terça-feira, 26 de junho de 2012

111 Observatórios e o governo não sabe onde cortar



E foi esta (e é...) a gente que tomou paulatinamente conta do País! Até quando?

 SE TIVER PACIÊNCIA LEIA ATÉ AO FIM...OS COMENTÁRIOS ENTRE "PARENTESIS" ´SÃO O "MÁXIMO"...
(MAS DÁ QUE PENSAR QUANTO AO OPORTUNISMO OU MENTE CORRUPTA DOS CRIADORES DESTAS "NOVAS" OPORTUNIDADES)
É mais uma forma de dar tachos aos amigos !!!!

 

*Vejam só a imensa quantidade de gente que anda a observar e, como era de
esperar, não fazem a ponta de um chavo. Limitam-se a chular-nos. *****

Dá para imaginar quanta gente aqui trabalha.... vamos fazer um calculo !!!**
**
Contámos pelo menos 111 Observatórios vezes 20 “empregados” (entre
Presidente e Vice, Adjuntos, Tesoureiros, Secretárias, Administraticos e
Porteiros)...****

Estamos a falar de pelo menos 2200 Portugueses que têm a tal oportunidade
de que o “outro” falava de ter um emprego !!!****

*Afinal, quem observa somos nós e pagamos bem caro por toda esta palhaçada.
Depois queremos dinheiro para a saúde, a educação,  “pitróleo” para os
Submarinos.!.!.e não há !!!

