sábado, 27 de julho de 2013

BPN Rui Machete 1.250 Reunião

                       

A remuneração do agora ministro nos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, enquanto presidente do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), terá sido paga através de dinheiro transformado em apólices de seguro de vida para fugir ao Fisco
Rui Machete, à época presidente do Conselho Superior da SLN, terá sido pago nessa qualidade, recebendo por presença em cada reunião mais de mil euros, através de uma das principais sociedades offshore do grupo BPN, a Jared Finance.
Fonte: Noticias Ao Minuto



Ministro Machete ganhava 1.250 euros por reunião no BPN

O novo ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete recebia 1.250 euros em dinheiro por reunião no BPN, enquanto presidente do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do banco, escreve hoje o Diário de Notícias (DN).

Primeiro em dinheiro e mais tarde em cheque. Cada reunião no BPN ‘rendia’ 1.250 euros a Rui Machete, o recém-empossado ministro dos Negócios Estrangeiros, que recebia aquele montante enquanto presidente do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, dona do banco.

De acordo com o DN, como o próprio Machete chegou a admitir em declarações na comissão parlamentar de inquérito ao BPN, durante alguns anos este montante era pago em dinheiro e só depois passou a ser entregue em cheque. 

O jornal recorda que, na 31ª reunião da comissão parlamentar de inquérito, a 2 de Abril de 2009, Rui Machete falou do sistema de pagamentos para os membros do Conselho Superior da SLN. “Penso que houve uma altura em que o banco abriu umas contas e, depois, passou a pagar em cheque, visto que algumas pessoas, como era o meu caso, não queriam ter contas no banco”, disse naquela data o actual ministro dos Negócios Estrangeiros.

Questionado pelo antigo deputado socialista Afonso Candal, Machete adiantou ainda naquela ocasião que, apesar de não saber “dizer ao certo”, “a remuneração devia ser à volta de 1.250 euros por reunião”, adiantando que “todos, excepto os administradores – evidentemente – recebiam senhas de presença”.

Ontem, Machete afirmou estar “de consciência tranquila” relativamente às suas ligações ao BPN que já foram alvo de fortes críticas à esquerda. 25 de Julho de 2013 | Por Notícias 
Ao Minuto









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Telegrama dos EUA acusa Rui Machete de má gestão na FLAD

Um telegrama confidencial que a WikiLeaks conseguiu interceptar acusa o ex-presidente da Fundação Luso-Americana (FLAD) de má gestão e de se recusar a prestar contas à Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa.

Em Dezembro de 2008, o antigo embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Thomas Stephenson, num telegrama intitulado “Problemas na Fundação Luso-Americana” enviado para Washington, acusa Rui Machete de ter feito um aproveitamento pessoal do cargo que desempenhava na FLAD.

O documento é citado pelo semanário Expresso, que anunciou esta semana que se juntou aos jornais mundiais que divulgam os documentos da WikiLeaks e vai, assim, analisar os 722 telegramas da representação diplomática norte-americana em Portugal que integram o seu espólio.

O diplomata norte-americano, no mesmo telegrama, refere também que Rui Machete tem ligações aos dois maiores partidos portugueses e é suspeito de atribuir bolsas como forma de pagamento de favores políticos. E defende que “chegou a hora de decapitar Machete”, propondo uma campanha para mudar a direcção da FLAD.

“Obteve o cargo como prémio de consolação depois de ter perdido o lugar de ministro numa mudança de Governo e 1985”, concretiza Thomas Stephenson, dizendo que “tem sido há muito tempo um crítico dos EUA, que sempre resistiu à intervenção da embaixada”. Depois, o diplomata critica as elevadas despesas de funcionamento da fundação, descrevendo “gabinetes luxuosos decorados com peças de arte, pessoas supérfluo, uma frota de BMW com motorista e custos e administrativos e de pessoal que incluem por vezes despesas de representação em roupas, empréstimos a baixos juros para os trabalhadores e honorários para o pessoal que participa nos próprios programas da FLAD”. 

Mas a questão não é propriamente nova: sucessivos embaixadores norte-americanos em Lisboa teceram comentários semelhantes sobre o desempenho de Rui Machete. Em declarações ao Expresso, o antigo presidente da FLAD defendeu-se dizendo que se tratam de ataques pessoais e de acusações sem fundamento, que derivam de o facto de os Estados Unidos nunca terem percebido que a fundação é uma instituição portuguesa.
Machete refere que não passam de "ataques pessoais. Por: PÚBLICO  26/02/2011









OS TENTÁCULOS DA POLÍTICA PORTUGUESA.
O Império de Rui Machete.

