terça-feira, 25 de setembro de 2012
Dívida Pública 119,1% do PIB para 2012
A dívida pública portuguesa atingiu 120,5% do Produto Interno Bruto em setembro, 2012 o que equivale a um novo máximo histórico.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/divida-publica-continua-a-subir=f775157#ixzz2Fb5kA4bP
Governo estima dívida pública nos 119,1% do PIB para 2012
A dívida pública portuguesa deverá atingir os 119,1 por cento do Produto Interno Bruto já este ano, de acordo com as estimativas do Governo, acima dos 114,4 por cento anteriormente previstos e mais 11,3 pontos percentuais que em 2011.Na apresentação dos resultados da quinta avaliação ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) pela ‘troika’ – composta pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia – o ministro das Finanças indicou que a projecção para a dívida pública em 2013 havia sido revista de 118,6 por cento para 124 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
A ‘troika’ também indicou no seu comunicado este valor, que já havia sido revisto, dizendo, no entanto, que esta continuava a ser “sustentável” aos olhos dos seus técnicos, mas não indicou o valor para 2012.
O Ministério das Finanças nas suas previsões revistas estima agora que a dívida pública chegue já muito perto da barreira dos 120 por cento este ano (119,1 por cento).
Esta previsão é revista em alta em 4,7 pontos percentuais – de 114,4 por cento do PIB previstos na quarta revisão para os 119,1 por cento do PIB previstos no âmbito da quinta revisão - num ano em que a meta do défice prevista acordada com a ‘troika’ foi relaxada em apenas 0,5 pontos percentuais, passando agora para os 5,0 por cento do PIB, quando o acordado anteriormente era de 4,5 por cento.
No próximo ano a revisão é mais elevada, passando Portugal a ter de atingir um défice no máximo de 4,5 por cento, quando o estipulado anteriormente era de 3,0 por cento.
Essa derrapagem explica também o aumento da dívida pública estimada para 2013 em 5,1 pontos percentuais do PIB face ao estimado anteriormente, passando a projecção de 118,6 para os 123,7 por cento do PIB.
Na primeira notificação do ano do Procedimento dos Défices Excessivos enviado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o Eurostat, o valor provisório da dívida pública no ano passado era de 107,8 por cento do PIB. Caso se concretizem as estimativas do Governo, o valor deste ano pode ser superior em 11,3 pontos percentuais ao valor do ano passado.
A estimativa incluída no documento datado de 30 de Março para a dívida pública deste ano era de 112,5 por cento, podendo ser agora superior em 6,8 pontos percentuais.
Lusa/SOL

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Esta previsão é revista em alta em 4,7 pontos percentuais – de 114,4 por cento do PIB previstos na quarta revisão para os 119,1 por cento do PIB previstos no âmbito da quinta revisão - num ano em que a meta do défice prevista acordada com a ‘troika’ foi relaxada em apenas 0,5 pontos percentuais, passando agora para os 5,0 por cento do PIB, quando o acordado anteriormente era de 4,5 por cento.
No próximo ano a revisão é mais elevada, passando Portugal a ter de atingir um défice no máximo de 4,5 por cento, quando o estipulado anteriormente era de 3,0 por cento.
Essa derrapagem explica também o aumento da dívida pública estimada para 2013 em 5,1 pontos percentuais do PIB face ao estimado anteriormente, passando a projecção de 118,6 para os 123,7 por cento do PIB.
Na primeira notificação do ano do Procedimento dos Défices Excessivos enviado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o Eurostat, o valor provisório da dívida pública no ano passado era de 107,8 por cento do PIB. Caso se concretizem as estimativas do Governo, o valor deste ano pode ser superior em 11,3 pontos percentuais ao valor do ano passado.
A estimativa incluída no documento datado de 30 de Março para a dívida pública deste ano era de 112,5 por cento, podendo ser agora superior em 6,8 pontos percentuais.
Lusa/SOL

Défice atinge 6,8% do PIB
O défice atingiu os 6,8% do Produto Interno Bruto no primeiro semestre, segundo o INE.
