
    p) Prometeram jamais meter os pensionistas e reformistas a pagar a crise. Mentiram,
    q) Prometeram não acabar com os subsidios de férias e o 13º mês. Mentiram,

    ALGUMAS PROVAS:

    Video - http://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec

    5º - Em 2013, com a consciência das ENORMES mentiras, falsas promessas, metas nunca cumpridas e da óbvia incompetência, "formam" um "governo de iniciativa presidencial", com o mesmo executivo PSD/CDS, com os mesmos responsáveis, Portas e Coelho, sem me perguntarem, a mim, o povo, se estava de acordo com essa iniciativa.

    6º - Os trabalhadores Passos Coelho e Paulo Portas, mentiram-nos espoliaram-nos e foram os responsáveis por deixarmos de ser país e passarmos a ser protectorado, a caminho de Estado inviável,

    6º - Os trabalhadores Paulo Portas e Passos Coelho provocam repetidas vezes conflitos comigo, o povo, cujas relações se tornaram insuportáveis, com uma grave fragmentação social criada pelos trabalhadores, com culpas na degradação das instituições públicas e o estado de miséria do país que não há memória.

    Conclusão
    Os comportamentos culposos dos trabalhadores Passos Coelho e Paulo Portas, atenta a sua gravidade

    e consequências, quebraram a relação de confiança subjacente ao contrato com o povo, impossibilitando a subsistência do vínculo, constituindo deste modo, justa causa de despedimento colectivo.

    Termos em que,
    Deve promover-se o despedimento dos trabalhadores Paulo Portas e Passos Coelho, devendo estes, querendo, apresentar a sua defesa no prazo de dez dias úteis, respondendo à presente Nota de Culpa, prestando declarações, oferecendo testemunhas, juntando documentos e requerendo outras diligências probatórias pertinentes para o esclarecimento dos factos que lhes são imputados por mim, o povo.

    Mais se determina, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 417.º do Código do Trabalho, e a partir desta data, a suspensão preventiva dos trabalhadores, com perda de retribuição, uma vez que a sua presença em São Bento e na Assembleia da República se mostra inconveniente para a normal actividade do país e normal funcionamento das instituições, atentos os fundamentos invocados supra.

    Eu, o povo.





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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A grande fraude Marinho Pinho

                             

                             

Os dados recentemente divulgados pelo Banco de Portugal sobre a dívida pública revelam que esta entrou numa espiral, aparentemente, incontrolável. Com efeito, no final do primeiro semestre deste ano a dívida ultrapassou o nível recorde de 214 500 000 de euros (duzentos e catorze mil e quinhentos milhões de euros), o que corresponde a 131,4% do nosso PIB (produto interno bruto). Sublinhe-se que em dezembro de 2012 o total da dívida correspondia a 123,8% do PIB e que em março já era superior a 127%.


De salientar ainda que esse agravamento aumentou de forma incomportável para um país como Portugal - pobre e sujeito a medidas de austeridade que tornam ainda mais insustentável e incompreensível esse progressivo endividamento. Só nos primeiros seis meses de 2013 a dívida pública cresceu a um ritmo superior a 67 milhões de euros por dia, ou seja, por cada dia que passou acrescentou-se mais de 67 milhões de euros ao seu total acumulado, enquanto em 2012 o agravamento era de 53,6 milhões de euros por dia. Esta situação revela que, no mínimo, são levianas as promessas de superação da crise que têm sido feitas aos portugueses pelos atuais governantes e por alguns dos seus seguidores. Por isso, torna-se inevitável a pergunta: a dívida pública teria crescido tanto, em relação ao PIB, se tivesse sido adotada uma política diferente da que foi seguida pelo Governo do PSD e do CDS, ou seja, uma política de expansão da economia, com forte investimento público e sem empobrecimento deliberado da classe média? Sejamos ainda mais incisivos: este aumento da dívida pública ocorreu apesar das medidas de austeridade ou, justamente, por causa das medidas de austeridade? É óbvio que as respostas a estas perguntas dificilmente se conterão nos parâmetros de rigor próprios da ciência económica e financeira e, facilmente, resvalarão para o terreno movediço da mentira e da demagogia políticas. Mas nem por isso deixa de ser pertinente (quase diria premente) perguntar: como é possível este progressivo endividamento do país quando todo o discurso público do Governo (e dos partidos que o constituem) nos garantia que os sacrifícios impostos ao povo português, sobretudo aos mais desfavorecidos, seriam a única via para nos libertarmos dos grilhões asfixiantes da própria dívida?