Foi uma das revelações com mais impacto no espólio de 800 telegramas da embaixada norte-americana em Lisboa revelados há dois anos pelo Expresso e que fazem parte do acervo de uma das maiores fugas de informação protagonizadas pelo Wikileaks.

Num relatório enviado a 15 de Dezembro de 2008 para o Departamento de Estado em Washington pelo então embaixador dos EUA em Portugal, Thomas Stephenson, Rui Machete era arrasado pela forma como geriu ao longo de duas décadas a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), visto como "suspeito de atribuir bolsas para pagar favores políticos e manter a sua sinecura".

O embaixador norte-americano, nesse telegrama, argumentava que "chegou a hora de decapitar Machete" com base, entre outras coisas, no facto de a fundação "continuar a gastar 46% do seu orçamento de funcionamento nos seus gabinetes luxuosos decorados com peças de arte, pessoal supérfluo, uma frota de BMW com motorista e 'custos administrativos e de pessoal' que incluem por vezes despesas de representação em roupas, empréstimos a baixos juros para os trabalhadores e honorários para o pessoal que participa nos próprios programas da FLAD".

Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete, de 73 anos, tornou-se administrador da FLAD em 1985, logo quando a fundação foi criada com dinheiro dos EUA no âmbito do acordo das Lajes, tornando-se seu presidente em 1988. Foi substituído no cargo por Maria de Lurdes Rodrigues em 2010.

Apesar de ter sido presidente durante vários anos do Conselho Superior da SLN, a sociedade que foi proprietária do BPN, o banco nacionalizado pelo Estado em 2008 e que envolve um custo de mais de quatro mil milhões de euros para os contribuintes, esse facto não consta do seu currículo oficial.

Machete também foi, entre muitos outros cargos, presidente do Conselho Fiscal do Taguspark, sociedade que se viu envolvida num processo-crime a propósito de um contrato publicitário com o ex-futebolista Luís Figo e de ligações consideradas suspeitas à campanha para a reeleição do então ex-primeiro ministro socialista José Sócrates, em 2009.



Cargos sociais Machete esteve ligado a cinco bancos... ao mesmo tempo
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, ocupou entre 2008 e 2009, cargos sociais em cinco bancos concorrentes – BPI, BCP, CGD, SLP e BPP, avança o jornal Público desta quinta-feira. O Banco de Portugal já veio a dizer que só o podem fazer “pessoas cuja idoneidade e disponibilidade dêem garantia de uma gestão sã e prudente”.






quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Vingança Justiça Inglesa

                           

A ESTRANHA JUSTIÇA INGLESA

Em 2003, o deputado inglês Chris Huhne foi apanhado num radar em alta velocidade. Na época, a então mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.

O tempo passou e aquele deputado passou a Ministro da Energia, só que o seu casamento acabou. Vicky Price decide vingar-se e conta a história à imprensa.

Como é na Inglaterra, Chris Huhne, Ministro, demite-se primeiro do ministério e depois do Parlamento.

ACABOU A HISTORIA?

Qual quê! Estamos em Inglaterra...

... E em Inglaterra é crime mentir à Justiça. Assim, essa mesma Justiça funcionou e sentenciou o casal envolvido na fraude do radar em 8 meses de cadeia para cada um e uma multa de 120 mil libras.

Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa.

Quem quis, viu e ouviu.

Segurança nacional? Nem pensar, infractor é infractor.

Privilégio porque é político? Nada!

E o que disse o Primeiro Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro?

"É uma conspiração dos media para denegrir a imagem do meu governo?" ou "É um atentado contra o meu bom nome e dos meus Ministros"?

Errado. Esqueçam, nada disso!

O que disse o Primeiro Ministro David Cameron, não foi acerca do seu ex-ministro, foi sobre o funcionamento da Justiça. E o que disse foi: 'É bom que todos saibam que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da Lei.'

Swaps Ministra Soube em Junho 2011

                            

                           
                         

                          

                          

                              

             





Este ARREBENTA politico que aparece nas TV'S com ar de anjinho , é afinal o paradigma da escória politica que nos tem governado e pelos vistos se prepara para continuar. Aparece como o negociador da privatização da TAP,....pudera......quem havia de ser.
O secretário de Estado dos Transportes adquiriu, para o Estado, um contrato de financiamento que montou, enquanto gestor privado, para o TGV. Problema:...
JN.PT|DE GLOBAL MEDIA GROUP




Ministra das Finanças soube dos 'swaps' em junho de 2011


Ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças enviou 'emails' a Maria Luís Albuquerque no verão de 2011 com informações sobre os contratos 'swap'.