*Observatório do medicamentos e dos produtos da saúde (só pode ser piada)
Observatório nacional de saúde (é mesmo piada)
Observatório português dos sistemas de saúde (...só para a saúde são 3 !!!)
Observatório vida (de quem?)
Observatório do ordenamento do território (e que bem que se vive)
Observatório do comércio (lícito ou ilícito?)
Observatório da imigração (o tal que faz bué da falta…)
Observatório para os assuntos da família (da pobreza das famílias)
Observatório permanente da juventude (dos boys)
Observatório nacional da droga e toxicodependência (quê?...)
 Observatório europeu da droga e toxicodependência (hã!...)
Observatório geopolítico das drogas (...mais 3 !!!)
 Observatório do ambiente (das passarinhas)
Observatório das ciências e tecnologias (dos Magalhães)
Observatório do turismo (e veem os trabalhadores ministeriais a viajar?)
Observatório para a igualdade de oportunidades (aí é que é! Somos todos
iguais e bem observados)
Observatório da imprensa (ainda há gente que acredita)
Observatório das ciências e do ensino superior (para quê? Os putos estão a
sair das escolinhas)
Observatório dos estudantes do ensino superior (das miúdaças, talvez)
 Observatório da comunicação (falam, falam, falam e não os vejo a fazer nada)
Observatório das actividades culturais (boião da coltura)
Observatório local da Guarda (e de Barrancos, não?)
Observatório de inserção profissional (é para os deputados e ministros após
ao aninhos de vigência)
Observatório do emprego e formação profissional (...???)
Observatório nacional dos recursos humanos (até daqueles…)
Observatório regional de Leiria (...o que é que esta gente fará ??)
Observatório permanente do ensino secundário (observar as pitas)
Observatório permanente da justiça (aí é que é!!!! Haja justiça)
Observatório estatístico de Oeiras (...deve ser para observar o SATU !!!)
Observatório da criação de empresas (tá a dar… todos os dias…)
Observatório Mcom (o que se vê nesta coisa?)
Observatório têxtil (e do algodão, aquele que não engana)
Observatório da neologia do português (os brasileirismos)
Observatório de segurança (talvez sejam aqueles que nos seguram as
carteiras sempre abertas, para sair mais uns eritos)
 Observatório do desenvolvimento do Alentejo (mas, com
 calma!..........................)
Observatório de cheias  (...lol...lol...)
Observatório da sociedade de informação (outra vez a treta dos comunica,
informa, aldraba)
Observatório da inovação e conhecimento (inovação: o desemprego é uma
oportunidade; conhecimento: era bom que o mentor o conhecesse)
Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento (...mais
3 !!!)
Observatório das regiões em reestruturação (porreiro!!!)
Observatório das artes e tradições (era uma vez um D Afonso que bateu na
mãe)
Observatório de festas e património (ESTE É QUE É BOM!!! VOTO NESTE!!!
VENHAM AS BEJECAS!!!)
 Observatório dos apoios educativos (agora que tínhamos chegado às festas,
vamos estudar?)
Observatório da globalização (até fico tonto)
Observatório do endividamento dos consumidores (...serão da DECO ??)
Observatório do sul Europeu (deve ser daqueles que andam sempre nas praias
do Sul à nossa conta)
Observatório europeu das relações profissionais (s/ comentários)
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal  (...o que é estes fazem ???)
Observatório europeu do racismo e xenofobia (biba as minorias, carago!!!)
Observatório dos territórios rurais (os grelos, os tomates, os marmelos e
afins)
Observatório dos mercados agrícolas (lá está! O comercio dos grelos, os
tomates, os marmelos e afins)
Observatório virtual da astrofísica (da Mara)
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e
municipais(...valha-nos a virgem !!!)
Observatório da segurança rodoviária (e das multas)
Observatório das prisões portuguesas (para acomodar os pedófilos,
criminosos e outros bons moços)
Observatório nacional dos diabetes (finalmente alguém válido!!!)
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos (outra vez
a escolinha? Tirem cursos ao domingo!!!)
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos
povoamentos de sobreiro e azinheira (lol...lol...)
Observatório estatístico (alguém faça uma estatística dos custos desta
treta toda)
Observatório dos tarifários e das telecomunicações (...este não existe !!!
é mesmo tacho !!!)
Observatório da natureza (gosto daquela natureza ondulante, bem cheirosa,
macia e……………………….)
Observatório qualidade (de quê?)
Observatório da literatura e da literacia (e o acordo ortográfico)
Observatório da inteligência económica (hé! hé!! hé!!!)
Observatório para a integração de pessoas com deficiência (vá lá, este
passa, desde que nãos seja deficiência política)
Observatório da competitividade e qualidade de vida (qualidade de quem?)
Observatório nacional das profissões de desporto (correr ao Pingo Doce,
fugir das Finanças, yoga nos Centros de Saúde e muito mais)
Observatório das ciências do 1º ciclo (outra vez o estudo, bolas)
Observatório nacional da dança (isso sim, haja música)
Observatório da língua portuguesa (mas quantas vezes de trata da língua?)
Observatório de entradas na vida activa (e as saídas? Isso é que é
importante e ninguém está a ver)
Observatório europeu do sul (os mouros, carago)
Observatório de biologia e sociedade (coitados dos cibernautas)
Observatório sobre o racismo e intolerância (ok! Gostamos de todos)
Observatório permanente das organizações escolares (já nem comento a porra
da escola)
Observatório médico (das doentes entre os 25 e 40 anos, gosto)
Observatório solar e heliosférico (cá para mim este deveria estar nas
toxicodependências)
Observatório do sistema de aviação civil (...o que é este gente fará ??)
Observatório da cidadania (não há pachorra…)
Observatório da segurança nas profissões (devem estar cegos)
Observatório da comunicação local (...e estes ???)
Observatório jornalismo electrónico e multimédia (vão dar uma volta!)
Observatório urbano do eixo atlântico (...minha nossa senhora !!!)
Observatório robótico (vão roubar para a estrada)
Observatório permanente da segurança do Porto (...ACABEM JÁ COM ESTE !!!)
Observatório do fogo (...que raio de observação !!)
Observatório da comunicação (Obercom) (duas vezes observado é sempre melhor)
Observatório da qualidade do ar (...o Instituto de Meteo e Geofisica não
faz já isto ???)
Observatório do centro de pensamento de política internacional (NEM CÁ
DENTRO SE PODEM VER!!!)
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações
aeroespaciais (...este É bom !!! com o nosso desenvolvimento aero-espacial
!!!)
Observatório europeu das PME (nano micro …)
Observatório da restauração (lá está! As bejecas)
Observatório de Timor Leste (e conseguem ver de cá???)
Observatório de reumatologia (e de todo o poder político)
Observatório da censura (censurar a censura. Só neste país)
Observatório do design (dos cabeleireiros e arranjo de unhas)
Observatório da economia mundial (assim é que é. Observem as grandes
economias. E, já agora, aprendam)
Observatório do mercado de arroz (arroz doce?)
Observatório da DGV (Das Gajas Vaidosas)
Observatório de neologismos do português europeu (mas mandaram os prof de
português regressar, para que serve?)
Observatório para a educação sexual (até gosto)
Observatório para a reabilitação urbana (treta)
Observatório para a gestão de áreas protegidas (bué treta)
Observatório europeu da sismologia (...o Instituto de Meteo e Geofisica não
faz isto também ???)
Observatório nacional das doenças reumáticas (outra vez)
Observatório da caça (era bom se fosse a caça às bruxas)
Observatório da habitação (olhem! Digam qualquer coisinhas aos bancos que
nos levam as casas)
Observatório do emprego em portugal  (...este é mesmo brincadeira !!!)
Observatório Alzheimer (agora é que é dos políticos)
Observatório magnético de Coimbra (e atrai mesmo? Só podem estar a gozar!!!
A gastar erário público com magnetismo)****