O grande responsável pela política financeira do Governo era o anterior ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que bateu estrondosamente com a porta cansado que estava de esperar que o substituíssem na nave de loucos em que se transformara o Governo. E o que nos deixa perplexos nem é tanto a forma espalhafatosa como ele abandonou o Executivo, divulgando ao país a carta de demissão que acabava de enviar ao primeiro-ministro. O que verdadeiramente espanta é que ele tenha saído sozinho como se mais ninguém tivesse a ver com a política de austeridade do Governo. Por isso, novas interrogações se nos deparam: se a política seguida pelo Governo era correta e estava em vias de dar os seus benfazejos resultados, por que é que o seu principal responsável não esperou para colher ele próprio os bons frutos dos sacrifícios que impusera ao povo português? Por que é que, estando em vias de alcançar os tão desejados leite e mel da sua árdua caminhada ele desertou, precisamente quando as trombetas do próprio Governo já anunciavam que a terra prometida estava à vista? Algo está muito mal contado nesta história. Ou estamos perante um homem que foge do seu próprio triunfo ou então perante uma gigantesca fraude política como não há memória na história da República.

O mais certo é estarmos perante uma burla continuada ao povo português que, entre outros efeitos, conduziu à entronização do setor mais aventureiro e oportunista do próprio bloco do poder. Uma coisa é certa: a saída do antigo ministro das Finanças possibilitou a ascensão de pessoas pouco recomendáveis devido aos escândalos em que estão envolvidos. Algumas delas têm (senão as mãos, pelo menos) as reputações manchadas pela suspeita de recebimento de luvas em aquisições de equipamentos para o Estado, por swaps fraudulentos em empresas públicas e pela fuligem de negociatas leoninas com o BPN. Por: Marinho Pinho/JN




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O País a arder Incêndios

         Carlos Matos Gomes· 
Nestas ocasiões convém recordar que a Força Aérea já teve capacidade, nos anos 80 e 90 do século passado, para operar os aviões C130 contra incêndios, com um sistema designado MAFFS. Mas a ideologia e a corrupção apagaram os aviões que apagavam incêndios em nome das vantagens económicas e operacionais da iniciativa privada e das suas comissões....


Porque é que o Estado não entrega a actividade de apagar fogos ao Exército e à Força Aérea, que é uma actividade fundamentalmente de Segurança e Defesa nacionais?
PORTUGALGLORIOSO.BLOGSPOT.COM
     

Curiosamente, esta notícia é de janeiro de 2016, e reporta acontecimentos e suspeitas, relativos ao ano de 2015. 
Estávamos no governo de Passos Coelho e Paulo Portas.
Alguém soube em que resultaram essas suspeitas?
Ou será que ainda se encontram em investigação?!! Por: Anabela Gomes.

Buscas passaram pelas sedes da Autoridade Nacional de Protecção Civil, da…
PUBLICO.PT


                       

Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

MDN, MAI, INCÊNDIOS E ASNEIRAS ESCUSADAS
Helicóptero Kamov 32
Uma das primeiras intervenções do novel Ministro da Defesa (MDN), efectuada numa visita à Força Aérea (FA), foi a de perspectivar o regresso daquele Ramo militar ao combate aos incêndios florestais (IF).

A ideia é boa, apesar de requentada, e mereceu desde logo – e bem – um alerta do respectivo Chefe de Estado Maior, lembrando que tal desiderato não seria viável de um dia para o outro.