Os emails enviados pelo ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças, Pedro Felício, à agora ministra das Finanças em junho e julho de 2011 já continham informação sobre 'swap' e indicavam uma perda potencial de 1,5 mil milhões de euros.

Nos emails trocados entre o ex-diretor-geral do Tesouro e Maria Luís Albuquerque, a que a agência Lusa teve acesso, no verão de 2011 é feito em primeiro lugar um ponto de situação sobre o valor a preço de mercado dos contratos 'swap' nas principais empresas (Metro de Lisboa, Metro do Porto, CP e Refer).

A troca de emails a que a Lusa teve acesso diz respeito aos dias 29 de junho, 18 de julho, 26 de julho e 1 de agosto.

No primeiro email enviado por Pedro Felício à então secretária de Estado do Tesouro e Finanças, a 29 de junho de 2011, é incluindo um "ponto de situação dos MtM [Mark-to-market, valor de mercado] dos derivados e instrumentos financeiros nas principais empresas do SEE [Sector Empresarial do Estado]", afirmando ainda que esta informação está em atualização no âmbito do programa da troika, mas que o grosso dos valores está nestas quatro empresas.

Albuquerque disse que precisavam de falar sobre o tema

Na mesma mensagem é incluído um valor de perdas potenciais com swaps para o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a Comboios de Portugal - CP e Refer em 2010 (1289 milhões de euros) e outro mais atualizado no início de 2011 (1294 milhões de euros).

Na segunda mensagem, datada de 18 de julho, Pedro Felício envia a Maria Luís Albuquerque um anexo com detalhe dos instrumentos de gestão de risco - swap - das principais empresas, com detalhe dos bancos e tipo de contrato e ainda mais informação sobre a renegociação de dívidas das empresas com bancos internacionais.

Maria Luís Albuquerque responde dizendo-lhe que necessitariam de conversar sobre este tema e outros que estariam pendentes, dando orientações para que a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) não garantisse o cumprimento das dívidas das empresas e para que não sejam dadas orientações às empresas sobre como negociar a sua dívida com os bancos.

Informação sobre os derivados

A 26 de julho, Pedro Felício envia novo email a Maria Luís Albuquerque, no qual é anexado o relatório anual do sector empresarial do Estado de 2011, dizendo que dentro deste estão incluídos novos capítulos, entre eles um dedicado a Instrumentos de Gestão de Risco Financeiro.

No documento incluem-se quadros que têm entre outras coisas uma atualização das perdas potenciais associadas a swaps, que em junho de 2011 já tinham subido para 1549 milhões de euros.

A 1 de agosto, Maria Luís Albuquerque interpela Pedro Felício e pergunta-lhe o porquê de não constar nos documentos da DGTF a informação sobre os derivados da EGREP - Entidade Gestora das Reservas de Produtos Petrolíferos.

Pedro Felício diz, num email de resposta, que tal se deve a informação insuficiente por parte da empresa. Um dia mais tarde envia a informação à agora ministra das Finanças, informando-a que os derivados da EGREP acabariam por inflacionar para 1646 milhões de euros o valor de perdas potenciais estimadas, tendo um impacto negativo de 97 milhões de euros.

Pedro Felício disse na terça-feira, na comissão parlamentar, que falou com Maria Luís Albuquerque sobre swaps aquando da tomada de posse como secretária de Estado, tendo-lhe enviado no dia seguinte um "ponto da situação", que continha as perdas potenciais dos swap em quatro empresas.

"Aquilo que disse continua a ser verdade"

Já o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças do anterior Governo, Carlos Costa Pina, disse no mesmo dia em comissão que a governante foi informada pelo anterior Governo, incluído do que havia sido dito a Vítor Gaspar, e que lhe foi "igualmente sugerido que de imediato chamasse o diretor-geral do Tesouro e Finanças, Pedro Felício, para que este lhe apresentasse o estado do trabalho em curso".

No final desta quarta-feira, após uma audição parlamentar mas sobre o caso BPN, Maria Luís Albuquerque disse que responderia a estas questões na comissão de inquérito que está a investigar o caso no Parlamento e que manteve as suas palavras.