* Pergunta; em que é que esta gente que “Observa” tornou o País melhor ???
*****

http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/governo-portugues.html

http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/estudo-do-economista-alvaro.html

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Grande Loja Laranja e a EDP - Privatizações


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Uma economia que mata

by As Minhas Leituras
Vários órgãos de Comunicação Social noticiaram que a EDP vai distribuir 1,040 mil milhões de euros de lucros. Se esta ainda fosse uma empresa pública, esses lucros constituiriam receita no Orçamento do Estado. Tomando como base comparativa os gastos do Estado em rubricas importantes no ano de 2015, conclui-se que é um montante equivalente a […]

domingo, 24 de junho de 2012

Helena Roseta denuncia Miguel Relvas






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viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/09/relvas-vaiado-no-rio-de-janeiro.html 

O que a RTP e a TVI não mostrou do video em que manifestantes no Rio de Janeiro disseram a José Felvas..
A notícia é do jornal Público e dá conta de um projecto aprovado em 2004 pelo então secretário de estado da administração local, Miguel Relvas, por 1,2 milhões de euros.

Relvas deu à empresa de Pedro Passos Coelho o monopólio de formação para trabalhadores dos aeródromos do centro que nunca existiram.

O projecto foi financiado pelo programa Foral para formar centenas de funcionários municipais para funções em aeródromos da região centro que não existiam e nada previa que viessem a existir.

Destinava-se a formar precisamente 1063 técnicos municipais para trabalhar em sete pistas de aviação, parte delas fechadas, e em dois heliportos da região centro. No total, estas pistas tinham dez funcionários, agora têm sete.  Estamos a falar de 2004 e o projecto foi mesmo aprovado, no valor de 1,2 milhões de euros.... Por: Resistente


Para que não haja duvidas de quem estava no poder em 2004.

1981 ------ - Pinto Balsemão PSD - CDS - PPM

1981-1983 - Pinto Balsemão PSD - CDS - PPM
1983-1985 - Mário Soares PS (+PSD)
1985-1987 - Cavaco Silva PSD
1987-1991 - Cavaco Silva PSD
1991-1995 - Cavaco Silva PSD
1995-1999 - António Guterres PS
1999-2002 - António Guterres PS
2002-2004 - Durão Barroso PSD + CDS
2004-2005 - Santana Lopes PSD + CDS
2005-2009 - José Sócrates PS
2009-2011 - José Sócrates PS

viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/09/relvas-vaiado-no-rio-de-janeiro.html 




ESTE FOI REFORMADO POR ANDAR A ROUBAR OS TRABALHADORES E OS REFORMADOS.... 

Até me salta o fígado com a indignação !!!
Mais uma vergonha nacional.

SÓ NOS FALTAVA MAIS ESTA .

(
Relvas já reformado. E com 2.800 € - mais de 39.000 €, por ano,  pagos pela C.G.A.)

Nem Salazar foi tão longe! Que nos dirão os senhores políticos das chorudas reformas vitalícias, com 6 e 12 anos de descontos ?
Como é que o sistema da CGA poderá aguentar todas estas poucas vergonhas ?

MAS QUE GRANDE CAMBADA !

Era a estes casos que Passos Coelho se referia quando falou das reformas que nunca tiveram o devido desconto ?

Então legislem, com efeitos retroactivos, sobres estes Senhores e não sobre os funcionários públicos que descontaram durante 40 anos e prestaram, na maioria dos casos, mais de 40 anos de serviço ao Estado Português.
Se o fizerem, ninguém contestará estes efeitos retroactivos e, por certo, não haverá nenhum Tribunal Constitucional que considere a medida inconstitucional.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

BPN A Fraude sem Castigo

       
                     
litos63
22.06.2012 - 00:43

Parece anedota, mas é autêntico:
Dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros.
Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco.

O BPN tem feito correr rios de tinta e ainda mais rios de dinheiro dos contribuintes.
Foi a maior burla de sempre em Portugal, qualquer coisa como 9.710.539.940,09 euros.

Com esses nove biliões e setecentos e dez milhões de euros, li algures, podiam-se comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo), 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid, construir 7 TGV de Lisboa a Gaia, 5 pontes sobre o Tejo ou distribuir 971 euros por cada um dos 10 milhões de portugueses residentes no território nacional (os 5 milhões que vivem no estrangeiro não seriam contemplados).