Como as pessoas em Portugal têm a memória curta por esquecimento ou conveniência, vamos tentar dilucidar, sucintamente, todo este imbróglio. Porque de um imbróglio se trata, apesar da aparente candura das palavras ministeriais.

O Governo tinha adquirido, em 1982, equipamentos com o acrónimo “MAFFS”, que foram adaptados aos aviões C-130, e que permitiam largar sobre os incêndios uma quantidade apreciável de uma calda retardante. Custaram, na altura, cerca de 200.000 contos.

Para além disto, na “época dos fogos” distribuíam-se pelo país meia dúzia de helicópteros AL III, que ficavam em alerta aos incêndios. Estes helicópteros tinham uma capacidade muito reduzida de actuação, pois apenas podiam transportar equipas até cinco elementos e largar um pequeno balde de água sobre o fogo.

Com o agravamento anual do número de fogos e área ardida, cada vez foi necessário alugar mais hélis e aviões a empresas privadas, o que gerou um negócio de muitos milhões.

Em 1997, durante o governo do Eng. Guterres, o Secretário de Estado da Administração Interna, Armando Vara, decidiu (presume-se que com o assentimento do MDN), retirar a FA do combate e prevenção aos IF. Tal decisão abriu o caminho para se vir a adquirir, mais tarde, meios aéreos para esta missão, que foram colocados na dependência do MAI. 

A fundamentação para tudo baseou-se – como se encontra descrito em vários documentos – na pouca capacidade que a FA possuía para atacar os IF, já que as poucas aeronaves C-130 existentes (cinco, mais tarde seis), o reduzido número de tripulações e o número substancial de outras missões cometidas à esquadra, nunca ter permitido o uso simultâneo dos dois equipamentos MAFFS existentes, a que acrescia as limitações do AL III (para o fim a FA já tinha muitas dificuldades em comprar a calda, pois esta já estava adjudicada a terceiros).

Para além disto, referia-se, o Estado gastava muitos milhões de contos a alugar, sazonalmente, aviões e hélis, não era dono de nenhum e estava sujeito ao mercado.

Salvo melhor opinião, as principais razões que levaram à alteração da política governamental não têm nada a ver com a argumentação aduzida, ou tem pouco a ver. As razões, creio, radicam-se na “luta de capelinhas”; na proeminência que o MAI passou a ter sobre a Defesa; na paranóia em querer afastar os militares de tudo o que não tivesse exclusivamente a ver com a vida nos quartéis, substituindo-os por “boys e girls” – uma pecha insaciável dos partidos – e, também porque nos negócios a efectuar, a FA a Armada e o Exército não terem por hábito pagar comissões ou horas extraordinárias. Senão não teriam feito o disparate que fizeram que é sempre pago pelo contribuinte.

Tudo, aliás, tem resultado num desastre: os fogos não param, a legislação não é adequada, não há prevenção, há muitos acidentes com os bombeiros (os poucos que se apresentam dos cerca de 30.000 inscritos…), etc. Não se sabendo o que fazer com o que restava dos Guardas Florestais, nem como os enquadrar, resolveu-se incorporá-los na GNR que, por ser um corpo militar, é pau para toda a obra; e até se inventou um grupo especial de intervenção contra os fogos, dentro daquela corporação, cuja missão nada tem a ver com isto.

Em contrapartida nada se fez para reforçar os sapadores bombeiros que são os únicos profissionais em apagar fogos, em todo este âmbito…

Ora se tivesse havido boa mente na apreciação da situação, o que deveria ter sido feito era ter aumentado os meios da FA (já que eram insuficientes…) e, ou, dotá-la de meios apropriados que pudessem ser aproveitados noutro tipo de missões, de modo a rentabilizá-los todo o ano. Manter-se-ia, deste modo, os meios aéreos sob comando e controle centralizado (sem embargo da descentralização da execução), a serem operados por quem sabe e tem experiência e capacidade de os operar e manter.

Mas não, decidiu-se pegar no dinheiro – que pelos vistos nunca faltou no MAI – e ir-se inventar a pólvora, pois no nosso desgraçado país os últimos 30 anos têm sido um farró! E o “negócio dos Incêndios” lá continuou de vento em popa.

