domingo, 5 de maio de 2013

Discurso de Cavaco por Batista Bastos

             


Um alarido inusitado, por injustificável, envolveu o discurso do dr. Cavaco nas cerimónias oficiais do 25 de Abril. No Parlamento a coisa foi pífia, nas ruas a festa assumiu o carácter do protesto contra o que estamos a viver. Ouvi e li o que disse o dr. Cavaco e não fiquei nem surpreendido nem chocado. É a criatura que há, o Presidente que se arranja, irremissível e sombrio. Medíocre, ressentido, mau-carácter, incapaz de compreender a natureza e a magnitude histórica da revolução. E sempre agiu e se comportou consoante a estreita concepção de mundo com que foi educado. A defesa da direita mais estratificada está-lhe no sangue e na alma, além de manter, redondo e inamovível, um verdete avassalador pela cultura. O possidonismo da sua estrutura comportamental pode ser aferido naquela cena irremediável, em que, de mão dada com a família, sobe a rampa que conduz ao Pátio dos Bichos, no Palácio de Belém, quando venceu as presidenciais.
O homem confunde Thomas Mann com Thomas More; ignora que Os Lusíadas são compostos por dez cantos; omite o nome de José Saramago, por torpe vingança, na recente viagem à Colômbia, enquanto o Presidente deste país nomeou o Nobel português com satisfação e realce; não se lhe conhece o mais módico interesse pela leitura; e, quando primeiro-ministro, recusou à viúva de Salgueiro Maia uma pensão, que, jubiloso e feliz, atribuiu a antigos torcionários da PIDE. Conhece-se a arteirice com a qual acabrunhou Fernando Nogueira, seu afeiçoado; a inventona das escutas em Belém, montada por um assessor insalubre e por um jornalista leviano; a confusa alcavala com o BPN, com a qual auferiu uns milhares de euros; contrariou uma tradição, por ódio e rancor (sempre o ódio e o rancor), e não condecorou José Sócrates, quando este saiu de primeiro-ministro. É uma criatura sem amigos; dispõe, apenas, de instantes de amizade interesseira. Nada mais.
O discurso que tem suscitado tanta brotoeja é o seu normal. Tão mal escrito quanto os outros; desprovido de conteúdo racional, emocional e ético; e um atropelo às mais elementares normas de sensatez e equilíbrio exigíveis a quem desempenha aquelas nobres funções. Espanto e indignação porquê e para quê?, se ele não tem emenda nem berço que o recomende.
Mas as coisas, ultimamente, têm atingido proporções inquietantes. A ida a Belém do primeiro-ministro e do ministro das Finanças perturbou o senhor. Parece julgar-se a rainha de Inglaterra, considerando o papel superior a que a si mesmo se atribui. A soberba dele sobe de tom, admitindo alguns de nós e muitos de entre eles que pode haver indícios de oligofrenia, doença incurável. "Eu bem avisei! Eu bem avisei!", costuma agora dizer, como uma tenebrosa ameaça. No núcleo estrutural deste homem emerge a complexidade indecisa de uma alma juvenil irresolvida - e, por isso mesmo, extremamente perigosa.por BAPTISTA BASTOS/DN



sábado, 4 de maio de 2013

Anedota O que é sexo afinal



Segundo os médicos    
é uma doença, porque acaba sempre na cama.

 Para os advogados    
é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.

Segundo os alentejanos    
é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.  

 Segundo os arquitectos    
é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

Segundo os políticos    
é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.  

Segundo os economistas    
é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.

Segundo os contabilistas    
é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.  

Segundo os matemáticos    
é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.  

Segundo os psicólogos,  
é LIXADO explicar.



As Medidas Anunciadas por Passos

                     
                      

Passos anuncia 30 mil despedimentos na Função Pública
Governo quer menos 100 mil trabalhadores na Legislatura  


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Capitalismo não vai sobreviver

"Sistema capitalista não irá sobreviver a este século"

O antigo presidente polaco Lech Walesa afirmou hoje, no Estoril, acreditar que "o sistema capitalista não irá sobreviver a este século".

Lech Walesa, um antigo eletricista que liderou o movimento sindical polaco durante a ditadura comunista, falava nas Conferências do Estoril num debate intitulado "No caminho para uma nova ordem mundial".

Depois de ter lançado a pergunta "qual deve ser o modelo económico mais adequado ao mundo globalizado e à Europa?", Walesa afirmou: "o sistema capitalista não vai sobreviver a este século".

Questionado pelo sindicalista João Proença sobre o futuro do Estado social numa Europa mergulhada no desemprego, Walesa indicou em que devem ser feitas reformas.

"Os países da União Europeia não confiam uns nos outros, isto vai continuar até que sejam criadas as instituições certas", afirmou Lech Walesa que foi também o primeiro presidente da Polónia (1990-95) após o fim do regime comunista.

Walesa, que disse ter participado recentemente em vários protestos anticapitalistas, afirmou que "os capitalistas são os responsáveis por dar emprego às pessoas" e defendeu que o desafio do futuro passa pela criação de emprego.                                                
Por Lusa, publicado por Ricardo Simões Ferreira/DN





A globalização é tão velha como a Humanidade e a sua aceleração pelo capitalismo gerou imensas desigualdades. Nenhuma luta social ou política de combate às desigualdades tem seriedade ou validade se não tiver como objetivo último, o fim do capitalismo.