15:08 Sexta feira, 28 de setembro de 2012
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Última atualização há 3 minutos
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O défice orçamental nos primeiros seis meses do ano atingiu os 6,8% do Produto Interno Bruto, em contabilidade nacional (a que conta para Bruxelas), correspondente a -5.597 milhões de euros, indicou hoje o INE.
No destaque com as Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional, o Instituto Nacional de Estatística (INE) explica que "embora se tenha verificado uma redução significativa da despesa corrente, o saldo corrente não evidenciou melhoria em consequência da evolução negativa da receita corrente".
O INE diz que, no que diz respeito à recente corrente em termos homólogos, as variações mais significativas "verificaram-se ao nível dos impostos sobre a produção e a importação e das contribuições sociais".
A meta original para o final deste ano acordada com a troika era de 4,5% do PIB, mas foi revista na quinta avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) com a troika para 5%.
Nos primeiros seis meses de 2011 o défice orçamental em contabilidade nacional atingia os 8,2% do PIB.
Défice do ano passado revisto em alta
O INE reviu hoje em alta o défice orçamental do ano passado, que passa de 4,2 para 4,4% do Produto Interno Bruto, e a dívida pública de 107,8 para 108,1% do PIB.
De acordo com a segunda notificação do ano do Procedimento dos Défices Excessivos que Portugal está obrigado a enviar para Bruxelas, o valor é revisto em 262,5 milhões de euros, que são justificados com "informação adicional".
Quando comparado com a primeira notificação datada de 30 de março deste ano, pode-se verificar que o défice orçamental piora em 291,1 milhões de euros na administração central, melhora em 80,4 milhões de euros na administração local enquanto o saldo positiva dos fundos da Segurança Social acaba por diminuir em 51,9 milhões de euros.
Assim, comparando as contas reportadas pelo INE em março e as conhecidas hoje, que mais contribui para esta revisão em alta do défice é mesmo a administração central.
Lusa/Express
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Borges e a venda da CGD Saúde
NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS. TUDO FOI CALCULADO AO PORMENOR.
1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do negócio rentável da SAÚDE da CGD-Caixa Geral de Depósitos;
2) O Governo nomeia ANTÓNIO BORGES como CONSULTOR para orientar a VENDA dos negócios PÚBLICOS (privatizações);
3) O Grupo SOARES DOS SANTOS (Jerónimo Martins) CONTRATA o mesmo ANTÓNIO BORGES como ADMINISTRADOR (mantendo este as suas funções de VENDEDOR dos negócios PÚBLICOS;
4) O Grupo SOARES DOS SANTOS (Jerónimo Martins) anuncia a criação dum NOVO NEGÓCIO na área da SAÚDE (noticiado no início desta semana pela imprensa);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este MÊS (notícia de hoje na imprensa)
6) A TROIKA não exigiu que mais nenhum Banco abandonasse os seus negócios da saúde, obrigando-os assim a confinarem a sua actividade ao que lhes deverá ser essencial: financiar a economia
... e NINGUÉM repara?
... NINGUÉM diz nada?
Claro que dirão que é o "mercado" a funcionar "se" o Grupo SOARES DOS SANTOS adquirir por uma bagatela a área de negócio rentável da SAÚDE da CGD, por ajuste directo (sem concurso).
.. NINGUÉM exige explicações?... NINGUÉM fala em tráfico de influências?
... nem se aponta indícios de corrupção?

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BPN -- 3 anos Subsídio Férias e Nata
BPN Duarte Lima
Genro de Cavaco compra Pavilhão Atlântico
Depois do BPN Segue-se a CGD !!! ???
Venda do BPN pouco transparente

Rui Ribeiro · Comentador principal
O que está acontecer com Portugal, deve-se aos ordinários… conselhos que foram dados, por António Borges no FMI, Carlos Moedas na Comissão Europeia e FMI e a Victor Gaspar no BCE, ainda muito antes de Portugal ter pedido o resgate à troika. Estes 3 senhores são os principais responsáveis pelos desastrosos resultados e pela atual situação que o nosso país se encontra. Sempre defenderam despedimentos em massa, baixa de salários e excesso de austeridade, estes mesmos senhores todos eles com grandes mordomias e pagos principescamente, foram autênticos traidores da pátria. Portugal e os portugueses sofrem as consequências de erros premeditados de indivíduos que deviam ser julgados em tribunal militar. Em Noticias Ao Minuto
Anedota Deus a girafa o elefante e a galinha
Galinha Revoltada
Deus criou o mundo em 7 dias; depois dedicou-se a ouvir as reclamações.A primeira foi a girafa:
- Deus! Que sacanagem é esta? Este meu pescoço enorme e ridículo!