Constituiu-se mais um dos inúmeros grupos de trabalho (GT), que pulularam no país, como cogumelos, para se equacionar a coisa. As conclusões deste GT foram entregues, em 6 de Setembro de 2005 e daqui surgiu a EMA, Empresa de Meios Aéreos (de capitais públicos), na dependência do MAI.

Do plano inicial fazia parte a compra de hélis ligeiros (quatro) e pesados (seis) e aviões pesados (quatro). Mas continuava a advogar-se o aluguer de 20 (!) hélis e 14 (!) aviões ligeiros e médios. Afinal…

Só para se ter uma ideia da insanidade em que se caiu, em 2010 chegaram a operar, em simultâneo, 56 meios aéreos, o que representa 40% da totalidade das aeronaves do inventário da FA!

Acabou-se por só se adquirir os helicópteros, um negócio atribulado com a Rússia (os Kamov) e, ainda os AS350B3, da Eurocopter (tudo cerca de 54-56 Milhões de euros), e já não se adquiriram os aviões por não haver dinheiro. Os hélis chegaram entre Junho de 2007 e Março de 2008.

O intermediário foi a empresa Heli Portugal, a quem foi adjudicado, também, por cinco anos, a manutenção das aeronaves, o que vale 16 M euros/ano.

A chefia da FA ainda fez uma proposta, em finais de 2004, avançando com a ideia de uma esquadra de aviões tipo Canadair (oito a 10), de multiuso. Este avião tem a vantagem de já ter dado boas provas e ser operado por Marrocos, Espanha, França, Itália e Grécia, podendo-se equacionar uma futura “poole“ destes meios. Ficou, ainda, em aberto a hipótese de reconfiguração dos 10 SA 330 Puma existentes e em desactivação, mas aproveitáveis, apesar de não serem os ideais. Hoje estão à venda e não se lhes encontra comprador.

Não deixa de ser curioso notar, contudo, que a chefia da FA, entre 1997 e 2000, não se ter mostrado nada interessada na questão dos IF, nem nos “Canadair”.

A FA, com realismo militar, mas com falta de “perspicácia” política, sempre foi dizendo que necessitava de cinco anos para tudo estar operacional, o que logo foi aproveitado pelos políticos, como óbice pela falta de celeridade. Menos, certamente, por preocupação com os fogos, mas por estarem sempre de olho nas próximas eleições e no papelinho do voto…

É claro que a proposta ficou na gaveta da política e só não temos a certeza do grau de assertividade com que esta dama foi defendida. E devia tê-lo sido, não só pela FA mas pelo Conselho de Chefes.

E, assim, se avançou para a organização de uma empresa para operar helicópteros num organismo que sabia rigorosamente nada sobre tal “negócio”. O Estado Português tem destas coisas e é, como se sabe, rico.

Faltava agora decidir sobre o dispositivo, isto é, onde estacionar os meios. A Autoridade Nacional de Protecção Civil pretendia meios colocados em Loulé e S. Comba Dão (e outros locais) mas, para além disto, era necessária uma base central.

O MAI António Costa, ainda tentou colocá-los na antiga base de Tancos (que tem todas as infra-estruturas, espaço e está despido de meios aéreos, e para isso reuniu com os Chefes do Exército e da FA. A reunião correu mal (para variar), e nenhum acordo foi atingido.

Resultado, foi-se gastar uma nota gorda (cerca de 15M euros), a fazer uma “base” no aeródromo municipal de Ponte de Sor (a 50 km de Tancos…), que foi completamente remodelado.

Como houve dificuldades, no inicio, em recrutar pilotos para os “Kamov”, a EMA foi generosa e passou a oferecer 6000 euros/mês a um comandante, fora as alcavalas. Afinal só não há dinheiro é para os hélis dos Ramos, nem para aumentar o risco de voo dos pilotos militares… Para já não falar nos diferentes pesos e medidas, que o mesmo patrão (o Estado), usa para com os seus servidores.