Outros:
capitalismo explicado com vacas                Austeridade Está a Matar a Europa
Krugman e Layard contra austeridade                As medidas de Austeridade deste Governo
Medina Carreira Austeridade 7 Maio                  austeridade é uma ideia Perigosa Mark Blyth
Dívida Pública 119,1% do PIB para 2012             Europa Três anos de crise da dívida
O regresso da pobreza à Europa                         Poesia O Zé na miséria e eles ricos
Transparência - Carlos Moedas                           O resgate um ano depois
Argentina Memorias do Saque                                  Fantasias orçamentais Jornal de Negócios
 Austeridade Paul Krugman Acabar com a crise já.        O Que é o BCE
Recessão Austeridade não vai Salvar Portugal  Austeridade Artigo publicado há 141 anos!











Ferreira Leite Sacrifícios para nada DEO

                        


Ferreira Leite diz que “andamos a fazer sacrifícios em nome de nada”

Antiga presidente do PSD volta tecer duras críticas ao Governo e diz que só com uma “varinha mágica” o Executivo “transforma uma abóbora numa carruagem”.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Culinária Pernil no Forno com Batatinhas


Ingredientes:

1 pernil com 1,5 kg ou 2 com 1 kg cada
1 kg de batatinhas
1 dl de azeite
4 dentes de alho pisados
1 colher de sopa de massa de pimentão
5 dl de vinho branco
1 cebola grande picada grosseiramente
1 colher de chá de óregãos fresco
sal q.b.
pimenta branca moída na altura q.b.
Confecção:

Depois do pernil limpo, tempere com a cebola, alhos, vinho, óregãos, massa de pimentão, azeite, sal e pimenta.
Deixe marinar, cerca de 2 hora.
Findo o tempo, coza o pernil, com um pouco de água e a marinada cerca de 45 minutos ou até estar cozido.
Entretanto, descasque as batatinhas.
Retire o pernil da panela, ponha-o num tabuleiro e à volta as batatas.
Regue com o caldo da cozedura, e leve ao forno cerca de 40 minutos.
Vire o pernil de vez em quando para dourar.
Sirva acompanhado de esparregado e arroz de ervilhas.
Por Vitória Ramos


Passos Responsabilidade Civil e Criminal II

                                     
                                       

                                     

                                  

               





                                                                     
                                                   
                      Passos Coelho merece ser responsabilizado criminalmente?


Não podemos permitir que aqueles que conduzem aos maus resultados andem sempre de espinha direita como se nada fosse com eles. Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se. Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus atos?

Dívida A reestruturação é inevitável

A reestruturação é inevitável. Qual é o medo?

Se há algum mérito na crise em que vivemos, é o de ter contribuído para o enriquecimento vocabular da população no toca as finanças públicas. Mais importante talvez, a disseminação de alguns conceitos macroeconómicos que seguramente contribuíram para algum interesse na matéria. A palavrinha de hoje é "swaps", mas ainda não vou por aí...

 Como muito cedo se aprende nestas áreas científicas, as análises "ceteris paribus" são muito perigosas. Isto de manter tudo constante e apenas mexer numa variável é bom para entender causas e efeitos na sua génese, mas péssimo para analisar uma realidade mais complexa. Se a isto somarmos toda a paixão de uma acalorada discussão futebolística, o caos e desinformação estão seguramente instalados.

Saúde Cancro O bicarbonato de sódio

Médicos não espalhá-lo, porque é barato
LEIA COM ATENÇÃO E RECOMENDALO alguém por favor pode precisar!

• A dose recomendada é de 1/2 litro de água + suco de 3 limões + 1 colher de chá de bicarbonato de sódio. Tomar com o estômago vazio, de manhã, pode ser dividida em duas doses durante o dia, mas não entre as refeições. É melhor levá-lo todos os dias, mesmo quando a doença já se foi, porque tudo o câncer pode voltar, e é importante para prevenir.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Carta da Marisa à administração da Carris


Exmos. Senhores: 

José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina Rocha,

Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101 da República Portuguesa.

Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:

Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de
776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?

Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o
senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?

A dívida do país está acima dos 150 mil milhões de euros, o que significa que eu estou endividada em 15 mil euros.

Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a minha parte da dívida colectiva.

É com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro, os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que realmente devem pagar:

O bem-estar colectivo.

A sua cara está publicada no site da empresa.

Todos os portugueses sabem, portanto, quem é.

 Hoje, quando parar num semáforo vermelho, conseguirá enfrentar o olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos, jovens e crianças?

Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente, e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusive em empresas estatais como a "sua") sem sequer terem direito a Baixa se ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes.

Alguma vez pensou nisso?

Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepor às mais elementares necessidades de outros seres humanos?

Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa e com esperança que consiga reactivar alguns genes da espécie humana que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.

Marisa Moura



Outros Relacionados:
Reforma da D. Maria Cavaco                                         Reformas na Suíça

A somar ainda o BURACO dos Contratos SWAP, que apareceram agora!

Grande carta que derrete a administraçãodaCarris ( Imperdível
ESTA CARTA MERECIA SER EMOLDURADA E POSTA EM TODAS AS ESTAÇÕES DE COMBOIOS E NÃO SÓ, POR TODAS AS INSTITUIÇÕES, EMPRESAS PUBLICAS, TODAS AS PAREDES DESTE PORTUGAL, PARA QUE SEJAM DENUNCIADOS TODOS ESTES CASOS .....

E QUE SE ACABE DE VEZ COM "GESTÕES DANOSAS" QUE DÃO MILHÕES EM CASH E MORDOMIAS, AOS MARAVILHOSOS GESTORES QUE AS PROVOCARAM E QUE AINDA OS DESLOCAM DE EMPRESA EM EMPRESA, PARA CONTINUAR A SUA BOA "ACÇÃO" E RECOLHA DE "FUNDOS"****