- Calma D.Girafa! Tudo foi bem pensado. Com esse pescoço Comprido, além de a Sra. poder comer as folhas mais tenras, vai poder perceber a aproximação do inimigo antes dos outros e assim se defender.
A girafa ouviu e ficou convencida de que Deus, afinal, tivera uma boa idéia.
Depois entrou o elefante, injuriado:
- Puxa vida, Deus! Eu sou enorme de gordo e tenho esta tromba toda na minha cara, isto é sacanagem! Pacientemente, explicou:
- Com esse tamanho todo, nem o Leão, que é o rei da selva, terá coragem
de te enfrentar e, além do mais, graças a essa tromba, você é o único
animal que pode tomar banho de chuveirinho..
O elefante ponderou e chegou à conclusão que Deus tinha razão.
Terceiro bicho da fila era a galinha, que já entrou metendo o pé na porta:
- Nem vem com explicações!
Ou aumenta o cu, ou diminui o ovo!!!


domingo, 23 de setembro de 2012
Uma coligação de gente perigosa
Uma coligação de gente perigosa
Na última semana, em dose dupla, primeiro por Passos Coelho e depois por Vítor Gaspar, assistimos ao anúncio do que, a ser aprovado, será a maior redistribuição de riqueza alguma vez ocorrida no Portugal democrático. As alterações na taxa social única, combinadas com cortes nas pensões, no salário mínimo e aumentos nos impostos, não só provam que o Governo está empenhado em ir bem para além da troika, como demonstram que o que está em causa já não é a consolidação das contas públicas, mas, sim, um processo de alteração das relações de poder económico em Portugal, que encontra na devastação social e no empobrecimento instrumentos privilegiados.
Nenhum país foi tão longe na experiência que agora se anuncia em Portugal. Uma experiência onde cegueira ideológica se articula com governação através dos modelos econométricos que tanto fascínio exercem sobre o ministro Vítor Gaspar. Ora, como é sabido, a realidade e o bom senso são duas variáveis que tendem a não estar presentes nestes modelos. Aliás, esta semana, em entrevista à TSF, o ex-presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, sublinhava que “a economia é uma navegação; não é uma ciência”. Em Portugal, o triunvirato que nos governa, liderado por um primeiro-ministro impreparado, coadjuvado por uma dupla de fanáticos, Gaspar e Borges, acredita piamente no contrário e está a entregar-nos como cobaias para uma experiência académica.
Desde Vasco Gonçalves que Portugal não era governado por gente tão perigosa. O trio Passos/Gaspar/Borges vê-se a si próprio como uma nova vanguarda, a quem a verdade foi revelada e que julga representar os interesses objectivos do país. Acontece que se continuarmos a insistir no ir para além da troika, se não combatermos politicamente as exigências que nos são feitas, se “não berrarmos” nas instâncias internacionais (para usar a feliz expressão de Ferreira Leite), daqui a um ano teremos, de novo, metas do défice revistas e mais anúncios de cortes e aumento dos impostos. Não é preciso nenhum modelo para prever que a receita que falhou no último ano falhará num patamar ainda mais elevado no próximo ano.
Neste momento só podemos esperar uma coisa. Que em nome da sensatez e dos equilíbrios institucionais, este processo seja parado já. Se não o for agora, será tarde de mais: os estragos estarão feitos e a revolta e a mudança terão lugar na rua.
publicado no Expresso de 15 de Setembro.
POSTED BY PEDRO ADÃO E SILVA AT 12:39 P.M.
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A grande Farsa do Aquecimento Global
Vejam de onde vem a menina que chora na ONU.