João Marcelino, director do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “é o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.
O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?”

O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.
O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros (há trinta anos era um advogado "pé rapado", em início de carreira, em Coimbra).

Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.

Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores.
O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar.

Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários.
Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD.

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho de 2011, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN.
O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.
O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele, Cavaco Silva.
Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência.
Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros.

Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.
Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista. Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar à prisão...
O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus.
Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público deferiu os pedidos. Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram descaminho a nove biliões e é um problema político.
Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes "condescendentes", vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais.

Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos costumes talvez isso não aconteça.

Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram a regra de Brecht:
“Melhor do que roubar um banco é fundar um”.

TU, QUE NÃO TENS TRABALHO, QUE PASSAS FOME, QUE MORRES POR NÃO TERES DINHEIRO PARA TE TRATAR;
JOVEM BEM QUALIFICADO E PREPARADO PARA TORNAR UM PAÍS MELHOR, MAIS MODERNO E JUSTO, QUE NÃO ENCONTRAS TRABALHO NO TEU PAÍS;
PENSIONISTA, QUE TRABALHASTE UMA VIDA INTEIRA, CONTRIBUÍSTE PARA ENRIQUECER OUTROS E ESTÁS A VIVER DE UMA MÍSERA PENSÃO, QUE OS MESMOS TE CONTINUAM A ROUBAR;
TODOS OS QUE VIVEM HONESTAMENTE DOS RENDIMENTOS DO SEU TRABALHO:
PARECE-TE JUSTO?

VAMOS TODOS MUDAR DE PAÍS!!

Foto
Parece anedota, mas é autêntico:

O dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros.
 Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco.

Mas este já está preso.






José Curado Gaspar Matiashttp://www.jornaldenegocios.pt/.../desvio_no_bpn_elevou...
Oliveira e Costa e os ex-administradores do BPN...
JORNALDENEGOCIOS.PT




Nota: Se quer saber mais. Outros artigos relacionados com o BPN.

















Quem cavou o buraco do BPN?

Uma pequena tentativa para contabilizar o(a)s senhores(as) que ficaram com o dinheiro que todos os portugueses estão a repôr.
Os valores são indicativos e foram pesquisados na internet, em jornais (principalmente no Diário de Noticias) e no livro "O escandalo do BPN" e completados com a reportagem da SIC em 22/12/2012).
É possível que alguns estejam inocentes ou já tenham regularizado os créditos. A cinzento estão nomes e montantes que se encontram disponíveis em jornais e internet mas que não foram mencionados na reportagem da SIC.

Buraco estimado entre os 2800 e os 4893 milhões de euros mas que, segundo alguns especialistas, pode chegar aos 8300 milhões!

Coveiros:

  • Aprígio Jesus Fereira Santos: 140 milhões

  • Duarte Lima, Pedro Lima e Vítor Raposo (Homeland): 49,655 milhões

  • Luís Duque, vereador da CM de Sintra: indeterminado
  • empresário Carlos Marques (stand SportClasse), e advogados Diamantino Morais e Teresa Rodrigues: 100 milhões
  • José Oliveira e Costa 15,307 milhões
  • a filha Yolanda Maria Rodrigues Oliveira e Costa (PROGLOBO) : 3,447 milhões
  • José Oliveira e Costa, António Franco (ex-administrador), José Vaz de Mascarenhas (ex-presidente do Banco Insular) e Ricardo Pinheiro (ex-director do Departamento de Operações do banco): 222,1 milhões
  • Abdool Vakil: indeterminado
  • Luís Carlos Caprichoso (PLEXPART): 0,820 milhões
  • Francisco Sanchez: indeterminado
  • José Vaz Mascarenhas: indeterminado
  • Luís Reis Almeida: indeterminado
  • Isabel Cardoso: indeterminado
  • José Augusto Rodrigues Monteverde (BIGMUNDI): 5,632 milhões
  • Ricardo Oliveira: indetermnado
  • Luís Ferreira Alves: indetermnado
  • F. Baião do Nascimento: indetermnado
  • António Martins Franco: indetermnado
  • Rui Guimarães Dias Costa: indetermnado
  • Hernâni Ferreira: indetermnado
  • Labicer: 82 milhões
  • Invesco (off-shore): 17,538 milhões
  • Jared Finance (off-shore): 46,588 milhões
  • Solrac (off-shore): 115,116 milhões
  • Merfield Servises (off-shore): 6,615 milhões
  • Marbay Enterprises (off-shore): 4,155 milhões
  • Tempory Limited (off-shore): 3,845 milhões
  • Redshield Services (off-shore): 12,450 milhões
  • Reltona Enterprises (off-shore): 12,585 milhões
  • Webster Worldwide Assets: 26,82 milhões
  • Financial Advisory Services: 2,449 milhões de dólares
  • Orienama Investments: 713,106 mil dólares
  • Antorini Brasil Participações: 399, 247 mil dólares
  • Imobiliária Pousa Flores: 1,55 milhões
  • Almiro Silva: 14.05 milhões
  • Starzone, empresa participada da SLN que geria os direitos de imagem do futebolista Luís Figo e do ex-selecionador português de futebol Luiz Filipe Scolari: 47 mil euros
  • Vítor Baía (através das empresas  Suderel- Gestão Imobiliária SA e Cleal) 4 milhões
  • Telmo Belino Reis 3,6 milhões
  • Dias Loureiro 10 a 30 milhões
  • Arlindo de Carvalho e José Neto (empresa Pousa Flores) 74,363 milhões
  • Arlindo de Carvalho (via Banco Insular) 4,88 milhões
  • José Neto (via Banco Insular) 4,89 milhões
  • António Coelho Marinho 0,735 milhões
  • Duarte Lima (empréstimo para comprar obras de arte) 6 milhões
  • Fernando Estevam Oliveira Fantasia (OPI 92 e PAPREFU - imobiliárias): 80,847 milhões
  • Emídio Manuel Catum (PLURIPAR): 134,740 milhões 
  • Emídio Manuel Catum e Fernando Fantasia 72,131 milhões
  • Luís Filipe Vieira 20 milhões
  • Capinha Lopes (arquitecto): 9,218 milhões
  • Abdul Rahman El-Assir 38,2 milhões
  • José Manuel Gama Pereira (gerente do balcão BPN nas Amoreiras) 2 milhões
  • Leonel Gordo (gestor do balcão de Fátima) 3,584 milhões
  • Joaquim Pessoa (vendeu ao banco uma colecção de arte pré-histórica falsa): 5,3 milhões
  • Almerindo Duarte (TRANSIBERICA): 23,040 milhões
  • Casa do Douro: 26,549 milhões
  • CNE - Cimentos Nacionais e Estrangeiros: 90,441 milhões
  • Galilei: talvez 1000 milhões
  • Joaquim Alberto Vieira Coimbra (TURITON-Imobiliária): 11,032 milhões
  • Vitória Futebol Clube: 7,021 milhões
  • Boavista Futebol Clube: 3,552 milhões
  • Tomás Taveira (arquitecto): 0,828 milhões
  • António José Baptista Cardoso Cunha: 8,387 milhões

  • TOTAL até agora tornado mais ou menos público: 3660,46 milhões

Era tão bom que publicassem todos os créditos transferidos para a Parvalorem, para a Parups e para a Parparticipadas para sabermos tudo. Para sabermos a quem andamos a pagar os calotes.



        As «sociedades veiculo» públicas que serviram para limpar o BPN, preparando-o para a privatização, absorveram cerca de 5,5 mil milhões de créditos de cobrança duvidosa provenientes do BPN.
Trocando em miúdos. Com a nacionalização do BPN seguida da sua privatização, o Estado, através dos ditos «veículos», tornou-se credor de 5,5 mil milhões de euro que o BPN emprestou a algumas empresas e pessoas, pessoas e empresas essas que não pagam o que devem e para tal declaram falência, ou encontram outras formas de incumprir. Esses créditos quando considerados incobráveis, são contabilizados no défice público como despesas e transformados em dívida pública. Dos 5,5 mil milhões, 2,2 mil milhões já foram reconhecidos como perdas e contabilizados nos défices de 2010 e 2011, isto é, transformados em dívida “de todos nós” que já estamos a pagar com juros.
Informa-nos o jornal Expresso, de 22 de Dezembro (página E8), que agora «já há mais de 500 clientes com dívidas superiores a meio milhão de euro em incumprimento total». No total, este incumprimento acrescentaria cerca de 3 mil milhões de euro à fatura do défice e da dívida.
Ora, 2,2 mil milhões, que já estamos a pagar, mais 3 mil milhões ….
Quem são as empresas e as pessoas cuja dívida nos estão a querer obrigar a pagar? A notícia do Expresso identificava os dez maiores entre os quinhentos: 
        | POR JOSÉ MARIA CASTRO CALDAS