Como ninguém, aparentemente, explicou com algum detalhe aos senhores do MAI, que operar meios aéreos não é propriamente o mesmo que colocar uma asa num carro de bombeiros, os custos da empresa não mais pararam de derrapar e o passivo já ultrapassa os 40 milhões, se é que se podem acreditar nas contas que por aí correm. Tentou-se,” in extremis” impor quotas de horas de voo à GNR, PSP, ANPC, SEF, IMTT, etc., o que tem gerado uma apreciável confusão.

E agora ninguém sabe o que fazer. Daí o anzol lançado pelo MDN.

A desintonia e os desencontros, entre MDN, MAI, bem como entre as principais entidades que têm andado ligadas a esta problemática, têm sido a regra

Os incêndios, esses, continuam a surgir por geração espontânea e fazem o seu percurso placidamente.
Deve ser das alterações climáticas.
Fonte: http://novoadamastor.blogspot.pt/2011/08/mdn-mai-incendios-e-asneiras-escusadas.html



Outros:

http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/desertificacao-do-pais-em-tribunal.html




(Por Estátua de Sal, 19/06/2017) Reconheço que Tavares é uma voz desempoeirada e corajosa, que apontou o dedo à verdadeira causa de fogos desta dimensão que ele situa no que designa por complexo f…
ESTATUADESAL.COM



"...Os grandes responsáveis devem procurar-se no primeiro governo de Cavaco Silva, era ministro da agricultura Álvaro Barreto, que vendeu a agricultura portuguesa em Bruxelas por tuta e meia. E era ministro da Energia, Mira Amaral que defendeu a “eucaptilização” do país, chegando a chamar ao eucalipto o nosso petróleo verde. Tavares chegou mesmo a desafiar Mira Amaral, dizendo-lhe, caso o estivesse a ver, que devia mudar a cor de tal petróleo de verde para vermelho, a cor do sangue das vítimas deste momento, e de todas as outras que tem perecido durante décadas..." (Miguel S. Tavares ontem)




1. Eu sei que o PS já não está no governo e que o primeiro-ministro não se chama José Sócrates.
2. Mesmo assim, não deixa de me espantar a diferença do tratamento político-mediático dos fogos florestais.
3. Até este momento, já ardeu em 2013 mais área do que em 2007 ou 2008. Vários bombeiros perderam a vida. Todavia, ninguém pergunta onde está o primeiro-ministro em funções, as televisões não passam o rodopio de autarcas a queixarem-se de abandono ou de bombeiros a queixarem-se de falta de meios, nem foi convocada nenhuma reunião da comissão parlamentar de acompahamento de fogos (que não existe) ou da comissão da agricultura, ou da primeira comissão.
4. A diferença que faz estar a direita no governo e o PS na oposição...
5. E, contudo, mesmo que os métodos do Dr. Portas-oposicionista não devam ser seguidos, a questão dos fogos e a aflição das populações mereceriam atenção política. Isto é, que o Parlamento se interessasse, que o Governo aparecesse, que os líderes da Oposição se informassem e mostrassem preocupação.

sábado, 24 de agosto de 2013

Anedota O animal de Estimação

      O sardinho!

 Diz a professora para os alunos:
- Amanhã, tragam todos um animal de estimação.

No dia seguinte, diz a professora para a menina Raquel:
- Então menina Raquel, diga-me lá o que é que trouxe...
- Eu trouxe uma cadelinha, senhora professora.
- E como é que sabe que é uma cadelinha e não um cãozinho?
- Porque é uma menina tal como eu.
- E o Pedrinho o que trouxe?
- Eu trouxe uma pombinha, senhora professora.
- E como é que sabe que é uma pombinha e não um pombo?
- Porque ela põe ovos.
- Muito bem! E o menino Joãozinho, vá, diga-me lá o que é que trouxe?
- Eu trouxe um sardinho, senhora professora.
Um sardinho?!
- E como é que sabe que é um sardinho e não uma sardinha?
- Porque na lata dizia "sardinha com tomates"!!!