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O caso Climategate, onde se manipularam dados para provar o aquecimento global, é um dos maiores escândalos científicos da História, pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica e sobretudo pelas suas implicações económicas e políticas. Clique para ler mais sobre a Cimeira de Copenhaga.
José J. Delgado Domingos* (www.expresso.pt)
16:20 Segunda, 30 de Novembro de 2009
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José Delgado Domingos: desde 1998 que a temperatura global não aumenta
Tiago Miranda
Passaram há pouco 42 anos sobre um dos maiores desastres de origem climática em Portugal: as inundações de 1967 em Lisboa. Centenas de mortes e centenas de milhões de prejuízos materiais. Será que este desastre se deveu às emissões de CO2eq (CO2 equivalente) ou ao aquecimento global? Claro que não!
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Aliás, na altura, a imprensa internacional explorava os receios de uma nova idade do gelo devido ao arrefecimento global que se verificava.
Em 1967, a probabilidade de ocorrência da precipitação que provocou o desastre em Lisboa era conhecida. Uma precipitação com características análogas pode repetir-se amanhã e as suas consequências só serão menores se as necessárias medidas de prevenção forem entretanto tomadas (e nem todas o foram!).
Catástrofe de Nova Orleães não foi causada pelo aquecimento global
O que se passou com a destruição de Nova Orleães pelo furacão Katrina foi análogo: as consequências de um furacão com aquelas características eram bem conhecidas, e as imprescindíveis obras de reparação e reforço das protecções foram insistentemente pedidas mas sistematicamente adiadas.
A catástrofe não teve nada que ver com emissões de CO2eq ou aquecimento global. As tragédias climáticas no Bangladesh, não são provocadas por emissões de CO2eq, aquecimento global ou subida do nível do mar mas sim pelas inundações resultantes do assoreamento dos rios originado pela erosão que as extensíssimas desflorestações a montante agravaram e pelo crescente aumento do número de habitantes e construções em leito de cheia.
Segundo a ONU, mais de mil milhões de pessoas estão actualmente ameaçadas pela fome ou subnutrição, e agita-se o fantasma do seu aumento ou das suas migrações massivas se não forem combatidas as emissões de CO2eq para reduzir o aquecimento global.
A situação dramática e escandalosa destes milhões de seres humanos não tem nada a ver com as emissões de CO2eq, nem com o aumento oficial de 0,8ºC na temperatura média global nos últimos 150 anos.
Temperaturas não aumentam desde 1998
Aliás, apesar de as emissões de CO2eq terem aumentado acima do cenário mais pessimista do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, desde 1998 que a temperatura global não aumenta.
Os exemplos anteriores poderiam continuar mas a conclusão seria sempre a mesma: as consequências catastróficas de fenómenos climáticos são evidentes e têm aumentado devido a acções humanas.
O que sucedeu em 1967 em Lisboa e se repete cada vez mais agravado por esse mundo fora não é devido a emissões de CO2eq ou alegado aquecimento global.
É devido simplesmente ao facto de fenómenos climáticos naturais, que sempre existiram, terem efeitos cada vez mais catastróficos porque as acções humanas sobre o território criaram as condições para isso ao desflorestarem as cabeceiras de rios (que agravaram o seu assoreamento e as consequentes inundações), ao aumentarem os riscos de deslizamento das encostas (porque eliminaram a vegetação que as estabilizava), ao construírem cada vez mais em leitos de cheia, e ao provocarem alterações cada vez mais extensas e profundas no uso do solo.
Os efeitos das alterações no uso do solo são cada vez mais evidentes nas alterações climáticas locais e nos seus reflexos globais.
Sendo evidente que a variabilidade natural do clima sempre existiu e que as acções humanas têm vindo a agravar os seus efeitos, a subversão conceptual que a UE liderou, reduzindo tudo, ou quase tudo, às consequências do aquecimento global provocado por emissões de CO2eq é muito grave e, em última instância, contrária aos louváveis ideais que afirma defender e que suscitam o apoio das organizações ambientalistas e de multidões de bem intencionados.
Um dos maiores escândalos científicos da História
É neste contexto que rebenta o escândalo do chamado Climategate. Em termos da comunidade científica, o Climategate é um dos maiores escândalos científicos da História, não só pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica mas sobretudo pelas implicações económicas e políticas de que se reveste.