"Continuo a dizer que não minto e que aquilo que disse continua a ser verdade", afirmou a ministra.

Maria Luís Albuquerque tinha afirmado anteriormente que na pasta de transição nada constava sobre o tema e que "não havia qualquer documentação, nem nada de novo a transmitir, porque a informação tinha sido solicitada e apenas isso", em declarações feitas a 1 de julho. Lusa/Expresso 25 de julho de 2013










Outros:
Dívida Pública Ultrapassa 120% do PIB                 O Dinheiro como Dívida Parte 1 de 5
Demissão Secretário Estado Errado II
http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/07/swap-costa-pina-e-as-mentiras-da.html
http://expresso.sapo.pt/caso-dos-swaps-mostra-como-se-tem-feito-politica-e-nomeacoes=f830834


Maria Luís recebeu lista de 145 'swap'
Todos os mails trocados entre o ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças e a atual ministra das Finanças sobre os 'swap'. 
O ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças Pedro Felício enviou à agora ministra das Finanças ainda no verão de 2011 informação detalhada sobre 145 'swap' contratados por nove empresas públicas, com valores de perdas potenciais e testes de sensibilidade.

Emails do ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças, Pedro Felício, podem comprometer Maria Luís Albuquerque
De acordo com os documentos a que Agência Lusa teve acesso, Pedro Felício enviou vários emails com anexos, entre eles uma folha Excel com 145 contratos 'swap' contratados pela TAP, Metro de Lisboa, Metro do Porto, Águas de Portugal, CP, Refer, STCP, ANA, Transtejo, e ainda da Parpública.

Nos dados incluídos nesta listagem estão ainda os bancos que fizeram estes 'swap', o valor de mercado dos instrumentos e consequentes variações, tipos de 'swap', testes de sensibilidade e resumo de risco financeiro.

Esta informação tem data de 18 de julho de 2011, um mês após a tomada de posse da governante, e é enviada num email por Pedro Felício a 19 de julho à então secretária de Estado do Tesouro e Finanças.

Os emails, a que a Agência Lusa teve acesso, demonstram que em junho e julho de 2011, Maria Luís Albuquerque já tinha informação sobre 'swap' que indicavam na altura uma perda potencial de 1,5 mil milhões de euros.

Segundo os emails trocados entre o ex-diretor-geral do Tesouro e Maria Luís Albuquerque, no verão de 2011 é feito em primeiro lugar um ponto de situação sobre o valor a preço de mercado dos contratos 'swap' nas principais empresas (Metro de Lisboa, Metro do Porto, CP e Refer).

A troca de emails, a que a Lusa teve acesso, diz respeito aos dias 29 de junho, 18 de julho, 26 de julho e 1 de agosto.

"Ponto de situação"

No primeiro destes emails enviado por Pedro Felício à então secretária de Estado do Tesouro e Finanças, que tem data de 29 de junho de 2011, é incluindo um "ponto de situação dos MtM [Mark-to-market, valor de mercado] dos derivados e instrumentos financeiros nas principais empresas do SEE [Setor Empresarial do Estado]", afirmando ainda que esta informação está em atualização no âmbito do programa da 'troika', mas que o grosso dos valores está nestas quatro empresas.

Na mesma mensagem é incluído um valor de perdas potenciais com 'swaps' para o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a Comboios de Portugal - CP e Refer em 2010 (1289 milhões de euros) e outro mais atualizado no início de 2011 (1294 milhões de euros).

Na segunda mensagem, datada de 18 de julho, Pedro Felício envia a Maria Luís Albuquerque um anexo com detalhe dos instrumentos de gestão de risco - 'swap' - das principais empresas, com detalhe dos bancos e tipo de contrato e ainda mais informação sobre a renegociação de dívidas das empresas com bancos internacionais.

Maria Luís Albuquerque responde ao então diretor-geral do Tesouro e Finanças dizendo-lhe que necessitariam de conversar sobre este tema e outros que estariam pendentes, dando orientações para que a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) não garantisse o cumprimento das dívidas das empresas e para que não sejam dadas orientações às empresas sobre como negociar a sua dívida com os bancos.

Relatório anual 

A 26 de julho, Pedro Felício envia novo email a Maria Luís Albuquerque no qual é anexado o relatório anual do setor empresarial do Estado de 2011, dizendo que dentro deste estão incluídos novos capítulos, entre eles um dedicado a Instrumentos de Gestão de Risco Financeiro.