De facto, nunca existiram tantas declarações, tantos tratados, tantos protocolos e tão gigantescos fluxos financeiros tendo como único fundamento a credibilidade e o suposto consenso da comunidade científica expresso nos Summary for Policy Makers (SPM) do IPCC.
Esse fundamento desapareceu, mas os interesses envolvidos (políticos, económicos, financeiros e industriais) são de tal monta e a percepção pública da fraude científica é tão lenta que a ficção criada pela UE ainda se irá manter durante muito tempo.
O Climagate consistiu na divulgação, através da Internet, de um conjunto de ficheiros, que incluem programas de computador e emails trocados entre alguns dos principais autores dos relatórios do IPCC, de entre os quais assumem particular relevo os de Phill Jones, director do Climate Research Unit (CRU) da Universidade de East Anglia e Hadley Centre (Reino Unido), de autores do notório hockeystick e instituições responsáveis pelas bases de dados climáticos, como o National Climate Data Center (NCDC) e o Goddard Institute for Space Studies (GISS) dos EUA, consideradas de referência pelo IPCC.
O hockeystick é o termo usado entre os cientistas para designar o gráfico (ver nesta página) em forma de stick de hóquei que representa a evolução das temperaturas do hemisfério norte nos últimos mil anos, e que foi criado por um grupo de cientistas norte-americanos em 1998.
Manipulação de dados
Os referidos ficheiros encontravam-se num servidor do CRU e a sua autenticidade não foi até agora contestada. Aliás, muitos deles apenas confirmam o que há muito se suspeitava acerca da manipulação/fabricação de dados pelo grupo.
Todavia, muito do que era suspeito e atribuível a erro humano surge agora como intencional e destinado a manter a "verdade" (do IPCC) de que houve um aquecimento anormal e acelerado desde o início da revolução industrial devido à emissões de CO2eq.
Esta "verdade" é incompatível com o Período Quente Medieval (em que as temperaturas foram iguais ou superiores às actuais apesar de não existirem emissões de CO2eq) e a Pequena Idade do Gelo que se seguiu. É também incompatível com o não aquecimento que se verifica desde 1998. Esconder ou suprimir estas constatações foram objectivos centrais da fraude científica agora conhecida.
Silenciar os cientistas críticos
Em termos científicos, o que os emails revelam são os esforços concertados dos seus autores, junto de editores de revistas prestigiadas, para não acolher publicações que pusessem em causa as suas teses ou os dados utilizados pelo grupo, recorrendo mesmo a ameaças de substituição de editores ou de boicote à revista que não se submetesse aos seus desígnios.
Propuseram-se mesmo alterar as regras de aceitação das publicações para consideração nos Relatórios do IPCC de modo a suprimir as críticas fundamentadas às suas conclusões. Em resumo, procuraram subverter, em seu benefício, toda a ética científica da prova, da contraprova e de replicação de resultados que está no cerne do método científico, controlando o próprio processo da revisão por pares.
Em conjunto, conseguiram impedir que fossem publicados a maioria dos dados e conclusões que pusessem em causa e com fundamento o seu dogma do aquecimento global devido às emissões de CO2eq.
O Climategate provocou já uma invulgar reacção internacional, como uma simples pesquisa no Google imediatamente revela (mais de 10.600.000 referências menos de uma semana depois da sua revelação).
No intenso debate internacional em curso e que irá certamente continuar por muitos meses/anos, surgiram já todos os habituais argumentos de ilegalidade no acesso aos documentos; de idiossincrasias próprias de cientistas-estrelas que se sentiram incomodados; citações fora de contexto, etc.
Em meu entender, o mais revelador e incontestável nos ficheiros divulgados nem são os emails, apesar do que mostram quanto ao carácter e a honestidade intelectual dos cientistas intervenientes, mas sim os programas de computador para tratar os registos climáticos que utilizaram para justificar as conclusões que defendem.
Diga-se o que se disser, os programas executaram o que está nas suas instruções e não o que os seus autores agora vêem dizer que fizeram ou queriam fazer.
Dados climáticos até 1960 destruídos
Antecipando porventura o que agora sucedeu, os responsáveis pelos dados climáticos de referência arquivados no CRU, vieram publicamente confirmar que destruíram os dados das observações instrumentais até 1960 e que apenas retiveram o resultado dos tratamentos correctivos e estatísticos a que os submeteram.
Ou seja, tornaram impossível verificar se tais dados foram ou não intencionalmente manipulados para fabricar conclusões. Neste momento há provas documentais indirectas de que o fizeram pelo menos nalguns casos.
Existe ainda um efeito perverso na referida manipulação que resulta de os modelos climáticos utilizados para a previsão do futuro terem parâmetros baseados nas observações climáticas passadas, que agora estão sob suspeita.
Afecta também todas as calibrações de observações indirectas relativas a situações passadas em que não existiam registos termométricos.
Independentemente de tudo isto, o mais perturbador para os alarmistas é o facto de, contrariamente ao que os modelos utilizados pelo IPCC previam, não existir aquecimento global desde 1998, apesar do crescimento das emissões de CO2eq.
E se alguma coisa os ficheiros do Climagate revelam são os esforços feitos para que este facto não fosse do conhecimento público.
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| (clique na imagem para ver o documento em formato PDF) |
O comportamento escandaloso e intolerável de um grupo restrito de cientistas que atraiçoaram o que de melhor a Ciência tem só foi possível porque um grupo de políticos, sobretudo europeus, criou as condições para o tornar possível.
Isso ficou claro desde a criação do IPCC e torna-se evidente para quem estuda os relatórios-base do IPCC (WG1-Physical Science Basis) e os confronta com os SPM.
Todavia, seria profundamente injusto meter todos os cientistas no mesmo saco, pelo que é oportuno lembrar que se deve a inúmeros cientistas sérios e intelectualmente rigorosos uma luta persistente e perigosa contra os poderes estabelecidos, para que a ciência do IPCC fosse verificável e responsável.
Foram vilipendiados e acusados de estar ao serviço dos mais torpes interesses. Os documentos agora revelados mostram que estavam apenas ao serviço da Ciência e do rigor e honestidade dos métodos que fizeram a sua invejável reputação.
Seria também irresponsável agir como se as consequências da variabilidade climática e da utilização desbragada de combustíveis fósseis tivesse desaparecido com a revelação do escândalo. Muito pelo contrário.
Problemas ambientais de fundo devem ser atacados
Chame-se variabilidade climática ou alteração climática, os problemas de fundo da sustentabilidade ambiental permanecem e agravam-se pelo que devem ser atacados com determinação e realismo.
Se os esforços internacionais mobilizados para a Cimeira de Copenhaga conseguirem ultrapassar a obsessão do aquecimento/emissões (liderado pela UE) para se concentrarem na eficiência energética, nas energias renováveis, na minimização dos efeitos das alterações nos usos do solo, no combate à desflorestação, à fome e aos efeitos da variabilidade climática, teremos uma grande vitória para o planeta se a equidade e a justiça social não forem esquecidas.
Ao que parece, as propostas da China e dos EUA vão neste sentido tendo a delicadeza suficiente para não humilhar a União Europeia. Esperemos que sim.
*Professor catedrático do Instituto Superior Técnico
Sites oficiais da Cimeira de Copenhaga:
Outros:
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-escandalo-do-climategate-e-a-conferencia-de-copenhaga=f550438#ixzz26iSuUQMx
http://profundaescuridao.blogspot.pt/
Global warming may be real, but it's certainly much more complicated than according to naive mainstream opinions:
Sea ice surrounding Antarctica reached a new record high extent this year, covering more of the southern oceans than it has since scientists began a long-term satellite record to map the extent in the late 1970s.
NASA.GOV
Cento e oitenta e dois (182) senadores norte-americanos negam a existência de alterações climáticas, segundo um estudo do Center for American Progress Action. No total, 34% dos senadores da Câmara dos Deputados (144) e do Senado (38) dizem que as alterações climáticas são uma mentira inventada pelos cientistas e prorrogada pela sociedade – o equivalente […]
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