No documento incluem-se quadros que têm entre outras coisas uma atualização das perdas potenciais associadas a 'swap', que em junho de 2011 já tinham subido para 1549 milhões de euros.

A 1 de agosto, Maria Luís Albuquerque interpela Pedro Felício e pergunta-lhe o porquê de não constar nos documentos da DGTF a informação sobre os derivados da EGREP - Entidade Gestora das Reservas de Produtos Petrolíferos.

Pedro Felício diz, num email de resposta, que tal se deve a informação insuficiente por parte da empresa. Um dia mais tarde envia a informação à agora ministra das Finanças, informando-a que os derivados da EGREP acabariam por inflacionar para 1646 milhões de euros o valor de perdas potenciais estimadas, tendo um impacto negativo de 97 milhões de euros.

A 23 de julho, depois de Pedro Felício ter sido ouvido na comissão parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro ('swap') por Empresas do Setor Público, os deputados do Bloco de Esquerda e do PS pediram que os documentos que este responsável afirmou ter enviado e que provam a troca de informações entre a DGTF e a secretária de Estado, nomeadamente os e-mails, fossem disponibilizados. Por: Lusa/Expresso 25 de julho de 2013


Gaspar diz que 'foi claro' que Albuquerque 'estava informada'
30 de Julho, 2013por Ricardo Rego
O antigo ministro das Finanças recordou hoje que nas conversas que manteve com Maria Luís Albuquerque, nos dias seguintes à tomada de posse do Governo em Junho de 2011, "foi claro" que a então secretária de Estado do Tesouro "estava informada sobre a existência deste tipo de contratos" swap de risco para o Estado.

Vítor Gaspar, que falava na comissão de inquérito parlamentar à negociação dos contratos swap, disse que esta conversa terá sido "muito perto do início do mandato" e que, sublinhou, foi o suficiente para perceber que a secretária de Estado do Tesouro "como profissional experiente nesta matéria estava de longa data informada sobre a existência e as características" dos swaps.

Na sua intervenção inicial, o antigo ministro de Estado e das Finanças de Passos Coelho começou por afirmar que "este Governo encontrou um problema criado pelo anterior Governo, por um conjunto de contratos que em vez de reduzir o risco o multiplicaram", explicou.







Editorial: A relação da ministra com os swaps

29/11/2013 - 00:30/P


À medida que avançam os trabalhos da comissão de inquérito aos swaps, a ministra das Finanças vai enredando-se numa espiral de contradições. Primeiro, Maria Luís Albuquerque veio dizer que a negociação do Estado com os bancos para anular os contratos de swaps não custou nada aos contribuintes. Uma afirmação manifestamente exagerada. As perdas que o Estado assumiu com o cancelamento dos contratos das empresas públicas foram compensadas por produtos que estavam no IGCP e que estavam a dar dinheiro. Ou seja, os contribuintes perderam dinheiro porque o Estado cobriu o “buraco” com o dinheiro que o IGCP estava a ganhar e teve de entregar à banca. E ontem a ministra voltou a surpreender ao dizer que afinal a poupança que conseguiu na renegociação dos swaps foi de apenas 78 milhões e não de 500 milhões, como tinha admitido até então. Mais uma discrepância que deixa a ministra ainda mais emaranhada na teia das contradições dos swaps.













RAZÕES DE DESCRENÇA ("Deputada Clara Marques Mendes conseguiu ultrapassar em despudor os limites mínimos da decência política") • Miguel Sousa Tavares, RAZÕES DE DESCRENÇA [hoje no Expresso]: ‘Confesso a minha ignorância: eu nunca tinha ouvido falar no nome da senhora deputada Clara Marques Mendes. Ouvi agora e pelas piores razões: como autora do relatório da comissão parlamentar de inquérito aos swap. E a única coisa possível de dizer em abono do indecoroso relatório da sr.ª deputada é que ela não é autora da descoberta que uma CPI se destina apenas a apurar a verdade que, em cada momento, a maioria parlamentar decide como tal. (…) Mas, apesar deste direito adquirido à mentira e à falta de vergonha, o relatório da deputada Clara Marques Mendes conseguiu ainda ultrapassar em despudor os limites mínimos da decência política, com que, apesar de tudo, ainda se costuma tentar disfarçar aquela fantochada parlamentar. O seu relatório não é apenas desonesto politicamente, é ainda ridículo e patético. (…) A ginástica mental a que a senhora deputada se dedicou no esforço de salvar a face aos "seus", e, em especial à ministra Maria Luís Albuquerque, revela uma falta de respeito absoluta pela função de deputado. A senhora deputada presume que a verdade se estabelece com esta leviandade, que um assunto desta gravidade e consequências se encerra assim e que nós somos todos parvos.’ _______________ foto à direita de MST: Clara Marques Mendes, deputada do PSD e irmã de Luis Marques Mendes




Estamos a ser ROUBADOS!
A primeira grande notícia, da política Portuguesa, de 2014: foi aprovado o

Relatório Parlamentar sobre as operações SWAP.
Há, neste processo todo, dois temas que vale a pena analisar:
1. O conteúdo do Relatório (agora aprovado);
2. O funcionamento das Comissões Parlamentares de Inquérito (e a validade / qualidade das conclusões que tiram).
*** *** ***
1) Conteúdo do Relatório:
De acordo com o relatório, apuraram-se três conclusões:
a) O Governo do PS deixou (e em alguns casos “aconselhou”) as Empresas Públicas fazerem Operações Financeiras de “alto risco” (entre elas as famosas SWAP), que foram RUINOSAS para o Estado;
b) Os Bancos (Portugueses e, principalmente, Estrangeiros) agiram de “má-fé” e aproveitaram-se da INCOMPETÊNCIA e da IGNORÂNCIA dos Gestores Públicos e dos Políticos para desenhar Contratos que espoliaram o Estado;
c) O actual Governo não fez nada de mal neste processo.
RESUMINDO: os Bancos ROUBARAM e os Políticos (só os do PS) deixaram ROUBAR.
*** *** ***
2) Votação do Relatório da Comissão Parlamentar:
O Relatório foi APROVADO pelos Deputados da Maioria Parlamentar (PSD e CDS) e REPROVADO por TODAS as outras bancadas Políticas.
*** *** ***
Comecemos por este segundo tema: o das votações das Comissões Parlamentares de inquérito.
Uma Comissão de Inquérito:
- Engloba Deputados de todos os Partidos representados no Parlamento;
- Requisita e obtém TODA a documentação que considera necessária para a sua investigação;
- Chama a depor/testemunhar TODAS as entidades que considera relevantes para apurar a verdade dos factos;
- Chama a depor TODOS os especialistas que considera relevantes para esclarecer os aspectos tecnicamente mais complexos;
- Tem todos os poderes para prolongar o tempo de investigação e para aprofundar todos os detalhes do processo.
O que devemos esperar de uma Comissão de Inquérito Parlamentar:
- Que envolva Deputados honestos, livres das máquinas partidárias e com conhecimentos técnicos e/ou jurídicos sobre os temas em análise;
- Que apure a verdade e a documente;
- Que proponha sanções políticas quando aplicáveis;
- Que proponha investigação criminal (convocando a PGR – Procuradoria Geral da República) quando existirem reais indícios de actos criminosos.
O que realmente se passa:
- Os partidos nomeiam para as Comissões os Deputados mais próximos das máquinas partidárias, sem qualquer liberdade de pensamento e sem qualquer qualificação específica;
- As conclusões NUNCA são a verdade, mas sim a verdade que interessa à maioria política vigente em cada momento;
- Só há sanções políticas para elementos que não sejam dos partidos em maioria;
- NUNCA há consequências criminais.
Se é para isto que existem as Comissões Parlamentares de Inquérito, então não vale a pena existirem. Custam dinheiro, gastam tempo e NADA produzem (para além de Propaganda Política favorável às maiorias parlamentares).
*** *** ***
Olhemos agora para o conteúdo do Relatório que, recordo, diz que os Bancos ROUBARAM, que os Políticos (do PS) se deixaram ROUBAR e que os Políticos do Governo nada fizeram de mal.
Estes senhores nem se apercebem do RIDÍCULO em que se deixam cair.
Se os Bancos ROUBARAM e o actual Governo PAGOU aos Bancos 1.100 Milhões de Euros (mil e cem milhões de Euros), então os Políticos do actual Governo são tão IGNORANTES e INCOMPETENTES como os do Governo Anterior.
Os Governantes do PS assinaram contratos em que se deixaram roubar e os Governantes do PSD e do CDS pagaram 1.100 milhões, SABENDO QUE ESTAVAM A SER ROUBADOS. É demasiado mau para ser verdade! Por: Carlos Paz.